Por Jason Vogel
Somos fãs dos motores de três cilindros que estão tomando o mercado. Com menos atritos internos que os de quatro cilindros, eles trabalham com leveza e crescem de giro com ímpeto esportivo. O melhor é que consomem pouquíssimo — em maio, o Inmetro divulgou um ranking dos modelos mais econômicos à venda no Brasil e o Peugeot 208 1.2 aqui mostrado foi o grande destaque, ficando atrás apenas dos carros híbridos.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2016
sexta-feira, 8 de abril de 2016
De carro por aí com Roberto Nasser
Novos Peugeot 208. Oportunidade e coragem
Festa e conteúdo para recomeçar. Peugeot resolveu
encarar imprevista queda de vendas – 50% maior à perda do mercado –, revendo
leque de produtos.
Em todos aplicou atualizações estéticas europeias;
a nova filosofia de ser os melhor equipados do segmento; e, na faixa superior,
criou duas versões. Uma, Sport, distinta por decoração, com mecânica conhecida,
motor 1,6, 16V e 122 cv. Outra, GT, superior, motor THP 1,6 turbo e 173 cv.
Direção oposta, primeiro degrau de vendas, centrou
esforços trocando motor 4 cilindros, 1,4 por um novo, o Puretech, 1,2, com 3 e
iniciais 90 cv – na Europa seu turbo faz iniciais 120 cv.
Diz, será o motor mais econômico do país, afirmação
a ser aferida ante o up! tsi e o novo Hyundai 1,0 turbo a ser lançado próxima
semana.
Coisa fácil
Como produto é fácil puxar o 208 a melhores vendas.
Basta fazer o interessado dirigi-lo. O automóvel, apesar de alguns juízos
desconsideráveis, tem o melhor comportamento de direção, suspensão e freios, e
é o mais agradável de condução de sua categoria. Quem gosta de dirigir, nele se
encontra. O GT promete exponenciar isto, com ótima relação entre a potência
gerada pelo motor e o peso do carro a deslocar, em comportamento remunerador
aos sentidos, acelerar de 0 aos 100 km/h em apenas 7,6s, com velocidade final
de 220 km/h reais – a álcool.
Complementa com detalhes visuais, mudança do
desenho da tomada de ar frontal, o espaço da antiga grade, e para choques,
rodas com 17” em alumínio polido, assinatura óptica por luzes diurnas em LED, e
novas e curiosas lanternas tripartidas traseiras. Dentro, inescapável couro
negro com pesponto vermelho. Central multimídia, com tela de 17,5 cm.
Para entregar melhor rendimento com o motor turbo, novos
ajustes de suspensão, pneus Michelin 204x45x17, com baixo atrito ao rolamento -
não é boa altura para convívio com os mal-educados e anti tecnológicos buracos
nacionais. E sistema ESP de controle de estabilidade, anti bloqueio,
assistência a frenagens de emergência, função antiderrapante, controle dinâmico
de estabilidade.
No outro extremo, versão de entrada aplica o novo
motor tri cilíndrico, 1,2, 90 cv, com modernidades, como abertura variável de
válvulas, pistões leves resfriados por jato de óleo. Usa câmbio mecânico com 5
velocidades.
Intermediária, o conhecido motor 1,6, 122 cv,
permite uso de transmissão automática com 4 velocidades – coisa antiga.
Na prática, três opções de motores, três de câmbio,
seis de decoração.
Quanto custa
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Peugeot 208
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Versões
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R$
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1.2 Active
1.2 Active Pack
1.2 Allure
1.6 Allure Auto
1.6 Sport
1.6 Griffe AT
1.6 THP GT
|
48.190
51.690 54.990 59.090 60.990 64.590 78.990 |
Novo Peugeot 208.
Atraente
Ford melhora Ranger mirando em Toyota Hilux
Semana
passada, quem viu TV em Buenos Aires, Ar, terá assistido anúncio simpático,
provocativo. Da Ford, com o novo picape Ranger 2017. Dizia, em resgate
histórico, Quando não havia picapes, nós
as inventamos. E ao final encerrava: Tudo
se pode superar.
Aos ligados
no mercado, verdadeira declaração. Anúncios bons são como música do Dorival
Caymi, texto do Rubem Braga, filme do John Ford: sem palavras vãs. E, aos
interessados, explicação era resposta aos anúncios dos picapes Toyota, também recém
lançados e superando em venda Fords na Argentina e no Brasil. Dizem eles, Só uma Hilux pode superar outra Hilux.
Foco
Aqui campanha
de anúncios pagos não começou, e para a imprensa, mídia sem custo, Ford dividiu
o lançamento. Alguns jornalistas uma semana antes, os restantes, nesta. Linha
2117 marca-se por seguir a Toyota: pequenas alterações estéticas, e maior
incremento em conteúdo da versão de topo, mais próximo do automóvel, mais
distante do veículo de carga.
Alteração –
leia atualização –, assistência hidráulica para direção trocada por elétrica –
não furta disposição do motor, nem cobra por isto. Itens de automóvel na superior
versão Limited – alarme de mudança de faixa e correção automática, piloto
automático, alerta de perigo de colisão, sete almofadas de ar, incluindo – para
os joelhos do motorista. Engates Isofix para cadeira de crianças, apoios de
cabeça e cintos com ancoragem de três pontos aos cinco ocupantes. E interior
com novo painel com similaridade ao sedã Fusion quanto aos instrumentos e tela
com 20 cm, no sistema Sync MyFordTouch. No caminho toyotista, rodas aro 18”em
liga leve, pneus ditos como ecológicos de menor consumo, e garantia de 5 anos.
Pelos
equipamentos eletrônicos, aparentemente a versão de topo não se destina a uso
em estrada de terra, costelas-de-vaca,
buracos, desníveis, imprevistos atemorizadores das frágeis ligações dos itens
eletrônicos.
Abertura de
leque a outros clientes, por maior rendimento ao motor diesel de entrada, 2,2
turbo, evoluindo de 150 cv e 375 Nm de torque, a 160 cv e 385 Nm. Muitas
opções: tração 4x2 ou 4x4 com redução, caixa mecânica ou automática com seis
velocidades. Cabine apenas dupla. Versão superior, motor maior, intocado, 3,2
turbo diesel, 200 cv e 490 Nm.
Não há mais
versões com motor Otto, gasálcool ou flex.
Quanto custa
Ampla gradação de preços. Abre na versão mais
simples, 2,2 tração traseira, câmbio mecânico, R$ 129.900. Versão de topo, mais
R$ 50 mil, motor 3,2, tração nas 4 rodas e reduzida, transmissão automática 6M.
Novidade maior do Ranger 2017 é versão 2.2 mais
palatável
Iniciativa do grupo
Reimpex, instalações em Luque, lindeira a Assunção, onde monta motos e
caminhões, desde início de abril abriga montagem dos pequenos automóveis J2 da
chinesa JAC Motors.
É o ex-quase, aqui indicado
pela representação local da JAC como sendo o futuro produto de fábrica não
erigida na Bahia, motor frontal, transversal, porém com três cilindros, 1,0
litro, 67 cv, e caixa de transmissão mecânica com 5 marchas. Direção assistida,
ar condicionado, duas almofadas de ar, vidros elétricos, fecham a aura chinesa
de carros bem equipados – e baratos.
Responsável pela operação,
titular do grupo, Jorge Samaniego, disse ao lançamento cumprir compromisso
assumido com Horácio Cartes, presidente da República, de ter fábrica de
automóveis equipados e acessíveis ao público. Paraguai, país de economia plana
e previsível, em três anos atraiu sensível quantidade de fábricas de autopeças
para lá produzir e exportar ao Brasil, gerando 6.000 empregos. Instalações
elétricas dos Volkswagen, por exemplo, são paraguaias.
Ter fábrica de automóveis,
mesmo com primária montagem de partes importadas, é fator de prestígio político
às autoridades e indicador econômico. Mercado local é pequeno, e os J2 inicialmente
nãoserão exportados aos colegas de Mercosul, pois não atinge o percentual de
regionalização.
Mercado pequeno, importa em
média 4.000 carros O Km/mês, e volume maior de carros usados, descartados
japoneses, europeus e norte-americanos, mandados ao Chile via Zona Franca de
Iquique, e de lá migrando ao Paraguai. Nos carros orientais magarefes mecânicos
operam, mudando para a esquerda os comandos originalmente à direita. Governo
quer apagar a exceção, fomentando compra de carro novo, gerando emprego e
impostos, em lugar dos estrangeiros barrados na inspeção veicular e mandados a
países pobres.
Estatal Banco Nacional de
Fomento abriu crédito a compradores, financiando preço final de 47.000.000
Guaranis – uns R$ 31.000 -, em 48 vezes de aproximados R$ 850, por automóvel licenciado,
segurado, e primeira prestação em maio.
Entusiasmado Samaniego
disse, JAC atesta sua empresa como a melhor extra China, e repetiu, como os
cartazes, ser o J2 el primer auto
paraguayo. (leia mais)
JAC J2, o primeiro paraguaio ? ..... Não.
Memória. Quem
diria, primeiro carro paraguaio era Alfa Romeo
Foi em 1967, governo do Marechal Stroessner (1954 -1989), a instalação
da primeira montagem de automóveis no Paraguai. Na mesma Luque, o piloto-industrial
ítalo-argentino Giuseppe Vianini, importador de Moto Guzzi para a Argentina,
implantou instalações para montar automóveis Alfa Romeo por sua IAPSA –
Industrias Automotoras de Paraguay SA.
Processo próximo ao praticado quase cinco décadas após pela Reimpex nos
JAC: recebia carroceria em partes, alinhava, gabaritava, soldava, pintava e
agregava mecânica, elétrica e decoração – desta, revestimento e bancos locais.
Boa gama – superior à do Brasil, de monoproduto superado, o FNM 2000, o JK,
licença Alfa Romeo, antigo Berlina 2.000 do fim dos anos ’50 -, fazia Berlinas
Giulia 1.300; 1600; e os então novos 1.750 e 2.000. GTVs e conversíveis, não.
Durou tempo indeterminado, entre dois e cinco anos e, por razões nunca
tornadas públicas – nem no livro de seu
filho Andrea sobre sua carreira de piloto -, a operação Alfa deu lugar a
uma Renault, montando-se R4.
IAPSA 2.000,
licença Alfa Romeo. Agora carro de coleção
Roda-a-Roda
Surpresa – Tesla Motors,
fabricante de carros elétricos nos EUA exibiu modelo 3. Menor ante o luxuoso S,
autonomia de 500 km, e a partir de US$ 35 mil. Surpreendentes 115 mil pedidos sinalizados
com US$ 1 mil no primeiro dia, para entrega em 2017. Carro rápido: 0 a 92 km/h
em 6s.
Razões – Porque vendem tanto ? São bonitos, performáticos e com grande autonomia.
Concorrentes não juntam as três características.
Mudança – Empresas Peugeot, Citroën e DS sob a marca
PSA, novas razão social e logo. Integra início do segundo ciclo da gestão de
Carlos Tavares. Primeiro, esforço de salvação, o Back in the Race. Agora, respirando, o tema é Push to Pass. Desnecessário dizer, corrida de automóveis é o
esporte do CEO.
Planos – Quer ser vista globalmente por eficiência
na produção de veículos e fiel fornecedor de serviços de mobilidade. Novo nome
é PSA Groupe. No logo feito em casa, fundo azul profundo simboliza sobriedade.
Nova logo PSA
Acelerador – Com pressa, Tavares surpreendeu acionistas:
anunciou planos de retorno aos EUA após 25 anos de saída traumática. Nada de
abrir distribuidora, mas devagar, com veículos para uso compartilhado. Segunda
etapa, com seus próprios produtos elétricos, como a linha DS.
Nada – Imprensa
veiculou ações da Fiat para produzir jipinho
– termo larga e erroneamente empregado para descrever SUV, SAV, crossover, versões aventureiras.
Verbete generoso e ocioso - a todos acolhe e a nenhum serve.
Perguntada, FCA negou. Diz, não terá concorrente ao primo Jeep Renegade.
Lá – Anunciou
investir US$ 500M atualizando mundialmente processo industrial da fábrica
argentina em Ferreyra. Fará o Projeto X6S, em alterada plataforma do Palio.
Substituto de Grand Siena e Linea e, em versão hatch, do Punto.
Mais – Motorização 4
cilindros: 1,8 EtorQ, 16 válvulas, 128 cv – menos ante versões hoje utilizadas
no Brasil -, e 1.3 GSE, 105 cv. Neste, transmissão mecânica 5 M. No 1,8
automática com meia dúzia.
Novo - GSE será primeiro desdobramento da família
a iniciar-se com o três cilindros 1.0. Diz-se, família GSE se curva às duas
válvulas por cilindro. 2017.
Dúvida - Jaguar Land
Rover na reta final para inaugurar fábrica em Itatiaia, RJ. Projeto de baixa
nacionalização, enquadrado no regime oficial Inovar-Auto. Enfrenta situação
política, retrato do momento.
E ? - Quem
convidar à inauguração, logo após o julgamento do Impeachment da Presidente
pela Câmara dos Deputados? Se
aprovado, ela se afasta e quem assumirá? O vice Temer? Eduardo Cunha, presidente
da Câmara? Renan Calheiros, do Senado, todos às voltas com questionamentos
judiciais?
E.2 ? - Espera clarear?
Convida apenas o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio? Inicia a
produção e faz festa posterior, com cenário menos turvo? Mico é explicar aos controladores
indianos e à gerência inglesa.
Flex – Mercedes marca produção nacional com motor flex
no modelo C 180. Tecnologia da marca, não alterou sistemas, nem ganhos em
torque e potência relativamente ao uso do gasálcool. C 180 vende 43% na classe.
Versões 200 e 250 mantém-se não-flex.
Mercado – Mitsubishi ASX
Oudoor em nova versão: 4x2 para reduzir preço e ampliar clientes. Bem dotado de
equipamentos, entre eixos grande, pneus mistos. Iniciais R$ 108 mil – iniciais,
pois hoje toda compra permite conversas.
Posição – Fechado primeiro
mês cheio de vendas, picape Toro é terceiro mais vendido, seguindo Strada e
Toyota HiLux. 3.080 unidades. Quer 4.000/mês
Mercado – Citroën cerca clientes com argumento importante:
serviço bom e barato. Recém lançado Novo
Aircross tem plano de manutenção à base de R$ 1 ao dia. As revisões, com
intervalo de 10.000 km, custam R$ 365,00 em 4x. Não é promoção, diz Dercyde
Gomes, novo diretor de pós venda.
Oscar – Fiat Toro ganhou o Red Dot Design Award, o Oscar do design. Equipe liderada pelo abrasileirado Peter Fassbender criou produto
adequado ao mercado e demandas dos consumidores. Design da FCA Brasil saiu da engenharia e se reporta a Stefan
Ketter, no. 1 continental e ao designer
chefe Ralph Gilles.
Registro – Keko Acessórios, do
interior do RS, festeja 30 anos de fundação. Case de sucesso, é líder em personalização automotiva, fornece a
nove montadoras, exporta a 40 países.
Elétrico – Correios testarão,
por três meses, furgão elétrico chinês BYD. Capaz a 800 kg, tocado por baterias
de lítio-fosfato de ferro, autonomia de 200 km, superior à média das entregas
postais.
Meta - Aferirá resultados
de custos no transporte de cartas e encomendas, e na difícil meta de reduzir,
até 2020, de 20% nas emissões poluentes.
Ação – Proteste,
Associação de Consumidores, e Consumers
International, reunindo consumidores de 140 países, levaram jornalistas ao
Autódromo de Interlagos para demonstrar eficiência do controle eletrônico de
estabilidade.
Pressão – Querem apoio
institucional para pressionar o Conselho Nacional de Trânsito, a antecipar ao
segundo semestre de 2017 a obrigatoriedade de veículos nacionais portarem tal
equipamento. Pelo Contran obrigação é 2022.
Passado – Scorro, uma das
pioneiras na produção de rodas em liga leve, fará série especial do modelo Cruz
de Malta, utilizada nos GM Opala dos anos ’70. Apenas 250 unidades. Sem outras
informações. Scorro não respondeu.
Cultura – Da Editora Alaúde
novo título histórico automobilístico: Austin-Healey, esportivo criado pelo engenheiro-piloto
Donald Healey e viabilizado industrialmente pela também inglesa Austin. Autoria
de Bill Piggott, advogado de texto fluído, 160 páginas, muitas informações. R$
82.
Livro sobre o mítico
Austin-Healey. Pela Alaúde
Clássicos – Projeto em curso com
fazer, quase à mão, nove unidades do Jaguar XKSS vendidas a US$ 1,5M cada, e do
acionista maior, indiano Ratan Tata colecionar provectos Rolls-Royces, Jaguar
Land Rover mudou nome do Heritage. Agora é Jaguar
Land Rover Classic.
Negócio – Ampliou espectro:
além de peças e conselhos, restauração. Segue caminho aberto pela Mercedes,
trilhado pela Ferrari.
Texto
sobre operação XKSS: http://www.autoentusiastas.com.br/2016/04/fenix-ingles-jaguar-xkss-ressurge-das-cinzas/
Gente – Paulo
Cézar da Silva Nunes, administrador, ascensão. OOOO Membro, agora preside Conselho de Administração da Marcopolo.
OOOO Mauro Bellini, ex, mantém-se na
companhia, na holding Davos e
presidirá o Conselho de Administração do Banco Moneo. OOOO Criação de Nissans na Argentina e Chile mudou estrutura da marca.
OOOO José Roman é novo VP da N-Latam;
Pós Venda com Daniel Pelayo; José Vendramini incorpora Qualidade ao Consumidor
e Expansão da rede; Hitoshi Mano, VP de manufatura Brasil, diretor de
Monozukuri - como chama o fazer carros. OOOO
sábado, 18 de abril de 2015
Alta Roda com Fernando Calmon
PEUGEOT 2008 PEDE PASSAGEM
A verdadeira
invasão de SUVs compactos e crossovers no mercado – três modelos novos em menos
de um mês – certamente terá impacto em outros segmentos. Na realidade,
acrescentando outros dois nacionais (Ford EcoSport e Renault Duster) e
importados como Chevrolet Tracker e Suzuki S-Cross, além dos chineses, haverá mudanças
até certo ponto radicais.
Stations e
monovolumes pequenos serão ainda mais atingidos, mas os próprios hatches e sedãs,
tantos os compactos como os médios-compactos, perderão participação. O mercado
está ávido por modelos com maior altura livre do solo e inspirados no modo
“aventureiro”. Um fenômeno mundial, sem explicações racionais, em tempos de
economia de combustível e preocupações com gás carbônico (CO2).
Veículos mais pesados e altos vão na contramão do viés de “salvar o planeta”.
O 2008 é um
típico crossover sem possibilidade de tração 4x4 e nem mesmo versão de entrada.
Peugeot assumiu que o público prefere modelos completos e abandonou pacotes de
opcionais. É o produto mais em conta (à exceção do Duster) ao partir de R$
67.900 (Allure) e chegar a R$ 79.590 (Griffe). Como referência, um Jeep
Renegade Trailhawk a diesel 4x4 automático, com tudo que tem direito, pode passar
de R$ 140.000, se aparecer comprador disposto.
Em estudo meticuloso
a marca francesa fez comparações com os concorrentes, inclusive precificando
itens que estes dispõem e o 2008, não. Na planilha apresentada no lançamento
sempre apareceu com menor preço em versões equivalentes, mas faltaram alguns
itens como superfícies de plástico suave entre aqueles visíveis e suspensões
independentes nas quatro rodas, entre os poucos visíveis. Também não se
justifica eliminar encaixes Isofix (originais) para bancos infantis por uma
diferença de R$ 100. Em manobras há avisos sonoros, mas é melhor câmera de ré.
Entre características
bastante apreciáveis estão menor diâmetro do volante, o que permite leitura do
quadro de instrumentos por cima dele e o teto panorâmico de vidro (Griffe
somente). Tela multimídia colorida de 7 pol. inclui aplicativo para telefones
inteligentes com funções extras. Porta-malas de 355 litros é maior em relação a
EcoSport e Renegade, mas perde para os do Honda HR-V e Duster.
A engenharia
fez um belo trabalho nas suspensões para conciliar estabilidade e um vão livre
de 20 cm. Equipado com o primeiro motor turboflex – THP de 173 cv e 24,5 kgfm –
em modelos pequenos (antes do up! que chega dentro de um mês), o 2008 Griffe faz
jus ao título dessa Coluna. Por ser relativamente leve, pede passagem até a carros
maiores: acelera de 0 a 100 km/h em apenas 8,1 s com câmbio manual de seis
marchas. Há quatro modos de assistência à tração nesta versão mais cara,
suficientes para uso leve fora-de-estrada.
A Peugeot
garante que não há espaço físico para um câmbio automático de seis marchas no
seu modelo de topo. Mas fontes asseguram que o de quatro marchas será
totalmente substituído pelo de seis, já em 2016, em todos os compactos tanto da
Peugeot quanto da Citroën, inclusive no motor aspirado de 1,6 L/122 cv. O
câmbio automático atual foi recalibrado, tem modo econômico, mas deixa a
desejar embora vá representar 70% das vendas, segundo prevê o fabricante.
RODA VIVA
LAND ROVER guarda uma surpresa para o
início de 2016, quando inaugura fábrica de Itatiaia (RJ). Conforme a Coluna adiantou,
o primeiro modelo a entrar em produção é o Range Rover Evoque, atualmente o
mais vendido da marca no Brasil e no mundo. Alguns meses depois chegará a vez
do Discovery Sport. Venda começa agora, importado da Inglaterra.
ANFAVEA assumiu que, pelas condições
atuais da economia, os números de produção (com impacto direto sobre empregos),
vendas e exportações em 2015 serão (bem) piores do que previa. Agora admite
queda de 10% e 13,2%, respectivamente, para os dois primeiros indicadores. Restou
apenas um dado positivo: mais 1,1% nas exportações.
ESTOQUES totais (fábricas e
concessionárias) caíram de 50 dias em fevereiro para 46 em março, ainda em
torno de 50% acima do ideal. Sindipeças prevê declínio de 11,5% no faturamento
nominal de seus cerca de 500 associados. Durante a feira Automec, só setores de
peças de reposição e manutenção confiavam na grande frota circulante para sopro
de otimismo.
EXISTE equilíbrio de vendas entre versões
do Cruze: 52%, sedã e 48%, hatch (Sport6). Em termos de câmbio, automáticos
estão em 80% dos hatches e nada menos que 95% dos sedãs. Aperfeiçoamentos no
automático aparecem claramente no uso cotidiano, em cidade ou estrada. Ambos muito
agradáveis de guiar, mas suportes laterais dos assentos dos bancos dianteiros
são duros.
INMETRO anunciará nos próximos dias a
extensão do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) a veículos leves a diesel.
Picapes e SUVs de todos os portes terão índices de consumo de combustível para
compradores conhecerem os mais econômicos. A GM deve, finalmente, readerir ao
PBE, embora não 100% de seus modelos, o que só acontecerá em 2018.
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fernando@calmon.jor.br
e twitter.com/fernandocalmon
quinta-feira, 9 de abril de 2015
De Carro por Aí com o Nasser
Tríplice
Aliança em picape com três caras
Leitor da Coluna
sabe, foi aqui onde leu, com antecipação, dos planos e da definição da
Mercedes-Benz em fazer um picape para 1t na Argentina. Também foi aqui
informado da decisão da Renault em aproveitar a base do novo picape NP 300
Nissan, para fabricar um com sua marca no vizinho país. Internamente o picape
Renault é chamado Raptur.
Agora, da mistura de informações, a matriz da
Mercedes-Benz confirma:
sábado, 1 de novembro de 2014
De Carro por Aí com o Nasser 2014!
750.000 previstos e desejados visitantes à 28ª edição do Salão do
Automóvel, - Anhembi, S. Paulo, até domingo, 09.nov – terão muito do comum a
ver: centenas de automóveis, construções menores, decoração contida, mais
espaço para os veículos – menor fartura de material promocional. E moças
bonitas fazendo caras e bocas. Não encontrarão a turma ? grei ? horda ?
credenciada como jornalistas, lotando o espaço na prévia de imprensa. Nunca
pensei, neste mundo de Allah, haver tantos jornalistas no tema automóvel. Não
devem ser, por volume ou totalidade. Fossem, seus clamores teriam promovido melhores
automóveis, estradas, respeito aos consumidores.
Há muitos atrativos em meio à grande festa bi anual. Novidades? Nos
85.000 m2 quadrados de área, coisas novas, destas, poucas. A maioria das 28
marcas de automóveis instaladas no Brasil, e as poucas importadoras, estavam em
situação comum: ou recém apresentaram os futuros produtos, ou exibem no Salão,
na mesma medida temporal, os próximos lançamentos.
sábado, 13 de setembro de 2014
De carro por Aí com o Nasser 2014
Coluna 3714 10.Setembro.2014
Anti Porsche, AMG GT lança modelo, marca e
fábrica.
Na mesma Afallterbach, cidadezinha a meia hora de Sttutgart, Alemanha,
onde surgiu como oficina há 47 anos, e no novo prédio abrindo a série de 20
galpões, a AMG, assimilada e divisão da Mercedes-Benz, lançou-se o AMG GT.
Automóvel de rendimento esportivo, foca no mítico Porsche 911 S, para ocupar
lugar de destaque no mercado dos carros de atitude. É um Superesportivo.
Produto inteiramente novo, sucede o SLS e suas portas abrindo para cima,
exibindo credenciais como o chassi e carroceria em alumínio - nesta se excetua
a tampa traseira, em aço, material para dar rigidez e estrutura anti torcional.
Não é apenas mais um. Alarga a trilha aberta com o SLS para declarar ser
agora fabricante, evolução do trabalho de desenvolver Mercedes-Benz, e após ter
vendido 32 mil veículos em 2013. A aparência, o novo motor, a disposição
esportiva e a capacidade de ser aplicado como carro de corridas servirão como
imagem aos automóveis Mercedes. Tobias Moers, condutor da AMG, foi
sintético: o GT será o embaixador da marca.
Muda tudo
Chassi, interior cuidado demonstrando evolução visual, casamento com a
carroceria curvácea, dimensões e conceitos do mítico SL 300 Asa de Gaivota,
incluindo o longo capô, o motor recuado, entre eixos, e a exclusividade
mecânica da marca ao juntar caixa de marchas e diferencial numa só peça, o
transeixo, na traseira, tudo se integra em nome de criar bandeira tecnológica.
Tudo feito na AMG.
As linhas se marcam pelas superfícies lisas, pela aparência musculosa
oferecida pela frente baixa, os largos para lamas, as grandes tomadas de ar
frontais para arrefecer líquidos como a água de refrigeração e o óleo do motor,
e a baixa altura permitida pelo novo motor V8, a 90 graus, 4,0 litros, feito
sem carter de lubrificante, usando depósito externo. Isto permitiu ser
rebaixado 5,5 mm.
Formas tem indubitável caráter esportivo e a distribuição de volumes
criou traseira mesclando linhas do referencial Asa de Gaivota, e as do seu
mirado concorrente 911S Porsche. Famosa estilista de moda Coco Chanel
dizia, elegância era se produzir simplesmente e depois tirar 50% do conjunto.
Parece, os designers, time próprio e novo arrebanhado pela AMG,
sabiam disto. O GT dispensa riscos, rasgos, reentrâncias, dobras. As formas são
limpas, lisas, sem adereços ou frescuras. Transforma os naturalmente comparados
Ferraris e Lamborghinis em coisas barrocas perto de sua limpeza. Um belo design.
Interior segue a filosofia. Não é espartano com o Ford GT, de fugaz
porém marcante passagem. É cuidado, harmonioso, rico em materiais e cuidada
combinação, incluindo as linhas de harmonização do painel e a centralização dos
comandos no largo, alto e estrutural console sobre o tubo de torque, ligando o
motor à transmissão. Mudanças de marcha por alavanca no console ou pelas
borboletas sob o volante.
Futuro
Dieter Zettsche, CEO da Mercedes automóveis, responsável pela renovação
de modelos em nome da reconquista da liderança do mercado Premium, em conversa
com os jornalistas brasileiros, e com saudação em português, concordou com a
postura não exposta nas apresentações, quanto ao nascimento de outra marca para
a Mercedes e, também, que a iniciativa não se resumirá ao novo GT,
desdobrando-se em outros produtos. Passo corajoso.
Não se falou de capacidade industrial produtiva. Construir em alumínio,
buscando compatibilizar baixo peso com resistência estrutural exige muitas
intervenções e muitos elementos, processo muito distante do fazer uma
plataforma convencional com meia dúzia de solenes porradas por prensas e linhas
de solda. É um limitador quantitativo.
Oficialmente não se falou em preço. Crê-se, seja anunciado no Salão de
Paris, neste mês, mas as especulações projetam-no superior aos US$ 90 mil do
visado Porsche 911S. Projeções entre material, mão de obra, o delta valorativo
de ser um Mercedes, e o objetivo de concorrer com o 911S o detenha entre US$
100 mil e US$ 120 mil. No Brasil, sem prazo para chegar, o modelo anterior SLS,
de aquecimento industrial para chegar aos atuais produto e postura da AMG, foi
vendido inicialmente a R$ 700 mil. Chegará à Europa em dezembro, aos EUA em
março, pós Salão de Detroit e na China, maior mercado do mundo, em abril.
Informação atribuída a fontes da Mercedes diziam ser maior: em 115 mil e
130 mil - Euros.
Mercedes não quer pagar pela nova imagem. Quer, com o GT, a divisão AMG
sustentável e lucrativa.
Resumo
Motor V8, novo, 32 válvulas, injeção direta, dois turbos no vale do V,
462 cv na versão de entrada e 510 na S, torque de 650 Nm entre 1.750 e 4.500
rpm, pressão dos turbos entre 1,2 e 2,0 bar. Versão S acelera de 0 a 100 km/h
em 3.8s e final de 310 km/h. Transmissão com sete marchas no eixo traseiro,
controle eletrônico na versão S. 1540 kg e consumo com motor 462 cv, ciclo
europeu, quase 11 km/litro, baixas emissões. E um som grave e viril.
Ferrari: crise com Fiat. E venda ?
Ao fim do Grand Prix da Fórmula 1 em Monza, Itália, domingo passado,
após outra dupla vitória da até agora imbatida Mercedes, Sérgio
Marchionne, CEO – o executivo no. 1 - da Fiat Chrysler,
perguntado sobre mais uma derrota da Ferrari, e em sua terra, cobrou
publicamente ações de Luca de Montezemolo, presidente da companhia. E, instigado,
sobre a possibilidade do executivo, de carreira brilhante, deixar a empresa,
disse que ninguém é insubstituível.
Definição, parecendo recado, foi vista pelo sistema bancário italiano
como a abertura da possibilidade de venda da Ferrari, pertencente à Fiat, e
hoje avaliada em US$ 5 Bilhões, em especial pelo fato das derrotas da empresa
diminuírem o valor de suas cotas. Tal montante, pela parte pertencente à Fiat,
é ansiado como reforço de caixa ante muitas contas geradas pela compra da
Chrysler e os planos de renovação dos produtos da marca.
Na crise que quase degolou a empresa há alguns anos, a família Agnelli,
controladora, desfez-se de muito patrimônio extra automóvel para salvar a Fiat.
E, para blindar a Ferrari, ícone nacional e símbolo da italianidade, sobre a
possibilidade de perda ou venda, excetuou-a, sem incluir no pacote que reuniu
todas as suas marcas sob o controle da Fiat Auto SpA.
Agora situação parece diferente. Montezemolo, 67, é executivo vitorioso,
ex presidente da Cofindustria, a confederação das indústrias italianas, dono de
negócios de charme, como os óculos WEB, dos relógios Girard-Perregaux, recém
criou companhia de estradas de ferro para concorrer com a rede estatal. Na
Fiat, então braço direito do capo di tutti capi, o
mandão maior Gianni Agnelli, fez boa gestão, e na Ferrari transformou-a em
marca de griffe, aumentando produção, preços, lucros, gerando
o valor muito superior aos bens físicos.
Há dias foi convidado a dirigir a fusão das companhias aéreas Alitalia e
Etihad.
Montezemolo tomou estrada da dignidade e demitiu-se. Mas a saída
não parece problema. Este será vender a Ferrari a cliente não italiano. Causará
trauma na Itália.
Picape, o segundo produto Jeep em Recife
Após o Jeep Renegade – vendas pós Carnaval, pois nem Jeep consegue
superar os obstáculos da mídia e atenções durante a festa – a fábrica de
Goiana, Pe, terá segundo produto: um picape.
Coisa arrumada, diferenciada, situando-se em porte e preço acima de
Strada e Saveiro, e abaixo de Nissan Frontier, Mitsubishi, VW Amarok, Ranger,
Toyota Hilux e Chevrolet S10. Terá dimensões assemelhadas a estes picapes,
então ditos médios, quando surgiram há 20 anos.
Nas diferenças, além do porte está plataforma monobloco – demais aplicam
chassis em longarinas e travessas -, e suspensão independente nas 4 rodas.
Motorização flex e diesel. Motores 2.0, 160 cv, e 2.4, 170 cv, ciclo
Otto, Flex, e diesel 2.0 170 cv, importados, de produção Fiat. Transmissão em
estudo de viabilidade: mecânica de seis velocidades e versões de topo com caixa
de dupla embreagem, oito ou nove velocidades – como em versão do Jeep Renegade.
Ao lançamento, os dois extremos, com motor flex tração simples,
dianteira, e o diesel 2.0, tração nas quatro rodas e reduzida.
Piloto de avaliação de uma das mulas – veículo disfarçado para não
conseguir ser definido - foi sintético: rodar muito mais para automóvel
que para picape.Coerente. Todos os picapes feitos no Brasil utilizam-se do
secular eixo traseiro rígido, desconfortável no andar por transmitir as
irregularidades sentidas por uma roda à outra, além da vibração e da pouca
aderência em frenagens de emergência. Têm andar encabritado e sensações de
caminhão pequeno. A suspensão independente nas 4 rodas muito amplia o conforto
no rodar.
Ciclo
Repete a história. A marca Jeep, mais emblemática variante de automóvel,
ao lançar seu picape, na virada dos anos ’40, optou por tê-lo menor ante os
então concorrentes. Renova o enfoque e a perceptível diferença para seduzir
clientela: conforto de rolagem, melhor dirigibilidade e segurança em
estabilidade e frenagem, permitidos pela suspensão independente em todas as
rodas.
Negócio
Fiat, agora uma das marcas da FCA – Fiat Chrysler Automobiles -,
implanta grande área industrial no Nordeste. Não é tão somente mais um
endereço, enclave para produzir mais Fiats. Pode ser, venha a faze-los. Mas
base do negócio é relançar marcas Alfa Romeo, Dodge, e Jeep no Brasil.
Novas linhas, novos produtos, novas redes de revendedores.
Empreendimento impactante, para 250 mil unidades anuais, fornecedores
instalados na planta industrial, grande passo para sedimentar a ousadia da
matriz Fiat que, em menos de uma década se transformou: de empresa quase
falida, a preocupante concorrente no mercado, líder no Brasil, quinto mercado
mundial.
Roda-a-Roda
Mudou – Após seu Fit 2015 receber pontuação marginal em teste de impacto
do Insurance Institute for Highway Safety, IIHS, de seguradoras –
Honda mudou suporte do para choques frontal. Trocará em 12.000 unidades vendidas.
Aqui – Honda Brasil interpreta a ação como correção e não a aplicará aqui.
Diz: “A informação divulgada pela Honda americana sobre o novo Fit nos
EUA não se referiu a um recall por falha de produto. Em alguns mercados existem
ações chamadas de PUD - Product Update - onde é possível chamar clientes para
efetuar atualizações de produto. A alteração em pauta significa uma mudança do
produto a fim de se obter melhores classificações no índice ISSH. Dessa forma,
não existe relação com a especificação do FIT produzido no Brasil.”
Bom começo – Série First Edition, inicial de 1.927 unidades – número
registra o ano de criação da companhia - do novo utilitário esportivo Volvo
XC90, lançado pela Internet, vendeu em 47 horas.
Conceito - Marca tão forte, clientela nem quis saber se o novo motor, de
projeto chinês, substituindo os antigos Ford EcoBoost, é bom ou não.
Atualidades – Volvo de automóveis, investe seriamente em segurança e
resistência, há anos foi comprada pela Ford e, pré crise econômica dos EUA,
vendida aos chineses da Geely.
Audi + - Apesar de economia instável no mundo, Audi consegue superar performance
do mercado. E agora quer vender 1,7M de unidades em 2014. Previsão anterior era
1,5M.
O Gato – Jaguar fez enorme festa, criou música, envolveu personalidades inglesas,
lembrou ações do agente 007, incluindo trazer o carro de helicóptero sobre o
rio Tâmisa até uma lancha de alta velocidade que o levou até o final.
Razão – Com o modelo XE, sedã médio, quer triplicar as vendas. O espaço
estava vazio desde a saída de produção do modelo X Type, um Mazda de motor
transversal e tração dianteira, repelido pelos compradores.
Armas – Intenso uso de alumínio na plataforma modular e na carroceria,
motor V6, 3.0, turbo com 340 cv, tração traseira, transmissão de oito marchas,
aceleração de 0 a 100 km/h em 5,1s, grande espaço interno, o XE foca competir
com BMW Serie 3 e Mercedes Classe C. Lançamento em setembro no Salão de Paris.
No Brasil, Salão do Automóvel, outubro.
2008 – Vazaram na Internet fotos do 2008, mini utilitário
esportivo a ser lançado pela Peugeot. Thomas Merchant, diretor da marca na
matriz, confirma lançamento para o Salão do Automóvel, outubro.
Foco – Peugeot, disse o executivo, aplicará enorme plano de
reestruturação no Mercosul para implementar negócios, melhorar as más vendas do
bom 208 no Brasil. Investirá para promover imagem da marca no Brasil, Uruguai e
Chile. Plano de reestruturação é nome elegante de corte de pessoal.
Mercado – Vendas de 19.132 veículos em agosto significou à Renault crescer
0,4% relativamente aos números de agosto 2013, no período mercado encolheu 17%.
Novo Sandero e Logan lideram a marca.
Acerto – Decisão da Renault em fazer localmente veículos da romena linha
Dacia – Logan, Sandero e Duster -, sugeria condenar o mercado a produtos de
segundo nível. Entretanto salvou a operação, fe-la rentável e a mais vendida
após as quatro grandes.
Finalmente - Quase um ano após, executivo da Fiat recordou o Leão de Ouro, recebido
no último festival do filme publicitário em Cannes, França. Primeiro da América
do Sul, disputando contra empresas grandes e de enormes orçamentos – IBM,
Google, etccc.
Festa - O prêmio à companhia não tem sido capitalizado como conquista
diferenciativa. Foi lembrado por Lélio Ramos, diretor comercial. Durante a
apresentação do Uno Novo De Novo, mantinha a estatueta em mãos.
Vem aí – Sobre a nota da Coluna passada quanto ao início
da produção local do Golf, Volkswagen esclarece: começará em 2015. Golfs
mexicanos, com algumas simplificações relativamente aos modelos alemães
atualmente à venda, iniciam ser importados até início da comercialização dos
nacionais.
Charme – Nova atividade da Mercedes, alugar carros e utilitários esportivos com e
sem blindagem mais Sprinter, tem promoção para os finais de semana: locação de
sexta feira ao meio dia, até segunda, mesmo horário, pagará apenas duas
diárias. Mais ? Gestor de Negócio-Locação de Veículos Eduardo Mamede 11-99882-5727 /
Nextel:ID.94*131796.
Tecnologia – O sistema de partida Start-Stop, desenvolvido pela Bosch e
equipando o Novo Uno exige motor de arranque mais forte, cremalheira reforçada
no motor e bateria para suportar seguidamente as demandas. Fiat estreia as
novas Heliar EFB, com placas positivas revestidas por malha, capacidade de 60
AH e partida de 500 A.
DNA – Pedro, 16, o mais novo dos Piquet, é campeão de Fórmula 3 Sul Americana,
mesmo faltando duas provas para terminar o campeonato. Venceu 13 das 18 provas
e é o único piloto a marcar pontos em todas.
Desinteresse – Cadillac sedan de 1951, serie 62, ex do ex
presidente argentino Juan Domingo Peron, e pertencente a outro argentino
famoso, o penta campeão de automobilismo Juan Manuel Fangio, leiloado pela
Silverstone Auctions. Autorização por herdeiros, atingiu US$ 203.504 – uns R$
450 mil.
Não combina – Fangio implantou em Balcarce, sua terra natal, o melhor museu de
automóveis na Argentina doando, obtendo, reunindo excelente acervo. Passou e os
herdeiros vendem o que podem. Há meses trocaram por moedas um Torino Gran
Routier, o modelo sedã, também do ex campeão. Ninguém na Argentina, governo ou
colecionadores se mexeu.
Gente - Sydney Latini,
economista, passou. OOOO
O Dr Latini, como reverenciado, foi o secretário geral do GEIA. OOOO No grupo encarregado de
implantar a indústria automobilística, assunto novo, conseguiu gerir desenho de
reconhecida eficiência. OOOO
Deixou um livro, o melhor do tema, sobre a implantação desta indústria, e
amigos agradecidos pelo convívio rico. OOOO
Um novo Uno para liderar
Quatro anos após lança-lo, Fiat apresentou nova
edição do Novo Uno. Assume o nome, e o antigo será mantido em produção, como
veículo de menor preço. Ampla reformulação em todos os grupos, de mecânica,
estilo e conteúdo, contém diferenciais como o sistema Dualogic de automatização
do câmbio através de botões, como o fazem Ferrari e o Alfa Romeo 4C e, para os
conscientes da ecologia, o sistema Start-Stop, desligando o motor ao parar em
sinais, cruzamentos. Reduz consumo e emissões, em circuito de para e anda, em
até 20% do volume. Opcional sistema fixo ao painel, o Easy For You recebe o smart
phone, utiliza sua tela, faz e recebe ligações por Bluetooth, vira GPS.
A colocação de atrativos diferenciados e as
numerosas mudanças, atingindo até a plataforma, tem a pretensão de ampliar suas
vendas em 30%. Hoje quarto lugar na lista dos mais vendidos no mercado, tal
percentual somado às vendas atuais o levariam a 13.000 vendidos
mensalmente. Tal número embolará a disputa pelo primeiro lugar nas vendas
domésticas, lideradas por outro Fiat, o Pálio, disputando com o VW Gol a
posição de mais vendido. Outro da marca, o picape Strada, comanda as vendas dos
picapes pequenos, e é tremendo adjutório na soma que leva a Fiat à liderança do
mercado, como o faz há 13 anos.
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