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terça-feira, 5 de julho de 2016

A Toyota Invoca

Começou ontem a serem veiculados comunicados em que a Toyota invoca 3.145 Corolla, 470 Prius e 53 Lexus CT 200h.

O Chamamento Preventivo de Veículos envolvem carros fabricados entre 2007 e 2015.

Veja se seu carro está na lista dos invocados (ou convocados)!

CAMPANHA DE CHAMAMENTO PREVENTIVO DE VEÍCULOS DA MARCA TOYOTA, MODELOS COROLLA E PRIUS, E DA MARCA LEXUS,
MODELO CT 200H

Modelo
Data de Fabricação
Chassis envolvidos
Código alfanumérico
Últimos 8 dígitos do chassi
Corolla
24/10/2007 a
23/12/2009
9BRB*42E*
95000501 - 95006459
A5006460 - A5008075
Prius
16/07/2012 a
04/02/2015
JTDKN36U*
D1579250 - D1703224
F1847469 - F1927577
Lexus
CT200h
16/07/2012 a
20/01/2015
JTHKD5BH*
D2114786 - D2149496
E2176195 - E2208114
F2211147 - F2231483

Defeito apresentado: Foi constatada a possibilidade de haver uma trinca no canal por onde passa o fluxo de gás do tanque de combustível que, quando cheio, poderá apresentar algum vazamento.

Riscos e implicações: Caso ocorra a falha mencionada, há risco de incêndio, que poderá causar danos materiais e lesões físicas graves aos ocupantes do veículo.

Medidas corretivas: A partir de 25/07/2016, a Toyota promoverá a substituição do
conjunto da bomba de combustível e do controle de emissões evaporativas, gratuitamente. O tempo de reparo é de aproximadamente 2 horas.

Locais de atendimento e agendamento: Os proprietários deverão entrar em contato com a Rede de Concessionárias Autorizadas Lexus e/ou Toyota, para agendamento prévio. A relação de concessionárias autorizadas está disponível nos sites www.toyota.com.br e www.lexus.com.br. Para informações adicionais, consulte:
  
Para informações adicionais, consulte:
S.A.C.: 0800 703 02 06 – www.toyota.com.br e
S.A.C. Lexus: 0800 5398 727 – www.lexus.com.br

TOYOTA DO BRASIL

segunda-feira, 13 de junho de 2016

De Carro por Aí com Roberto Nasser


Prius, em híbridos Toyota aponta o futuro

Lançamento do híbrido Prius sinaliza não ser apenas mais um automóvel no caminho tecnológico do futuro. Ao contrário a Toyota, pelo produto e pela moldagem da apresentação, o quer como o veículo para tal destino. A empresa assumiu trilha corajosa: até 2050 100% dos Toyota elétricos, híbridos elétricos ou por célula de combustível. Para caracterizar a pretensão de liderança tecnológica nipônica, fez apresentação em Brasília, na Embaixada do Japão, envolvendo o corpo diplomático, executivos públicos, alguns jornalistas especializados e, para dar certeza da importância do produto, o peso da estrutura diretiva da empresa. Mark Hogan, único não japonês no board mundial; Steve St Angelo, CEO para a América Latina, Koji Kondo, e  Miguel Fonseca, presidente e vice da Toyota no Brasil.

Prius é o mais vendido híbrido do mundo, em quarta geração, superando 5,7 milhões de unidades entregues. Emprega motor elétrico gerando 72 cv e outro a gasolina, 1,8 de restritos 98 cv para faze-lo mover-se na arrancada. Para recarregar a bateria, colocada sob o banco, o sistema de desaceleração e freios se encarrega de gerar energia. Ou ligação em tomada de parede.

Modelo atual é feito sobre a nova plataforma TNGA, com ela conseguindo menor altura, mais largura e espaço interno, num desenho eficiente: com CX de 0,24 é o sedã mais aerodinâmico do mundo. O pacote o rotula com o mais econômico no mercado brasileiro, fazendo próximo a 20 km/litro.

Visual intencionalmente futurista, grupo óptico em LEDs espraiando-se pelos para lamas, interior com instrumentação central, tela de 17,5 cm, multi mídia, GPS, câmera de ré, som. Head up display, o projetor de informações no para brisas, facilita a condução. Confortos à altura, como volante multi função, ar condicionado com duas zonas e sensor para concentrar fluxo nos lugares ocupados. Sete almofadas de ar – frontais, laterais, joelho -, sensor para abertura de portas. Enfim o pacote de confortos a cada dia mais rico.

Preço incentivado, sem correção de dólar, R$ 119,950 pretende conseguir 600 clientes com espírito ecológico neste ano.

Prius

Puma Alface (...), o carro do Mohammad Ali

Conta simples, some o fato insólito, o descompromisso nacional em buscar informações, seu disseminar como se tivesse fé pública. O resultado sempre dará em estórias, versões, trocando a falta de essência histórica pelo ágil inventar. O Puma Alface é uma delas.

Conto. É confusão fonética. Referido Alface é o modelo Al Fassi, criado em 1987 sobre o Puma-018 para ser vendido na Arábia Saudita. Amarração do desenvolvimento do produto, desenho comercial e exportação liderada pelo festejado e nascido Cassius Clay, 1942, e ora desaparecido sob o nome muçulmano de Muhammad Ali. Aventura automobilística triangular, ligando Curitiba, Pr, Brasil; Houston, Texas; e a Arábia Saudita.

Operação fugaz, mais lembrada pela confusão iletrada.

Como

Lembrar-se-ão interessados na história dos veículos, o Brasil sempre aplicou, sem imaginação, um cadeado aos portos, inibindo importações, em especial de automóveis – a ideia vesga continua, desprezando a competição do mercado e a competitividade nos custos. Tal muro fez surgir fórmula de juntar carroceria de uma empresa; plataforma mecânica de outra; e produto final como veículo especial, de nicho. A Puma era referência neste caminho. Atrevida, exportou para os EUA, Europa, teve linha de montagem na África do Sul, fez-se conhecida como produtora de esportivo charmoso e barato. Mas na década de ’80 inviabilizou-se, saindo do negócio, cedendo o de fazer, direitos e nome a empresa paranaense, a Araucária, conduzida por Rubens Maluf. O corcoveio da economia nacional, os seguidos planos econômicos, o governo Sarney à base do deixa rolar para o tempo decidir, levaram quase todos os empreendedores ao fim. A Puma tomava este caminho triste.

Entretanto Kevin Haynes, seu representante nos EUA, preocupado com o fenecer do negócio, era amigo do advogado de Muhammad Ali, aposentado como pugilista vencedor, e interessado em aumentar sua renda. Com alguns contatos montaram a fórmula: Ali viria ao Brasil; combinaria o negócio com a Puma; criariam versão a partir do existente. Seria exportado aos EUA onde receberia motor, transmissão e freios do Porsche 911 e, de lá, mandado à Arábia Saudita.

O novo Puma teve sobrenome adicional: seria Puma Al Fassi – de Muhammad Al Fassi, dito Sheik sem sê-lo, controvertido bilionário marroco-saudita e destinatário final dos carros exportados, administrador da fortuna do cunhado, o Príncipe Turkin bin Abdul Aziz, irmão do Rei Saudita Fahd al Saud. E outro pedúnculo: by Mohammad Ali, aval do pugilista com renome mundial.

Para frente

Felipe Nicoliello, editor do bom sítio Pumaclassic, confirma a operação. Muçulmano Ali, então aos 45, veio ao Brasil com seu advogado judeu Richard Hirschfield, um consultor de negócios, e um engenheiro de automóveis. Parte legal, moldaram uma companhia, The Ali Vehicle Industry, para formar joint venture com a fabricante do Puma, a Araucária Veículos, e uma importadora dos EUA, a Inter American Ltd.

Quanto ao produto, em corrida de 21 dias grupo decidiu e criou restrita pré série de duas unidades sobre o modelo P-018 conversível: desenhos, projetos, moldes, ferramentas, adaptações, foram desenvolvidos e viabilizados para atender ao cliente capaz de garantir sua sobrevivência econômica. Um recorde para pequena empresa em dificuldade. Mudanças foram sutil alargamento na carroceria; para lamas frontais com faróis retangulares, e na tampa traseira. Internamente re arranjo buscando mais espaço; aposição de painéis de madeira para valorizá-lo.

Conta a paranaense Gazeta do Povo Ali dispendeu o período em Curitiba, dando expediente na fábrica, sugestões, acompanhando até exportá-las à Arabia Saudita.

A Araucária respirou esperança ante o traçado inicial de vendas – entre 400 a 1440 unidades – para esse, faturamento de US$ 36M, - US$ 25 mil/cada.

Para trás

O tempo drenou expectativas. Polêmico Mohammad Al Fassi, residindo na Arábia Saudita, além de comportamento anti social, gastando US$ 2M anuais apenas em roupas, sustentando uma assessoria com 75 pessoas, cometeu a impropriedade de apoiar o ditador Sadam Hussein, sendo obrigado a correr para os EUA com suas quatro mulheres, filhos e boa parte de bens móveis, incluindo dois Boeing 707. Teve vida curta, morreu aos 50 anos, em 2002.

A tentativa de trabalhar para ganhar dinheiro perdeu fôlego e interesse, e a desistência abalou o trêfego caixa da Araucária, já penalizada pelo mercado ruim, descapitalizada pelos investimentos para modificar o produto, no investir em estrutura e estoque para atender à encomenda. Tropicou e foi comprada pelo fabricante de auto peças Nívio de Lima transformando-a em Alfa Metais, reatando produção. Faleceu precocemente, cessando a produção do Puma.

Com a mudança de vida de Mohammad Al Fassi, feneceu o ponto terminal, Ali refluiu, incluindo outra vertente tentada, com a gaúcha Aldo Auto Capas, fabricante do também pretensamente esportivo Miura.

Último

Da contida pré série, derradeira carroceria Puma Al Fassi 003, então preparada por precaução, relata Nicoliello, ficou guardada de 1987 até 2009, quando Rubem Rossato, diretor da Araucária ao tempo do negócio com Ali, decidiu completá-la. Com auxílio de ex-funcionários do projeto, finalizaram-na, como foram as duas primeiras e exclusivas unidades exportadas para a Arábia Saudita, transformando-a em raridade. Dos Al Fassi exportados, supõe-se existir um remanescente.

Puma Al Fassi – aqui dito Alface

Identificação

Interior refinado, com madeira

Roda-a-Roda

Aqui – Renault quer aproveitar surgimento de serviços de transporte individual, como o Uber, para mostrar as vantagens do Logan – espaço interno, resistência, baixa manutenção. Iniciará movimento em breve.

PSA – Carlos Tavares, número 1 da PSA – Peugeot, Citroën, DS, disse a jornalistas argentinos lançar no Mercosul 17 novos produtos das três marcas. DS é a marca de luxo e terá lojas no Brasil.

Lucros – E informou ter revertido a posição de prejuízo, operando com lucro.

Atrativo – No pacote de incentivo às vendas de seu utilitário esportivo F-Pace, Jaguar criou facilidades: recompra em 24 meses; seguros a 3,88% do valor; pacote de revisões à base de R$ 1 mil/ano.

Dúvidas – Em recente e privada reunião Ford apresentou seu novo motor 1,0 3-cilindros, turbo – o Ecoboost -, 125 cv e 173 Nm de torque, mais potente 1,0 na área do Mercosul. Outros 1,0 Turbo, o Hyundai e VW fornecem 105 cv.

Equação - Entretanto não será nem o mais rápido ou reativo. Ford diz, Fiesta acelera de 0 a 100 km/h em 9,6s. Apesar de menor potência e torque, mais leve, o up! vai da imobilidade aos 100 km/h em 9,5s.

Comparativo – Apresentando seu picape S10, GM fez comparação direta. Começou com o líder HI-LUX Toyota em filmagem de capacidade de ultrapassagem realizada no autódromo Velo Citá em Mogi Guaçu.

Mais uma – Jaguar Land Rover ajustou data de inauguração de fábrica em Itatiaia, RJ: 17, sexta. Não informou a extensão das intervenções industriais. Fábrica pequena, dentro do programa Inovar-Auto, para 18 mil unidades/ano.

Queda – Atualizando testes de impactos e danos a ocupantes, LatinNCAP submeteu Kia Picanto e Peugeot 208. Kia em versão não vendida no Brasil, sem almofadas de ar. Levou nota Zero. Peugeot 208, aqui feito, versão básica, decresceu.

Economia - Em 2014 obteve 4 estrelas para proteção de adultos e 3 para crianças. Novo teste incluiu impacto lateral e resultado piorou pois as barras de proteção foram suprimidas. Entidade não governamental quer padronização internacional dos itens de segurança para reduzir danos físicos em batidas.

Láurea – Prêmio Consumidor Moderno indicou Mercedes-Benz pelo 15o ano como melhor central de relacionamento com cliente de automóveis. Para caminhões, sétima vez. Em 2016 inovou: diretores em rodízio no telemarketing para ouvir clientes, projeto do presidente Philipp Schiemer de integrar a empresa aos usuários.

Solução – Ante queda de vendas do mercado de carros novos, CAOA, revendedora de Hyundai, Ford e Subaru, criou lojas para semi novos. Goiânia, Campinas, S Paulo e pretensões de inaugurar mais 12 em 2016, intenta superar 24 mil vendas. Diz garantir melhor preço, qualidade e procedência.

Festa – Gostas do clima de convívio com outros aficionados, e do friozinho colonial de Tiradentes em julho? Vá ao XXIV Bikefest, 22 e 26 de junho. Aguardam-se 18 mil pessoas em torno de motos clássicas e off road. Mais ? www.productioneventos.com.b

Antigos – Foi-se Jarbas Passarinho, coronel, ex-governador, ministro, senador. Para antigomobilistas, figura importante. Ministro da Justiça, entendeu impossibilidade de o Contran, Conselho Nacional de Trânsito, criar o requerido conceito de Veículo de Coleção, avalizou-o ao Presidente da República. Deu certo.

Estratégia – 18 e 19 de junho Porsche levará pela 3a vez seu modelo 919 às 24 Horas de Le Mans, mais charmosa da provas de resistência. Quer defender título de campeã, fazer pontos para o campeonato de Endurance FIA.

Por dentro - Disputa de engenharia e pilotagem para atingir resultado de marketing, tem ingrediente importante: planejamento. Levantar cenários de disputa, resultados parciais e opções, paradas de reabastecimento, volume, consumo, distâncias.


Gente – André Barros e Marcos Rozen, jornalistas, deixaram a agência AutoDataOOOO Competentes, premiados, Barros quer ficar no setor. Rozen, tocar seu MIAU, digital Museu da Indústria Automobilística. OOOO Matheus Barral, universitário, 19, premiado. OOOO Vencedor do Alan Mullaly Liderança em Engenharia, certame internacional bancado pela Ford com o nome do presidente que anteviu e criou solução para sobreviver à crise de 2009. OOOO Barral levou US$ 10 mil para auxiliar seus estudos. OOOO Juan Carlos Rodrigues, argentino, engenheiro agrônomo, reconhecido. OOOO Terceiro filho do penta campeão Juan Manuel Fangio. OOOO Sentença judicial, por recentes exames de DNA. OOOO Patrimônio material vem sendo reduzido pelos sobrinhos, incluindo venda de veículos históricos. OOOO

Alta Roda com Fernando Calmon

A FORÇA DE UMA IDEIA

Persistência do povo japonês é conhecida. Que tal ter uma ideia disruptiva, no já longínquo ano de 1997, começar as vendas apenas no Japão e, inicialmente, enfrentar perdas de até US$ 10.000 (R$ 35.000) por unidade comercializada? Pois assim começou a história do híbrido Prius. Apenas 300 unidades no ano de lançamento, quase 18.000 em 1998 e 15.000 em 1999, segundo o site Wikipedia.
O mercado americano parece ter entendido melhor a proposta de combinar um motor a combustão a gasolina e outro elétrico e deu o impulso. Sua aceitação mundial foi crescente e a produção de híbridos de todas as marcas acumula 9,7 milhões de unidades, das quais 5,7 milhões do Prius original somado às quatro derivações de carroceria que nada têm a ver entre si (unidas pelo nome para fins de marketing).
No Brasil o híbrido da Toyota chegou em 2013 e enfrentou taxação elevada. A marca absorveu impostos, desvalorização cambial e conseguiu vender o total de 783 unidades até abril último. Agora, na quarta geração, faz um relançamento do carro, ainda subsidiando seu preço, em versão única, por R$ 119.950. Há incentivos administrativos (isenção do rodízio na cidade de São Paulo), além de descontos no IPI e no IPVA (São Paulo e Rio de Janeiro).
Sua base modular TNGA (arquitetura Toyota de nova geração, em tradução livre) também dará origem ao próximo Corolla, que estreia nos EUA em março de 2017 e um ano depois no Brasil. O novo híbrido tem linhas futurísticas e até ousadas demais na parte traseira. A carroceria ganhou em aerodinâmica (Cx 0,24 inferior apenas ao novo Audi A4, Cx 0,23), ficou 2 cm mais baixa e há sensível melhoria de visibilidade à frente graças à base do para-brisa 7 cm mais próxima do solo.
Espaço interno se assemelha ao do Corolla (igual entre-eixos de 2,70 m), mas o porta-malas é raso e comporta 407 litros, ou 15% menos. Sob o banco traseiro fica a bateria de níquel-hidreto metálico (versão de íons de lítio não será importada). Além de dispensar motor de arranque, caixa de câmbio tradicional e ser bastante econômico (18,9 km/l, cidade; 17 km/l, estrada), o Prius gerencia de forma inteligente a potência combinada de 123 cv dos dois motores. A fábrica afirma que a bateria alcança a mesma vida útil do carro em condições normais de uso.
Como sempre arranca em modo elétrico e o motor a combustão é bem silencioso, cria nova experiência ao volante. Claro, se o motorista acelera fundo, resta ao motor elétrico apenas tirar o automóvel da inércia, porém nesta condição apresenta eficiência bem maior. Ao pisar no freio regenera energia cinética para recarregar a bateria. Efeito de freio motor acentuado pode se selecionar por botão e, em teoria, melhora o consumo médio.
Foi muito fácil chegar a 20 km/l em trechos das vias expressas de Brasília, apesar de a cidade se situar a 1.172 m de altitude, o que diminui a potência do motor de ciclo Atkinson (patenteado em 1882) ideal para fazer par ao elétrico. Suspensões estão calibradas para maior conforto, sem comprometer o comportamento seguro em curvas.
O Prius custa 15% mais que um Corolla Altis, mas a diferença de consumo ajuda quem roda muito.

RODA VIVA

ANFAVEA sinaliza que, consolidados os cinco primeiros meses de 2016, as vendas diárias em torno de 8.000 unidades – já chegou a bater 15.000 veículos/dia há três anos – sinalizam o fundo do poço do mercado interno brasileiro. Até o final do próximo semestre é possível uma pequena reação. Ficará para 2017 o início do longo processo de recuperação do atual pesadelo.
TARDIAMENTE, a associação dos fabricantes revisou suas previsões para 2016. Não mais uma queda de apenas 5% nas vendas e sim de 19% sobre 2015, para 2,080 milhões de veículos. As exportações, com crescimento significativo de 21,5%, ajudarão a amortecer o mergulho da produção para menos 5,5% ou 2,3 milhões de unidades, mesmo nível de 12 anos atrás.
EXPRESSIVA percepção de solidez logo surge ao dirigir um Subaru Outback 4x4. O crossover japonês (mais próximo a uma station wagon) destaca-se ainda pelo motor boxer, 3,6 litros, de grande suavidade e respostas firmes. Sintonia do rádio da central multimídia é confusa e freio de estacionamento eletroassistido só tem funcionamento automático em declives.
FIAT espera um impulso nas vendas mornas do Mobi com a chegada agora às lojas das versões “aventureiras” Way e Way On (topo de linha). Além dos penduricalhos de praxe, o modelo ganhou mais 1,5 cm de altura livre do solo, o que melhora o desempenho das suspensões em pisos esburacados e estradas de terra. Preços de R$ 39.300 a 43.800 devem em competitividade.
APESAR de todas as dificuldades econômicas do País, a XXII edição do Brazil Classics Show, em Araxá (MG), manteve a tradição do encontro bienal de carros antigos do mais alto nível. Vencedor absoluto deste ano é exemplar único e não exibido ao público anteriormente. Trata-se do Lincoln K Coupé Le Baron, de 1936, com motor V-12, de propriedade de Rubio Fernal.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

De Carro por Aí com o Nasser 2014


Coluna 3914     24.Setembro.2014


Híbrido, tímido

Demorou, mas o Governo Federal atendeu a parte das sugestões da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, no estabelecer política para os carros híbridos. Classificou-os, quinta feira passada, pela CAMEX, Câmara de Comércio Exterior, como Ex tarifário até o final do próximo ano.
Na prática significa deixar de pagar os inexplicáveis 35% do Imposto de Importação. Pela exceção legal, o valor dos gravames alfandegários poderão variar de acordo com o humor oficial. Atualmente ficarão isentos deste imposto os veículos híbridos a ser montados aqui, importados em método CKD, totalmente desmontados.
Na beirada da legislação, uma regra: imposto varia de acordo com os misteriosos parâmetros do Inmetro para medição da eficiência energética: limite de isenção é 1,68 mega Joule/km. Daí, até 2,07 mJ/km pagará 2% de II.
Veículos prontos, sem previsão de montagem local, tabela diferente: 2% de II até 1,10 mJ/km; 4% até 1,68, e 7% daí a 2,07.

Curiosidade

Pomposo comunicado do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior trata a redução do imposto alfandegário, como “parte das medidas necessárias para a criação de um mercado e atração de investimentos para a produção nacional de veículos que usem novas tecnologias de propulsão“.
Entretanto, visto o mercado e os híbridos nele existentes, a decisão parece enquadrar-se em conceito distante da aritmética e da engenharia, ao contemplar apenas os híbridos sem recarga por tomadas de parede. Ou seja, os dotados de motor a gasolina capaz de mover o veículo e acionar gerador de energia para baterias ou outros motores.
Os outros, híbridos dependentes de recarga em tomadas elétricas, foram barrados no baile do incentivo e, pelo texto, estão fora do parâmetro definido pelo Brasil em sua nova política de estado.
O receio de cobranças populares quanto à possibilidade de o carro híbrido da elite ser recarregado com a mesma energia utilizada pela ascendente Classe C em seus aparelhos de ar condicionado, impediu as facilidades, e os recarregáveis continuarão pagando 35% de Imposto de Importação.

A caminho

Dois veículos à venda no país se enquadram na categoria favorecida: Ford Fusion e Toyota Prius, de prometida produção com a criação de facilidades.
Fusion e Prius devem ter – espera-se –, proporcional redução de preços, pois dentro do cipoal tributário do país, todos os impostos são calculados sobre o valor apurado, que é o do veículo, frete, despesas de porto e os 35% do valor sobre o preço do veículo.


Roda-a-Roda

Ferrari, FCA – Como ficará a Ferrari, pós demissão de Luca De Montezemolo, após 23 anos à frente da empresa? Tudo e nada, por recente declaração de Sergio Marchionne, CEO da Fiat Chrysler Automobiles, FCA, e próximo da Ferrari.
Dúvida – Com mineirismo impregnado por suas mensais vindas ao Brasil, disse o CEO, “nada está incluído, e nada está excluído”, deixando especulações no ar sobre eventual venda da marca, avaliada em US$ 5B, pouco menos da metade da atual dívida do grupo. A Ferrari, por projeto do defenestrado Montezemolo, é extremamente rentável. Faz 12% dos lucros, vendendo apenas 0,16%.
Esforço – Dentre as medidas para afastar a inviabilidade, mesmo associada à chinesa Dongfeng e ao estado francês, a PSA criou nova marca de luxo, a DS. Primeiro conceito, o Divine, aparecerá no Salão de Paris, 2 de outubro.
Personalidade – Três veículos, anteriormente Citroëns, integram a nova marca. O Divine, criado especialmente, é prévia do caminho partindo das bases comuns de Citroën e Peugeot: sofisticação e design. Tem cristais Swarovski nos faróis, carroceria, interior. Motor conhecido, o 1.6 THT turbo, equipamento de Peugeots e Citroëns, porém 270 cv - mais de 100 cv relativamente às versões conhecidas. Estes motores com injeção direta e turbo são generosos.


Crise – Braço alemão da GM, a Opel reduzirá produção na Rússia, operando em um turno diário, e apenas 16 dias de funcionamento nos três meses finais do ano. Fábrica em St Petersburg produz Opel Astra e Chevrolet Cruze.
De volta – Na operação russa, em sociedade com a AvtoVaz, está o jipinho Niva.
Pioneiro – 2015 Mitsubishi inicia vender o primeiro híbrido 4x4 do mercado, o Outlander PHEV. Três motores. Um 2.0 ciclo Otto, 121 cv e dois eletrossíncronos, um em cada eixo, produzindo individualmente 80 cv. Luxuoso, seguro, premiado ao máximo no Euro NCAP, ANCAP e JNCAP. Preço indefinido - dólar, presidente, tudo influi.
Soma – Em termos de produto, melhor do mundo tecnológico: tecnologia do plug in – de ligar na parede – iMiEV; robustez e DNA de Pajero 4x4, e controle de tração e estabilidade do Lancer Evolution. Autonomia de 52 km, recarga completa em R$ 3,50 e consumo. Não se inclui na redução do ex tarifário contado acima.
Mercado – Ao constatar existir mais de 70% dos Porsches já fabricados, marca criou programa Porsche Classic, de treinamento à rede internacional de concessionárias para reparos, serviços e peças originais de época. É número muito grande de clientes para ficar fora da autorizadas. 
Mitsufiat – Por acordo entre matrizes Mitsubishi e a Fiat Chysler, Mitsubishi tailandesa produzirá versão do próximo modelo Triton, portando emblema Fiat. Com ele a antiga marca italiana quer presença em segmento onde não participa.
Como fica – Mitsubishi Motors do Brasil perguntada, respondeu por circular garantindo, o acordo não atinge o mercado brasileiro, onde a MMCB tem fábrica e direito exclusivo de distribuição e comercialização.
Fiatbishi – Inquirida, Fiat declarou não ter informação da parte prática, do como tal avença irá funcionar. O picape misto de Mitsubishi com Fiat não atrapalha os planos do Stradão – modelo maior que o líder Strada, contado pela Coluna semana passada, e 2º. Produto da fábrica em Goiana, Pe.
Nada disto – JAC repele boato circulando no meio, teorizando que a matriz chinesa ao tornar-se majoritária na construção de fábrica em Camaçari, Ba, teria peitado o governo federal condicionando implantação do projeto ao emprego exclusivo de mão de obra e equipamentos chineses.
Peugeot – Novos Peugeot terão mais apuro em tecnologia e conforto, deixando de competir nas partes baixas do mercado. Este definiu a mudança. Versão mais equipada do 208 vende 25% do segmento. Mais simples, apenas 6%. Ao público Peugeot significa refinamento, sem vez para simplificação.
Tapa – Toyota criou oportunidade para fazer notícia e tentar revitalizar o Etios. Contidas novidades na versão XLS: piscas nos retrovisores externos, novas cores branca e azul. Dentro, concessões ao motorista, como banco ajustável em altura, comando do vidro elétrico e Bluetooth.
Ajuste – Instrumentação continua no centro do painel, desconcentrando o motorista, e indicador de combustível agora é digital. Há versão superior, Platinum, com estofamento em couro, tela com GPS, som, câmera de ré e TV.
Acaba - É o último retoque. Próxima versão, por determinação superior, corrigirá as mal feitas adaptações de projeto para colocar direção à esquerda, deixando instrumentação e sistema de ventilação para direção à direita.


Ligeirim – Audi inspirou-se nos pit stops das corridas e racionalizou ações de assistência nos concessionários. Negócio prevê três primeiras revisões em até uma hora, e espaço confortável para espera. Trânsito nas cidades, e o atrapalho no vai e vem, definiu o programa. Por enquanto em S Paulo. Até o final do ano em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba.
Flex – Motor 1.6 THP da PSA, presente em Citroëns e Peugeot, flex. Com álcool produz 170 cv, contra 163 de origem. Demorou. Fácil fazer flex em motor turbo.
Motor – GM deu um tapa no picape S 10 marcando modelia 2015. Superficial mudança da cor do painel e das laterais. Novo engenho – nem tão novo, lançado nos EUA em 2011 – é L4, 16 válvulas, dois comandos variáveis para admissão e escape. Injeção direta, flex. Transmissão com 6 velocidades à frente.
Curiosidade – Importado, dados discrepam dos fornecidos pela matriz dos EUA. Lá, potência de 196 cv a 6.300 rpm e torque 18,5 m.kgf. Aqui diz potência idêntica, porém torque dispara: 26,3 m.kgf. A álcool 206 cv e 23,7 m.kgf. Nova linha propele o antigo L4 2.4 e 147 cv, anciliaria derivada do Monza, para a versão de entrada.
Game – Para lembrar-se líder e seguir um de seus slogans – a empresa que mais entende de rua no Brasil – Fiat criou jogo com dicas de boas maneiras, tecnologias e para evitar vacilos no trânsito. É o Vacilândia, jogo para smartphones e tablets. Em fiat.com.br/vacilaonao e filmes
Festa – MWM, fábrica de motores, e MAN, de caminhões e ônibus, festejam 40 anos de parceria. MWM fornece motores MaxxForce 3.0H, 4.3H, 4.8H Euro lll, 6.5H e 7.2H Euro III para exportação, e os MAN D08 Euro V (4 e 6 cilindros) ao mercado local e internacional, em caminhões e ônibus MAN.
Carol – Deixando a revista O Mecânico, onde foi repórter e editora, jornalista Carolina Vilanova tem novo veículo, o Portal Oficina News. Notícias diárias e semanais sobre transporte, oficinas, partes, manutenção. Veja em www.oficinanews.com.br.  Com orgulho a Coluna está lá.
Dilmou – Ante desvios de incontados milhões na Confederação Nacional do Transporte, e intimado a depor no Ministério Público, ex senador Clésio Andrade reassumiu a presidência, Dilmou e Lulou: nada sabe e abriu investigação interna.
Na cara - Pessoal ostensivo, moravam e dirigiam veículos incompatíveis com a renda. Principal suspeita ia trabalhar de Porsche Cayenne, parando na garagem da vaga presidencial.
Conjuntura – Brasileirada com um pé no exterior. Mais caro edifício de Miami, o One Thousand Museum, projeto da festejada arquiteta iraquiana Zaha Hadid, das 83 unidades, por nacionalidade, 28%, a maioria, vendida ao pessoal daqui. Apartamentos custam entre US$5M e US$ 15M.
No bolso – Pela não veiculação de publicidade no horário eleitoral gratuito, governo federal deixa de recolher quase R$ 900M. Pesquisa indica, apenas 1/3 dos eleitores o assiste, e destes, 10%, ou seja, 3% do universo, se valem das informações e promessas veiculadas para o voto. De gratuito nada tem. Bem administrado esse dinheiro seria muito útil às carências do país.
Re call – 675 caminhões Ford Cargo 2042 e 2842 chamados a revendas para troca de parafusos de fixação de travessas e componentes ao chassis. Jogo duro. Há perigo do caminhão se desmanchar nas ruas e estradas. Para saber mais, 0800 703 3673 ou www.ford.com.br.
Ford anda em má sequência de problemas de montagem em seus produtos.
Fiat – Em evento mais ameno, troca de óleo do câmbio, Fiat chama modelos Punto, Idea, Doblo Adventure, Bravo fabricados entre 1º de fevereiro de 2012 e 22 de fevereiro de 2014. Tens ? Confira 0800 707 1000 ou www.fiat.com.br.
Gente – Mario Guerreiro, português, jornalista, 56, promoção. OOOO Diretor na comunicação na matriz, será Vice Presidente da área da VW of America. OOOO Desafio. A marca quer crescer no importante mercado norte-americano em seu projeto de liderar a atividade. OOOO Michael Lange o substitui. OOOO Marcus Vinicius Aguiar, engenheiro, mineiro, ex Fiat, mudança. OOOO Diretor de Relações Institucionais, Governamentais e RSE da Renault. OOOO Christophe Musy, francês, engenheiro, novo diretor mundial de peças e serviços da PSA, sobre Peugeot e Citroën. Novos tempos. OOOO
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Corrida longa no Brasil começou com Mercedes

Mercedes-Benz Challenge, temporada própria com oito provas – próxima aos 19 de outubro, Curitiba -, utiliza automóveis da marca em categorias diferentes: os modelos C e os CLA, ambos com preparação AMG, a divisão esportiva da marca. Veículos iguais, preparação oficial e idêntica, a temporada se destaca pela qualidade dos pilotos e, bem organizada, provoca divulgação e agrega conceitos à imagem da Mercedes. Competitividade, valentia, rendimento. Os automóveis utilizam o motor de quatro cilindros mais potente do mundo, o 2.0, 4 cilindros, 16 válvulas, injeção e turbo. Tração nas 4 rodas e transmissão com 7 marchas.
Corridas fazem parte do DNA da marca. No Brasil sua apresentação se deu com a promoção das 24 Horas de Interlagos, primeira de tal duração no país e monomarca no mundo, disse a imprensa à época.


Representação da marca no Brasil, a carioca Distribuidores Unidos, no Rio de Janeiro, mais o Automóvel Clube do Estado de São Paulo organizaram a prova em Interlagos, então nosso único autódromo, com largada às 16h do dia 18 de agosto de 1951.
A Unidos disponibilizou 18 veículos da série 170, gasolina e diesel, escolhendo pilotos destacados no Rio, S Paulo e Porto Alegre. E teve uma dupla feminina, com unidade diesel. Darly Ribeiro e Juze Fittipaldi, mãe de Wilson e Emerson. Tempos distantes. A sede da empresa era no Rio de Janeiro e a Mercedes aproveitou a prova, a media horária e a resistência para promover o produto, convidando o público a vê-lo em revendedor na Praça da Bandeira, RJ.