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sexta-feira, 15 de julho de 2016

De Carro por Aí com Roberto Nasser


Automóvel: Canela, RS, ganha o Museu dos Azambuja

Conhecidos pela melhor coleção de automóveis nacionais, os irmãos Rogério e Róberson Azambuja, empresário e advogado, tomaram coragem e instalaram o Museu do Automóvel no limite entre as turísticas Gramado e Canela. Noticiou a Coluna  em 01.outubro.2014, adquiriram o fechado Museu do Automóvel, Arte e Cultura, do também gaúcho Carlos Eduardo Warlich, ampliaram o espaço museal a 1.700 m2 para exposição.

Proposta é exibir acervo próprio, alternando com estoque mantido em Passo Fundo no Museu do Transporte Nacional; fomentar o interesse e o

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O voo do besouro por Jason Vogel

Fusca de 544cv disputará provas de rallycross


O New Beetle da década de 90 era apenas um carro retrô bonitinho. Aí resolveram que essa alegre joaninha deveria ser transformada em um escaravelho do diabo. Assim, a geração lançada em 2011 veio ao mundo com mais testosterona.

A novidade agora é que o besouro ganhou um ferrão realmente venenoso: é uma versão desenvolvida para rallycross.

Antes de descrever o carro, vale a explicação: rallycross é um tipo de corrida em circuito misto: tem asfalto liso, terra batida e saltos, mesclando características de corrida de pista, rali de velocidade e autocross.

Há diversos campeonatos de rallycross pelo mundo. O Fusca em questão foi projetado para substituir os VW Polo na equipe Andretti, que disputa o torneio GRC (sigla de Global Rallycross), organizado nos Estados Unidos.


Esse besouro enfrentará modelos como Ford Fiesta (carro do lider do campeonato, Nelson Piquet Jr.), Subaru WRX STi, Chevrolet Sonic, Citroën DS3 e Hyundai Veloster Turbo.

O ponto de partida é um monobloco de Fusca normal, feito em Puebla, no México. O motor é tranversal, dianteiro, de apenas 1,6 litro. Mas não se engane: graças a um turbocompressor gigante e a alguns truques, chega-se a incríveis 544cv! É potência equivalente à dos monstruosos (e reverenciados) carros do Grupo B que disputavam o mundial de rally na década de 80.

Outro ponto importante é que esse besourão tem tração nas quatro rodas. Com isso, a suspensão traseira teve que ser modificada, deixando de ser multibraço e adotando o padrão McPherson.


Agora imagine fazer um bom acerto tanto para velocidade no asfalto quanto para grandes saltos (sim, os besouros podem voar).

A “pele” externa da carroceria continua a ser de aço, mas para-choques diferentes, enormes aerofólios traseiros e várias aberturas para entradas (e saídas) de ar foram feitas.



No fim, o Fusca anabolizado pesa 1.210 quilos e pode fazer o 0-100 em 2,2s. A máxima não importa tanto no rallycross.



Os antecessores espirituais

Ralis na Europa e ‘penicos atômicos’ no Brasil

O Beetle atual raramente é usado em competições. Já o Fusca original, com motor traseiro, sempre marcou presença em ralis e corridas, principalmente nas décadas de 50 e 70.

Versatilidade, robustez, preço baixo e facilidade de preparação explicam o fato de um carrinho popular ter feito tanto sucesso no automobilismo.

O apogeu da participação do Fusca em provas na Europa aconteceu quando a Porsche Salzburg (divisão austríaca da marca de esportivos) decidiu deixar as corridas em autódromos e investir em ralis.