quarta-feira, 20 de abril de 2011

DE CARRO POR AI COM O NASSER


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Coluna 1611 20.abr.2011


Novidades pascoais: Beetle lá, Pajero Dakar aqui


No futuro, 2011 sob o aspecto da indústria automobilística, será conhecido como ano trêfego e fugaz. Em termos de produção, dentro da maluquice consentida oficialmente do atrapalhado rótulo de ano/modelo, os veículos modelos 2011 construídos em 2011, terão sido breves, de curta existência, pois neste princípio de ano todas as marcas anunciam os modelos 2012.


Novidades da semana, a Volkswagen lançou o Beetle. É o sucessor do Novo Beetle, simpático e personalista visão vintage sobre o Golf. Substituída a base, trocou-se o automóvel.

Desafio. Carro surgido da prancheta de estilista e não dos cálculos e projeções de gente de marketing, o New Beetle foi projeto de J. Mays, hoje oban-ban-ban de estilo da Ford, à época na VW. Sucesso ultrapassando as barreiras de nicho, durou 10 anos. Agora, a nova plataforma exigiu novo carro.


Chamaram designer de sobrenome para fazê-lo: o milanês Walter De Silva, famoso por ter criado os Alfa 145, 146, 156 e 166. Segundo curiosa descrição pela Volkswagen, “a nova geração do Beetle liberta-se da geometria da versão anterior”. Seja o que isto signifique na prática a soma das necessidades de redução de consumo e emissões; maior distância entre eixos da plataforma; e premência em oferecer espaço interno para competir com veículos com cara retrô, De Silva manteve o conceito e chamou seu assessor Marc Lichte para ajeitar o produto.




É menos fiel que a primeira geração, mas corporifica uma evolução, como pretendia a VW.


O Beetle será produzido no México e, como o antecessor, exportado para o Brasil com isenção alfandegária. Preços? Dentro da inconseqüência que hoje grassa e permeia por todas as marcas, é capaz de ser apresentado em dezembro de 2011 como modelo 2013!


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New Bettle voltou a ser Beetle


                        

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Made in Catalão


É o aprimoramento da fórmula de sucesso da MMC Automotores, o nome da montadora brasileira dos produtos Mitsubishi: aproveitar veículo em fim de ciclo, traze-lo para cá, conformá-lo ao gosto nacional. O Mitsubishi Dakar HPE, modelo e versão existentes apenas no Brasil teve montagem iniciada há pouco, estoque formado e distribuição à centena de revendedores.


O rótulo HPE remete à antiga empresa de desenvolvimento formada pelos sócios da MMC e se refere a conter algo mais. No caso não é em tecnologia, mas em acessórios e equipamentos, nesta bem sucedida fórmula de oferecer o sonho de capacidade de ir, mas com um entorno confortável, com sistema multimídia, GPS carburado para o Brasil, CD, DVD e MP3 Player e Bluetooth com viva-voz, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, volante com controle de áudio e piloto automático, tração e freios a disco nas quatro rodas, auxiliares ABS e EBD, terceira fileira com bancos embutíveis no assoalho com mais espaço para o porta-malas e ar-condicionado independente na terceira fileira.


Diferenciando-se do modelo importado, novo desenho nas rodas em liga leve, interior mesclando couro e tecido pretos. Fora, Vermelho Bordeaux, Verde Pantanal, Branco Alpino, Cinza Londrino, Prata Rodhium, Prata Tecno e Preto Ônix.


Motorização conhecida, inicial motor diesel, 4 cilindros, 16 válvulas, turbo ei ntercooler, mas as medidas não são brilhantes: 3.200 cm³, potência de 165 cv a 3.800 rpm, e torque de 38,1 kgf.m a 2.000 rpm.


Transmissão com monitoramento eletrônico, adequada ao torque do motor, porém opaca pelas limitadas 4 marchas, com operação sequencial.


Não é automóvel enfeitado e cheio de prosopopéia, do tipo enganar-mãe-de-moça. Sugere ter capacidade de ir e é capaz de proezas pela bem conformada ficha técnica que, lembre-se, tem origem nas vitórias do Rallye Paris-Dakar.


Mais


Custa R$ 147 mil e picos. O modelo anterior, importado, com frete caro, elevadas despesas de manejo e 35% de imposto alfandegário custava apenas R$ 7 mil a mais.


A MMC prepara duas novidades em junho. Primeira, motor V6 flex. Segunda, versão sem a plaqueta HPE, simplificado em equipamentos, como o GPS, e transmissão mecânica em 5 velocidades, desenvolvida a pedido dos revendedores, tentará preço faceando os R$ 135 mil.


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Pajeto Dakar, agora goiano



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Roda-a-Roda


Cresceu – 21,9% de expansão nas vendas globais em março estão sendo comemorados pela Kia Motors. Do número a maior alegria é pelo crescimento no atrativo mercado norte-americano, com 41,8%.


Internet – Dado interessante, sedimentando o interesse pela marca JAC Motors é a liderança de audiência do sítio www.jacmotorsbrasil.com.br dentre todos da indústria automobilística. Diz relatório Nielsen/Ibope, superou 798 mil usuários únicos. Para lembrar a assinatura dos anúncios, Inesperado, mesmo para a empresa.


Dúvida – O governo federal está em dúvidas se importa gasolina, álcool, ou os dois. Talvez fosse melhor importar um manual de planejamento


Tradição – Diz a Ford, a Ribeiro Jung de Porto Alegre, fundada em 1928 e que em abril de 1931 passou a Agente Ford, distribuindo a marca, é a mais antiga de sua rede.


Negócio – Além de automóveis aos seus concessionários, a Citroën também vende artigos relacionados à marca, mas o faz diretamente aos consumidores. Camisas, bonés, mochilas, relógios, canetas e outros itens exclusivos lembrando a sigla Criative Technologie. Pela internet: www.citroen.com.br/laboutique.


Assim – Produtora de motos, a BMW Motorad descobriu a mágica do mercado: redução de preços aumenta vendas. Passou a montar dentro do generosíssimo projeto governamental na Zona Franca de Manaus; baixou custo ao cliente; tem constante crescimento. Em 2011, 54% em vendas relativamente a igual período do ano passado, ao iniciar a superficial operação industrial na fábrica da Dafra. Vendeu 767 motocicletas.


Mais – Situação ruim em outros mercados, e boa aqui permite montar outro modelo, o F 800R, ao lado da atual G 650GS. Custará R$ 36.900.


Crescimento – Expansão no mercado de veículos; falta de investimento industrial; aumento do custo da matéria-prima provocam faltar pneus no mercado doméstico, suprida por marcas estrangeiras fornecendo às montadoras nacionais ou exportando para o mercado de reposição.


Solução – De Brasília, Rinaldo Siqueira Campos, presidente da Abidipa, associação dos importadores informa, não fossem os importados, parque circulante estaria parado. E pede auxílio contra a sobretaxação dos pneus chineses e a burocracia nos portos.


Outro lado – A importação de pneus pelas montadoras, em veículos estrangeiros, ou montados nos nacionais, desampara os consumidores pela falta de reposição. Cortou, estragou, não se consegue pneu da mesma marca ou medida. E a solução é ruim e cara: trocar dois para igualar os pneus no mesmo eixo.


Re-call – Dois Citroën em chamada para consertos: Aircross e C5, respectivamente para verificar aperto na dobradiça do capô e motor do limpador de para-brisa. Para conferir os chassis dos veículos que devem passar pela conferência, 0800 011 8088 www.citroen.com.br


Ecologia – Reduzir em 25% as emissões de CO2 no processo produtivo é o objetivo da Pirelli. Da matéria prima ao transporte até a loja de vendas, cada pneu emite 80 kg deste gás. O esforço é trazer a 60. Quando emissões superam o peso do produto final, alguma coisa está errada.


Automobilismo – Família Fittipaldi em alta. Christian, filho do Wilson e sobrinho do Emerson, será patrocinado pela Rede PitStop, do grupo Comolatti, em seu minuto em programa de rádio e no Torneio Fiat Linea.


Pietro, primo de segundo grau do Christian, sobrinho neto do Wilson, filho da Juliana e neto do Emerson, será apoiado pelas Baterias Moura nas provas de base da Nascar, da Stock Car nos EUA. É a única categoria a admitir pilotos de 14 anos, como ele.


Eng. Lieblein, nova presidente de GM Brasil

            
Gente – Grace Lieblein, engenheira em produtos e sistemas, 50, nova presidente da GM no Brasil. OOOO Laureada, ex presidente da GM México, versada em latinidade. OOOO Vender os defasados carros GM Mercosul, atuais e futuros, indutores da saída de sua antecessora, manter a parte da marca no encolher de participação no mercado pelas quatro grandes, é desafio. OOOO




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