quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

OPINIÃO POR BORIS FELDMAN


Você para no posto para abastecer e o frentista todo atencioso abre o capô para verificar os níveis de água, óleo e fluidos. E completa também os reservatórios de água com xampu para lavar o para brisa e outros vidros. Quando chega a vez do reservatório de expansão do líquido do radiador, percebe que o nível está baixo e argumenta que precisa ser completado.
Você concorda e diz que ele pode colocar mais água. Ele retruca que não se completa apenas com água, mas com um líquido especial para o sistema de refrigeração, constituído de água e aditivo, na base do 50/50. Proporção que pode variar ligeiramente entre os diversos automóveis.
Você acha que o frentista está querendo te enganar e faturar desnecessariamente, pois você sempre completou o nível do radiador com água.
Mas o frentista tem razão e você está errado. Desde que se criou o radiador selado e seu líquido não é expelido para a rua, mas para o reservatório de expansão, a água recebe um aditivo especial à base de etilenoglicol. Que tem duas finalidades: subir o ponto de ebulição da água, tornando mais difícil ela ferver quando sobe muito a temperatura, e evitar a oxidação das partes internas do sistema de refrigeração. Manter todos os componentes livres de ferrugem.
É claro que, numa emergência, pode-se completar só com água. Mas se o motorista insistir nesse quebra-galho, vai chegar um momento em que a proporção do etilenoglicol será tão reduzida que já não terá nenhuma funcionalidade.
Este líquido constituído de água e aditivo já vem formulado na proporção correta determinada pelo fabricante do automóvel. E comercializado em frascos em postos, autopeças e concessionárias.
Mas o etileno glicol pode também ser adquirido separadamente e o motorista preparar ele mesmo o líquido para completar no reservatório.

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

DE CARRO POR AI



Coluna 0616      03.Fevereiro.2016                     edita@rnasser.com.br      
Audi A3 sedan 2,0, o irmão mais forte
Inaugurar – ou re inaugurar, como no caso – a fabricação de automóveis, é sempre ocasião a ser festivamente celebrada, incluindo muitas presenças para garantir audiência e palmas aos discursos de autoridades. Faz parte.
Mas nada disto ocorreu com o retorno da Audi ao Brasil, nas instalações da Volkswagen, em São José dos Pinhais, Pr. Começou com tímidos passos industriais compondo a versão de entrada, a A3. E, imediatamente, bisou a falta de festa lançando a primeira versão do automóvel o Audi A3 sedan com motor 2,0, poderoso em seus 220 cv de potencia, atrevidamente disposto ao gerar surpreendentes 35,7 m.kgf de torque a partir de 1750 rpm – pouco acima da marcha lenta.Quer ter uma ideia do significado ? Lembra-se dos ícones performáticos de duas décadas passadas, como o Opala com motor L6, 4,1 e o Dodge Dart, V8 5,2? Pois é, produziam respectivamente 29 e 41,5 m.kgf de torque, com motores com mais do dobro em cilindrada.
Não se trata da fórmula simplória do ganho de potencia como resultado da utilização de um turbo alimentador, mas de invejável pacote tecnológico mesclando motor compacto, 16 válvulas, injeção eletrônica, com jato de combustível diretamente sobre a cabeça dos pistões, turbo alimentador insuflando pressão nas câmaras de combustão, e válvulas com curso modificado em função da demanda do momento. Abusando epicurismo mecânico com dois sistemas de injeção. Um, nos coletores, para sair e andar manso. Outro, direto na câmara de combustão, em demanda por performance. O movimento gerado pelo motor chega às rodas dianteiras por transmissão automatizada, com duas embreagens, seis velocidades.
Pacote se integra por construção estudada, incorporação de muito alumínio, cuidados aerodinâmicos, e os resultados aparecem. O consumo é baixo – numa cidade com trânsito civilizado, como Brasília, iguala a média de estrada, em torno de 13 km/l – de gasálcool. Na prática autonomia superior a 700 km.
Outro
Introdução é para esclarecer a posição da versão 2.0. Não é o mesmo carro com motor em cilindrada aumentada. Apesar de toda a similaridade, a versão 2.0 é rica em diferenças para as novas demandas, como um resgate às características do modelo alemão. Dele, com a nacionalização do pioneiro 1,4, alguns sistemas foram simplificados, como o eixo traseiro e a transmissão, visando comprimir preços. Na versão Ambition 2,0 voltaram a ser agregados ao veículo a suspensão traseira por sistema de eixo multi link, original na plataforma MQB, e a transmissão com duas embreagens. A versão 1,4 tem eixo de torção e caixa automática de 6 marchas.
Um refinamento no conjunto mecânico, embora de pouca percepção.
Como
Bem sentidas são as reações de aceleração e reação à retomada de velocidade. Embora o A3 1,4 não seja carro para passar vergonha, muito pelo contrário, incrementa-se a performance. Da imobilidade aos 100 km/h, 6,6s, dois segundos menos em relação ao 1,4.
Conteúdo como teto solar, escapamento duplo, ar condicionado digital, modos de regular o veículo entre conforto, esportividade e economia, direção elétrica, sistema stop-start, faróis bi xenônio, controle de tração e estabilidade, controlador de velocidade, muita segurança.
Preços se elevam para diferenciar as versões e sub versões. Larga em R$ 138 mil, mas completo, incluindo tela de infodiversão, câmera de ré, teto solar, eleva-o a R$ 170 mil. Tudo sugere um bom candidato à vaga em sua garagem, mas o preço desperta o advogado do Diabo, autor da sugestão de compará-lo com o novo Jaguar XE, 240 cv, a R$ 172 mil.
Não gostei
O alemão é simpático, sedutor, agradável, performático, econômico. Acicata no condutor um incerto animus pilotandi e resgata vontade de dirigir sem necessidade. Tive uma experiência, ruim por si só, entretanto ótima para permitir uma sugestão à Audi. Na troca de um pneu descobri, o macaco deve ter sido desenhado por algum discípulo de Sir Anthony Colin Bruce Chapman, o mítico engenheiro inglês criador da Lotus e da teoria da insustentável leveza –reduzia o peso das peças até o máximo antes da ruptura. O ectoplasma de Chapman deveria estar presente na estrada de pouco movimento, cenário para tal operação, observando  flexões e torções do delgado cabo do macaco, de pouca eficiência, aumentando o trabalho para a troca. Mas não é tudo. Ao que parece, o engenheiro autor do desenho do conjunto disco de freio/roda, deve ter almoçado com um controlador de custos e com o presidente do sindicato de lavanderias no dia de cometer sua parte no projeto. A junção roda/disco não é feita por porcas, mas por parafusos, e o disco de freio, contra quem é comprimida, não tem pino guia. Tal economia exige, à hora da troca, cancelar a agenda do dia ante a operação para recolocar o pneu, pois você deve sentar no chão; sustentar o pneu de emergência nas pontas dos pés; elevá-los para buscar a posição de coincidir furos das rodas com os do disco do freio; girar com mão e pés até conseguir prende-la com um parafuso. Daí em diante, movimentá-la para encontrar as outras roscas e fixar a roda.
Sentar no chão para trocar pneu pode ser um bom e inesperado exercício de Pilates, mas não há terno – e dono - que se convençam do método.
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 Audi A3 sedan 2,0. Outra conversa
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Roda-a-Roda
Acabou – Sexta feira passada saiu de produção o jipe que apresentou a Land Rover ao mundo. Expansão da marca e o lançamento da família Range Rover na década de ’70 fizeram batizá-lo Defender.
História - Não foi produto criado para a II Guerra Mundial, mas aproveitou o lay out mecânico do Jeep Willys, e o fez melhor, com caixa de marchas com 4 velocidades, carroceria em alumínio – ante a falta de chapas de aço, melhor comportamento. Encerra-se após 2 milhões de unidades, barrado pela legislação obrigando a itens de segurança como bolsas de ar. Voltará, re editado, em 2018.
Categoria – Fez festa com  operários e ex, test drive com protótipo e a última unidade, e inaugurou nova atividade: área para restauração dos LR antigos, empregando funcionários aposentados.


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 Fênix, Land Rover foi – e voltará
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Marcha lenta – Adiamento na produção de novos produtos Alfa Romeo: apresentação de novas versões do Giulia e de um não planejado station wagon em torno de setembro, com início de vendas em janeiro ou fevereiro de 2017. SUV em 2018; um modelo menor já batizado Alfetta; e maior, tração traseira.
Fora – Crescimento do mercado de utilitários esportivos nos EUA levou Hyundai a suspender produção do Azera e anunciar planos para um SUV no segmento C. Quer combater outros bem sucedidos, como Jeep Renegade, Nissan Juke e Fiat 500X. Outro corte, FCA tirou de seu portfolio Dodge Dart e Chrysler 200.
Conforto – Nova edição do Citroën Grand Picasso. Trabalho para oferecer espaço e conforto a 7 pessoas. Uma viagem de primeira classe, diz a empresa. Mobilidade garantida por motor 1.6 Turbo, 163 cv, 240 Nm em torque, e transmissão automática com seis velocidades. Preços, R$ 120.900 Seduction e R$ 127.900 Intensive.
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Citroën Grand Picasso, cidade, estrada, conforto
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Cruze – Carlos Zarlenga, 42, primeiro argentino a comandar a GM de seu país, definiu data para início de produção do Cruze II em Rosário: maio. O executivo deu entrevista aos diários portenhos El Cronista e Clarin, e pontuou querer ultrapassar a líder VW no mercado argentino.
Brasil – Sobre nosso país, a previsão mais negativa até agora exposta: cair 20% ante as vendas de 2015, quando encolheu 26%.
Futuro – Zarlenga prevê enormes ganhos tecnológicos nos próximos 10 anos mais mudanças que nos últimos 50, e acredita, GM pode voltar a ser líder mundial ante as novas condições: Conectividade; Carro Autônomo; Energias Alternativas – marca, ex líder, é hoje a terceira no rankingmundial.
 – Como Coluna contou, novo comando Fiat no Brasil mandou acelerar definições e lançamento do novo produto de entrada, dito Mobi. Antecipou novamente. Agora, abril.
Formidável – A desconcertante adesão papal ao franciscanismo, despreza veículos de luxo, trocando-os pelos simples. Foi assim no Brasil, utilizando Fiat Idea, e nos EUA, num encontro mundial de famílias cristãs.
Lucro – Lá, Fiat 500L por ele utilizado e recebido em doação, vai a leilão para arrecadar fundos à Caritas, de beneficência cristã.
Surpresa – 4.600 Operários da linha de produção de Gol, Voyage e up! na fábrica VW em Taubaté, SP, chegaram ao trabalho na sexta feira, 29, e foram dispensados: explicação simplória, o fornecedor de bancos não os havia entregue.
Menos uma – Fábrica de ônibus Comil há dois anos inaugurou orgulhosamente linha de produção de urbanos em Lorena, SP. Agora fechou-a – sem expectativa de reabertura. Justificou pela crise econômica nacional, causando encolhimento das encomendas, e resumirá atividades em Erechim, RS. Dispensou 200 pessoas.
Duas – Já são duas fábricas fechadas neste ano. Primeira foi a de caminhões International, em Caxias do Sul, RS.
Auto peças – Magneti Marelli, de auto peças elétricas, vai contra a maré de pessimismo, lançando no mercado linha de relés automotivos para veículos leves e pesados.
Gordini – Fabricante mineiro de carrinhos de mão ouviu críticas de consumidores sobre peso de seus produtos. Assim, para mostra-los mais leves, apesar da perda de durabilidade, buscou identificá-lo com o Renault Gordini, sedanzinhoproduzido no Brasil entre 1961 e 1968, com fama de frágil.
Quem diria – Menor durabilidade deu certo, e vendas chegam a 25 mil unidades/mês vendidas a mercado interno e Mercosul. Agora quer fazer outro modelo, ainda mais leve e fugaz, o Dauphine, frágil antecessor do Gordini. É um case de marketing.
Treino – Ford resolveu voltar às corridas e se aplica com seu recém apresentado Ford GT. Estreia foi nas 24 Horas de Daytona Rolex, e liderou, teve pequenos problemas, chegou em 7o. e 9o. lugares. Quer mais quatro provas do Mundial de Endurance antes da maior vitrine do mundo, as 24 Heures du Mans, França, 18/19 junho.
Base – É sempre lembrada volta às origens – Henry Ford somente viabilizou sua companhia após vitória de um protótipo em tosca corrida, e às míticas conquistas nas mesmas 24 Heures du Mans em 1965, 66 e 67. Agora, na prova de estreia, quando um GT 40 venceu em 1966, ganhou um Ligier Honda JSP2.
Fechou - Belo e imponente Museu da TAM, em São Carlos, SP, fechou. Empresa alega estudar mudança para a capital.
Dúvida - Quem acompanha o desmonte institucional da TAM pela compradora, a chilena LAN, tem receio de ser conversinha.
A LAN tem transferido empregos daqui para o Chile, reduziu espaço nos aviões, e tal desenho não parece maior preocupação com o Brasil e seus passageiros, postura distante de ilmanter um Museu.
Aqui - Ministério do Turismo e o da Cultura deveriam conversar com governos municipal, estadual, e ministérios públicos e buscar solução ou reparação.
Mistura – Carro construído pelos franceses da Ligier – já estiveram na Fórmula 1 e protótipos -, com motor Honda derivado de unidade de série, V6, 3,0 litros.

Gente – Antonio Pires, português, engenheiro, promoção. OOOO Novo Vice Presidente de Operações – o como fazer veículos. OOOO Experiência, sempre na marca, tinha cargo idêntico na operação da VW portuguesa, passagem pelas fábricas brasileiras de Anchieta e São José dos Pinhais. OOOO Diretoria da VW no Brasil tem agora 5 nacionalidades: sul africana; brasileira; alemã; portuguesa e argentina. OOOO Joao Veloso, jornalista, mudança. OOOO Deixou Diretoria Assuntos Corporativos da Nissan. OOOO

ALTA RODA




Alta Roda nº 874 — Fernando Calmon — 2/2/16








PRESSA INIMIGA DA PERFEIÇÃO

No primeiro mês de 2016 as notícias sobre o mercado são piores do que se esperava. A queda de quase 40% sobre janeiro de 2015 fez recuar as 153.000 unidades vendidas a números de nove anos trás. Explicações são várias: antecipação de compras para aproveitar oportunidades, utilização do 13º salário aumentou o valor da entrada e assim para pagar menos juros, além de disputa entre os fabricantes no fechamento do exercício anual com novos bônus e descontos extras.
Fenabrave, associação nacional das concessionárias, lembrou que em janeiro de 2015 ainda havia automóveis faturados com IPI reduzido. “Os resultados de janeiro não devem ser balizadores para as projeções de 2016. Mês é atípico historicamente e carrega aspectos negativos que não se repetem ao longo do ano.”
Bem, esses são argumentos tangíveis, juntamente com a falta de confiança dos compradores e as crises política e econômica. Mas o que preocupa de verdade são fatores intangíveis. A região da grande São Paulo responde por cerca de 22% das vendas de todo o País. Proprietários de carros estão apavorados em guiar na maior cidade do Brasil. Existe um cerco e uma atribuição de culpa do automóvel completamente irracional e estressante que vão desde criação de faixas de ônibus à direita sem critérios (diferente dos poucos e racionais corredores à esquerda) ou ciclovias que levam do nada a lugar nenhum sempre em detrimentos de faixas de circulação de veículos ou de estacionamento. Há outros:
  • Companhia de Engenharia de Tráfego antecipou para outubro de 2015, com óbvio viés político, a estatística apontando a velocidade média menor na cidade ter diminuído as mortes nos trânsito em 30,7%. Só que o consumo de combustível caiu em 15% e, portanto, retirou carros das ruas.
  • São Paulo não é Manhattan, em Nova York, onde as pessoas fervilham em torno dos carros e a velocidade foi reduzida para 40 km/h em parte da cidade. Ciclovias lá são pouco usadas.
  • Prefeitura instalou contadores de bicicleta na mais segura e racional ciclovia da cidade. Nas inúteis, nem pensar.
  • Faixas de ônibus à direita em São Paulo têm sinalização do solo entrecortada por onde carros podem sair à direita ou acessar essas as vias em grande parte improvisadas ou inúteis em custo-benefício na fluidez geral do trânsito. E há inúmeras saídas de garagens, estacionamentos e comércios no meio da quadra que sujeitam o motorista a multa máxima de sete pontos (antes de cinco pontos). Essas faixas de ônibus entrecortadas estão se apagando e não são repintadas, além de haver em muitas delas horários em que os carros podem circular, mais para confundir do que ajudar.
  • Vias de 50 km/h são de repente diminuídas para 40 km com apenas uma placa e um radar 20 metros depois.
Em São Paulo há algumas frases educativas em uns poucos painéis de avisos de trânsito. Uma delas muda o conhecido dito popular “pressa é inimiga da perfeição” por “pressa é inimiga da direção”. Se for só frase de efeito, melhor “pressa é inimiga da inteligente ação”.
Se possuir carro quase se tornou crime na maior cidade do País por que o motorista vai trocar por um modelo novo ou pouco usado, mais seguro e menos poluidor?

RODA VIVA

FONTES desta coluna indicaram atraso do terceiro produto da fábrica FCA, em Goiana (PE). O projeto Jeep 551 será um SUV com base na picape Fiat Toro. Produção pode começar só em 2017, de acordo com recente declaração de Sergio Marchionne, presidente mundial da FCA, sem citar diretamente o adiamento ao falar sobre planos no Brasil.
JETTA é primeiro carro não premium parcialmente montado no Brasil (versão intermediária, 60% das vendas, sai de São Bernardo do Campo) em que todos têm motor turbo de 1,4 L ou 2 litros. Pelo elevado torque de 25,5 kgfm a partir de apenas 1.500 rpm, o motor menor anda mais e bebe menos que o 2-litros aspirado anterior. Ainda não é flex pela arquitetura diferente da do Golf.
SEGUNDA geração do Audi Q7, além de mais sofisticada e 325 kg a menos de massa, lança novos recursos de segurança e conforto. Acionamento da terceira fileira de banco para dois passageiros (opcional) é elétrico. Parte de R$ 399.990 e chega a R$ 489.490. Esterçamento das rodas traseiras ajuda em baixa velocidade, nas mudanças de direção e em curvas ao se andar mais rápido.
BOM SINAL: Cesvi indica crescimento de 22,3%, em 2015 sobre 2014, do sistema de controle de estabilidade (ESC, em inglês), de série, em modelos de veículos leves no Brasil, nacionais e importados (no caso estes são maioria). Análise é qualitativa não quantitativa: carros mais baratos, aplicação bem menor.
ENTRE os cuidados na compra de carros usados está o histórico legal sobre adulterações de chassi, alertas de roubo, alienações, multas e débitos, participações do veículo em leilões e também no caso de sinistros com perda total (no jargão, PT). No site www.boavistaservicos.com.br/servicos/certocar informações podem ser obtidas por R$ 19,00. Há versão mobile também.



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AUDII R8 BY LENO

O URRO SEVAGEM DE UM LEÃO  APAJXO NADO: 0  A  100 EM 3;2...


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

ALTA RODA COM FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 873 — Fernando Calmon — 26/1/16

SEGURANÇA COM MAIS FORÇA

Uma das complicadas e desgastantes situações para fabricantes de veículos e seus clientes, em qualquer parte do mundo, são os recalls sempre ligados a riscos de segurança. Apenas em 2015 nos EUA – maior frota mundial, 255 milhões de veículos e o segundo maior mercado, 17,5 milhões unidades/ano – ocorreram 868 campanhas envolvendo o recorde de 51 milhões de veículos. Aqui, no mesmo período foram 114 recalls e 2,8 milhões de unidades convocadas para uma frota total de 41 milhões. Nos números frios das estatísticas proporcionais o Brasil não ficou tão mal na foto.
Em grande parte, o aumento das chamadas para reparos se deveu ao problema com airbags da Takata, que se tornou mundial. Os fabricantes também ficaram bastante cautelosos em razão das implicações financeiras de defeitos fatais. Nem se discute relação custo-benefício de um recall: melhor pecar por excesso do que por falta. Como consequência, pode acontecer de o motorista começar a “selecionar” o tipo de recall. Isso é ruim.
O governo americano, no entanto, aproveitou o recente Salão do Automóvel de Detroit para assinar um acordo com os 18 grupos de fabricantes locais e importadores para que esses defeitos sejam evitados ao máximo. Produzem-se em série cerca de 85 milhões veículos/ano e cada um tem cerca de 5.000 peças. Não se pode querer a segurança de um avião, mas erros devem ser diminuídos.
Outro passo importante foi a NHTSA (agência oficial nos EUA responsável por requisitos de segurança) acabar de revisar critérios para obtenção de cinco estrelas nos testes. Há conflito de interesses, que só confunde e aumenta custos, entre Euro NCAP (entidade não oficial na União Europeia), IIHS (instituto das seguradoras americanas) e a própria NHTSA.
Este, além do exclusivo teste de resistência do teto, agora prevê diminuição de riscos nos atropelamentos (semelhante ao Euro NCAP), nova colisão frontal oblíqua, dummies (bonecos de teste) aperfeiçoados, avaliação mais rigorosa para passageiros do banco traseiro sem mudar o teste de colisão 100% frontal desdenhado em outras partes do mundo. Também passa a valorizar recursos eletrônicos a fim de evitar acidentes (também em linha com os europeus). Enfim, não se trata ainda de convergência, porém avanços importantes na bagunça atual de seis NCAPs diferentes.
Pena que o Latin NCAP cometa certas falhas técnicas e tenha aprendido pouco com os próprios erros. Claro que suas exigências não são – e nem poderiam ser – as mesmas de países de alto poder aquisitivo. A região latino-americana tem muitas diferenças e usar argumentos como “uma vida vale mais que US$ 50 do custo de tal peça” soa pura demagogia. Por que veículos comerciais, como furgões, têm apenas um airbag obrigatório, mesmo no exterior? Até nos EUA, há exigências diferentes por tipo de veículo e a vida não tem preço.
Controle eletrônico de estabilidade (ESC, na sigla em inglês), por exemplo, só se tornou obrigatório por lei na Europa em 2014. Aqui o será apenas em 2020 e em 2022. Apesar de a Coluna concordar que esse prazo é elástico demais, o impacto do preço do ESC em um automóvel de R$ 35.000 obviamente não é o mesmo em outro de R$ 100.000.

RODA VIVA

NISSAN aproveitará a oportunidade de atuar como uma das patrocinadoras dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto próximo, para lançar e iniciar em seguida vendas do Kicks, seu novo SUV compacto. De início, carros virão do México, a exemplo do que VW fez com o Golf. Produção nacional em Resende (RJ) começará em 2017, com o segundo turno de trabalho.
MOTOR 1,4 TSI, por enquanto só a gasolina, aposentou o motor aspirado de 2 litros no sedã médio-compacto Jetta. Com 150 cv e torque de 25,5 kgfm, é o que o modelo precisa para disputar de forma equilibrada o segundo segmento em vendas (os SUVs compactos em 2016 devem subir a essa posição). Versão de topo com motor 2 litros turbo de 211 cv continua a vir do México.
ALÉM da simples reestilização, Cobalt ganhou presença, antes bastante tímida. Além de novos itens de série, inclusive multimídia de segunda geração e serviços OnStar via chip próprio, mantém o grande espaço interno e porta-malas de 563 litros. Apesar de bom torque do motor 1,8 L, a potência de 108 cv vai bem com câmbio manual, porém no automático nem tanto.
TAMBÉM deve se dar crédito à Câmara dos Deputados quando há boas propostas aprovadas. A mais recente impede a venda de veículos sem dispositivo antiesmagamento em vidros elétricos. Nem precisaria de lei (ainda passará pelo Senado) para isso por questão de bom senso. Comissão também aprovou anotação de recalls não atendidos no licenciamento anual.
FABRICANTES de fluidos de freios estão recomendando a troca anual ou, de forma errada, a cada 10.000 quilômetros rodados, independentemente de especificações. Vale é o que o produtor do veículo indica. A esmagadora maioria destes recomenda a troca por tempo, sem quilometragem específica. Basta ler manual do proprietário.
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50 ANOS DE CORVETTE

NOS MINIMOS DETALHES ANO A ANO