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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

De Carro por Aí com Roberto Nasser

Elegante, econômico, o Citroën C3 PureTech 1,2

Automóvel de entrada na marca, hábil no fugir à tentação do emprego de motor 1,0, nova geração do Citroën C3, dita PureTech, desprezou o motor 1,45 litros, quatro cilindros, nacional, por importado 1,2 tri cilíndrico. Conseguiu o melhor da sociedade de consumo, ser chique e econômico.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

De Carro por Aí com Roberto Nasser


109 cv no Uno 1,3 GSE!

FCA, por sua marca Fiat corre nos últimos retoques na evolução do Uno, a versão GSE. Sigla de Global Small Engine, nova geração mundial de motores de pequena cilindrada. Começa com duas versões: 3 cilindros, 1,0, e projetados 80 cv, e curva de melhor torque na categoria – a grosso modo torque move o carro nas cidades; e 4 cilindros, 1,3 e a surpreendente potência de 109 cavalos vapor – novo GM Onix com motor 1,4 gera 106 cv, e  VW Gol 1,6 104 cv. Para comparar motores, veja quantos cv produz por 1.000 cm3 de cilindrada. Quantidade maior indica modernidade. 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

De Carro por Aí com Roberto Nasser


Honda Civic, nova geração

Honda fez redesenho geral do Civic marcando sua décima edição. Esticou, alargou, baixou o teto do automóvel, aumentou distância entre eixos, e amarrou tudo com linha mais fluidas, juntando teto à extremidade do ampliado porta malas. Cuidado especial no afinar colunas frontais. Segue  tendência mundial de sedãs acupezados.

Levou o redesenho para a parte comercial por versões bem caracterizadas, em vez do caminho comum de partir da básica, mudar letrinhas e

segunda-feira, 25 de julho de 2016

De Carro por Aí com Roberto Nasser


Caro Kicks

Nissan mostrou seu próximo produto, o Kicks. Segue o rito usual no processo: apresentação à imprensa, mídia sem custos; pausa para divulgação entre leitores; após, anúncios pagos e promoções. Até março será importado. Aí, quando iniciar ser produzido na fábrica de Resende, RJ, será o primeiro Nissan atualizado. March e Versa, atualmente lá feitos existiam há tempos. Por atualizado projeto inclui demandas de estilo, habitabilidade, uso de materiais para reduzir peso e aumento da rigidez estrutural, itens de segurança.

Vendas começam com

sexta-feira, 15 de julho de 2016

De Carro por Aí com Roberto Nasser


Automóvel: Canela, RS, ganha o Museu dos Azambuja

Conhecidos pela melhor coleção de automóveis nacionais, os irmãos Rogério e Róberson Azambuja, empresário e advogado, tomaram coragem e instalaram o Museu do Automóvel no limite entre as turísticas Gramado e Canela. Noticiou a Coluna  em 01.outubro.2014, adquiriram o fechado Museu do Automóvel, Arte e Cultura, do também gaúcho Carlos Eduardo Warlich, ampliaram o espaço museal a 1.700 m2 para exposição.

Proposta é exibir acervo próprio, alternando com estoque mantido em Passo Fundo no Museu do Transporte Nacional; fomentar o interesse e o

segunda-feira, 4 de julho de 2016

De Carro por aí com Roberto Nasser


Bom, bonito, o Kia Sportage

Quarta edição, sucesso de vendas crescente, projeto premiado, Kia Sportage inicia ser vendido no Brasil e, com esperanças de José Luiz Gandini, importador, de retomar a posição de mais vendido da marca.

Mudou tudo, incluindo design atualizado e conteúdo. Terá sido o último Sportage sob o lápis de Peter Schreyer, festejado designer, presidente da Kia. Deve se aposentar em dois anos e próxima geração surgirá em 2021. Embute muita dedicação para se tornar referência, linhas agradáveis, grade e frontal inconfundíveis,

sábado, 25 de junho de 2016

De Carro por Aí com Roberto Nasser


Jipinho Fiat, projeto grande

Coluna informou a corrida pela FCA em novos projetos para substituir seus produtos mais antigos. E juntou, como antecipação nacional, outro dado: ordem para criar um jipinho, Junior, como tratado internamente. Há dias noticiou novamente: direção teria dado meia-trava nesta versão; e comentou sobre o perigo de freadas em projetos, exemplificando com o VW Taigun, mostrado, anunciado, mas freado – e esquecido.

É mais

No caso FCA, fonte da Coluna esclareceu, projeto ora sobrestado em muito supera a primeira informação: é independente, não será versão dos modelos de substituição atualmente finalizando testes.

Projeto grande, mundial, de novo modelo,

segunda-feira, 20 de junho de 2016

De carro por aí com Roberto Nasser


Nissan automatiza March e Versa

March e Versa com opção da caixa CVT

Leitor atento, como os da coluna De Carro por Aí, devem ter-se perguntado o porquê de dedicar espaço desmesurado a uma simples caixa de transmissão, coisa simples, uns 5% do valor de um automóvel barato. Questão pertinente. Uma das grandes dificuldades nesta escultura semanal não está no levantar informações, conferir fatos e fontes, entender razões e consequências, coisas usuais à função dos jornalistas, mas no filtrar a enorme massa de informações, de acordo com o variado interesse dos leitores – e faze-las caber neste espaço.

Mas justifico. Caixas automáticas – sejam automatizadas, hidráulicas ou por polias variáveis -, são os equipamentos

segunda-feira, 13 de junho de 2016

De Carro por Aí com Roberto Nasser


Prius, em híbridos Toyota aponta o futuro

Lançamento do híbrido Prius sinaliza não ser apenas mais um automóvel no caminho tecnológico do futuro. Ao contrário a Toyota, pelo produto e pela moldagem da apresentação, o quer como o veículo para tal destino. A empresa assumiu trilha corajosa: até 2050 100% dos Toyota elétricos, híbridos elétricos ou por célula de combustível. Para caracterizar a pretensão de liderança tecnológica nipônica, fez apresentação em Brasília, na Embaixada do Japão, envolvendo o corpo diplomático, executivos públicos, alguns jornalistas especializados e, para dar certeza da importância do produto, o peso da estrutura diretiva da empresa. Mark Hogan, único não japonês no board mundial; Steve St Angelo, CEO para a América Latina, Koji Kondo, e  Miguel Fonseca, presidente e vice da Toyota no Brasil.

Prius é o mais vendido híbrido do mundo, em quarta geração, superando 5,7 milhões de unidades entregues. Emprega motor elétrico gerando 72 cv e outro a gasolina, 1,8 de restritos 98 cv para faze-lo mover-se na arrancada. Para recarregar a bateria, colocada sob o banco, o sistema de desaceleração e freios se encarrega de gerar energia. Ou ligação em tomada de parede.

Modelo atual é feito sobre a nova plataforma TNGA, com ela conseguindo menor altura, mais largura e espaço interno, num desenho eficiente: com CX de 0,24 é o sedã mais aerodinâmico do mundo. O pacote o rotula com o mais econômico no mercado brasileiro, fazendo próximo a 20 km/litro.

Visual intencionalmente futurista, grupo óptico em LEDs espraiando-se pelos para lamas, interior com instrumentação central, tela de 17,5 cm, multi mídia, GPS, câmera de ré, som. Head up display, o projetor de informações no para brisas, facilita a condução. Confortos à altura, como volante multi função, ar condicionado com duas zonas e sensor para concentrar fluxo nos lugares ocupados. Sete almofadas de ar – frontais, laterais, joelho -, sensor para abertura de portas. Enfim o pacote de confortos a cada dia mais rico.

Preço incentivado, sem correção de dólar, R$ 119,950 pretende conseguir 600 clientes com espírito ecológico neste ano.

Prius

Puma Alface (...), o carro do Mohammad Ali

Conta simples, some o fato insólito, o descompromisso nacional em buscar informações, seu disseminar como se tivesse fé pública. O resultado sempre dará em estórias, versões, trocando a falta de essência histórica pelo ágil inventar. O Puma Alface é uma delas.

Conto. É confusão fonética. Referido Alface é o modelo Al Fassi, criado em 1987 sobre o Puma-018 para ser vendido na Arábia Saudita. Amarração do desenvolvimento do produto, desenho comercial e exportação liderada pelo festejado e nascido Cassius Clay, 1942, e ora desaparecido sob o nome muçulmano de Muhammad Ali. Aventura automobilística triangular, ligando Curitiba, Pr, Brasil; Houston, Texas; e a Arábia Saudita.

Operação fugaz, mais lembrada pela confusão iletrada.

Como

Lembrar-se-ão interessados na história dos veículos, o Brasil sempre aplicou, sem imaginação, um cadeado aos portos, inibindo importações, em especial de automóveis – a ideia vesga continua, desprezando a competição do mercado e a competitividade nos custos. Tal muro fez surgir fórmula de juntar carroceria de uma empresa; plataforma mecânica de outra; e produto final como veículo especial, de nicho. A Puma era referência neste caminho. Atrevida, exportou para os EUA, Europa, teve linha de montagem na África do Sul, fez-se conhecida como produtora de esportivo charmoso e barato. Mas na década de ’80 inviabilizou-se, saindo do negócio, cedendo o de fazer, direitos e nome a empresa paranaense, a Araucária, conduzida por Rubens Maluf. O corcoveio da economia nacional, os seguidos planos econômicos, o governo Sarney à base do deixa rolar para o tempo decidir, levaram quase todos os empreendedores ao fim. A Puma tomava este caminho triste.

Entretanto Kevin Haynes, seu representante nos EUA, preocupado com o fenecer do negócio, era amigo do advogado de Muhammad Ali, aposentado como pugilista vencedor, e interessado em aumentar sua renda. Com alguns contatos montaram a fórmula: Ali viria ao Brasil; combinaria o negócio com a Puma; criariam versão a partir do existente. Seria exportado aos EUA onde receberia motor, transmissão e freios do Porsche 911 e, de lá, mandado à Arábia Saudita.

O novo Puma teve sobrenome adicional: seria Puma Al Fassi – de Muhammad Al Fassi, dito Sheik sem sê-lo, controvertido bilionário marroco-saudita e destinatário final dos carros exportados, administrador da fortuna do cunhado, o Príncipe Turkin bin Abdul Aziz, irmão do Rei Saudita Fahd al Saud. E outro pedúnculo: by Mohammad Ali, aval do pugilista com renome mundial.

Para frente

Felipe Nicoliello, editor do bom sítio Pumaclassic, confirma a operação. Muçulmano Ali, então aos 45, veio ao Brasil com seu advogado judeu Richard Hirschfield, um consultor de negócios, e um engenheiro de automóveis. Parte legal, moldaram uma companhia, The Ali Vehicle Industry, para formar joint venture com a fabricante do Puma, a Araucária Veículos, e uma importadora dos EUA, a Inter American Ltd.

Quanto ao produto, em corrida de 21 dias grupo decidiu e criou restrita pré série de duas unidades sobre o modelo P-018 conversível: desenhos, projetos, moldes, ferramentas, adaptações, foram desenvolvidos e viabilizados para atender ao cliente capaz de garantir sua sobrevivência econômica. Um recorde para pequena empresa em dificuldade. Mudanças foram sutil alargamento na carroceria; para lamas frontais com faróis retangulares, e na tampa traseira. Internamente re arranjo buscando mais espaço; aposição de painéis de madeira para valorizá-lo.

Conta a paranaense Gazeta do Povo Ali dispendeu o período em Curitiba, dando expediente na fábrica, sugestões, acompanhando até exportá-las à Arabia Saudita.

A Araucária respirou esperança ante o traçado inicial de vendas – entre 400 a 1440 unidades – para esse, faturamento de US$ 36M, - US$ 25 mil/cada.

Para trás

O tempo drenou expectativas. Polêmico Mohammad Al Fassi, residindo na Arábia Saudita, além de comportamento anti social, gastando US$ 2M anuais apenas em roupas, sustentando uma assessoria com 75 pessoas, cometeu a impropriedade de apoiar o ditador Sadam Hussein, sendo obrigado a correr para os EUA com suas quatro mulheres, filhos e boa parte de bens móveis, incluindo dois Boeing 707. Teve vida curta, morreu aos 50 anos, em 2002.

A tentativa de trabalhar para ganhar dinheiro perdeu fôlego e interesse, e a desistência abalou o trêfego caixa da Araucária, já penalizada pelo mercado ruim, descapitalizada pelos investimentos para modificar o produto, no investir em estrutura e estoque para atender à encomenda. Tropicou e foi comprada pelo fabricante de auto peças Nívio de Lima transformando-a em Alfa Metais, reatando produção. Faleceu precocemente, cessando a produção do Puma.

Com a mudança de vida de Mohammad Al Fassi, feneceu o ponto terminal, Ali refluiu, incluindo outra vertente tentada, com a gaúcha Aldo Auto Capas, fabricante do também pretensamente esportivo Miura.

Último

Da contida pré série, derradeira carroceria Puma Al Fassi 003, então preparada por precaução, relata Nicoliello, ficou guardada de 1987 até 2009, quando Rubem Rossato, diretor da Araucária ao tempo do negócio com Ali, decidiu completá-la. Com auxílio de ex-funcionários do projeto, finalizaram-na, como foram as duas primeiras e exclusivas unidades exportadas para a Arábia Saudita, transformando-a em raridade. Dos Al Fassi exportados, supõe-se existir um remanescente.

Puma Al Fassi – aqui dito Alface

Identificação

Interior refinado, com madeira

Roda-a-Roda

Aqui – Renault quer aproveitar surgimento de serviços de transporte individual, como o Uber, para mostrar as vantagens do Logan – espaço interno, resistência, baixa manutenção. Iniciará movimento em breve.

PSA – Carlos Tavares, número 1 da PSA – Peugeot, Citroën, DS, disse a jornalistas argentinos lançar no Mercosul 17 novos produtos das três marcas. DS é a marca de luxo e terá lojas no Brasil.

Lucros – E informou ter revertido a posição de prejuízo, operando com lucro.

Atrativo – No pacote de incentivo às vendas de seu utilitário esportivo F-Pace, Jaguar criou facilidades: recompra em 24 meses; seguros a 3,88% do valor; pacote de revisões à base de R$ 1 mil/ano.

Dúvidas – Em recente e privada reunião Ford apresentou seu novo motor 1,0 3-cilindros, turbo – o Ecoboost -, 125 cv e 173 Nm de torque, mais potente 1,0 na área do Mercosul. Outros 1,0 Turbo, o Hyundai e VW fornecem 105 cv.

Equação - Entretanto não será nem o mais rápido ou reativo. Ford diz, Fiesta acelera de 0 a 100 km/h em 9,6s. Apesar de menor potência e torque, mais leve, o up! vai da imobilidade aos 100 km/h em 9,5s.

Comparativo – Apresentando seu picape S10, GM fez comparação direta. Começou com o líder HI-LUX Toyota em filmagem de capacidade de ultrapassagem realizada no autódromo Velo Citá em Mogi Guaçu.

Mais uma – Jaguar Land Rover ajustou data de inauguração de fábrica em Itatiaia, RJ: 17, sexta. Não informou a extensão das intervenções industriais. Fábrica pequena, dentro do programa Inovar-Auto, para 18 mil unidades/ano.

Queda – Atualizando testes de impactos e danos a ocupantes, LatinNCAP submeteu Kia Picanto e Peugeot 208. Kia em versão não vendida no Brasil, sem almofadas de ar. Levou nota Zero. Peugeot 208, aqui feito, versão básica, decresceu.

Economia - Em 2014 obteve 4 estrelas para proteção de adultos e 3 para crianças. Novo teste incluiu impacto lateral e resultado piorou pois as barras de proteção foram suprimidas. Entidade não governamental quer padronização internacional dos itens de segurança para reduzir danos físicos em batidas.

Láurea – Prêmio Consumidor Moderno indicou Mercedes-Benz pelo 15o ano como melhor central de relacionamento com cliente de automóveis. Para caminhões, sétima vez. Em 2016 inovou: diretores em rodízio no telemarketing para ouvir clientes, projeto do presidente Philipp Schiemer de integrar a empresa aos usuários.

Solução – Ante queda de vendas do mercado de carros novos, CAOA, revendedora de Hyundai, Ford e Subaru, criou lojas para semi novos. Goiânia, Campinas, S Paulo e pretensões de inaugurar mais 12 em 2016, intenta superar 24 mil vendas. Diz garantir melhor preço, qualidade e procedência.

Festa – Gostas do clima de convívio com outros aficionados, e do friozinho colonial de Tiradentes em julho? Vá ao XXIV Bikefest, 22 e 26 de junho. Aguardam-se 18 mil pessoas em torno de motos clássicas e off road. Mais ? www.productioneventos.com.b

Antigos – Foi-se Jarbas Passarinho, coronel, ex-governador, ministro, senador. Para antigomobilistas, figura importante. Ministro da Justiça, entendeu impossibilidade de o Contran, Conselho Nacional de Trânsito, criar o requerido conceito de Veículo de Coleção, avalizou-o ao Presidente da República. Deu certo.

Estratégia – 18 e 19 de junho Porsche levará pela 3a vez seu modelo 919 às 24 Horas de Le Mans, mais charmosa da provas de resistência. Quer defender título de campeã, fazer pontos para o campeonato de Endurance FIA.

Por dentro - Disputa de engenharia e pilotagem para atingir resultado de marketing, tem ingrediente importante: planejamento. Levantar cenários de disputa, resultados parciais e opções, paradas de reabastecimento, volume, consumo, distâncias.


Gente – André Barros e Marcos Rozen, jornalistas, deixaram a agência AutoDataOOOO Competentes, premiados, Barros quer ficar no setor. Rozen, tocar seu MIAU, digital Museu da Indústria Automobilística. OOOO Matheus Barral, universitário, 19, premiado. OOOO Vencedor do Alan Mullaly Liderança em Engenharia, certame internacional bancado pela Ford com o nome do presidente que anteviu e criou solução para sobreviver à crise de 2009. OOOO Barral levou US$ 10 mil para auxiliar seus estudos. OOOO Juan Carlos Rodrigues, argentino, engenheiro agrônomo, reconhecido. OOOO Terceiro filho do penta campeão Juan Manuel Fangio. OOOO Sentença judicial, por recentes exames de DNA. OOOO Patrimônio material vem sendo reduzido pelos sobrinhos, incluindo venda de veículos históricos. OOOO

sábado, 23 de abril de 2016

De carro por aí com Roberto Nasser


Etios 2017 e seu pacote quase adequado

Toyota deu um bom trato no Etios, produto de entrada no mercado. Ultrapassou mudanças cosméticas e maquiagem para assinalar nova modelia ou criar ocasião para divulgar o produto. Fez ação muito maior, a de elevar o Etios para ampliar a fatia de clientes – e conquistar os em descenso pela situação econômica. A estes migrantes, o atrativo de encontrar produto com bom recheio. Quer vender mais ampliando a faixa de compradores. Tropeços com a série atual do Etios fez a matriz perceber dificuldades na filial brasileira, desde definição do produto até o relacionamento com a imprensa. Isto gerou silenciosa revolução, esvaziando poderes de executivos, dispensa de outros, mudanças na diretoria. Cúpula da empresa entende ter chegado ao piso ideal. Ainda faltam mudanças.

No produto, intervenções amplas. Motores 1,3 e 1,5 litros agora nacionais,

sexta-feira, 8 de abril de 2016

De carro por aí com Roberto Nasser


Novos Peugeot 208. Oportunidade e coragem

Festa e conteúdo para recomeçar. Peugeot resolveu encarar imprevista queda de vendas – 50% maior à perda do mercado –, revendo leque de produtos.
Em todos aplicou atualizações estéticas europeias; a nova filosofia de ser os melhor equipados do segmento; e, na faixa superior, criou duas versões. Uma, Sport, distinta por decoração, com mecânica conhecida, motor 1,6, 16V e 122 cv. Outra, GT, superior, motor THP 1,6 turbo e 173 cv.

Direção oposta, primeiro degrau de vendas, centrou esforços trocando motor 4 cilindros, 1,4 por um novo, o Puretech, 1,2, com 3 e iniciais 90 cv – na Europa seu turbo faz iniciais 120 cv.

Diz, será o motor mais econômico do país, afirmação a ser aferida ante o up! tsi e o novo Hyundai 1,0 turbo a ser lançado próxima semana.

Coisa fácil
Como produto é fácil puxar o 208 a melhores vendas. Basta fazer o interessado dirigi-lo. O automóvel, apesar de alguns juízos desconsideráveis, tem o melhor comportamento de direção, suspensão e freios, e é o mais agradável de condução de sua categoria. Quem gosta de dirigir, nele se encontra. O GT promete exponenciar isto, com ótima relação entre a potência gerada pelo motor e o peso do carro a deslocar, em comportamento remunerador aos sentidos, acelerar de 0 aos 100 km/h em apenas 7,6s, com velocidade final de 220 km/h reais – a álcool.

Complementa com detalhes visuais, mudança do desenho da tomada de ar frontal, o espaço da antiga grade, e para choques, rodas com 17” em alumínio polido, assinatura óptica por luzes diurnas em LED, e novas e curiosas lanternas tripartidas traseiras. Dentro, inescapável couro negro com pesponto vermelho. Central multimídia, com tela de 17,5 cm. 

Para entregar melhor rendimento com o motor turbo, novos ajustes de suspensão, pneus Michelin 204x45x17, com baixo atrito ao rolamento - não é boa altura para convívio com os mal-educados e anti tecnológicos buracos nacionais. E sistema ESP de controle de estabilidade, anti bloqueio, assistência a frenagens de emergência, função antiderrapante, controle dinâmico de estabilidade.

No outro extremo, versão de entrada aplica o novo motor tri cilíndrico, 1,2, 90 cv, com modernidades, como abertura variável de válvulas, pistões leves resfriados por jato de óleo. Usa câmbio mecânico com 5 velocidades.
Intermediária, o conhecido motor 1,6, 122 cv, permite uso de transmissão automática com 4 velocidades – coisa antiga.

Na prática, três opções de motores, três de câmbio, seis de decoração.

Quanto custa

Peugeot 208  
Versões
  R$
1.2 Active
1.2 Active Pack
1.2 Allure
1.6 Allure Auto
1.6 Sport
1.6 Griffe AT
1.6 THP GT
48.190
51.690
54.990
59.090
60.990
64.590
78.990
 

Novo Peugeot 208. Atraente

Ford melhora Ranger mirando em Toyota Hilux

Semana passada, quem viu TV em Buenos Aires, Ar, terá assistido anúncio simpático, provocativo. Da Ford, com o novo picape Ranger 2017. Dizia, em resgate histórico, Quando não havia picapes, nós as inventamos. E ao final encerrava: Tudo se pode superar.

Aos ligados no mercado, verdadeira declaração. Anúncios bons são como música do Dorival Caymi, texto do Rubem Braga, filme do John Ford: sem palavras vãs. E, aos interessados, explicação era resposta aos anúncios dos picapes Toyota, também recém lançados e superando em venda Fords na Argentina e no Brasil. Dizem eles, Só uma Hilux pode superar outra Hilux.

Foco
Aqui campanha de anúncios pagos não começou, e para a imprensa, mídia sem custo, Ford dividiu o lançamento. Alguns jornalistas uma semana antes, os restantes, nesta. Linha 2117 marca-se por seguir a Toyota: pequenas alterações estéticas, e maior incremento em conteúdo da versão de topo, mais próximo do automóvel, mais distante do veículo de carga.

Alteração – leia atualização –, assistência hidráulica para direção trocada por elétrica – não furta disposição do motor, nem cobra por isto. Itens de automóvel na superior versão Limited – alarme de mudança de faixa e correção automática, piloto automático, alerta de perigo de colisão, sete almofadas de ar, incluindo – para os joelhos do motorista. Engates Isofix para cadeira de crianças, apoios de cabeça e cintos com ancoragem de três pontos aos cinco ocupantes. E interior com novo painel com similaridade ao sedã Fusion quanto aos instrumentos e tela com 20 cm, no sistema Sync MyFordTouch. No caminho toyotista, rodas aro 18”em liga leve, pneus ditos como ecológicos de menor consumo, e garantia de 5 anos.

Pelos equipamentos eletrônicos, aparentemente a versão de topo não se destina a uso em estrada de terra, costelas-de-vaca, buracos, desníveis, imprevistos atemorizadores das frágeis ligações dos itens eletrônicos.

Abertura de leque a outros clientes, por maior rendimento ao motor diesel de entrada, 2,2 turbo, evoluindo de 150 cv e 375 Nm de torque, a 160 cv e 385 Nm. Muitas opções: tração 4x2 ou 4x4 com redução, caixa mecânica ou automática com seis velocidades. Cabine apenas dupla. Versão superior, motor maior, intocado, 3,2 turbo diesel, 200 cv e 490 Nm.

Não há mais versões com motor Otto, gasálcool ou flex.

Quanto custa
Ampla gradação de preços. Abre na versão mais simples, 2,2 tração traseira, câmbio mecânico, R$ 129.900. Versão de topo, mais R$ 50 mil, motor 3,2, tração nas 4 rodas e reduzida, transmissão automática 6M.

Novidade maior do Ranger 2017 é versão 2.2 mais palatável

J2, o primeiro JAC da América Latina. No Paraguai

Iniciativa do grupo Reimpex, instalações em Luque, lindeira a Assunção, onde monta motos e caminhões, desde início de abril abriga montagem dos pequenos automóveis J2 da chinesa JAC Motors.

É o ex-quase, aqui indicado pela representação local da JAC como sendo o futuro produto de fábrica não erigida na Bahia, motor frontal, transversal, porém com três cilindros, 1,0 litro, 67 cv, e caixa de transmissão mecânica com 5 marchas. Direção assistida, ar condicionado, duas almofadas de ar, vidros elétricos, fecham a aura chinesa de carros bem equipados – e baratos.

Responsável pela operação, titular do grupo, Jorge Samaniego, disse ao lançamento cumprir compromisso assumido com Horácio Cartes, presidente da República, de ter fábrica de automóveis equipados e acessíveis ao público. Paraguai, país de economia plana e previsível, em três anos atraiu sensível quantidade de fábricas de autopeças para lá produzir e exportar ao Brasil, gerando 6.000 empregos. Instalações elétricas dos Volkswagen, por exemplo, são paraguaias.

Ter fábrica de automóveis, mesmo com primária montagem de partes importadas, é fator de prestígio político às autoridades e indicador econômico. Mercado local é pequeno, e os J2 inicialmente nãoserão exportados aos colegas de Mercosul, pois não atinge o percentual de regionalização.

Mercado pequeno, importa em média 4.000 carros O Km/mês, e volume maior de carros usados, descartados japoneses, europeus e norte-americanos, mandados ao Chile via Zona Franca de Iquique, e de lá migrando ao Paraguai. Nos carros orientais magarefes mecânicos operam, mudando para a esquerda os comandos originalmente à direita. Governo quer apagar a exceção, fomentando compra de carro novo, gerando emprego e impostos, em lugar dos estrangeiros barrados na inspeção veicular e mandados a países pobres.
Estatal Banco Nacional de Fomento abriu crédito a compradores, financiando preço final de 47.000.000 Guaranis – uns R$ 31.000 -, em 48 vezes de aproximados R$ 850, por automóvel licenciado, segurado, e primeira prestação em maio.

Entusiasmado Samaniego disse, JAC atesta sua empresa como a melhor extra China, e repetiu, como os cartazes, ser o J2 el primer auto paraguayo. (leia mais)

JAC J2, o primeiro paraguaio ? ..... Não.

Memória. Quem diria, primeiro carro paraguaio era Alfa Romeo

Foi em 1967, governo do Marechal Stroessner (1954 -1989), a instalação da primeira montagem de automóveis no Paraguai. Na mesma Luque, o piloto-industrial ítalo-argentino Giuseppe Vianini, importador de Moto Guzzi para a Argentina, implantou instalações para montar automóveis Alfa Romeo por sua IAPSA – Industrias Automotoras de Paraguay SA.

Processo próximo ao praticado quase cinco décadas após pela Reimpex nos JAC: recebia carroceria em partes, alinhava, gabaritava, soldava, pintava e agregava mecânica, elétrica e decoração – desta, revestimento e bancos locais. Boa gama – superior à do Brasil, de monoproduto superado, o FNM 2000, o JK, licença Alfa Romeo, antigo Berlina 2.000 do fim dos anos ’50 -, fazia Berlinas Giulia 1.300; 1600; e os então novos 1.750 e 2.000. GTVs e conversíveis, não.
Durou tempo indeterminado, entre dois e cinco anos e, por razões nunca tornadas públicas – nem no livro de seu filho Andrea sobre sua carreira de piloto -, a operação Alfa deu lugar a uma Renault, montando-se R4.

IAPSA 2.000, licença Alfa Romeo. Agora carro de coleção

Roda-a-Roda

Surpresa – Tesla Motors, fabricante de carros elétricos nos EUA exibiu modelo 3. Menor ante o luxuoso S, autonomia de 500 km, e a partir de US$ 35 mil. Surpreendentes 115 mil pedidos sinalizados com US$ 1 mil no primeiro dia, para entrega em 2017. Carro rápido: 0 a 92 km/h em 6s.
RazõesPorque vendem tanto ?  São bonitos, performáticos e com grande autonomia. Concorrentes não juntam as três características.
Mudança – Empresas Peugeot, Citroën e DS sob a marca PSA, novas razão social e logo. Integra início do segundo ciclo da gestão de Carlos Tavares. Primeiro, esforço de salvação, o Back in the Race. Agora, respirando, o tema é Push to Pass. Desnecessário dizer, corrida de automóveis é o esporte do CEO.
Planos – Quer ser vista globalmente por eficiência na produção de veículos e fiel fornecedor de serviços de mobilidade. Novo nome é PSA Groupe. No logo feito em casa, fundo azul profundo simboliza sobriedade.

Nova logo PSA

Acelerador – Com pressa, Tavares surpreendeu acionistas: anunciou planos de retorno aos EUA após 25 anos de saída traumática. Nada de abrir distribuidora, mas devagar, com veículos para uso compartilhado. Segunda etapa, com seus próprios produtos elétricos, como a linha DS.
Nada – Imprensa veiculou ações da Fiat para produzir jipinho – termo larga e erroneamente empregado para descrever SUV, SAV, crossover, versões aventureiras. Verbete generoso e ocioso - a todos acolhe e a nenhum serve.
Perguntada, FCA negou. Diz, não terá concorrente ao primo Jeep Renegade.
– Anunciou investir US$ 500M atualizando mundialmente processo industrial da fábrica argentina em Ferreyra. Fará o Projeto X6S, em alterada plataforma do Palio. Substituto de Grand Siena e Linea e, em versão hatch, do Punto.
Mais – Motorização 4 cilindros: 1,8 EtorQ, 16 válvulas, 128 cv – menos ante versões hoje utilizadas no Brasil -, e 1.3 GSE, 105 cv. Neste, transmissão mecânica 5 M. No 1,8 automática com meia dúzia.
Novo - GSE será primeiro desdobramento da família a iniciar-se com o três cilindros 1.0. Diz-se, família GSE se curva às duas válvulas por cilindro. 2017.
Dúvida - Jaguar Land Rover na reta final para inaugurar fábrica em Itatiaia, RJ. Projeto de baixa nacionalização, enquadrado no regime oficial Inovar-Auto. Enfrenta situação política, retrato do momento.
E ? - Quem convidar à inauguração, logo após o julgamento do Impeachment da Presidente pela Câmara dos Deputados?  Se aprovado, ela se afasta e quem assumirá? O vice Temer? Eduardo Cunha, presidente da Câmara? Renan Calheiros, do Senado, todos às voltas com questionamentos judiciais? 
E.2 ? - Espera clarear? Convida apenas o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio? Inicia a produção e faz festa posterior, com cenário menos turvo? Mico é explicar aos controladores indianos e à gerência inglesa.
Flex – Mercedes marca produção nacional com motor flex no modelo C 180. Tecnologia da marca, não alterou sistemas, nem ganhos em torque e potência relativamente ao uso do gasálcool. C 180 vende 43% na classe. Versões 200 e 250 mantém-se não-flex.
Mercado – Mitsubishi ASX Oudoor em nova versão: 4x2 para reduzir preço e ampliar clientes. Bem dotado de equipamentos, entre eixos grande, pneus mistos. Iniciais R$ 108 mil – iniciais, pois hoje toda compra permite conversas.
Posição – Fechado primeiro mês cheio de vendas, picape Toro é terceiro mais vendido, seguindo Strada e Toyota HiLux. 3.080 unidades. Quer 4.000/mês
Mercado – Citroën cerca clientes com argumento importante: serviço bom e barato.  Recém lançado Novo Aircross tem plano de manutenção à base de R$ 1 ao dia. As revisões, com intervalo de 10.000 km, custam R$ 365,00 em 4x. Não é promoção, diz Dercyde Gomes, novo diretor de pós venda.
Oscar – Fiat Toro ganhou o Red Dot Design Award, o Oscar do design. Equipe liderada pelo abrasileirado Peter Fassbender criou produto adequado ao mercado e demandas dos consumidores. Design da FCA Brasil saiu da engenharia e se reporta a Stefan Ketter, no. 1 continental e ao designer chefe Ralph Gilles.
Registro – Keko Acessórios, do interior do RS, festeja 30 anos de fundação. Case de sucesso, é líder em personalização automotiva, fornece a nove montadoras, exporta a 40 países.
Elétrico – Correios testarão, por três meses, furgão elétrico chinês BYD. Capaz a 800 kg, tocado por baterias de lítio-fosfato de ferro, autonomia de 200 km, superior à média das entregas postais.
Meta - Aferirá resultados de custos no transporte de cartas e encomendas, e na difícil meta de reduzir, até 2020, de 20% nas emissões poluentes.
Ação – Proteste, Associação de Consumidores, e Consumers International, reunindo consumidores de 140 países, levaram jornalistas ao Autódromo de Interlagos para demonstrar eficiência do controle eletrônico de estabilidade.
Pressão – Querem apoio institucional para pressionar o Conselho Nacional de Trânsito, a antecipar ao segundo semestre de 2017 a obrigatoriedade de veículos nacionais portarem tal equipamento. Pelo Contran obrigação é 2022.
Passado – Scorro, uma das pioneiras na produção de rodas em liga leve, fará série especial do modelo Cruz de Malta, utilizada nos GM Opala dos anos ’70. Apenas 250 unidades. Sem outras informações. Scorro não respondeu.
Cultura – Da Editora Alaúde novo título histórico automobilístico: Austin-Healey, esportivo criado pelo engenheiro-piloto Donald Healey e viabilizado industrialmente pela também inglesa Austin. Autoria de Bill Piggott, advogado de texto fluído, 160 páginas, muitas informações. R$ 82.

Livro sobre o mítico Austin-Healey. Pela Alaúde

Clássicos – Projeto em curso com fazer, quase à mão, nove unidades do Jaguar XKSS vendidas a US$ 1,5M cada, e do acionista maior, indiano Ratan Tata colecionar provectos Rolls-Royces, Jaguar Land Rover mudou nome do Heritage. Agora é Jaguar Land Rover Classic.
Negócio – Ampliou espectro: além de peças e conselhos, restauração. Segue caminho aberto pela Mercedes, trilhado pela Ferrari.
Texto sobre operação XKSS: http://www.autoentusiastas.com.br/2016/04/fenix-ingles-jaguar-xkss-ressurge-das-cinzas/

GentePaulo Cézar da Silva Nunes, administrador, ascensão. OOOO Membro, agora preside Conselho de Administração da Marcopolo. OOOO Mauro Bellini, ex, mantém-se na companhia, na holding Davos e presidirá o Conselho de Administração do Banco Moneo. OOOO Criação de Nissans na Argentina e Chile mudou estrutura da marca. OOOO José Roman é novo VP da N-Latam; Pós Venda com Daniel Pelayo; José Vendramini incorpora Qualidade ao Consumidor e Expansão da rede; Hitoshi Mano, VP de manufatura Brasil, diretor de Monozukuri - como chama o fazer carros. OOOO