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sábado, 22 de outubro de 2016

De Carro por Aí com Roberto Nasser


Novidades Alfa

No processo de relançar a marca com apresentação pontual e de per si de produtos, ampliando leque de versões, preços e clientes, Alfa Romeo aproveitou recém findo Salão de Paris para exibir novas versões. Estão abaixo do Giulia Quadrifoglio e seu poderoso motor V6, 2,9 litros e 510 cv de potência.

Novos brotos na centenária árvore são das famílias Veloce e Super. Nomes felizes, décadas de identificação de produtos-ícones como a esportiva Giulietta, o ágil sedã Giulia 1600, agora aplicados às versões de menores preço, performance e status. Imagem ajudará fazer números de venda.
Motorizações previstas: novo L4 2,0 – evolução do árdego 1,75 do Alfa 4C – turbo, 16 válvulas, injeção direta e saudáveis 280 cv. Parâmetro de tecnologia, produz 400 Nm de torque – como o fez o Dodge Dart com motor 5,2 litros. E novo engenho diesel, 2,2, 210 cv e 470 Nm em torque. É diesel e se destina aos admiradores do Sr. Rudolf Diesel. Ambos inteiramente em alumínio, transmissão automática de 8 marchas, tração permanente nas 4 rodas dita Q4.

Apresentação sutil, em se tratando de França, levou Giulia pintada em releitura do Azul Francês, a cor do país para as corridas.

Preserva nome Quadrifoglio para sinalizar o topo. Abertura do leque por preços cria novos degraus, entretanto mantém a filosofia para marcar o renascimento da marca: em todas as suas versões quer ter rendimento superior às referências miradas, alemães Mercedes C, BMW 3 e Audi 3.

Alfa French Blue, 2,0 Veloce, Super, nomes fortes em sua história.

ES fará esportivos

Nova fábrica de veículos leves, criada em São Bernardo do Campo, SP, a D2DMotors registrou razão social, logo, e assinou compromissos com o Governo do Espírito Santo e a Prefeitura de Jaguaré. Promete construir unidade industrial próximo ano, e a partir de 2019 produzir na pequena cidade ao norte do Estado – 160 km da capital Vitória.

Diz Eduardo Eberhardt, líder do projeto, é realização do sonho de produzir veículo destinado ao lazer, com o que há de mais novo em tecnologia, aliado ao estado da arte em design, com acabamento primoroso, valor extremamente competitivo, aliado ao mais importante, o desenvolvimento 100% nacional.

Informações discrepam entre projeto industrial para dois veículos, um conversível e um utilitário esportivo, e o informe oficial de investimentos, definidos em R$ 22 milhões em três fases para implantar a unidade e atingir a produção de 300 unidades/mensais em capacidade máxima.

Valor parece insuficiente para desenvolver produtos – afinal a empresa comprará de fornecedor externo base mecânica, a partir de motor e transmissão e deve adequá-las aos prometidos veículos -, implantar edifícios industriais, equipá-los para produção – e construir veículos.

Parte das dúvidas deve ser esclarecida durante o Salão do Automóvel – novembro 10 a 20 -, onde Ebercon/D2D dizem estarão presentes, possivelmente com protótipos e dados.

Empresa é de participações, tendo nascido como desdobramento da atividade principal, a fabricação de auto peças pela familiar Arteb, e atua nos segmentos imobiliário, alimentos, bebidas, beleza, e agora automotivo.

Para o Espírito Santo, ocasião do Salão do Automóvel será memorável: conseguirá, após várias promessas, incluindo marcas como Lada e SsangYang, apresentar produtos automotivos de produção local, como os ônibus Volare montados pela Marcopolo em São Mateus, e os projetos da D2DMotors.

ilustração inspirada no esportivo espiritossantense

No Salão Fiat irá aos extremos

Novidades da montadora mineira fixar-se-ão nos extremos de sua linha de produtos, o Mobi e o Toro. Para ambos, versões com novas motorizações.

No menor aplicará o motor 1,0 com três cilindros, 6 válvulas, 72-77 cv e 110 Nm de torque, recém apresentado como equipamento do Uno. Nova versão será distinta tecnologicamente, de maior preço, acima das hoje existentes, movidas pela última geração dos motores Fire, mantidos nos demais Mobi.

Caso e posição idênticos no Toro, inovando com motor 2,4 da família Tigershark. Configuração em alumínio, desenvolvimento comum com Hyundai, a ainda exclusiva invenção Fiat, o cabeçote Multi Air, conjunto produzindo 190 cv e 240 Nm de torque. Fruto de pesquisa junto a clientes, demandando por esportividade, porém sem atração por motor diesel, não haverá versão de trabalho, mas apenas em performance, para ocupar nova posição de mercado. Nova versão estará entre as hoje existentes 1,8 Otto e 2,0 Diesel. Transmissões mecânica de seis velocidades e automática, com nove.

Chery já vende QQ nacional

Primeira chinesa com produção no país Chery iniciou vender seu segundo produto nacional, o pequeno QQ. Reúne apelos como a ótima relação entre conteúdo e preços – com ar condicionado, direção hidráulica e vidros laterais dianteiros com acionamento elétrico custa R$ 29.990; rodas leves e outros confortos, R$ 31.990. Outros apelos, nota AA no índice de economia oficial. Seu motor 1,0 de três cilindros, 12 válvulas pela austríaca Acteco não brilha em performance: produz 69 cv, mas baixo peso auxilia o rendimento. Outro argumento de vendas é integrar a relação Car Group, do Cesvi Brasil, dos carros com menor custo para reparos, aliviando o bolso do consumidor e reduzindo custo de seguro.

Estilo atualizado, integrando frontal e grupo óptico com o habitáculo, alguns excessos como as maçanetas das portas traseiras, e problema típico dos hatches pequenos – como acabar o produto.
Transmissão mecânica cinco velocidades, suspensão frontal McPherson, traseira por eixo rígido.
Fábrica não apresentou o produto, apenas comunicou.

QQ nacional

Roda-a-Roda

Ocasião – Para agilizar participação no recém aberto mercado do Irã, PSA formou joint venture com a SAIPA, para importar, distribuir e produzir Citroëns adequados ao país.
Bússola – Porsche fechou números dos três primeiros trimestres. Cresceu 3%: 178.314 veículos, liderados por 718 Boxster e Macan. Maior mercado não é Europa ou EUA, mas China.
Fim – BMW suspenderá a produção do Mini Paceman ao final do ano. Atraente e simpática como quase todos os carrinhos da marca, versão nunca se encontrou – ou ao mercado.
P'ra frente - Ford adiou para 2018 opção de transmissão automática no Troller. Frustrou revendedores, há tempos cobrando a versão. Razão oficial: conter investimentos.
Negócio - Comerciantes veem como tiro no pé não atender projetada e significativa massa de clientes. Promessa feita em 2013 garantia a opção em dois anos. Passados três, postergada para 2018. Troller hoje vende 1/3 da capacidade industrial instalada, e o pequeno quantitativo limita concessionários.
Mais – Após apresentar SUV Compass com motorização diesel e tração total, Jeep lança versão com motor 4 cilindros, ciclo Otto, 2,0, 16 válvulas e dois variadores para as válvulas. Produz 159-166 cv, 19,9 – 20,5 m.kgf de torque.
Tudo – Exclusivamente em transmissão automática de 6 velocidades, suspensão Mc Pherson nas 4 rodas, confortos, refinamentos internos, boa performance. Tudo para ser o mais vendido da marca, superando o Renegade.
E ? – Preços x conteúdo bem distribuídos. Versão de lançamento, Opening Edition, a R$ 109.490. Inicial Sport, simplificada, R$ 99.990; Longitude, primeira a contar as aletas para mudar marchas no volante; e Limited, a R$ 124.990.

Compass também com motor 2.0

Tapa – Nissan apresentou o novo March em Paris, mas não deu esperanças de atualizar o modelo local. Aqui, sem novidades insistirá na política de criar versões e edições especiais. Para o Salão do Automóvel, a Midnight Edition, marcada por detalhes em preto contra o vermelho da carroceria, para choques mais agressivo.
Frota – Localiza, maior rede de aluguel de carros na América Latina, incluiu Jeeps Renegade em sua frota. Empresa abre leque de opções, incorporando Chevrolet Cobalt, Nissan Versa, Volvo S60 e BMW 320i GT.
Novos tempos – Projeto VAMO, em Fortaleza para compartilhamento de carros elétricos, ganhou mais duas estações. Disponibiliza 8 carros elétricos chineses, de aluguel. Quer chegar a 20 na próxima etapa.
Fácil – Negócio simples, interessado se cadastra e marca data, hora, estação para recebimento. Tarifa inicial de R$ 20 para primeiros 30 minutos. Após, de R$ 0,80 a R$ 0,40/minuto dependendo da extensão da locação.
Negócio – Dana de autopeças aproveitou a conjuntura, baixa liquidez, e a situação de seu fornecedor SIFCO, em recuperação judicial, e fez oferta pela empresa. Juiz e credores satisfeitos, Dana assume e ampliará capacidade de oferecer sofisticados produtos forjados.
Paridade – Deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) em seu projeto PLC 170/2015, pega carona na regulamentação dos carros antigos para levar alguns conceitos aos antigos modificados, os hot rods.
Supressão – Antigos totalmente originais, reconhecidos no Código de Trânsito Brasileiro como De Coleção, dispensam uso de equipamentos tornados obrigatórios após sua produção. Parlamentar quer rotular os Antigos Modificados como os com mais de 30 anos de produção excluindo-os da obrigatoriedade de uso de encosto de cabeça, air bags, controle de emissões poluentes e de ruídos.
Dubiedade – Pelo texto, em pouco tempo, tais alterações atingirão veículos recentes, permitindo retirar equipamentos originais de segurança. E se o conceito dos Hot Rods é aumentar performance, itens de segurança devem ser implementados – e não abduzidos.
Argentinices – Argentina tem três colecionadores poderosos, do tipo maior fortuna do país, concorrer na Mille Migla Storica, expor no encontro de Pebble Beach. Nível superior ao do nosso antigomobilismo.
Racha - Última Autoclasica, há dias, em Buenos Aires, mostrou um cisma: Goyo Pérez-Compenq, que se ausentara por discordar de não premiação, voltou premiado. E os outros faltaram.
Jeitinho – Coincidência ou não, Daniel Sielecki, o mais internacional dos colecionadores argentinos, mesmo ausente levou um mimo: prêmio pela FIVA, a Federação internacional. Autoclasica foi o único evento sul americano a constar da lista da Unesco no ano da preservação histórica, e para comissão, seu Ferrari 195 Inter, s/n 181 EC, não restaurado, merecia a distinção.

Mathias Sielecki, d, recebe prêmio. Pai ausente

Mercedes E, o sedã mais inteligente

Classe E Mercedes é referência mundial, cunhada durante 10 gerações. Entre os Classe C e o topo Classe S, é o sedã mais vendido da marca, visto como o mais rentável da linha. Melhorá-lo é sempre desafio para equilibrar qualidade e conteúdo, sem arriscar a liderança.

Mercedes bem cumpriu a missão com novo modelo, iniciando ser vendido no mercado brasileiro sob a denominação de E 250. Há em três versões, em mecânica comum, novo motor 2,0 litros, quatro cilindros, injeção direta com 8 pulsos e 200 bar de pressão, gerando 211 cv de potência e 350 Nm de torque a apenas 1.200 rpm – ou seja, grande disponibilidade de força a partir da marcha lenta. Para melhor aproveitar a característica de andar em baixas rotações, nova transmissão 9G Tronic, com nove velocidades e menor tempo de mudança. Dinamicamente 6,9 s para ir a 100 km/h e corte de velocidade a 250 km/h.

Nova carroceria, maior 43 mm, ampliado 65 mm em entre eixos, intensa aplicação de alumínio e aço ultra-ultra resistente, reduziu 65 kg relativamente à geração anterior, e Mercedes fez trabalho de mestre em aerodinâmica, trazendo a resistência a Cd 0,22. Linhas mantém identificação de agilidade, com amplo capô e a solução por ela criada de fazer o teto fluir mantendo aparência de cupê.

Grande ganho foi no conteúdo, implementando prazer na condução. A tecnologia Intelligent Drive o torna o degrau próximo da autonomia com novidadosa capacidade de acompanhar o fluxo de trânsito entre 60 e 200 km/h, freando autonomamente quando necessário. Outros ganhos tecnológicos estão no sensor de mudança de faixa e nos faróis Multibeam LED, cada um com 84 lâmpadas LED, aumentando capacidade de iluminação sem ofuscar motoristas em sentido contrário, de funcionamento digital.

Três versões: Exclusive Launch Edition,R$ 325.900; Exclusive R$ 319.900; eAvantgarde, R$ 309.900.

Mercedes E, sedã mais inteligente do mundo

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Alta Roda com Fernando Calmon

LÍDERES DO SEMESTRE

As estreias de novos produtos levaram ao aumento da competição nas vendas do primeiro semestre. Onix manteve a liderança absoluta (mesmo sem a ajuda do Prisma). Corolla ampliou sua vantagem, pelo menos enquanto os novos Cruze e Civic não começarem a chegar às lojas no segundo semestre. Briga entre os SUVs compactos continua acirrada, mas o HR-V defendeu bem a posição.
Embora o mercado tenha caído 25% em relação a 2015, na amostragem dessa estatística, alguns segmentos sofreram mais.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Alta Roda com Fernando Calmon

A FORÇA DE UMA IDEIA

Persistência do povo japonês é conhecida. Que tal ter uma ideia disruptiva, no já longínquo ano de 1997, começar as vendas apenas no Japão e, inicialmente, enfrentar perdas de até US$ 10.000 (R$ 35.000) por unidade comercializada? Pois assim começou a história do híbrido Prius. Apenas 300 unidades no ano de lançamento, quase 18.000 em 1998 e 15.000 em 1999, segundo o site Wikipedia.
O mercado americano parece ter entendido melhor a proposta de combinar um motor a combustão a gasolina e outro elétrico e deu o impulso. Sua aceitação mundial foi crescente e a produção de híbridos de todas as marcas acumula 9,7 milhões de unidades, das quais 5,7 milhões do Prius original somado às quatro derivações de carroceria que nada têm a ver entre si (unidas pelo nome para fins de marketing).
No Brasil o híbrido da Toyota chegou em 2013 e enfrentou taxação elevada. A marca absorveu impostos, desvalorização cambial e conseguiu vender o total de 783 unidades até abril último. Agora, na quarta geração, faz um relançamento do carro, ainda subsidiando seu preço, em versão única, por R$ 119.950. Há incentivos administrativos (isenção do rodízio na cidade de São Paulo), além de descontos no IPI e no IPVA (São Paulo e Rio de Janeiro).
Sua base modular TNGA (arquitetura Toyota de nova geração, em tradução livre) também dará origem ao próximo Corolla, que estreia nos EUA em março de 2017 e um ano depois no Brasil. O novo híbrido tem linhas futurísticas e até ousadas demais na parte traseira. A carroceria ganhou em aerodinâmica (Cx 0,24 inferior apenas ao novo Audi A4, Cx 0,23), ficou 2 cm mais baixa e há sensível melhoria de visibilidade à frente graças à base do para-brisa 7 cm mais próxima do solo.
Espaço interno se assemelha ao do Corolla (igual entre-eixos de 2,70 m), mas o porta-malas é raso e comporta 407 litros, ou 15% menos. Sob o banco traseiro fica a bateria de níquel-hidreto metálico (versão de íons de lítio não será importada). Além de dispensar motor de arranque, caixa de câmbio tradicional e ser bastante econômico (18,9 km/l, cidade; 17 km/l, estrada), o Prius gerencia de forma inteligente a potência combinada de 123 cv dos dois motores. A fábrica afirma que a bateria alcança a mesma vida útil do carro em condições normais de uso.
Como sempre arranca em modo elétrico e o motor a combustão é bem silencioso, cria nova experiência ao volante. Claro, se o motorista acelera fundo, resta ao motor elétrico apenas tirar o automóvel da inércia, porém nesta condição apresenta eficiência bem maior. Ao pisar no freio regenera energia cinética para recarregar a bateria. Efeito de freio motor acentuado pode se selecionar por botão e, em teoria, melhora o consumo médio.
Foi muito fácil chegar a 20 km/l em trechos das vias expressas de Brasília, apesar de a cidade se situar a 1.172 m de altitude, o que diminui a potência do motor de ciclo Atkinson (patenteado em 1882) ideal para fazer par ao elétrico. Suspensões estão calibradas para maior conforto, sem comprometer o comportamento seguro em curvas.
O Prius custa 15% mais que um Corolla Altis, mas a diferença de consumo ajuda quem roda muito.

RODA VIVA

ANFAVEA sinaliza que, consolidados os cinco primeiros meses de 2016, as vendas diárias em torno de 8.000 unidades – já chegou a bater 15.000 veículos/dia há três anos – sinalizam o fundo do poço do mercado interno brasileiro. Até o final do próximo semestre é possível uma pequena reação. Ficará para 2017 o início do longo processo de recuperação do atual pesadelo.
TARDIAMENTE, a associação dos fabricantes revisou suas previsões para 2016. Não mais uma queda de apenas 5% nas vendas e sim de 19% sobre 2015, para 2,080 milhões de veículos. As exportações, com crescimento significativo de 21,5%, ajudarão a amortecer o mergulho da produção para menos 5,5% ou 2,3 milhões de unidades, mesmo nível de 12 anos atrás.
EXPRESSIVA percepção de solidez logo surge ao dirigir um Subaru Outback 4x4. O crossover japonês (mais próximo a uma station wagon) destaca-se ainda pelo motor boxer, 3,6 litros, de grande suavidade e respostas firmes. Sintonia do rádio da central multimídia é confusa e freio de estacionamento eletroassistido só tem funcionamento automático em declives.
FIAT espera um impulso nas vendas mornas do Mobi com a chegada agora às lojas das versões “aventureiras” Way e Way On (topo de linha). Além dos penduricalhos de praxe, o modelo ganhou mais 1,5 cm de altura livre do solo, o que melhora o desempenho das suspensões em pisos esburacados e estradas de terra. Preços de R$ 39.300 a 43.800 devem em competitividade.
APESAR de todas as dificuldades econômicas do País, a XXII edição do Brazil Classics Show, em Araxá (MG), manteve a tradição do encontro bienal de carros antigos do mais alto nível. Vencedor absoluto deste ano é exemplar único e não exibido ao público anteriormente. Trata-se do Lincoln K Coupé Le Baron, de 1936, com motor V-12, de propriedade de Rubio Fernal.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

domingo, 17 de abril de 2016

De carro por aí com o Nasser


Mobi, o Fiat urbano

Primeiro produto criado pós fusão entre as marcas tuteladas por Fiat e Chrysler, o Mobi se auto define como carro urbano e funcional. Descrição correta. Menor dentre os Fiat e atualmente o mais leve entre os nacionais com 907 kg, novo produto utiliza plataforma mista, entre Novo Uno e Palio, e suspensão traseira do Uno. Mecânica conhecida das ásperas condições nacionais, transmissão de cinco marchas, retocado motor Fire 1.0, 75 cv, com pistões menor abrasão, e novas galerias de óleo para consumo menor e durabilidade maior.

Segundo a parte Fiat da FCA o automóvel responde às demandas apuradas em pesquisa – mobilidade urbana; mecânica resistente; barata para manter; baixo custo de manutenção. Enquadra-se na Faixa A de consumo -  de menor gasto.
É menor mas não é pobre em construção. Easy, versão de entrada, não tem aparência de carro pelado, apresentando-se com para choques pintados na cor do carro e o charme da tampa traseira em vidro temperado. Exibe democratização da tecnologia, com uso do ESS, piscador de luzes de freio quando pressionado severamente, sinalizando a emergência a motoristas a segui-lo.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Mobi, a evolução do Novo Uno


A Fiat lança o Mobi, o 1º compacto feito junto com a FCA, e mostra a intenção de evoluir o básico.

O Mobi tem design semelhante ao do Novo Uno, mas a semelhança serve para mostrar aos clientes tradicionais que ainda somos Fiat e ao entrar e conhecer todas as possibilidades tecnológicas fica claro que “Somos Fiat, mas também somos FCA”.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

De carro por aí com o Nasser


Assim, assim, meio carro, meio comercial, o Mercedes Vito
Mercedes-Benz inicia vender o Vito, bem urdida fórmula de veículo de transporte confortável, furgão para trabalho, e van destinada a deslocamento familiar, tipo furgão e limousine. Para transporte de carga, motorização diesel, 1,6 litro de deslocamento, 114 cv de potência e 270 Nm de torque. Nas versões a passageiros – 7 + motorista e 8 + motorista – a motorização flex, 2,0 litros, 16 válvulas, injeção direta, turbo, 184 cv de potência e torque de 300 Nm. Transmissão mecânica, seis velocidades, tração dianteira. O Vito é argentino.

Muda
Não é um furgão pequeno, com durezas e asperezas herdadas de caminhão. É produto específico, com elevada carga de itens de conforto e segurança, num projeto buscando operação econômica. Em segurança, relação ampla em itens, usualmente automobilísticos: alerta de cansaço, trava para arrancada na subida, assistente para influência de ventos laterais, programa de estabilidade, ferramenta eletrônica reduzindo excepcionalmente a ocorrência de derrapagem, batidas e capotagem. Há ainda almofadas de ar para motorista e passageiros, cintos de segurança com ancoragem em três pontos, fixação Isofix para cadeirinhas de crianças, estrutura de proteção, célula de sobrevivência.
A ligação do Vito com a parte automobilística fica clara pela identificação
estética. De frente exibe os traços marcantes das atuais gerações dos automóveis Mercedes - grade, grupo óptico, cortes no capô do motor. Ambas versões tem volumetria e capacidade de manobra compatível aos espaços urbanos. No caso de carga, capaz de deslocar 6 m3, 1.225 kg úteis, revestimento de compensado naval no piso e laterais para proteção à movimentação de carga.
Como o PBT, peso bruto total – soma de veículo mais carga – é pouco superior a três toneladas, vantagem adicional e diferença importante na proposta é permitir ser conduzido por motoristas com habilitação para automóveis.
Vendas iniciadas. Deve ter sucesso, pela combinação de espaço de transporte com tratamento próximo ao de automóveis, e pela quase exclusividade no mercado, onde para passageiros há apenas o J8 da chinesa JAC.

  Quanto custa
MB Vito
Versão
R$
Vito 111 CDI
     104,990
Vito Tourer 119 Comfort 8+1
     129,990
Vito Tourer 119 Luxo 7+1
     139,990


Mercedes-Benz Vito

O Passat, agora em 8ª edição
Brasil tem uma relação umbilical com o Passat: foi o primeiro país extra Alemanha a produzi-lo, a partir de 1974, na grande mudança conceitual firmada na consciência do consumidor local. Quando Volkswagen era sinônimo de coisa antiga, instável, limitada em rendimento, motor traseiro refrigerado a ar/ar, o Passat era desenho do mítico Giorgetto Giugiaro sobre o Audi 80, suspensão com raio negativo de rolagem, linhas de freios cruzadas, direção pinhão e cremalheira, performático, motor frontal, água/ar, estável, veloz. Nada a ver com Fuscas. Na Alemanha virou Santana, e aqui ambos conviveram até o final de 1988 após 897.829 unidades. Destas, 70.200 em versão Iraque, exportadas para este país, em negócio triangular trocados por petróleo, uma das marcas da gestão de Wolfgang Sauer na VW Brasil.
A oitava geração, B8, está sobre plataforma MQB, mesma do novo Golf, Audi A3, com maior distância entre eixos, deslocando-os para as extremidades e criando ótima área interna.
Motorização é revisão do aclamado motor 2 litros, 16 válvulas, injeção direta de combustível e turbo alimentador. Potência ganhou 9 cv indo a 220 e torque saltou 7,2 m.kgf, chegando a 35,7. Transmissão automática DSG com seis velocidades, tração dianteira.
Há desenvolvimentos relativamente à geração anterior do motor, como o acionamento dos comandos de válvulas por corrente; variando na admissão e escape, bomba de óleo por pressão variável de acordo com a demanda do motor. Com tal conjunto mecânico está um segundo mais vivaz de O a 100 km/hora, agora 6,7s e faz 246 km/hora em velocidade final.
Extenso pacote de eletrônica para segurança e coisa interessante como o painel digital podendo exibir instrumentos virtuais com desenho convencional, e ampliar a tela entre os mostradores, na linha vertical de visão do motorista.
O Passat B8 foi eleito Carro do Ano 2015 na Europa, sobre BMW Series 3, Mercedes Classe C e Audi A3. A VW pretende vender 250 unidades anuais, e o a versão B8 para o Brasil foi elevada em 1,5 cm para melhorar a distância livre do solo, utilizando componentes de suspensão para países com piso jogo-duro.

Quanto custa 
Passat B8
Versão
R$
Comfort Line
144.500
Highline
           151.300

Passat B8

Roda-a-Roda
Variação – Mini inicia vender versão Clubman. Longa, 4 portas laterais, mais duas na traseira, motor 2,0, turbo, 192 cv, 280 Nm de torque, transmissão automática de 8 velocidades. R$ 179.950.
Proposta – Ideia é ampliar uso, deixar de ser carro de nicho para solteiros, esticando-o 27 cm, mudando harmonia estética do produto para 4 passageiros.
Pacote – Exigências atuais, consumo e emissões controlados, segurança, conectividade, regulagens para motor e suspensão, pareamento com celular, tela de 22 cm para infodiversão.
Caminho – Mitsubishi criou versão Outdoor sobre crossover ASX. Para choques cinza escuro, faróis com mascara, pneus ATR, mistos, aro 16”, recalibragem da suspensão, melhorando capacidade de andar fora do asfalto.
Mais – Motor 2,0 montado em Catalão, Go, 160 cv, transmissão manual, tração nas 4 rodas. Bem composto, conforto e segurança, versão quer ampliar espectro de uso, nas vias com ou sem pavimentação. A $$ 97.900.
Corrida – Fiat deve fechar o ano como líder de mercado em volume, apesar de alguns meses superada como marca mais vendida. Prepara versões e novos produtos. Destes, em fevereiro, o picape Toro, do porte do Renault Oroch, e novo automóvel pequeno ao início do segundo trimestre.
Definição – Terá várias versões, como o Jeep Renegade, com quem divide a plataforma Small Wide. Motores diesel e flex, transmissões mecânicas e automáticas, tração dianteira e 4 rodas. Inicialmente sem a opção do motor ex-Chrysler, ora FCA, 4 cilindros, 2,4 litro e 172 cv hoje aplicado no Fiat Freemont.
Pequeno – É o Projeto X1H, sobre a estrutura do Novo Uno, porém menor, para ser carro da marca de entrada no mercado. Motor 1.0 ainda quatro cilindros, duas e quatro portas, a limítrofes R$ 29 mil. Em maio 2016.
Final- Em definições, incluindo nome. Coluna sugere Primo. Fácil por pronúncia latina, curto, entendido como parente e como primeiro. E perto de Prime, atual moda de diferenciação no Brasil, onde até hamburger é isto.
Melhor – Ford reverteu tendência do mercado de automóveis e melhorou sua participação nas vendas, apesar da boa concorrência. Deve fechar ano crescendo de 9 para 10,4%, mantendo a 4ª. posição em vendas.
Impeachment – Quem era contra o impedimento da Presidente temendo imobilidade e anomia no país, inicia mudar de posição. Longos 10 meses de inação e desgoverno acabaram exigindo alguma mudança, e a mais amena é a aceitação do pedido de Impeachment.
Panorama - Presidente perdeu o prazo de oferecer medidas concretas, pulso forte e sonhos, e o acatamento do pedido de seu impedimento não implodiu o país. Ao contrário, a Bolsa cresceu 4% como medida de confiança ao fim do desgoverno, e o dólar caiu. Para o investidor, tudo menos Dilma.
Caminho – Eleições em 2016, país polarizado, para não ser dizimado, tudo indica, o PT quererá se desvincular de Dilma. E o caminho mais fácil ante um longo e desgastante processo de Impeachment, será adoecê-la para renunciar.
Cenário – Mercado especula mudança de dois CEO na indústria automobilística nacional ainda neste ano.
Imagem – Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, fará ações e
promoções para mostrar-se operacional e ativa? Imagem desgastou-se. Além da perda de produção, vendas e empregos, houve prisão de vice presidente, ex consultor, demissão de representante, indiciação de associados. Executivos fora da Operação Zelottes, da compra de Medidas Provisórias para alongar prazos de incentivos, querem que a entidade seja bem vista - e eles também.
Negócio – Em meio à venda de ativos para fazer caixa e permitir rolar investimentos, como a participação nos hospitais D’Or, Banco Pactual, demandando pela Coluna, informou não se manifestar sobre vender os 10% que possui na MMCB, montadora de Mitsubishis em Catalão, Go.
Otimismo – Ante números e projeções negativas quanto ao futuro e indústria automobilística, recebo anotação do Mark Hogan, ex presidente da GM  no Brasil, ex vice da então Corporation, e hoje no Board internacional da Toyota:
Nasser, tenho confiança no Brasil e com certeza vai voltar a crescer em curto prazo. Tomara Mark, tomara.
Promoção – Enquanto concorrente Fiat Toro não chega, Renault fomenta vendas do picape Duster Oroch, com plano Troca Fácil - parcelas menores, entrada baixa, garantia de recompra após usado, tipo leasing sobre leasing.
Sorrisos – Vendas do picape Oroch caracterizam suas projeções de mercado: apenas 30% de clientes da marca. Demais 70% conquistados a outras.
Solução – Autoridades aprovaram o retificador de fluxo, componente para VW colocar na entrada de ar de seus motores diesel 1,6 e 2,0, para cumprir normas de emissões de poluentes. Simples, uma hora para colocação.
Conta - Custará à empresa em torno de 10 euros. Na improjetável soma entre reparos, multas e indenizações, VW mantém o bloqueio inicial de 6,5B Euros.
Prova – Protótipo de carro autônomo da PSA Peugeot Citroën viajou 3.000 km entre Paris e Madri. Saiu, andou, ultrapassou, freou, manobrou sem intervenção do motorista. Como disse Soraya Saenz de Santamaria, vice presidente da Espanha. Hoje não precisamos pensar no futuro. Ele já chegou.
Adeus – Por pensar. Carro autônomo dá fim à liberdade e à auto determinação ao volante, o simbolismo do automóvel desde seu surgimento. Será uma cápsula, um ônibus individual, coisa besta. PSA terá em 2016 15 protótipos.
Ampliação – Fábrica da FPT em Córdoba, Argentina, produzirá o motores diesel Cursor 9, enquadrado nas regras de emissões Euro V. Obediência à norma e tendo o Brasil como cliente viabilizou o negócio. Antes Brasil o importava da França.
Automobilismo – Renault mantém a crença das corridas de automóveis como indutora de tecnologia e formação de imagem. Ampliará sua presença na Fórmula 1, deixando de ser fornecedora de motores para ter equipe própria. Comprou a Lotus.
Antigos – Veículo raro, o VW SP1, produzido em 1972/3 menos de centena de unidades, apenas dois remanescentes eram conhecidos: em Belo Horizonte e outro, quase 0 Km, guardado na fábrica. Colecionador carioca Marcelo Berek localizou terceiro, composto, completo, original, no Rio de Janeiro.
Gente - Stefan Ketter, presidente da FCA - Fiat Chrysler Automobiles América Latina, eleição. OOOO Personalidade no Prêmio AutoData 2015. OOOO
Kenneth Cehlin, controller da área comercial da Scania sueca, desafio. OOOO CFO da Scania America Latina. OOOO Paulo Nemer, empresário, reeleito. OOOO Presidente da ABLA, Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis. OOOO É para ser chamado de doutor e tratado com tapete vermelho. Locadoras absorvem 12% dos veículos vendidos anualmente no Brasil !OOOO Isella Constantini, comunicóloga, brasileira, presidente da GM na Argentina, mudança. OOOO Patriota, convidada pelo governo Macri, aceitou presidir as Aerolineas Argentinas, balaio de gatos que dá US$ 1 milhão de prejuízo/dia. OOOO

O pacote de economia dos caminhões Mercedes
Nas ações para a recuperação da liderança do mercado domésticos de caminhões, a Mercedes-Benz aplica-se com os pneus na estrada. Conversas com operadores, frotistas, motoristas, para adequar produtos às exigências ou as desejado; racionalização industrial com a montagem de todas as cabines na antiga fábrica dos automóveis Classe A e C, em Juiz de Fora. Objetivo é oferecer produtos, baixar custos operacionais.
Começou por mudar o sistema dos cubos traseiros dos eixos dos caminhões Axxor, deixando o projeto alemão e fazendo a adequação para a operação nacional, obtendo ganho na redução de consumo. Outra conquista importante diz respeito à segurança do caminhão, carga e motorista, pelo desenvolvimento nacional do sistema batizado de FleetBoard de telemetria eletrônica para monitoramento e transmissão da dados, sem transmitir por satélite, mas por celular. Simplicidade, racionalidade e custos devem fazer o projeto nacional permear a outras operações da marca no mundo.
Novo Actros, com cuidados aerodinâmicos na cabine, e motor para 13 litros de deslocamento, fazendo 510 cv, o mais potente do país. Alterações atingiram metas opostas como aumentar potência e reduzir consumo. No caso em torno de 5%.
Há, também, de se registrar o aparato mecânico para elevar eixo quando não submetido a carga. Reduz arrasto por diminuir abrasão dos pneus, baixa consumo, e se enquadra na legislação de meio ambiente. E dos pedágios, que suprime o eixo suspenso do cálculo.

Novo Actros

sábado, 6 de dezembro de 2014

FIAT 500 ABARTH, O CINQUECENTO FURIOSO


Fiel ao espírito “pocket rocket", o Fiat 500 Abarth chega ao mercado brasileiro para reescrever o segmento dos esportivos pequenos. Produzido em Toluca, México, o 500 Abarth é um modelo especial e muito personalizado. Especial por ter um dos melhores motores turbo-alimentado do mercado e personalizado pelo simples fato de trazer a assinatura de uma das mais famosas casas de preparação do mundo, a Abarth. Por tudo isso, o 500 Abarth é o melhor fruto do conhecimento e do espírito de competição de um grupo com mais de 60 anos de vida, muitos deles vividos literalmente dentro das pistas.


Usando como base o Fiat Cinquecento o 500 Abarth é praticamente um outro carro. Desenvolvido para entusiastas da velocidade e projetado por puristas de

domingo, 9 de novembro de 2014

Fiat no Salão Internacional do Automóvel de SP



Líder de vendas há 12 anos no mercado brasileiro, a Fiat assumiu a rua como território de comunicação. E esse é o seu conceito chave do Salão do Automóvel este ano.  

Como avant premier o visitante conhecerá no Salão duas grandes novidades que a Fiat lançará nos próximos meses, o 500 Abarth e o Novo Bravo 2015. Também será destaque o novo concept car FCC4, que explora uma nova linguagem de design. Da charmosa família 500 também estará presente no estande da Fiat o 500e, que revela toda tecnologia de um citycar elétrico. E ainda, toda a gama de produtos Fiat, como por exemplo, o Novo Uno 2015 que acabou de chegar ao mercado trazendo novas e inéditas tecnologias, como o Start&Stop, um recurso de última geração que desliga e religa o motor automaticamente durante paradas no trânsito, que passa a ser referência nacional em economia de combustível e de baixas emissões de CO2.

O estande também traz uma área exclusiva para exposição de duas supermáquinas, desejo dos apaixonados por carro e por velocidade, a Ferrari 458 Speciale e a Maserati Quattroporte, marcas pertencentes ao mesmo grupo da Fiat, que se encontram no cenário do automobilismo de alto desempenho e luxo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

De Carro por Aí com o Nasser 2014


Mundo do automóvel: SUV ou SAV ?

Antigamente automóvel se dividia em poucas versões: sedã, cupê, station – ou camioneta. Depois tipo jipe e picape pequeno. Agora, o leque se ampliou. Por razões de Mercado mudou a morfologia, criando o SUV, Sport Utility Vehicle, veículo utilitário esportivo, com andar tentativamente confortável, e habilidades superiores em serviços duros. Inspiraram-se no Jeep station wagon – no Brasil dita Rural, pioneira na especialidade. Conteúdo como a tração nas quatro rodas foi mantido, e a decoração espartana foi incrementados em confortos e implementos de veículos de luxo.

O desenvolvimento dos sistemas de tração, o surgimento do diferencial intermediário, o uso da eletrônica, tornou seu uso mais amigável e fácil.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

28º Salão do Automóvel de SP - As mulheres do Salão parte 1


Vamos começar as postagens sobre o Salão de São Paulo.

Tentarei publicar ao menos uma montadora por dia e começarei com a parte do salão que sempre chama muita atenção: as mulheres do salão!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Alta Roda com Fernando Calmon


CORRIDA PELO CONSUMO

O clima em sentido figurado do Salão do Automóvel de Paris – que vai até 19 de outubro – estava tão morno como a temperatura externa em torno dos 24 °C da semana passada. De fato, não há tantas novidades, mas o que está sendo apresentado tem bastante relevância. Mais do que isso, os governos europeus continuam a empurrar os fabricantes na direção do menor consumo de combustível e, por consequência, redução de emissão de gás carbônico (CO2).
Na França há uma desafio governamental para os carros novos convergirem para 50 km/l ou 2 L/100 km com motores a gasolina preferencialmente. Citroën, Peugeot e Renault apresentaram modelos ainda experimentais, embora o novo Passat GTE híbrido plugável (bem mais caro) tenha estreado no salão com credenciais para alcançar 1,6 L/100 km no específico ciclo europeu de consumo. Bem interessante é o Renault Eolab, carro-laboratório que promete 100 km/l (gasolina) no futuro, diferença de apenas 10% em relação ao VW XL1 a diesel, um 2-lugares vendido sob encomenda por estratosféricos R$ 340.000.
Mais um carro esporte superlativo abraçou a “causa” híbrida. O Lamborghini Asterión, para quatro passageiros, desenvolve 910 cv com a ajuda de três motores elétricos. No outro extremo, com motorização convencional (versão elétrica em 2015), fica o minúsculo novo smart ForTwo 2-lugares, acompanhado pelo ForFour de quatro lugares. MINI também resolveu esticar seu tradicional modelo de 2 portas para abrigar outras duas laterais, que tiraram a pureza de linhas do modelo. Audi igualmente surfou nessa onda com o Audi TT de quatro portas, por ora, apenas conceitual.
Monovolumes, lançados há 30 anos, continuam a sofrer forte concorrência de SUVs e crossovers e precisam se reciclar. Casos do Mercedes-Benz Classe B e do Ford S-Max (arquitetura Fusion/Mondeo). Renault reagiu com o novo Espace, agora mais crossover do que monovolume. Peugeot exibiu sua proposta para um futuro “quase-SUV”, o Quartz. Citroën, por sua vez, preferiu apresentar o Divine DS, guia conceitual para a submarca que terá seis versões (hoje, três), inclusive SUV.
Paris marcou a estreia do Fiat 500 X de mesma arquitetura do futuro pernambucano Jeep Renegade. Pena que o 500 X não será feito aqui, pois exibe linhas bem mais elegantes e suaves. Dois estreantes do Grupo JLR despertam especial interesse para produção no Brasil: Land Rover Discovery Sport (sucessor do Freelander) para até sete passageiros e Jaguar XE de tração traseira e muitas partes em alumínio.
Entre outros lançamentos mundiais destacaram-se as novas gerações do BMW X6 e Suzuki Vitara a serem importados em 2015.
Praticamente todos os executivos de topo costumam estar nos grandes salões internacionais. Dieter Zetsche, da Daimler, afirmou a essa coluna que a nova fábrica de Iracemápolis (SP) não ficará “amarrada” a apenas dois produtos, dando a entender que outros (como o hatch Classe A) estão nos planos. Carlos Tavares, da PSA Peugeot Citroën, acenou que a linha nova de motores poderia incluir versão de 1 litro como decisão pragmática e confirmou ampliação da linha DS importada da China ou da França. Carlos Ghosn, da Renault Nissan, disse estar impressionado com a competitividade da produção no México.

RODA VIVA

ESTE ano está mais difícil que o esperado em termos de vendas (exportações terão queda ainda maior em razão da crise argentina). Média diária de julho a setembro cresceu 4% em relação ao primeiro semestre, porém longe de compensar resultados negativos. Estoques totais do mês passado davam para 41 dias de comercialização ou 20% acima do máximo aceitável.
PESQUISA da Anfavea demonstra forte interiorização do mercado brasileiro no últimos seis anos (2007 a 2013). Ao contrário do pensamento corrente, grandes capitais têm frotas verdadeiras (não as teóricas informadas pelo Denatran) acrescendo a ritmo muito lento. No caso de São Paulo mal consegue acompanhar o crescimento vegetativo da população, já bem baixo.
DUSTER reestilizado aparece no final do mês no Salão do Automóvel de São Paulo, mas a coluna apurou que início de produção só em fevereiro de 2015, seguido pela aguardada versão picape seis meses depois. Quanto ao SUV compacto Captur (projeto HHA), esperado para início de 2016, não é o modelo francês baseado no novo Clio. Aqui sua base será a mesma do Duster.
FIAT adiou, mas não desistiu de desenvolver motor de três cilindros – hoje só os de quatro e de dois cilindros existem no portfólio da marca. Essa falha de planejamento, em especial para o Brasil, será sanada com o projeto GSE, ainda sem data. Já a GM insiste: sem planos para um 3-cilindros aqui, embora exista na Europa.
ESTUDOS da Ford para produzir na Argentina o utilitário esporte Everest, com mesmo chassi da picape Ranger, não chegaram ao ponto de se transformar em plano primário. Com a situação econômica e política cada vez mais difícil no país vizinho, a ideia foi descartada. O Kuga então, SUV construído com base no Focus, nem pensar.

A Cooperárvore lança coleção para o Dia das Crianças


A Cooperárvore lança a coleção especial “Diversão de Outro Mundo” para o Dia das Crianças. A nova linha de produtos reúne a Mochila Monstrinho, a Sacola Divertida, a Pasta Lápis e Papel, o puff Dado e o puff Jogos. Os preços variam de R$ 30 a R$ 45.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

A Luz no fim do túnel


Dirigir a noite para alguns é uma tarefa bem desconfortável. Durante anos motoristas buscaram diferentes soluções para melhorar a visibilidade do seu trajeto, desde óculos coloridos a lâmpadas mais potentes e relês nos faróis. Não podemos negar que algumas dessas soluções trouxeram bons resultados, porem com um preço alto a ser pago (quem nunca ficou cego na estrada porque um gênio instalou xênon num farol sem projetor?!?).

Durante anos, a solução para aqueles que dirigiam a noite em vias não muito iluminadas era a utilização da receita relês duplos + lâmpadas mais potentes. Essa receita até trazia algum resultado positivo, porém exigia alterações na parte elétrica do veiculo e, ao longo do tempo, danificava a lente dos faróis devido ao alto índice de calor gerado. Visando esse público alvo a OSRAM lançou um produto que será a solução para aqueles que desejam mais luz na sua vida.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

De Carro por Aí com o Nasser 2014


Coluna 3914     24.Setembro.2014


Híbrido, tímido

Demorou, mas o Governo Federal atendeu a parte das sugestões da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, no estabelecer política para os carros híbridos. Classificou-os, quinta feira passada, pela CAMEX, Câmara de Comércio Exterior, como Ex tarifário até o final do próximo ano.
Na prática significa deixar de pagar os inexplicáveis 35% do Imposto de Importação. Pela exceção legal, o valor dos gravames alfandegários poderão variar de acordo com o humor oficial. Atualmente ficarão isentos deste imposto os veículos híbridos a ser montados aqui, importados em método CKD, totalmente desmontados.
Na beirada da legislação, uma regra: imposto varia de acordo com os misteriosos parâmetros do Inmetro para medição da eficiência energética: limite de isenção é 1,68 mega Joule/km. Daí, até 2,07 mJ/km pagará 2% de II.
Veículos prontos, sem previsão de montagem local, tabela diferente: 2% de II até 1,10 mJ/km; 4% até 1,68, e 7% daí a 2,07.

Curiosidade

Pomposo comunicado do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior trata a redução do imposto alfandegário, como “parte das medidas necessárias para a criação de um mercado e atração de investimentos para a produção nacional de veículos que usem novas tecnologias de propulsão“.
Entretanto, visto o mercado e os híbridos nele existentes, a decisão parece enquadrar-se em conceito distante da aritmética e da engenharia, ao contemplar apenas os híbridos sem recarga por tomadas de parede. Ou seja, os dotados de motor a gasolina capaz de mover o veículo e acionar gerador de energia para baterias ou outros motores.
Os outros, híbridos dependentes de recarga em tomadas elétricas, foram barrados no baile do incentivo e, pelo texto, estão fora do parâmetro definido pelo Brasil em sua nova política de estado.
O receio de cobranças populares quanto à possibilidade de o carro híbrido da elite ser recarregado com a mesma energia utilizada pela ascendente Classe C em seus aparelhos de ar condicionado, impediu as facilidades, e os recarregáveis continuarão pagando 35% de Imposto de Importação.

A caminho

Dois veículos à venda no país se enquadram na categoria favorecida: Ford Fusion e Toyota Prius, de prometida produção com a criação de facilidades.
Fusion e Prius devem ter – espera-se –, proporcional redução de preços, pois dentro do cipoal tributário do país, todos os impostos são calculados sobre o valor apurado, que é o do veículo, frete, despesas de porto e os 35% do valor sobre o preço do veículo.


Roda-a-Roda

Ferrari, FCA – Como ficará a Ferrari, pós demissão de Luca De Montezemolo, após 23 anos à frente da empresa? Tudo e nada, por recente declaração de Sergio Marchionne, CEO da Fiat Chrysler Automobiles, FCA, e próximo da Ferrari.
Dúvida – Com mineirismo impregnado por suas mensais vindas ao Brasil, disse o CEO, “nada está incluído, e nada está excluído”, deixando especulações no ar sobre eventual venda da marca, avaliada em US$ 5B, pouco menos da metade da atual dívida do grupo. A Ferrari, por projeto do defenestrado Montezemolo, é extremamente rentável. Faz 12% dos lucros, vendendo apenas 0,16%.
Esforço – Dentre as medidas para afastar a inviabilidade, mesmo associada à chinesa Dongfeng e ao estado francês, a PSA criou nova marca de luxo, a DS. Primeiro conceito, o Divine, aparecerá no Salão de Paris, 2 de outubro.
Personalidade – Três veículos, anteriormente Citroëns, integram a nova marca. O Divine, criado especialmente, é prévia do caminho partindo das bases comuns de Citroën e Peugeot: sofisticação e design. Tem cristais Swarovski nos faróis, carroceria, interior. Motor conhecido, o 1.6 THT turbo, equipamento de Peugeots e Citroëns, porém 270 cv - mais de 100 cv relativamente às versões conhecidas. Estes motores com injeção direta e turbo são generosos.


Crise – Braço alemão da GM, a Opel reduzirá produção na Rússia, operando em um turno diário, e apenas 16 dias de funcionamento nos três meses finais do ano. Fábrica em St Petersburg produz Opel Astra e Chevrolet Cruze.
De volta – Na operação russa, em sociedade com a AvtoVaz, está o jipinho Niva.
Pioneiro – 2015 Mitsubishi inicia vender o primeiro híbrido 4x4 do mercado, o Outlander PHEV. Três motores. Um 2.0 ciclo Otto, 121 cv e dois eletrossíncronos, um em cada eixo, produzindo individualmente 80 cv. Luxuoso, seguro, premiado ao máximo no Euro NCAP, ANCAP e JNCAP. Preço indefinido - dólar, presidente, tudo influi.
Soma – Em termos de produto, melhor do mundo tecnológico: tecnologia do plug in – de ligar na parede – iMiEV; robustez e DNA de Pajero 4x4, e controle de tração e estabilidade do Lancer Evolution. Autonomia de 52 km, recarga completa em R$ 3,50 e consumo. Não se inclui na redução do ex tarifário contado acima.
Mercado – Ao constatar existir mais de 70% dos Porsches já fabricados, marca criou programa Porsche Classic, de treinamento à rede internacional de concessionárias para reparos, serviços e peças originais de época. É número muito grande de clientes para ficar fora da autorizadas. 
Mitsufiat – Por acordo entre matrizes Mitsubishi e a Fiat Chysler, Mitsubishi tailandesa produzirá versão do próximo modelo Triton, portando emblema Fiat. Com ele a antiga marca italiana quer presença em segmento onde não participa.
Como fica – Mitsubishi Motors do Brasil perguntada, respondeu por circular garantindo, o acordo não atinge o mercado brasileiro, onde a MMCB tem fábrica e direito exclusivo de distribuição e comercialização.
Fiatbishi – Inquirida, Fiat declarou não ter informação da parte prática, do como tal avença irá funcionar. O picape misto de Mitsubishi com Fiat não atrapalha os planos do Stradão – modelo maior que o líder Strada, contado pela Coluna semana passada, e 2º. Produto da fábrica em Goiana, Pe.
Nada disto – JAC repele boato circulando no meio, teorizando que a matriz chinesa ao tornar-se majoritária na construção de fábrica em Camaçari, Ba, teria peitado o governo federal condicionando implantação do projeto ao emprego exclusivo de mão de obra e equipamentos chineses.
Peugeot – Novos Peugeot terão mais apuro em tecnologia e conforto, deixando de competir nas partes baixas do mercado. Este definiu a mudança. Versão mais equipada do 208 vende 25% do segmento. Mais simples, apenas 6%. Ao público Peugeot significa refinamento, sem vez para simplificação.
Tapa – Toyota criou oportunidade para fazer notícia e tentar revitalizar o Etios. Contidas novidades na versão XLS: piscas nos retrovisores externos, novas cores branca e azul. Dentro, concessões ao motorista, como banco ajustável em altura, comando do vidro elétrico e Bluetooth.
Ajuste – Instrumentação continua no centro do painel, desconcentrando o motorista, e indicador de combustível agora é digital. Há versão superior, Platinum, com estofamento em couro, tela com GPS, som, câmera de ré e TV.
Acaba - É o último retoque. Próxima versão, por determinação superior, corrigirá as mal feitas adaptações de projeto para colocar direção à esquerda, deixando instrumentação e sistema de ventilação para direção à direita.


Ligeirim – Audi inspirou-se nos pit stops das corridas e racionalizou ações de assistência nos concessionários. Negócio prevê três primeiras revisões em até uma hora, e espaço confortável para espera. Trânsito nas cidades, e o atrapalho no vai e vem, definiu o programa. Por enquanto em S Paulo. Até o final do ano em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba.
Flex – Motor 1.6 THP da PSA, presente em Citroëns e Peugeot, flex. Com álcool produz 170 cv, contra 163 de origem. Demorou. Fácil fazer flex em motor turbo.
Motor – GM deu um tapa no picape S 10 marcando modelia 2015. Superficial mudança da cor do painel e das laterais. Novo engenho – nem tão novo, lançado nos EUA em 2011 – é L4, 16 válvulas, dois comandos variáveis para admissão e escape. Injeção direta, flex. Transmissão com 6 velocidades à frente.
Curiosidade – Importado, dados discrepam dos fornecidos pela matriz dos EUA. Lá, potência de 196 cv a 6.300 rpm e torque 18,5 m.kgf. Aqui diz potência idêntica, porém torque dispara: 26,3 m.kgf. A álcool 206 cv e 23,7 m.kgf. Nova linha propele o antigo L4 2.4 e 147 cv, anciliaria derivada do Monza, para a versão de entrada.
Game – Para lembrar-se líder e seguir um de seus slogans – a empresa que mais entende de rua no Brasil – Fiat criou jogo com dicas de boas maneiras, tecnologias e para evitar vacilos no trânsito. É o Vacilândia, jogo para smartphones e tablets. Em fiat.com.br/vacilaonao e filmes
Festa – MWM, fábrica de motores, e MAN, de caminhões e ônibus, festejam 40 anos de parceria. MWM fornece motores MaxxForce 3.0H, 4.3H, 4.8H Euro lll, 6.5H e 7.2H Euro III para exportação, e os MAN D08 Euro V (4 e 6 cilindros) ao mercado local e internacional, em caminhões e ônibus MAN.
Carol – Deixando a revista O Mecânico, onde foi repórter e editora, jornalista Carolina Vilanova tem novo veículo, o Portal Oficina News. Notícias diárias e semanais sobre transporte, oficinas, partes, manutenção. Veja em www.oficinanews.com.br.  Com orgulho a Coluna está lá.
Dilmou – Ante desvios de incontados milhões na Confederação Nacional do Transporte, e intimado a depor no Ministério Público, ex senador Clésio Andrade reassumiu a presidência, Dilmou e Lulou: nada sabe e abriu investigação interna.
Na cara - Pessoal ostensivo, moravam e dirigiam veículos incompatíveis com a renda. Principal suspeita ia trabalhar de Porsche Cayenne, parando na garagem da vaga presidencial.
Conjuntura – Brasileirada com um pé no exterior. Mais caro edifício de Miami, o One Thousand Museum, projeto da festejada arquiteta iraquiana Zaha Hadid, das 83 unidades, por nacionalidade, 28%, a maioria, vendida ao pessoal daqui. Apartamentos custam entre US$5M e US$ 15M.
No bolso – Pela não veiculação de publicidade no horário eleitoral gratuito, governo federal deixa de recolher quase R$ 900M. Pesquisa indica, apenas 1/3 dos eleitores o assiste, e destes, 10%, ou seja, 3% do universo, se valem das informações e promessas veiculadas para o voto. De gratuito nada tem. Bem administrado esse dinheiro seria muito útil às carências do país.
Re call – 675 caminhões Ford Cargo 2042 e 2842 chamados a revendas para troca de parafusos de fixação de travessas e componentes ao chassis. Jogo duro. Há perigo do caminhão se desmanchar nas ruas e estradas. Para saber mais, 0800 703 3673 ou www.ford.com.br.
Ford anda em má sequência de problemas de montagem em seus produtos.
Fiat – Em evento mais ameno, troca de óleo do câmbio, Fiat chama modelos Punto, Idea, Doblo Adventure, Bravo fabricados entre 1º de fevereiro de 2012 e 22 de fevereiro de 2014. Tens ? Confira 0800 707 1000 ou www.fiat.com.br.
Gente – Mario Guerreiro, português, jornalista, 56, promoção. OOOO Diretor na comunicação na matriz, será Vice Presidente da área da VW of America. OOOO Desafio. A marca quer crescer no importante mercado norte-americano em seu projeto de liderar a atividade. OOOO Michael Lange o substitui. OOOO Marcus Vinicius Aguiar, engenheiro, mineiro, ex Fiat, mudança. OOOO Diretor de Relações Institucionais, Governamentais e RSE da Renault. OOOO Christophe Musy, francês, engenheiro, novo diretor mundial de peças e serviços da PSA, sobre Peugeot e Citroën. Novos tempos. OOOO
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Corrida longa no Brasil começou com Mercedes

Mercedes-Benz Challenge, temporada própria com oito provas – próxima aos 19 de outubro, Curitiba -, utiliza automóveis da marca em categorias diferentes: os modelos C e os CLA, ambos com preparação AMG, a divisão esportiva da marca. Veículos iguais, preparação oficial e idêntica, a temporada se destaca pela qualidade dos pilotos e, bem organizada, provoca divulgação e agrega conceitos à imagem da Mercedes. Competitividade, valentia, rendimento. Os automóveis utilizam o motor de quatro cilindros mais potente do mundo, o 2.0, 4 cilindros, 16 válvulas, injeção e turbo. Tração nas 4 rodas e transmissão com 7 marchas.
Corridas fazem parte do DNA da marca. No Brasil sua apresentação se deu com a promoção das 24 Horas de Interlagos, primeira de tal duração no país e monomarca no mundo, disse a imprensa à época.


Representação da marca no Brasil, a carioca Distribuidores Unidos, no Rio de Janeiro, mais o Automóvel Clube do Estado de São Paulo organizaram a prova em Interlagos, então nosso único autódromo, com largada às 16h do dia 18 de agosto de 1951.
A Unidos disponibilizou 18 veículos da série 170, gasolina e diesel, escolhendo pilotos destacados no Rio, S Paulo e Porto Alegre. E teve uma dupla feminina, com unidade diesel. Darly Ribeiro e Juze Fittipaldi, mãe de Wilson e Emerson. Tempos distantes. A sede da empresa era no Rio de Janeiro e a Mercedes aproveitou a prova, a media horária e a resistência para promover o produto, convidando o público a vê-lo em revendedor na Praça da Bandeira, RJ.