quarta-feira, 30 de novembro de 2011

DE CARRO POR AÍ COM O NASSER


 edita@rnasser.com.br Fax: (61)3225.5511 Coluna 4811 30.nov.2011

Crash-test mostra o perigo dos nacionais

O projeto da Latin NCAP de avaliar os níveis de periculosidade dos veículos produzidos na América Latina trouxe resultados devastadores aos carros nacionais. Nos testes, apenas impacto frontal, com leve desvio lateral, a 64 km/h, exibiram fragilidade nas estruturas, permitindo danos, em especial ao peito, pernas e joelhos dos passageiros.

Na prática apenas quatro veículos atuais, Chevrolet Cruze, Ford Focus, Toyota Corolla XEI, e Nissan Tiida, com dois air bags, conseguiram quatro estelas – das cinco desejáveis - para os ocupantes da frente. Para os dos bancos traseiro, a situação piora. Três estrelas para Cruze e Focus. Dos populares, o chinês Geely não alcançou uma estrela. Palio, Uno, Gol, Chevrolet Classic, Peugeot 207 e Ford Ka, sem air bags, conseguiram o mínimo, mostrando-se perigosos.

Como fica

Posição das montadoras é igual. Entre as caladas e as que emitiram nota a respeito, a responsabilidade é creditada ao governo, pois todas alegam seguir as leis vigentes. Inexistente, frouxa, leniente, a legislação brasileira é lenta ao reconhecer os danos sociais causados pelos automóveis e buscar meios para reduzi-los. Os air bags e ABS somente iniciarão ser parcialmente obrigatórios em 2012; 100% dos veículos equipados, apenas em 2014.

A tabela de resultados:



EU E AS ALFA ROMEO


meu carro era assim, branco

Desde garoto que curto Alfa Romeo. A culpa foi do General, o pai do Zeca Diniz, que tinha um 2150 1970 impecável, comprado em uma programa da FNM para militares e funcionários públicos. Era azul marinho com interior preto, bancos individuais e o saudoso Luigi Ciai vendeu a General um volante Hellebore de alumínio e aro de madeira, bem semelhante aos imortais Nardi… e um dia o General, vendo a afissuração juvenil do infante Mahar aos 20 anos, me deixou dirigir o belo carro. Foi ai que o pequeno Mahar confirmou o que já começava a desconfiar: que havia vida e prazer for a dos americanos tão que ridos de Papai Mahar… Parece que foi ontem, como diria Charles Aznavour, que eu tinha 20 anos e a direção pesada não me incomodava – era muito grande e forte - e a impressão ficou para sempre. Uns meses depois, ou um ano, não sei, fomos visitar em um Tarde Técnica um velho mecânico no pé da serra de Petrópolis, o Mestre Basílio. Antigo chefe de mecânica do Reparto Corse da FNM, o velho Basílio com seu ar de Merlin me matou: apresentou o cara que fez em Xerém a primeira cara baixa do TIMB em 1966, Elio Dumovich.


Elio tinha uma filha LINDA de enfartar e um 2150L 1970 branco à venda por um preço razoável, o que me deu borboletas no estômago. Várias noites sem dormir depois de andar no carro do Elio convenci Mamãe Mahar a ajudar, vendi a Fusquetta pra ela – golpe sujo pra manter o 1300 por perto, que o paranóico vive mais – e comprei o JK! Foi um dos primeiros momentos Vital e sua moto da minha vida…
O carro era impecável, mas apesar de ter sido montado na linha de produção pelo Elio himself, em poucos meses começou a enferrujar a sério. Assim eram os carros do passado no Patropi… Arranjei uma garantia, levei pro Mario Olivetti em Petrópolis e lanternei o carro todo, dessa vez usando primer marítimo no cavername por baixo do carro. Foi aí que arrumei uma namorada na embaixada da Suíça. Martine não era a última Coca Cola do deserto com sua sólida formação luterana e o pé no freio o tempo todo apesar de bem jeitosa e arrumadinha, mas o primo dela, ai, o primo dela corria Rally de Alfa na Suíça!


Isso imediatamente a tornou um avião liberal, pois tinha acesso ao malote diplomático. Foi um tal de coletor de escapamento, dupla Weber 40, comando Autodelta que deixavam de cabelo em pé os rapazes de pinhos de renda da embaixada… foi assim que fiz um 2200 cm³ com Carlinhos Bravo, o brilhante Chefe de oficina da Olivetti. Andava com Opala 3800 fácil, fechava mais de 190 de final e quebrava furiosamente. Coisas do tipo pegar fogo na bateria, furar radiador no centro da cidade, bater biela pelo menos uma vez apesar de óleo novo – sete litros - a cada 2500 km. Claro que teve um volante Hellebore como o carro do General, o que tornava necessária força bruta em baixa velocidade, mas eu tenho até hoje 1,85m e mais de 100 quilos ainda, então no problem…


E viajamos felizes sem medo de acelerar por uns dois ou três anos, até que o irmão do Lula trouxe uma Honda CB 350 1972 de Manaus e a casa caiu. Fascinado pelos encantos de algo quente e vibrante no meio das pernas (Uma Moto, claro!) comecei a ficar nervoso, inquieto e agitado. Não tinha chegado a tremer e babar (ainda) quando a Jota queimou um sensor de pressão de óleo em uma investida noturna pelas serras de Petrópolis e Teresópolis praticando no Inverno o que Mestre Basílio tinha ensinado no seu quintal ali mesmo. No outro dia de manhã cedo estava na porta da Victori, o concessionário Alfa Romeo de Botafogo. Trocava afissurado a cebolinha da pressão de óleo quando senti um olhar por cima do ombro, fixado nos filtros Silvano Pozzi, nos cabeçotes polidos, no coletor de escape duplo 4X2.

Quando liguei o motor pra ver se tinha pressão, que graças a Deus e a San Gennaro permanecia feliz. O cara não resistiu e fez a pergunta de um milhão de dólares: Você vende esse carro? A resposta, depois de saber que ele tinha o 64 impecável ao lado do meu foi: vamos dar uma volta e depois falamos de valor. Isso matou o cara. Pedi um preço alto mas quando ele viu que o carro era um outro bicho, muito mais veloz e potente que o dele, coitado, não teve nenhuma chance. Levou o carro para Campos dos Goytacazes e o tem parece que até hoje, quase 35 anos depois. Semana qu8e vem tem mais Alfa. Tive um fim de semana de Cuore Sportivo na Igreja do Bispo Robson Cotta, em Betim e tem muita coisa a pra contar sobre a minha Giulia Super e sobre a última Alfa. Não toque esse dial! Inté!

CRONICA PUBLICADA NA REVISTA WEBMOTORS NA COLUNA A VOZ DO ASFALTO...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

50´S MOPAR...

O seletor do Torqueflite de botões, que fiuncionava porque era mecanico, controlando a caixa por cabos:


A versão Especial do Dodge chamada de La Femme, para o publico feminino ou nos dias de hoje, o povo GLS...


um conversível lindo:

Estes carros MOPAR de 1955 quando automáticos tinham, como se vê claramente no ultimo video do conversível, o comando do câmbio saindo do painel ao lado da coluna de direção.
Quando um garotinho mudou de Drive para Ré e causou um desastre, a Chrysler mudou o seletor para os botões do lado esquerdo da direção, fora do alcance dos pestinhas....
Outra diferença era que os 57 passaram a ser de construção monobloco. Por causa disso enferrujavam como gente grande... Mas eram mais baixos e faziam um pouco mais de curvas com sua suspensão dianteira de barras de torção , semelhante à que tivemos no nosso Dart.




EXPOSIÇÃO EM NICTHEROY...

DE CARRO POR AÍ COM O NASSER





 edita@rnasser.com.br Fax: (61)3225.5511 Coluna 4711 23.nov.2011




Novo Honda Civic 2012. Assim, assim

Nona geração do sedã médio chega ao mercado para tentar resgatar, em vendas, os bons números que desfrutou, há anos, tomados pela Toyota e perdidos com seu primo Honda City.

É evolução em estilo, porém sem a marca da edição passada, é contido, lembrando o Honda City, distante da moda de painéis vincados e personalísticos, a Trilha Bangle, criada pelodesigner chefe da BMW, hoje seguida pela Mercedes e pelas coreanas Kia e Hyundai, espécie de assinatura de atualidade.

A mecânica mantém a boa suspensão independente nas 4 rodas, mesclando o cinqüentenário sistema Mac Pherson dianteiro e multi-link atrás. Transmissões sem maior expressão, mecânica e automática com 5 velocidades à frente. O motor de 4 cilindros, transversal, 16 válvulas, mantém a potência máxima de 140 cv e, em torque, graças a trabalho no coletor de admissão, houve ganho em rotações inferiores, permitindo alongar a quarta e quinta velocidades, tornando-as multiplicadas – ou seja, giram mais que o eixo piloto, ligação do eixo virabrequim à transmissão. Resultado é menor consumo no plano. Outro implemento neste campo é a direção com assistência elétrica, prescindindo da energia do motor. E, ainda, um sistema eletrônico para economia, programando o acelerador para menor injeção de combustível, alívio no compressor de ar condicionado. Por demanda, pisando o acelerador a fundo, o sistema se anula. Manteve rodas em liga leve e pneus medindo 205x55, práticos, razoavelmente elevados para resistir aos buracos nacionais.

Cresceu 5 cm e ouve a curiosa redução na distância entre eixos – 1,3 cm. Apesar de ridícula e de a nova carroceria permitir melhor acomodação interna, é curiosidade em época onde as montadoras esticam tal medida de conforto. Em ganhos, diz a Honda, a capacidade do porta-malas, queixa dos usuários, aumentou 100 litros pela redução do tamanho do estepe, agora de emergência, e de seu espaço.

Há incorporação em itens de conforto eletrônico – GPS, BlueTooth, TV para manobras de ré – cuja democratização reduziu custos aos fabricantes.

O caminho aberto pela Honda na geração anterior, de fazer o painel de controle em vários níveis e planos, coisa perigosa, exigindo exercício do nervo óptico, continua. O automóvel tem dois níveis de instrumentos à frente do motorista, e uma tela com 5” ao toque, mostrador à direita, no centro do painel, exibindo funções, GPS, manobras de ré, computador de bordo.

Ponto alto a meu ver de pagador de impostos que não gosta de vê-lo aplicado para socorrer pessoas que andam em carros sem equipamentos de segurança, é o de todas as versões portarem o pacote mínimo de proteção – não há segurança para ricos e esclarecidos, com carros completos, e insegurança para menos fornidos ou letrados, que compram veículos sem o mínimo (cintos, apoios de cabeça, ABS e almofadas de ar). No caso, todos os Civic portam cinto de segurança de três pontos; apoio de cabeça; freios a disco nas quatro rodas; auxiliar ABS; gestor EBD; almofadas frontais de ar – na versão topo EXS também laterais. Nela, também de segurança, como a capacidade do sistema de direção interagir com o de estabilidade eletrônica.

Qual é ?

Se você conseguir separar o carro de suas condicionantes, entenderá porque o Civic pode parecer menos que o esperado, em especial ante os concorrentes.

É simples: Civic no Brasil tem preço e colocação mercadológica de carro de luxo, ao contrário de outros países, onde é veículo de entrada, formatado para tal usuário e uso. Nos mercados externos, em especial EUA, seu estrito porta malas é para ir ao super mercado, raramente para levar malas em viagens. Outro aspecto, a Honda brasileira pouco pode palpitar ou sugerir, como se nota pelas pelas antiquíssimas – e baratas – dobradiças em arco que, ou estragam as malas, ou diminuem o espaço.

Preços não divulgados, mas a Honda deve fazer re-engenharia de lucros. Com produtos incontestável e inexplicavelmente mente caros, por alguma razão fomentadora de lucros, puxou para cima o preço do Fit. Lançou o City, sua versão 3 volumes, baseada na falta de exigência dos compradores quanto a espaço para passageiros do banco traseiro, e no cansaço das linhas do Civic. Fez ótimas vendas, tomou clientes ao Civic – e deu maior lucro. Agora, para re-colocar novudade, terá que trazer preços à realidade.

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                                  Civic 2012, estilo comportado


             Dobradiça que furta espaço mostra projeto externo

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Turbo, o Fluence especial

Para aproveitar a boa aura de vendas e reconhecimento de seu Fluence, a Renault fará versão aplicando turbo compressor ao motor 2.0, 16 válvulas.

Na Europa é degrau antigo, antes disponível no Mégane, mantida no Fluence, oferecendo modestos 180 cv – 25% mais que o motor aspirado. Entretanto aqui o desenho do mercado e de seus compradores é diferente, e o Fluence terá como concorrentes o VW Jetta 2.0, 200 equinos com injeção direta, ganho tecnológico desconhecido no motor Renault, e o Peugeot 408, com chegante nova versão, com motor 1.6 BMW, turbo e injeção direta, 165 cv, de ótimos resultados no 3008.

Curiosidade na história é a origem: a Renault descobriu lote destes motores, novos, embalados, num canto de galpão na grande fábrica de Pinhais, Pr, entendendo ser a melhor solução aplicá-los, enriquecendo a linha de produtos, criando simpático fato mercadológico.

Livre pensar, este motor no utilitário Duster 2.0 4x4, re escreverá a história.

Roda-a-Roda

308 – Em Palomar, beiradas de Buenos Aires, fábrica da PSA – Peugeot-Citroën iniciou produzir o modelo 308. Vendas em 2012. É evolução tardia do 307, que a Peugeot nunca soube vender. Curiosidade portenha, todo início de produção conta com a presença da presidente Cristina Kirshner.

Cara do dono – A Hyundai iniciou assumir os maiores importadores da marca com a Hyundai Motor da Alemanha, do suíço Emil Frey, de vendas coladas em Toyota e Nissan. Não demora, assume a representação daqui.

Mudança – Imprensa mundial especula sobre o utilitário esportivo Alfa Chrysler. Coisa periférica. A Fiat cuidará do 1,7B US aplicado na nova geração da família Jeep, onde Alfa será versão. O principal negócio da Chrysler é Jeep.

Negócio – Migrando aos mercados em expansão na próxima década, a PSA Peugeot-Citroën associou-se à chinesa Changan em nova empresa, a Capsa. Fará a nova geração de Citroën DS a partir de 2013, 200 mil unidades/ano.

Anúncio – Nova campanha da Nissan não critica os concorrentes. Inspira-se na teoria da fonte dos desejos, onde moedas caem do teto e, a cada uma, funcionário grita para a linha de montagem liberar mais um March ou Versa.

Conar – Engraçadinha, porém merece uma trava pelo Conar. Comete a inverdade de anunciar carro mexicano como japonês.

Com lançamentos sobrepostos, há que se explicar, o March é hatch de entrada, bem desenvolvido, e o Versa, sedã 4 portas, espécie de Logan da Nissan.

Puma – A Ford voltou a produzir motores diesel, desta vez na Argentina, a 44 mil unidades/ano/turno, modernos, turbo diesel, 2.2 e 150 cv e 3.2 e 200 cv. Equiparão os novos Ranger com produção em 2012 e exportação ao Brasil. Haverá, também, motor flex: 4 cilindros, 2.5 e 170 cv. Deve chamá-los Puma.

Projeto – A Ford, segunda no mercado argentino, quer crescer no Brasil e os motores indicam o leque de versões. Da. Cristina também estava lá.

Segurança - O conceito HSD – High Safety Drive – kit de almofadas frontais de ar e freios com ABS e EBD, foi incorporado à versão Attractive, de entrada do Fiat Idea,a R$ 45.190. Custa R$ 1.000 – na prática, bônus de R$ 1.617.

Parceria – Fiat, FPT industrial e Inmetro assinaram acordo tecnológico para processos, combustíveis, motores e transmissões. Inclui uso de óleo vegetal in natura como combustível de motores diesel, cursos pelo Inmetro e utilização dos laboratórios pelos engenheiros da Fiat.

Será ? - Não ficou claro se este desenvolvimento tecnológico é o obrigatório pelas vantagens tributárias que as montadoras receberam com redução de IPI – sem reduzir preços -, comprometendo-se a aprimorar tecnologias.

Moleza - Como a legislação brasileira é lentamente leniente com as multi nacionais e os poderosos. A tal de Chevron - que os jornalistas tratam como Chévron, embora o correto seja Chevrón, pois se trata de nome francês de engrenagem idem - arma a maior sujeira, disfarça, mente e deve achar graça na multa. A legislação está em preparo há anos. Fosse com o seu Zé da mercearia, que não pagou o IPTU, já estaria na dívida ativa.

Multi – Brasileira, controlada pelo BNDESPAR e Previ, a Tupy S/A comprou duas fundições no México – Cifunsa Diesel e Technocast - de blocos e cabeçotes em ferro fundido para motores de veículos de passeio, comerciais, agrícolas, estacionários. US$ 439M. Na especialidade será a maior no mundo.

Aqui – Informa a empresa, não é troca de investimentos locais por outros no exterior. Recentemente aplicou US$ 500M nas linhas de produção brasileiras.

Organização – Dentro de financiamento internacional o Projeto Transmilênio, Bogotá, Colômbia, a Volvo vendeu mais 688 chassis de ônibus, maior negócio na especialidade no país. Visa racionalidade; substituir ônibus e perueiros; adotar canaletas privativas para deslocamento.

Brasil – O Prêmio Design MCB, do Museu da Casa Brasileira, em S Paulo, foi para a cabine dos caminhões Agrale 2012. Projeto da Questto!Nó em conjunto com a Agrale, é racional e utiliza materiais recicláveis.

Expansão – Da modesta origem produzindo amortecedores para veículos leves, a Nakata cresceu, e tem linha de bombas de óleo para motores empregados em Ford, Mercedes, Volvo e Scania.

Na estrada – Antes de iniciar vender suas motos, ora produzidas pela Dafra, em Manaus, a MV Agusta fez a 1ª. Convenção Técnica. Quer preparar a rede, evitar surpresas, garantir boa imagem aos produtos e assistência técnica. Os modelos montados são a esportiva F4 e as peladas Brutale 1090 R e RR.

Especialidade – A Dafra, do grupo Itavema, de revendas paulistanas, montou a fábrica com os favorecimentos fiscais, nacionalização flexível e, sem fidelidade, paixão ou bandeira, monta motos a quem pretende entrar no mercado brasileiro. Atualmente, italianas MV; alemãs BMW; chinesas Haojue, SYM, TVS e Daelin.

Mais um – Primeiro no Brasil a cindir a proibição de mesmo grupo representar duas marcas, o Líder é Audi no Espírito Santo. Nossa Senhora da Penha atendeu ás orações e promessas dos clientes da marca, sem assistência por quatro anos. Inicialmente funcionará junto á outrora invendável VitoriaWagen, assumida pela família Braz, que toca o grupo Líder, com 55 revendas.

Livro – Novo lançamento editorial: Pequeno grande livro do Fusca, da Escrituras Editora, foca o grande ícone. 128 páginas, capa dura, autor Jon Stroud, R$ 34,90.

Antigos – Melhor indicativo do relevo do mercado, o poderoso sítio Webmotors criou owww.webclassicos.com.br, para veículos antigos e de coleção. Das soluções práticas, uma avisa quando é inscrito veículo de interesse pelo internauta. A mercado tão peculiar, poderia abrir para peças, acessórios e literatura, à venda ou em procura.

Gente - Norbert Reithofer, CEO da BMW, 55, láurea. OOOO Executivo do Ano pela alemã revista Manager. OOOO Creditam-lhe o mérito de transformar a BMW no fabricante Premium de maior sucesso. OOOO Anders Norinder, sueco abrasileirando-se, opção. OOOO Deixou a presidência da Volvo Cars para não mudar de país. OOOO Bom de serviço, trouxe a marca de pífias 1.100 unidades/ano às atuais 5.300. OOOO Ouve propostas.OOOO Sérgio Scaglietti, designer, 91, passou. OOOO Era o camarada que dispensava papel e lápis, desenhava com os olhos, contornava com tesoura, acertava com tasso e martelo, retirando o excesso de material. O que sobrava eram os carros de seu cliente principal, a Ferrari. OOOO Que o homenageou dando seu nome ao modelo 612 2+2. OOOO



CLÁSSICOS EM TEHERAN

Finalmente a\ coleção de Reza Pahlevi, o Shah do Irã que era grande entusiqasta, foi aberta ao público:
Atente para o Lamborghini Miura SV, um dos pouquíssimos no mundo. Realmente o Iran é o país árabe mais evoluído. No video se fala até no carro predileto de Soraya Sfandiari, o grande amor do Shah que era estéril e não pôde lhe dar filhos... Razão do divórcio:





Os jardins do suntuoso palácio de Niavaran hospedam uma reunião de Classicos:




E finalmente o primeiro carro iraniano, o Peykan. derivado de um Hillman parente próximo do nosso Dodginho, foi fabricado por muitos anos...

ALTA RODA COM FERNANDO CALMON





Alta Roda nº 656 — Fernando Calmon — 22/11/11



CARGA PESADA



Em meio a tanta turbulência nas economias desenvolvidas, chega a surpreender a recuperação firme do mercado americano. Tomando 2010 como referência, as vendas de automóveis e comerciais leves devem crescer 11%. Na União Europeia não haverá crescimento. No Brasil as vendas subirão em torno de 5%. O ritmo de expansão do mercado chinês – o maior do mundo – sofre um tranco, mas ainda é o mais dinâmico.

A interdependência entre os países interessa pelos reflexos que podem ocorrer nas subsidiárias brasileiras. Fiat depende, hoje, em grande parte dos resultados no Brasil e das marcas da Chrysler nos EUA (em especial da Jeep), pois o modelo 500 enfrenta vendas modestas, depois do investimento pesadíssimo para retorno ao mercado americano. A Volkswagen construiu uma fábrica nova no Tennessee e pode oferecer modelos menos caros, como o Passat específico para os EUA, que acaba de ganhar o título de Carro do Ano, da revista Motor Trend. Ford e GM confiam nas fábricas do México para complementar sua oferta por aqui.

Nesse cenário, o Salão do Automóvel de Los Angeles (18 a 27 de novembro) exerce um papel peculiar, numa cidade que tem a maior densidade de veículos por habitante no mundo. Tradicionalmente é considerado um salão-butique (relativamente poucas marcas em exibição) e da vanguarda do pensamento californiano em favor de carros menos gastadores. Este ano, no entanto, os carros potentes fizeram a festa: do Porsche Panamera GTS (430 cv) ao Ford Mustang GT500 (660 cv), passando pelo Chevrolet Camaro ZL1 conversível (580 cv) e até o SUV Mercedes ML63 AMG (555 cv).

Apesar disso houve alguns lançamentos mundiais, prontos para o Brasil em 2012. Honda CR-V, inteiramente novo, agradou por suas linhas harmoniosas (versão apenas de cinco lugares) e um sistema de tração 4x4 melhorado. Hyundai Azera, igualmente todo novo, segue o estilo arrojado dos sedãs da marca – gama de seis modelos, todos brancos, no estande da marca sul-coreana chegavam a confundir pela semelhança.

A Volkswagen guardou para este salão o CC (cupê conforto), levemente retocado, agora sem o nome Passat, para não confundir clientes do sedã-cupê. Fabricado na Alemanha, também chegará ao Brasil no próximo ano. Desfeitos os laços com a Mazda, a Ford apresentou o SUV compacto (para eles) Escape, praticamente o europeu Kuga, baseado no Focus, porém com acabamento refinado. O novo EcoSport terá inspiração nas suas linhas.

A Chevrolet elegeu este salão para o lançamento mundial do subcompacto Spark, de origem sul-coreana, e por uma razão simples. Os carros pequenos nos EUA conquistarão, em 2011, surpreendentes 18% entre os veículos leves, se bem que enquadram Civic e Corolla, por exemplo, nesse segmento.

Por fim, apesar de 15 novas opções de modelos híbridos e elétricos disponíveis este ano, os compradores esfriaram o ânimo. Só se a gasolina subir de preço, a procura aumenta. A apatia pelos híbridos ocorre pelo maior preço (25% mais) e porque novos motores quase empatam em consumo de combustível na estrada. Os alternativos são muito melhores em uso urbano, mas as distâncias percorridas menores atrapalham o retorno financeiro. Poucos sustentam essa carga extra.



RODA VIVA



SEGUNDO a J.D. Powers, serão vendidos 815.000 veículos híbridos e elétricos este ano no mundo, 6% menos do que em 2010. Representam 1,1% do total mundial de 75 milhões de unidades (sem contar os pesados). Em 2012, os elétricos a bateria terão oferta bem maior. Previsão de 27.000 unidades comercializadas em 2012 nos EUA, 0,2% do mercado americano.

VIDA difícil também para híbridos no Brasil, apesar da Toyota anunciar que importará o Prius no próximo ano. A Porsche enviou uma unidade do Cayenne híbrido em 2010. Cerca de 20 jornalistas fizeram aqui rápidas avaliações do modelo, nos últimos 12 meses. Apesar dos elogios, o importador Stuttgart não conseguiu sequer um único interessado por essa opção.

MINI Cooper Countryman (R$ 99.950) se afasta do Mini duas-portas de chassi alongado, fabricado de 1961 a 1969. Não é feito na Inglaterra e sim na Áustria. Transformou-se em crossover, de quatro portas, com espaço interno razoável e mantendo painel, instrumentos e comandos lembrando o original. Motor 1,6 l da versão de entrada (120 cv) não faz jus à grife Cooper.

CONFIRMADA, semana passada, construção da fábrica da JAC, em Camaçari (BA). Dos R$ 900 milhões de investimento, 80% virão de fonte nacional, do empresário e importador da marca chinesa, Sérgio Habib, com capital próprio e empréstimos. Capacidade: 100 mil unidades/ano. De lá sairá, no início de 2014, segunda geração do J3 (hatch e sedã), abaixo de R$ 40 mil.

ALEMANHA segue a Suíça e exige que, três meses após obter a carteira de habilitação definitiva, os jovens voltem a ter aulas práticas com ênfase em direção defensiva. Essa providência diminuiu em 30% os acidentes de trânsito envolvendo os motoristas de primeira viagem, naturalmente com experiência menor ao volante.

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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon



































quarta-feira, 23 de novembro de 2011

LANÇAMENTO DODGE JOURNEY 2012


Foi lançada hoje a versão 2012 do companheiro de marca do Fiat Freemont. o Dodge Journey. Mais caro, tem um motor V-6 de 3,6 litros, DOHC e 280 cv; Como estou em São paulo particiando do Salão Internacional de Veiculos Antigos, amanhã ou depois posto mais. Por enquanto vejam AS FOTOS. Por fora é quase igual, mas o painel é bem diferente.




terça-feira, 22 de novembro de 2011

ENCONTRO DE SP2

SERGIO SCAGLIETTI SE NE VA...




Sergio Scaglietti, o autor de algumas dos mais belos Ferraris de todos os tempos, passou em 20 de novembro. Nas suas obras figuram o 250 Testa Rossa, o 250 GTO, o 275 GTB e, mais recentemente, o 612 que leva seu nome e foi objeto de uma materia no Mahar Press.

Todos carros belíssimos, dignos de uma ária cantada por Luciano Pavarotti ao cair da tarde... o que ele não projetou acabou construindo em cima de desenhos de outros, como o GTO que foi de Pininfarina.

Sergio chegou à gloriosa idade de 91 anos e fundou seu estúdio em 1961, há 50 anos. Era do outro lado da rua, em frente à Ferrari, em Maranello.



Sua arte fez a cabeça de Enzo Ferrari e a Scaglietti se tornou o nascedouro de muitos Ferrari memoráveis durante os anos 50 e 60, além de cimentar uma sólida amizade com Il Commendatore ao longo desses anos. A firma foi vendida à Fiat nos anos 60, quando a moda de fazer carrocerias sob medida e à mão foi se esvanecendo.

No prédio ainda são feitos o 430 e os 612 que levam o nome de Sergio. Como disse Luca De Montezemolo, o chairman da Ferrari, "Perdemos um amigo, um companheiro dessa longa viagem que terá seu nome para sempre ligado ao Cavallino Rampante. Sergio Scaglietti deixa um legado de um verdadeiro artista que criou com seu talento alguns dos mais belos carros de todos os tempos"."



COMÉDIA: O RASTA E O PORSCHE...

video

MECÂNICA: TUDO O QUE ...

Você quis saber e teve vergonha de perguntar:  curso na Goodyear:



Helena Deyama fará Curso de Mecânica para Mulheres em Niterói (RJ) na próxima quinta



Esta será a oitava etapa de mais uma temporada de sucesso


São Paulo, SP, 22 de novembro de 2011 - Após as bem sucedidas sete primeiras etapas da temporada 2011, o Curso de Mecânica Básica para Mulheres oferecido pela Goodyear e ministrado por Helena Deyama, experiente piloto de ralis, está de volta. Desta vez, a cidade escolhida é Niterói, na revendedora São Lourenço Pneus. No próximo dia 24 o curso terá turma cheia, após grande procura foram confirmadas pela organização aproximadamente 100 mulheres, que terão a oportunidade de receber dicas de mecânica que irão utilizar com frequência.


Segundo Helena, o êxito no número de alunas para o curso em Niterói demonstra o enorme interesse das cariocas no assunto. "Este é o ultimo curso da temporada 2011, que esperamos fechar com muito sucesso. A expectativa agora é para que no ano de 2012, possamos atender mais revendas pelo Brasil, já que notamos que é uma ação que agrada as clientes, pela sua importância e utilidade pública. Além disso, é retorno certo para as Revendas, aumentando e fidelizando sua clientela de uma forma diferenciada", explicou Helena.


Para Robson Magalhães, gerente regional da Goodyear, o curso visa trazer conhecimento para o público feminino. "O universo que a revenda São Lourenço Pneus atende nessa região, 60% dos clientes são mulheres. Então, queremos proporcionar maior informação, para que elas entendam e saibam o que está sendo feito nos seus veículos e que a prevenção mecânica faça parte das suas rotinas", ressaltou.


Com a aprovação comprovada das primeiras etapas e a ótima receptividade das alunas, Helena espera encontrar mais uma vez um público interessado e com ‘sede’ de aprendizado. "No ano passado tive uma experiência muito positiva com o curso ministrado no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca. O que me surpreendeu bastante, além da presença maciça de mulheres, foi o alto nível das alunas, todas interessadíssimas. Além de mulheres que trabalham em diversos segmentos, estavam presentes muitas mulheres que trabalham no setor automotivo, como por exemplo, em locadoras, concessionárias, e autopeças, deixando o nível de participação elevado, com perguntas pertinentes, pois elas têm essa necessidade de conhecimento para manutenção dos veículos e no desempenho de suas funções", completou Helena.


No calendário 2011, o curso já passou por Cuiabá (MT), Campina Grande (PB), Conselheiro Lafaiete e Uberaba (MG), Santos (SP), Arapiraca (AL) e Chapecó (SC).




SOBRE O CURSO:


O objetivo do curso é proporcionar conhecimento dos principais componentes do veículo e seu funcionamento, além dos procedimentos técnicos recomendados para sua manutenção, para que as mulheres possam compreender melhor a função de cada componente do carro e aplicar em seu dia-a-dia.


O método a ser utilizado, além de informações técnicas transmitidas por gráficos e filmes, utiliza-se de exemplos práticos e experiências vividas pela instrutora, o que facilita a compreensão das alunas. Entre os itens a serem abordados estão: sistema de suspensão, pneus, amortecedores e molas; alinhamento e balanceamento; freios, fluídos e lubrificantes em geral; motor, câmbio, embreagem, escapamento, injeção eletrônica e parte elétrica. Assim como dicas de manuseio em geral.


SERVIÇO:


Data: 24/11/2011 - Curso de Mecânica Básica para Mulheres


Local: São Lourenço Pneus - Estrada Francisco da Cruz Nunes, 8521


Piratininga - Niterói (RJ)


Fone: (21) 2609- 2002.


Horário: 19h

A NOVA SPRINTER JÁ ESTÁ EM TESTES NA ARGENTINA

O RENAULT MÉGANE QUE FAZ FALTA AQUI....265 CV.

A NOVA RANGER, AINDA A AUSTRALIANA

Com um motor 3,2 litros Diesel Puma, muito moderno. O pesadelo de Indaiatuba...

O MENOR V12 DO MUNDO....

Neste tamanho o V12 queima a dois tempos em ciclo Diesel, sem velas, como aeromodelo.

atualização:
Aquele motor não queima a dois tempos em ciclo Diesel, sem velas e como aeromodelo como voce escreveu.

Ele funciona com ar comprimido, que entra pela mangueira transparente que fica na frente dele.
O construtor é um um mecânico naval e artesão argentino, famoso por estes brinquedos de gente grande.
Abs,
Zé Rodrigo

domingo, 20 de novembro de 2011

IMITANDO CARROS...

Todos nõs já imitamos um motor, mas esse comercial da Honda leva isso mais longe...

video

BMW M5 V-10 SEM ESCAPE: TENDE PIEDADE DE NÓS...

Os videos são umas cacas, mas o som é música: violento, gutural e sensual.. O trem de força é extraordinário, troca as marchas com arte... Eu nunca iria consertar isso... Pena que não tinha um monopé pra câmera e fosse mostrado o conta-giros... Veja ou  melhor, ouça  os dois videos e depois responda à pergunta do cara: entendeu agora?



sábado, 19 de novembro de 2011

SUBARU BRZ STI, O GOL DO SÉCULO 21



Saiu no Autoblog na matéria do Salão de Los Angeles, a mais recente geração do protótipo do Subaru esporte de tração traseira. Eu sou fascinado pelos carros da fabricante nipônica que, junto com a Mazda, mais se aproxima dos conceitos europeus de esportividade, uma espécie de BMW do Sol Nascente....


A bandeira em que a Subaru se enrola, uma bandeira ferozmente individualista, é a de usar sempre motores boxer. Ou seja, motores planos de quatro (e alguns de seis) cilindros como o projeto original do Gol a ar, um carro que sempre me fascinou: uma história de ter um motor baixo, curto e leve na frente do carro que não funciona como um peso atrapalhando a mudança de direção e o centro de gravidade do carro.

ENGARRAFAMENTO EM NÜRBURGRING: SÓ FILÉ...

SEXTA-FEIRA É DIA DE BLUES...CRY ME A RIVER

O TEMA IMORTAL DE JULIE LONDON EM NA SUA E EM VÁRIAS VOZES:







SEXTA-FEIRA É DIA DE BLUES...AT LAST





sexta-feira, 18 de novembro de 2011

CHEVY 100: A EMOÇÃO DA VOLTA...

Os filhos que acharam o carro que o pai teve por 20 anos...um belíssimo Impala SS 65 com um Big Block 396 e quatro marchas no piso... Queria ter filhos assim e iria chorar também, da emoção da volta.... Chevy runs deep...Chevy bate no  fundo!

CHEVY 100: A PENTEADA AERODINÂMICA DO CAMARO ZL1 2012


Veja como os engenheiros da GM usara a computação dinâmica de fluidos e os coeficientes de resistência em mais de 1.000 horas de túnel de vento para refinar o Camaro ZL1. Junto com a nova suspensão magnética que se auto-regula, eles foram para Nürburgring e barbarizaram...  







Observe como o novo Camaro ZL1 de 580 cv engole a pista alemã de 22 km em 7:41, tempos de 911 Turbo S e Lamborghini Murciélago. Com o 2011 tive momentos inesquecíveis na BR-040... É a plataforma de Omega falando mais alto...












CHEVY 100: UM 52 BUSINESS COUPE AJEITADO


Esse é um Chevrolet 1952 Deluxe Business Coupe coom um repertório completo de modernidades escondidas por trás de sua aparencia esculhambada... Deve ter ficado no sol do deserto por muito tempo, onde a pintura queimou mas a lata foi preservada pela secura do ar e o calor.


O carro usa um chassi completo da Art Morrison esmaltado a fogo com suspensão dianteira tubular independente  e uma suspensão traseira de quatro braços, semelhante em geometria a de um Opala, aliás bem legal não fossem as buchas escolhidas pela GMB: marshmallow puro...


O motor é um V-8 Small Block moderno todo em alumínio, com injeção sequencial e digital. É um GM LS3 de Camaro com 6,2 litros e 430 cv. Ele se acopla a uma caixa automática GM Hydramatic 4L65E de seis marchas e controle eletrônico, que fala com o comando eletrônico do motor.




Os freios são um conjunto de discos com pinças de seis pistões com ABS nas quatro rodas, um senhor sistema de freios para um carro de menos de 1.500 kg. As rodas são feitas para parecer coisa de ferro velho mas são torneadas a partir de lingotes de aluminio e tem pneus BF Goodrich com rating ZR para 240 km/h.



 
Porém a escolha da carroceria do Business Coupe de traseira longa e capota curta foi especialmente feliz, inclusive pela "pintura"" gasta com a pátina do tempo. Um dos carros mais legais da prancheta de Harley Earl nos anos 50, este carro era a escolha natural do caixeiro viajante, tanto que os modelos básicos não tinham nem o banco traseiro para ter mais espaço para amostras. Só o banco inteiriço para três na frente.
 
   


A mecânica combina com um interior onde os bancos são revestidos de couro de jacaré é búfalo, os tapetes são Wilton iguais aos do Rolls-Royce e o teto ao de um Aston Martin em mohair. A Icon diz que faz um igual para quem quiser.
 
 


ALTA RODA COM FERNANDO CALMON



Alta Roda nº 655 — Fernando Calmon — 15/11/11








APOSTA NO FUTURO



A Renault cumpriu a promessa do seu executivo-chefe, Carlos Ghosn, e acaba de colocar à venda, na França e na Espanha, o primeiro sedã elétrico dos tempos modernos. Apresentado no Salão de Frankfurt de 2009, o Fluence Z.E. (emissão zero, em várias línguas) abre uma alternativa em termos de conforto interno para cinco passageiros e certo nível de representação pelo porte do carro. As ofertas até agora se resumiam ao pioneiro minicarro Mitsubishi i-MiEV, seguido pelo hatch médio-compacto Nissan Leaf.

A aliança Renault-Nissan fez uma aposta alta – US$ 5,5 bilhões – na tração puramente elétrica, sem passagem por híbridos (a marca japonesa tem poucos modelos desse tipo; a francesa, nenhum). O Fluence Z.E. inaugura uma fórmula interessante de comercialização: preço de 25.900 euros (R$ 62.400) igual ao do modelo a diesel, sem a bateria de íons de lítio de 398 V/22 kWh. Uma bateria desse tipo custa mais que o carro. Neste caso, o comprador paga um aluguel à parte de apenas 88 euros (R$ 211) durante 36 meses, incentivo pesado do fabricante. Países europeus acrescentam até 5.000 euros (R$ 12.000) de subsídio direto para número limitado de vendas.