quinta-feira, 21 de agosto de 2014

PASSAROS DE GUERRA
















DE CARRO POR AÍ COM O NASSER

Coluna 3414     18.Agosto.2014                                       edita@rnasser.com.br        
A linha 2015 da Volkswagen expõe exercícios de criatividade: mescla os novos motores EA 211 de três e quatro cilindros, a incorporação de itens eletrônicos para conforto e segurança, e opção de câmbio com seis velocidades. Curiosamente faz miscela – deve ser fugaz - entre as novidades e motores e câmbios antigos, criando diversidade em versões entre mecânica, segurança, decoração, conforto.
É o retrato para o mercado deste ano: novidades e maior conteúdo para reverter as projeções de 5% de queda média em todas as marcas.
No caso do Fox, agora apresentado, mudança no grupo óptico. No frontal, mais inclinado, atrás, lanternas maiores. E friso cromado inferior na dianteira e traseira. As opções já conhecidas motores 1,0, 76 cv, e 1,6 litros, 104 cv, 2 válvulas por cilindro, câmbio de cinco marchas, se interpenetram com as versões melhor equipadas com os novos motores da família EA 211 com duplo comando, 16 válvulas e avanços técnicos, e o câmbio de seis velocidades.
O pacote de opções para conteúdo é rico, superior ao no momento oferecido em carros dos mesmos patamares de preço. Do controle de estabilidade, sensores de estacionamento, direção elétrica assistida, controles para partida em rampa, e tração. Na prática quatro versões de decoração, quatro motores, três transmissões – cinco e seis marchas e mais o automatizador. Ganho mecânico está no sistema de freios dianteiros com discos de 28 cm.
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Fox 2015, revisto, muito melhorado
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Saveiro
O veículo com maior dedicação na linha é o picape Saveiro. A VW quer reduzir a distância ao líder, o Fiat Strada. Daí aplicou-se a melhorá-lo, a partir das dimensões internas maiores, mais confortáveis, e de caçamba, dotando-o de opção com cabine dupla, criando banco traseiro para três pessoas. Tem agora três versões de cabine - simples, estendida e dupla -, e o novo motor EA 211 de quatro cilindros e 16 válvulas. Na versão de topo Highline, freio a disco nas quatro rodas, três apoios de cabeça no banco traseiro, freios ABS para uso Off Road, controles de estabilidade, tração, e partida em rampa.
Outra motorização é o antigo motor 1,6 litro.
Na prática tem o melhor conteúdo tecnológico da categoria.
A VW preparou-se, ampliando a capacidade de produção do Saveiro.
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Saveiro em Cabine Dupla
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 Enfim, a GM se atualiza
Anúncio pela CEO da marca Mary Barra diz, empresa investirá US$ 2,8M – R$ 65,M para se reposicionar no mercado, focando no desenvolver produtos, tecnologias, nacionalização de componentes, treinamento de empregados.
Na prática significa mudar sua base no mercado, lastreada em veículos adaptados sobre a plataforma do Corsa, e com motores herdados ao Monza; faze-los atualizados, e partes de carros, como o Cruze, hoje com boa parte de seu conteúdo importado; instalar máquinas adequadas aos tempos atuais de briga por centavos na redução de custos, substituindo mão de obra; oxigenar a abrasiva relação com os sindicatos. Nesta parte é um porrete de ipê.
Os novos produtos, substituindo Classic, Celta, Agile, Montana, etccc, são do chamado Projeto Ambar. Da nova estrutura mecânica surgirão sedã 4 portas, hatch de duas, station wagon e possível utilitário esportivo – linhas gerais no conceito Y mostrado pela empresa há algum tempo. Picape pequeno, exclusividade nacional, decisão posterior. Estes Chevrolet não são competitivos.
Fonte do setor indica ser o projeto mais sólido da GM nos próximos anos, ante a necessidade de focar em mercados com capacidade ascendente, embora com problemas passageiros como os da América Latina – queda de vendas no Brasil, Argentina e necessidade de definição com a Venezuela, no caso apta a montar produtos enviados pelas GM daqui e da vizinha.
Para cumpri-lo, ampliará áreas de engenharia e design, pela exigida especialidade estrutural e de suspensão para sobrevivência dos produtos às agruras dos pisos e buracos nacionais. Outra fonte, mais otimista, diz, será projeto mundial criado no Brasil.
Não há informação sobre a GM mudar a motorização básica para 1.0 com três cilindros, tendência mundial, onde se inclui esta marca, e se elegeu no acordo operacional com a Peugeot há poucos meses. O projeto de produção de caixas de marchas automáticas, na nova fábrica em Santa Catarina, onde se fazem apenas as mecânicas, será retomado.
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Instigada pelos revendedores buscando mais opções a seus shows room, a Suzuki lançará próximo dia 29 o Swift Sport. Nome de pequeno hatch importado com a abertura dos portos ao início dos anos ’90, mas nada a ver.
Por descrição à morfologia, é um hatch pequeno. Alegra-o motor deslocando 1,6 litro, quatro cilindros, 16 válvulas, transversal, dianteiro. Terá, salvo engano, a potência mais elevada dentre os 1.600 cm3 à venda no país, ao expelir 136 cv.
Automóvel seguro, cinco estrelas em testes do Euro NCAP, estará no segundo degrau de preços da marca, acima de seu único produto nacional, o jipe Jimny, encontrável a R$ 55 mil. E abaixo do SX4, negociável acima de R$ 65 mil.
Presumivelmente esperto no acelerar por conta do peso faceando os 1.000 kg, tem quatro lugares – os posteriores sem maior conforto.
Vendas ao início de setembro – previsão anterior seria pós Salão do Automóvel.
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Suzuki Swift Sport
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 Enfim, a JAC engrena
Após terraplanar área em Camaçari, município baiano próximo a Salvador, o empresário Sérgio Habib reteve os investimentos para a construção de fábrica apta a 100 mil automóveis anuais da chinesa marca JAC, sua representada com exclusividade, e transferiu o início da produção a data futura.
Queda de mercado, imposição de barreiras tarifárias extras, limitação de importações, má situação econômica do país, diminuíram o fluxo de caixa, garrotearam os lucros, motivaram fechamento de 20% das revendas dentre as 50 por ele operadas, definindo: em tal cenário o sonho de ser dono de montadora superava a razão. Sofreou o negócio, avocou a si a responsabilidade, interrompeu o cronograma, parou a obra.
Razão
Fonte baiana diz, coragem da mudança estaria em frase aposta num Chevrolet sedã, de 1932, de vizinho à sua casa de recreio no litoral da Bahia. Proprietário, volátil argentino, usufrui do patrimônio conquistado em meio século, e em férias rodoviárias cruza o mundo sobre o antigo e digno automóvel. Mesma frase o colocou na estrada: “O conquistador não pode ser escravo de suas conquistas”.
Agora
Habib mudou o convívio com a JAC chinesa, recompôs os negócios, separou indústria e comércio. Produção será operação independente. Chineses com 66% das cotas, Habib 34%. Outra empresa, do empreendedor nacional, comprará, distribuirá e venderá os automóveis e os modelos importados - aos concessionários, terá 100% das cotas com a holding SHC, guarda chuva e sol da variedade de negócios de Habib, relacionados a automóvel ou sua operação.
Com novo desenho societário obras serão retomadas no próximo mês, com inauguração prevista para 13 meses após o início – expectativamente em outubro de 2015, produzindo a modelia 2016.
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Roda a Roda
No clima – Chrysler usou o maior evento automobilístico de rua, o Woodward Dream Cruise, e mostrou o novo Dodge Charger SRT Hellcat, muscle car poderoso, 717 cv e 88 kilos de torque. Caixa automática de 8 marchas.
Mercado - É a volta da Chrysler ao incremento à performance com o sedã é o mais rápido do mundo. 0 a 100 km/h em 3,7s e máximos 328 km/h.
Situação - Nestes tempos de Internet e Smartphone vistos por crescente faixa da população mais atrativos que automóveis e sexo, carros desmesuradamente potentes e de estonteantes reações, são grito da indústria ao remanescente público que ainda prefere mexer em botões de automóveis e de vestidos.
Caminho – Volvo vende modelia 2015 da família 60: S, automóvel; V, camioneta; XC, utilitário esportivo. Motores transversais L4, desenho novo, 2,0 litro, 245 cv, caixa automática 8 velocidades; e L6, 304 cv e seis marchas. Maior novidade é o Sensus Connect, interface tecnológica via Bluetooth e celular.
Sim e não – Coisas positivas como ligá-los à distância e regular a temperatura interna, via celular. Inutilidades, dispor via satélite de 50 mil estações de rádio e 12 milhões de faixas de música. R$ 157.950 a R$ 250.950.
Ecologia – BMW abriu pré inscrição – tipo auditoria em previsão de mercado de 130 unidades neste ano – para aquisição do modelo i3 – seu carro elétrico. Autonomia de até 160 km, e versão com motor auxiliar de motocicleta, 650 cm3, 34 cv, para acionar gerador, carregar baterias, aumentar autonomia.
 Ver e pensar nos revendedores em S Paulo, Rio, Florianópolis, Recife, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e Brasília.
Mercado 1 – Nissan faz versão de menor preço em seu picape Frontier, com transmissão automática de cinco velocidades. É a SV Attack 4x4, a R$ 114.790. Versão superior incrementa tecnologia, conectividade e conforto, e mantém o leque com tração em duas e quatro rodas.
Mercado 2 – Outro Nissan, o Livina, parece, não verá o próximo ciclo lunar. Um dos veículos mais inadequados ao país, nunca decolou, teve produção detida e agora, tudo indica, se vai sem saudade.
Mãozão – Durante o Congresso da Fenabrave, Cláudio Bernardo Guimarães de Moraes , superintendente do BNDES informou, 71% das vendas de caminhões e ônibus no Brasil são feitos pelo banco de fomento.
Útil & fútil – Mercedes-Benz em novo negócio: locação de seus automóveis. Por enquanto recebidos e entregues na sede, em São Bernardo do Campo, SP, ou local combinado. Diária começa em R$ 500 para o 180 Turbo Sport 2013/4 – modelo antigo. Tudo combinável em  www.mbrent.com.br ou tels (11) 5070.8570|71. Tirar uma onda, impressionar, ficar bem na foto ?  Ligue.
Negócio com previsão de franchise a seus revendedores.
Não mexa! – Parece, foi esta a ordem do presidente da Honda ao diretor comercial quanto a mudanças na motocicleta CG 125 Fan e no scooter Biz 100, mais baratos da linha. Ordem acatada, apenas novas cores.
Chamada – Proprietários de motocicletas com pneus frontais Continental chamados a substituí-los. Fabricante descobriu e alerta sobre o perigo de separação entre banda de rodagem e lonas, perdendo pressão e dirigibilidade. Mais, www.continentalinforma.com.br, tel 0800170061,
Charme – Focando em clientela com elevado poder aquisitivo, donos de Mercedes, BMW e Audi, a Lexus, marca luxuosa da Toyota, patrocina o Nespresso Trophy, maior campeonato brasileiro de golfe amador. Tipo chique.
Vizinho – MAN Latin America vendeu 46 ônibus sobre chassis VW 17.210 OD e 17.230 EOD à maior cooperativa de transportes urbanos no Equador.
Ali – Volvo fornecerá 40 ônibus articulados para o sistema BRT em Goiânia.
Maior - Federal-Mogul, de autopeças, assumiu a fábrica da Honeywell em Sorocaba, SP, produtora de pastilhas, lonas, sapatas e fluidos de freios Jurid e Bendix. Aumento de capacidade de distribuição a fabricantes, montadoras e lojas na América do Sul.
Recordista – Recorde na Semana Santa – como nos EUA chamam o período dos incontáveis eventos em Carmel, California, culminando com o Pebble Beach Concours d’Elegance.
Impensável – Um dos 37 Ferraris 250 GTO, leiloado pela casa Bonhams no exclusivíssimo Quail Lodge, atingiu impensáveis US$ 38,115 milhões. Recorde era do Mercedes Flecha de Prata ex Juan Manuel Fangio, US$ 29,6M. Outros Ferrari, 250 Berlinetta Mille Miglia – para competir na mítica prova -, marcou US$ 7,2M, e conversível 250 GT Cabriolet foi mais barato - apenas US$ 6,8M.
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Ferrari GTO. Recordista de preço
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Retífica RN – Coluna passada grafou errado o nome do presidente do Conselho da Daimler. É Dieter Zettcher.
Gente – Eduardo Thiele, engenheiro mecânico automobilístico pela FEI, ampla experiência na indústria, novo gerente de vendas da International Caminhões. OOOO José Luiz Vendramini, engenheiro mecânico, vivência nacional e internacional em indústria automobilística, ex GM e Kia, parada dura. OOOO Novo diretor de vendas da Nissan, e missão de levar a companhia a 5% de vendas no mercado até 2016. OOOO Número supera soma de Peugeot e Citroën. OOOO Eduardo Chaves, engenheiro, promoção. OOOO Geria fabricação de motores no Centro de Produção da Peugeot Citröen em Porto Real, RJ, agora é dirige a fábrica. OOOO
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Foi-se Valentino, pioneiro da Fiat
Aos 79 anos o engenheiro Silvano Valentino passou. Nascido em Turim, engenheiro mecânico pelo Instituto Politécnico, aos 25 anos entrou na matriz da Fiat. Trabalhou na fábrica de Mirafiori, implantou e dirigiu a de Cassino. Ainda na Itália foi diretor de pessoal (RH). Em 1976 assumiu cargo exercido com discrição: era o vice presidente da recém inaugurada Fiat Automóveis no Brasil. Representava o acionista majoritário, mas o presidente era indicado pelo acionista menor, o Estado de Minas Gerais.
Valentino ascendeu à presidência com a saída do sócio estatal, e oportunidade e desafio de iniciar plano aparentemente impossível: deixar de ser a quarta colocada em vendas e preparar-se para ser a primeira.
Paralelamente a grande aperfeiçoamento e rigor técnico em processos e produtos, e ao início da mineirização, a atração dos fornecedores para Minas, a cargo do então diretor de compras Cledorvino Belini, demarrou expandir a área construída. Como se dizia então, fez outra Fiat dentro da Fiat. Missão cumprida elevaram-no ao topo da estrutura, presidência da holding, a Fiat Brasil.
De 1995 a 1998 presidiu a Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, em gestão de concentração do interesse dos sócios, educada e de pouco aparecer.
Interlocutor sóbrio, coerente, confiável, foi-se com lamentável acerto de previsões: que se o Brasil não unisse esforços governamentais, implantasse infra estrutura, reduzisse impostos, mobilizasse a indústria com este foco, nunca teria auto peças e produtos capazes de competir em preços. Como ocorre hoje, passados quase 20 anos.
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Silvano Valentino, 1935-2014
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SEXTA FEIRA É DIA DE FESTIVAL DE BLUES...

Nosso correspondente no Mississipi, Mr. A. Coutinho, manda imagens dos festivais de blues na Inglaterra do meio dos anos 60. Uma hora de blues com 14 musicas de Sonny Boy Williamson, Muddy Waters, Lonnie Johnson, Big Joe Williams, Lightnin' Hopkins, Sugar Pie DeSanto, Howlin' Wolf, Big Joe Turner, Junior Wells, e Sister Rosetta Tharpe.

DAS AUTO: PORQUE OS ALEMÃES SÃO MELHORES...

Um documentário da BBC examinando o poder econômico alemão e a industria automobilística  que é seu coração. As marcas da VW, Audi, BMW e Mercedes inspiram admiração e desejo imediatos mesmo nos países onde as recordações da Segunda Guerra são ainda profundas. Em contraste a industria inglesa hoje é uma pálida sombra de um passado de glórias distantes, como explica o historiador Dominic Sandbrook: onde os ingleses erraram e os alemães acertaram a partir dos escombros de sua industrias respectivas. Uma hora bem investida em cultura automotiva:

CONLEY STINGER, O MENOR V8 DO MUNDO POR JLV


Menor motor V8 em produção

Nos Estados Unidos, motores a gasolina para automóveis e aeronaves em escala são muito populares, principalmente em escala um para cinco e um para seis – mas há cada vez mais interessados em escala 1 para 4.
O menor V8 com compressor em produção comercial é feito pela Conley Precision Engines. Um automóvel em escala 1:4 tem 1,20 m de comprimento, seu motor pesa 50 kg e atinge velocidade máxima de 160 km/h. Geralmente, os motores para modelos fisicamente tão grandes são de dois tempos, deslocam 33 cm³ e desenvolvem entre 3 e 4 hp a entre 6.000 e 8.000 rpm.


Mesmo os maiores 1:4 são simples e relativamente baratos. Um motor de 160 cm³ desenvolve 17 hp a 9.000 rpm, pesa 4 kg e custa cerca de mil dólares. 


A grande novidade neste mercado é o Conley Stinger 609, com 100 cm³ (6.09 polegadas cúbicas) e 9,5 hp a 10.000 giros – e custa um pouco mais de US$ 7 mil. 


Normalmente, quem tem um carro de corridas em escala tem um exemplar do veículo original.

É o caso do Dodge Charger Daytona, o mais procurado: de fábrica media 5,75 m de comprimento, pesava 1.690 kg e tinha um motor V8 hemi 7.0 de 425 hp. Em escala 1:4 ele passa a ter 1,44 m de comprimento, 260 kg de peso, seu motor desloca 109 cm³ e desenvolve uma potência de 6,6 hp.
Mas um modelo em escala não é apenas o de uma aparência correta, nem mesmo um com o desempenho esperado. Boa parte do gosto pela competição está no som do motor – e para os entusiastas não existe nada como o som de um V8 de bloco grande, que a baixas rotações é hipnótico e a altas velocidades é quase um lamento berrante dois oitavos mais alto do que os concorrentes. Esta é uma das muitas razões por que o 609 é tão procurado. 


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

ENCONTRO ALFA ROMEO 6C2500 NA HOLANDA

Encontro rodante de Alfas de pré Guerra em 2913 na Holanda. Também há algumas mais modernas, inclusive uma 4C no Museu Louwman. Belíssimos carros!






A MINHA GIULIA SUPER


Quero primeiro agradecer ao Bellote a citação carinhosa. Depois contar que esse carro foi meu durante 27 anos. Comprei de Roberto Torri, que era o piloto de avião que o comprou de Ubaldo Lolli. Lolli a trouxe para o Brasil para andar na rua quando era Capo Squadra Corse da Jolly Gancia, o importador Alfa Romeo daa época, obra de Piero Gancia e sua mulher Lula Gancia, que corria com elas e tocava muito. De quem é esse carro agora?
Esse carro era mantido com peças Autodelta e chegava a ter braços superiores de suspensão dianteira com regulagem de camber, coisa que as Alfas normais não tinham. Descobri esse carro em 1980 na Glória, em São Paulo e aporrinhei até o Torri precisar de grana para alugar um galpão no aeroporto. Foi meu graande momento e ficamos juntos até a grana secar e ter que passa-la à frente em 2007, quando foi restaurada com certas liberdades, tais como interior de couro, que nenhuma Giulia Super teve de fábrica: sempre foram em vinil preto.
Mas o legal é saber que ela está aí viva e com menos de 100 mil km, pois quando comprei tinha 65 mil. As rodas de Montreal se foram, o radio Blaupunkt de epoca também, mas isso é a vida. Saudades fortes!