quinta-feira, 2 de julho de 2015

ALTA RODA COM FERNANDO CALMON





Alta Roda nº 843 — Fernando Calmon — 30/6/15








NOVIDADES NÃO PARAM

Sem dúvida, a semana que passou foi a mais agitada do ano, com dois lançamentos no exterior (Chevrolet Cruze, em Detroit e Alfa Romeo Giulia, em Milão) e um no Brasil (Ford Focus atualizado, em Fortaleza). Cada um tem sua importância relativa: Cruze, inteiramente novo, é o mesmo que a Argentina produzirá a partir do final de 2016; Giulia marca o renascimento da outrora invejável marca italiana no dia em que completou 105 anos; o também argentino Focus hatch agora fica igual ao produzido em outros continentes, o que deixa a Ford com todos os seus automóveis alinhados aos do exterior.

O médio-compacto da Chevrolet (a ser feito no México) chega ao mercado americano em março próximo e no Brasil no final de 2016. O carro cresceu – 2,7 metros de distância entre-eixos garantem ótimo espaço interno –, porém ficou 150 kg mais leve. Apresentação do modelo mais vendido da marca foi estática e só da versão de topo, como é usual, embora a empresa tenha confirmado que o motor será um turbo de 1,4 litro/154 cv até 10% mais econômico que o atual aspirado de 1,8 L. Há vários dispositivos eletrônicos de segurança oferecidos de série a fim de elevar o nível de concorrência até com marcas premium.
Giulia escolhido para apresentação no palco, sem acesso ao seu interior, foi a versão de alto desempenho Quadrifoglio, seu símbolo nas corridas. Visto de perfil lembra o BMW Série 3, mas de frente traz a tradicional grade triangular (“cuore” da marca) e traseira também ousada com quatro saídas de escapamento em arranjo inusitado. Alfa Romeo não deu pormenores técnicos, mas a potência de 510 cv de seu V-6 turbo é a mesma do Mercedes-Benz C-63 S AMG e distribuição de peso de 50% em cada eixo (tração traseira) segue o mesmo “ponto de honra” da BMW. Mais importante: entra no clube super-restrito dos sedãs capazes de acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 4 s (exatos 3,9 s).

A Ford, além das mudanças visuais na parte frontal do Focus hatch 2016, aumentou o conteúdo sem elevar o preço (corresponde a queda real), fez ajustes na suspensão traseira, na direção eletroassistida, retocou o interior e adotou novo volante com borboletas para troca de marchas no câmbio automatizado de duas embreagens, da versão de topo Titanium. Preços começam em R$ 69.900 e vão a 95.900. Entre as novidades, sistema anticolisão até 20 km/h e de assistência ao estacionar em vagas longitudinais e transversais.
A empresa decidiu ofertar condições de trocas especiais para quem comprou a geração anterior, que mudou há menos de dois anos, fora dos padrões do mercado brasileiro bastante sensível a novidades. A versão sedã, no fim de julho, terá o nome adicional Fastback para tentar um equilíbrio com o hatch, que representa cerca de 90% das vendas totais do Focus.
A GM também anunciou a expansão internacional de seu serviço OnStar de assistência remota, lançado há 19 anos nos EUA. Aqui estreará no Cruze 2016 (geração anterior à nova mostrada em Detroit) em setembro próximo. O sistema inclui chip telefônico próprio para facilitar comunicação com a central administrativa e oferecer desde mapas eletrônicos personalizados e destravamento remoto das portas, a serviços de reservas, de apoio e emergenciais.

RODA VIVA

DEPOIS da picape de quatro portas compacta Oroch, que chega em dois meses, a Renault partirá para o crossover Captur. Na realidade o nome será o mesmo do francês e suas linhas terão semelhança, mas a arquitetura nada terá a ver com o Clio produzido na Europa, duas gerações à frente do que vem da Argentina.
CITROËN começa em setembro a produzir (início de vendas até um mês depois) o modelo 2016 do C3 Aircross, que receberá reestilização discreta de meia geração. Esta é a versão de suspensão elevada e estepe externo do monovolume C3 Picasso, justamente a que mais vende. Tanto que a fábrica já decidiu (embora não confirme agora) deixar apenas o Aircross em produção.
HONDA HR-V é dos raros modelos que superou expectativas. Crossover tem visibilidade e dirigibilidade entre seus destaques, porta-malas generoso e bom espaço no banco traseiro (assoalho plano e assentos erguíveis). Câmbio CVT não agrada, se muito exigido. Exclusivo (na faixa de preço) freio de estacionamento elétrico automático permite função elegível de arrasto em marcha lenta (creeping), que deveria ser padrão em carros automáticos.
DECORAÇÃO discreta é ponto positivo da perua VW Space Cross, além de direção precisa, suspensão firme e motor muito silencioso e elástico. Câmbio automatizado I-Motion está mais suave nas trocas de marchas, mas função creeping suprimida de forma permanente dificulta manobras em baixa velocidade.
POUCOS respeitam a placa “Pare” em cruzamentos. Em parte por ignorância: parar é parar mesmo, não apenas diminuir a velocidade, olhar e continuar. Outros a consideram perda de tempo e desnecessária, quando na realidade quem decide é quem colocou a placa. Mau hábito está arraigado e só multa (a mesma de avançar sinal) resolve.
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JAY LEnO E O HOT ROD DA MERCEDES: 300 SEL 6.3

MOTO: AS 24 HORAS DO BRASIL EM INTERLAGOS










quarta-feira, 1 de julho de 2015

DAIMLER SP 250 BY LENO

BOCA DE BAGRE...E UM V8 HEMI GENIALDE 2,5 LITROS POR EDWARD TURNER, O CRIADOR DOS MOTORES DAS TRIUMPH. IMAGINE COMO MELHORARIA SEM A GRADE CROMADA, COISA DE MERCADO AMERICANO...

ANTIGOS ISENTOS DO APARTHEID EM PARIS

Paris May Exempt Historic Vehicles From Its Car Ban
Veiculos registrados depois de 1996, vans e caminhões leves desde1997 pare motosdepois de 2000 vão ser banidos permanentemente de andar no centro de Paris. . Em 2020 só carros registrados depois de 2011 terão acesso. ao território cercado pela  Peripherique. Mas a Prefeita Anne Hidalgo nã não odeia carros antigos pois os registrados de a mais de 30 anos estão isentos da lei.


CAPOTA DE MGNÉSIO NO PORSCHE GT3 RS

Cada grama que é retirada de um carro significa menos consumo e mais performance como dizia Colin Chapman, adicione leveza. Tem mais: Conforme o lugar que o peso é aliviado também se pode  influenciar o comportamento dinâmico de um carro. O caso aqui é o novo GT3 de Zuffenhaausen, que tem a capota de magnésio. Como se vê no vídeo o material é 75% mais leve que o aço. Por isso foi usado desde os anos 30 com o nome comercial de Elektron em carros como o magnífico e exótico Bugatti Atlantic e outros.
Aqui como o peso é removido da capota, além do alívio significativo de peso o centro de gravidade também abaixou, permitindo maior estabilidade sem que seja preciso ser um cabriolet.

domingo, 28 de junho de 2015

ALTA RODA COM FERMAMDO CALMON




Alta Roda nº 842 — Fernando Calmon — 23/6/15



DIESEL: VANTAGEM OU PROBLEMA?





Primeiro SUV compacto a diesel produzido no Brasil que pode ser adquirido por menos de R$ 100.000 está no mercado. A partir do Jeep Renegade reabre-se a polêmica proposta de liberar o combustível para todos os veículos. Hoje, mesmo no segmento de utilitários esporte há obrigatoriedade de tração 4x4 e caixa de redução, mas a segunda exigência na prática foi contornada por vários fabricantes sem qualquer reação do Denatran.
Na realidade, o Brasil continua há décadas dependente de importação de diesel e com o imbróglio das novas refinarias da Petrobrás (dois projetos cancelados) o País voltou também a importar gasolina. Sempre se deve lembrar que não existe alternativa economicamente viável ao diesel para caminhões, ônibus e outros veículos pesados, enquanto etanol pode ser adicionado à gasolina ou substituí-la em veículos leves.
Produção de biodiesel é cara demais e aqui, produzido basicamente a partir de grão alimentício (soja). Apenas uma pitada de 3% (agora está em 7%) e os marqueteiros logo nomearam a mistura de biodiesel. Mas a gasolina padrão brasileira tem 22% de etanol há mais de 20 anos (no momento, 27%) e deveria se chamar de biogasolina por mais forte razão.
Veículo a diesel proporciona em média autonomia 20% superior ao de um a gasolina, porém a diferença tende a diminuir com aplicação crescente de injeção direta, turbocompressor e redução de cilindrada. No entanto, um motor a diesel, mais pesado, tem custo até 50% maior do que um de ciclo Otto, o que significa em torno de 10% no preço final. Dependendo do preço dos combustíveis é preciso rodar bastante para amortizar a diferença ao comprar um carro novo. Quanto mais caro o litro (caso da Europa) menor a quilometragem necessária.
Alguns governos da União Europeia decidiram, recentemente, que automóveis a diesel antigos e muitos poluentes precisam sair de circulação. Na França e na Bélgica, por exemplo, dois terços dos automóveis novos usam o mesmo combustível de veículos pesados. Não há propriamente a decisão de bani-los de vez, mas incentivos dados no passado serão retirados. Carros compactos de menor preço em geral rodam menos que os médios e grandes. Assim a maioria vai optar por motores a gasolina.
Parece que fabricantes entenderam o recado, meio a contragosto, pois diesel proporciona margens atraentes. A reviravolta surgiu nos últimos salões de automóveis na Europa, pois praticamente todas as novas famílias de motores são de ciclo Otto e de consumo bem menor. Emissões de óxidos de nitrogênio são mais controláveis quando se usa gasolina.
No Brasil há outros complicadores. Motores a diesel modernos só podem usar combustível de baixo teor de enxofre (S10) e exigem abastecimento separado de solução de ureia quimicamente pura. Em caminhões há casos comprovados de violação dos sistemas eletrônicos que anulam os recursos antipoluição.
Controle de potencialmente cancerosas partículas inaláveis finas (número e emissões/km), típicas do diesel, depende também de plano de manutenção bem feito. Como a inspeção veicular continua emperrada – ao contrário da Europa e outros países onde isto é levado muito a sério – teme-se que avanços técnicos se anulem à medida que a frota envelheça.

RODA VIVA

SALÃO DO AUTOMÓVEL de Buenos Aires termina no próximo domingo e teve poucos lançamentos de peso, a maioria de produção argentina. Um deles é o novo Focus hatch, apresentado aqui esta semana, que completa a atualização da marca na região só com produtos globais. Versão sedã será mostrada em seguida e ambas estarão à venda ainda este mês.
RENAULT apresentou sua picape compacta de cabine dupla – primeira no mercado com quatro portas – já na configuração de produção, a se iniciar no final de julho. Havia expectativa de que o pouco sonoro nome Oroch (rima com Amarok) fosse mudado, mas está confirmado. Sandero RS completa a linha de seu compacto anabolizado, prometendo algo mais que decoração esportiva.
RETOQUES na frente e na traseira do hatch 308 e do sedã 408, ambos argentinos, têm potencial de animar um pouco suas vendas nessa disputada faixa de médios-compactos. Apesar disso, não se trata do 308 francês que chegará importado no final do ano em configuração mais cara. Peugeot alega ser caro fabricá-lo no Mercosul, mas Golf e Focus novos estão entrando em produção na região.
PICAPE MÉDIA Frontier, produto realmente novo, destacou-se em Buenos Aires. Fabricação não caberá ao Brasil, que continuará com a versão antiga. Como a produção só começa em 2018, resta importá-la por enquanto do México, dentro da (baixa) cota em dólares negociada entre os governos. Argentina responderá não apenas pela Frontier, mas também derivações Renault e Mercedes-Benz.
PREMIÈRE ainda no salão portenho do Honda CR-V atualizado, outro a vir do México. Mas, a partir de 2016, com inauguração da fábrica de Itirapina (SP), a marca japonesa ganhará espaço em Sumaré (SP) para produzir o CR-V que divide arquitetura com o Civic.
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