terça-feira, 16 de outubro de 2012

OS 100 ANOS DO MOTOR DE ARRANQUE



Quando você entra no seu carro, aciona o motor elétrico que liga o motor do carro, acende os faróis, engrena o cambio automático e liga o ar condicionado, diga uma prece rápida pela alma de Charles "Boss" Kettering, o inventor ou desenvolvedor disso tudo.
Dono de mais de 140 patentes relativas a coisas como a incubadora para bebês prematuros ou o motor Detroit Diesel de dois tempos de uso ferroviário e depois  rodoviário, Kettering mudou o rumo do mundo automotivo.
Nos primórdios da mobilidade mecânica não estava bem definido se os veículos iam ser movidos a vapor, como as locomotivas, elétricos a bateria como até hoje, ou se iriam ser movidos pela queima de gasolina. O problema era , no motor a gasolina, um sistema de ignição que inflamava o líquido e causava a explosão que era muito rudimentar e antes colocá-lo para funcionar. Era necessário usar uma pesada manivela para girar o motor até ele “pegar”, coisa para homem forte e hábil no lidar com a máquina, pois o mínimo erro no ajuste da ignição podia causar um violento contragolpe ou retrocesso que podia quebrar braços.

Foi o que aconteceu no inverno de 1910 em uma ponte em Detroit: uma moça muito bonita com seus cabelos de cor clara deixou o carro morrer e um engenheiro muito querido na comunidade automotiva da cidade, já nessa época a capital do automóvel, galantemente parou para ajudar. Claro que a mocinha esqueceu-se de atrasar a ignição e o motor quando foi girado quebrou o braço do gentil engenheiro, que morreu de septicemia nesses tempos sem antibióticos. Isso repercutiu muito na comunidade e Henry Leland, o Presidente da Cadillac,  determinou a Kettering que desenvolvesse um sistema de partida elétrica eliminando a manícula. 
Isso foi feito a partir de um motor de caixa registradora ( lembram delas? ) que "Boss Ket", seu apelido, inventara uns dez anos antes.
Mas a coisa não era tão simples, pois era necessário existir energia elétrica para  acionar o motor de partida. Então Kettering também inventou o dínamo, antecessor do alternador, e o regulador de voltagem para proteger a bateria do excesso de carga, criando assim o carro moderno.
Junto com a ignição por alta e baixa tensão, usada até hoje muito aperfeiçoada mas com os mesmos princípios de funcionamento, foi decidida a parada em favor do carro a gasolina, que não tinha a autonomia limitada e o longo tempo de recarga dos carroslétricos como hoje, ou a meia hora para acumular vapor e poder andar no caso dos carros com motor por combustão externa, como eram e são conhecidos os carros a vapor, embora fossem muito velozes: o recorde do primeiro carro a chegar a 200 km/h foi de um Staley a vapor de 1911.
Ou seja, os carros pegavam facilmente e funcionavam sem maiores problemas devido à ignição elétrica de Kettering. Nos anos 30 ele inventou o gás Freon, que nos deu geladeiras confiáveis e práticas, além do ar condicionado. Nos automóveis o primeiro a ter o sistema foi um Packard de 1939. A casa de Kettering foi a primeira a ter condicionador de ar nos Estados Unidos.
Uma de suas ultimas invenções, em 1938, foi o cambio automático Hydramatic de quatro marchas, que não tinha embreagem nem necessitava de acionar uma alavanca para trocar as marchas. Esse sistema foi desenvolvido a partir da patente de um carioca, José Braz de Araripe, proprietário um Ford modelo T onde foi instalado o sistema a partir do cambio epicíclico do Fordinho. Como se vê, o automóvel deve muito à cabeça desse gênio.


Um comentário:

Felipe Junior Pereira disse...

100 anos ja!! nossa...Que post em,muito bom o blog,só que deveria postar mais coisa né,depois olha meu site la http://www.detetive-particular.com fis um de detetive do brasil inteiro,ta file o site...abraços