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sábado, 22 de outubro de 2016

De Carro por Aí com Roberto Nasser


Novidades Alfa

No processo de relançar a marca com apresentação pontual e de per si de produtos, ampliando leque de versões, preços e clientes, Alfa Romeo aproveitou recém findo Salão de Paris para exibir novas versões. Estão abaixo do Giulia Quadrifoglio e seu poderoso motor V6, 2,9 litros e 510 cv de potência.

Novos brotos na centenária árvore são das famílias Veloce e Super. Nomes felizes, décadas de identificação de produtos-ícones como a esportiva Giulietta, o ágil sedã Giulia 1600, agora aplicados às versões de menores preço, performance e status. Imagem ajudará fazer números de venda.
Motorizações previstas: novo L4 2,0 – evolução do árdego 1,75 do Alfa 4C – turbo, 16 válvulas, injeção direta e saudáveis 280 cv. Parâmetro de tecnologia, produz 400 Nm de torque – como o fez o Dodge Dart com motor 5,2 litros. E novo engenho diesel, 2,2, 210 cv e 470 Nm em torque. É diesel e se destina aos admiradores do Sr. Rudolf Diesel. Ambos inteiramente em alumínio, transmissão automática de 8 marchas, tração permanente nas 4 rodas dita Q4.

Apresentação sutil, em se tratando de França, levou Giulia pintada em releitura do Azul Francês, a cor do país para as corridas.

Preserva nome Quadrifoglio para sinalizar o topo. Abertura do leque por preços cria novos degraus, entretanto mantém a filosofia para marcar o renascimento da marca: em todas as suas versões quer ter rendimento superior às referências miradas, alemães Mercedes C, BMW 3 e Audi 3.

Alfa French Blue, 2,0 Veloce, Super, nomes fortes em sua história.

ES fará esportivos

Nova fábrica de veículos leves, criada em São Bernardo do Campo, SP, a D2DMotors registrou razão social, logo, e assinou compromissos com o Governo do Espírito Santo e a Prefeitura de Jaguaré. Promete construir unidade industrial próximo ano, e a partir de 2019 produzir na pequena cidade ao norte do Estado – 160 km da capital Vitória.

Diz Eduardo Eberhardt, líder do projeto, é realização do sonho de produzir veículo destinado ao lazer, com o que há de mais novo em tecnologia, aliado ao estado da arte em design, com acabamento primoroso, valor extremamente competitivo, aliado ao mais importante, o desenvolvimento 100% nacional.

Informações discrepam entre projeto industrial para dois veículos, um conversível e um utilitário esportivo, e o informe oficial de investimentos, definidos em R$ 22 milhões em três fases para implantar a unidade e atingir a produção de 300 unidades/mensais em capacidade máxima.

Valor parece insuficiente para desenvolver produtos – afinal a empresa comprará de fornecedor externo base mecânica, a partir de motor e transmissão e deve adequá-las aos prometidos veículos -, implantar edifícios industriais, equipá-los para produção – e construir veículos.

Parte das dúvidas deve ser esclarecida durante o Salão do Automóvel – novembro 10 a 20 -, onde Ebercon/D2D dizem estarão presentes, possivelmente com protótipos e dados.

Empresa é de participações, tendo nascido como desdobramento da atividade principal, a fabricação de auto peças pela familiar Arteb, e atua nos segmentos imobiliário, alimentos, bebidas, beleza, e agora automotivo.

Para o Espírito Santo, ocasião do Salão do Automóvel será memorável: conseguirá, após várias promessas, incluindo marcas como Lada e SsangYang, apresentar produtos automotivos de produção local, como os ônibus Volare montados pela Marcopolo em São Mateus, e os projetos da D2DMotors.

ilustração inspirada no esportivo espiritossantense

No Salão Fiat irá aos extremos

Novidades da montadora mineira fixar-se-ão nos extremos de sua linha de produtos, o Mobi e o Toro. Para ambos, versões com novas motorizações.

No menor aplicará o motor 1,0 com três cilindros, 6 válvulas, 72-77 cv e 110 Nm de torque, recém apresentado como equipamento do Uno. Nova versão será distinta tecnologicamente, de maior preço, acima das hoje existentes, movidas pela última geração dos motores Fire, mantidos nos demais Mobi.

Caso e posição idênticos no Toro, inovando com motor 2,4 da família Tigershark. Configuração em alumínio, desenvolvimento comum com Hyundai, a ainda exclusiva invenção Fiat, o cabeçote Multi Air, conjunto produzindo 190 cv e 240 Nm de torque. Fruto de pesquisa junto a clientes, demandando por esportividade, porém sem atração por motor diesel, não haverá versão de trabalho, mas apenas em performance, para ocupar nova posição de mercado. Nova versão estará entre as hoje existentes 1,8 Otto e 2,0 Diesel. Transmissões mecânica de seis velocidades e automática, com nove.

Chery já vende QQ nacional

Primeira chinesa com produção no país Chery iniciou vender seu segundo produto nacional, o pequeno QQ. Reúne apelos como a ótima relação entre conteúdo e preços – com ar condicionado, direção hidráulica e vidros laterais dianteiros com acionamento elétrico custa R$ 29.990; rodas leves e outros confortos, R$ 31.990. Outros apelos, nota AA no índice de economia oficial. Seu motor 1,0 de três cilindros, 12 válvulas pela austríaca Acteco não brilha em performance: produz 69 cv, mas baixo peso auxilia o rendimento. Outro argumento de vendas é integrar a relação Car Group, do Cesvi Brasil, dos carros com menor custo para reparos, aliviando o bolso do consumidor e reduzindo custo de seguro.

Estilo atualizado, integrando frontal e grupo óptico com o habitáculo, alguns excessos como as maçanetas das portas traseiras, e problema típico dos hatches pequenos – como acabar o produto.
Transmissão mecânica cinco velocidades, suspensão frontal McPherson, traseira por eixo rígido.
Fábrica não apresentou o produto, apenas comunicou.

QQ nacional

Roda-a-Roda

Ocasião – Para agilizar participação no recém aberto mercado do Irã, PSA formou joint venture com a SAIPA, para importar, distribuir e produzir Citroëns adequados ao país.
Bússola – Porsche fechou números dos três primeiros trimestres. Cresceu 3%: 178.314 veículos, liderados por 718 Boxster e Macan. Maior mercado não é Europa ou EUA, mas China.
Fim – BMW suspenderá a produção do Mini Paceman ao final do ano. Atraente e simpática como quase todos os carrinhos da marca, versão nunca se encontrou – ou ao mercado.
P'ra frente - Ford adiou para 2018 opção de transmissão automática no Troller. Frustrou revendedores, há tempos cobrando a versão. Razão oficial: conter investimentos.
Negócio - Comerciantes veem como tiro no pé não atender projetada e significativa massa de clientes. Promessa feita em 2013 garantia a opção em dois anos. Passados três, postergada para 2018. Troller hoje vende 1/3 da capacidade industrial instalada, e o pequeno quantitativo limita concessionários.
Mais – Após apresentar SUV Compass com motorização diesel e tração total, Jeep lança versão com motor 4 cilindros, ciclo Otto, 2,0, 16 válvulas e dois variadores para as válvulas. Produz 159-166 cv, 19,9 – 20,5 m.kgf de torque.
Tudo – Exclusivamente em transmissão automática de 6 velocidades, suspensão Mc Pherson nas 4 rodas, confortos, refinamentos internos, boa performance. Tudo para ser o mais vendido da marca, superando o Renegade.
E ? – Preços x conteúdo bem distribuídos. Versão de lançamento, Opening Edition, a R$ 109.490. Inicial Sport, simplificada, R$ 99.990; Longitude, primeira a contar as aletas para mudar marchas no volante; e Limited, a R$ 124.990.

Compass também com motor 2.0

Tapa – Nissan apresentou o novo March em Paris, mas não deu esperanças de atualizar o modelo local. Aqui, sem novidades insistirá na política de criar versões e edições especiais. Para o Salão do Automóvel, a Midnight Edition, marcada por detalhes em preto contra o vermelho da carroceria, para choques mais agressivo.
Frota – Localiza, maior rede de aluguel de carros na América Latina, incluiu Jeeps Renegade em sua frota. Empresa abre leque de opções, incorporando Chevrolet Cobalt, Nissan Versa, Volvo S60 e BMW 320i GT.
Novos tempos – Projeto VAMO, em Fortaleza para compartilhamento de carros elétricos, ganhou mais duas estações. Disponibiliza 8 carros elétricos chineses, de aluguel. Quer chegar a 20 na próxima etapa.
Fácil – Negócio simples, interessado se cadastra e marca data, hora, estação para recebimento. Tarifa inicial de R$ 20 para primeiros 30 minutos. Após, de R$ 0,80 a R$ 0,40/minuto dependendo da extensão da locação.
Negócio – Dana de autopeças aproveitou a conjuntura, baixa liquidez, e a situação de seu fornecedor SIFCO, em recuperação judicial, e fez oferta pela empresa. Juiz e credores satisfeitos, Dana assume e ampliará capacidade de oferecer sofisticados produtos forjados.
Paridade – Deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) em seu projeto PLC 170/2015, pega carona na regulamentação dos carros antigos para levar alguns conceitos aos antigos modificados, os hot rods.
Supressão – Antigos totalmente originais, reconhecidos no Código de Trânsito Brasileiro como De Coleção, dispensam uso de equipamentos tornados obrigatórios após sua produção. Parlamentar quer rotular os Antigos Modificados como os com mais de 30 anos de produção excluindo-os da obrigatoriedade de uso de encosto de cabeça, air bags, controle de emissões poluentes e de ruídos.
Dubiedade – Pelo texto, em pouco tempo, tais alterações atingirão veículos recentes, permitindo retirar equipamentos originais de segurança. E se o conceito dos Hot Rods é aumentar performance, itens de segurança devem ser implementados – e não abduzidos.
Argentinices – Argentina tem três colecionadores poderosos, do tipo maior fortuna do país, concorrer na Mille Migla Storica, expor no encontro de Pebble Beach. Nível superior ao do nosso antigomobilismo.
Racha - Última Autoclasica, há dias, em Buenos Aires, mostrou um cisma: Goyo Pérez-Compenq, que se ausentara por discordar de não premiação, voltou premiado. E os outros faltaram.
Jeitinho – Coincidência ou não, Daniel Sielecki, o mais internacional dos colecionadores argentinos, mesmo ausente levou um mimo: prêmio pela FIVA, a Federação internacional. Autoclasica foi o único evento sul americano a constar da lista da Unesco no ano da preservação histórica, e para comissão, seu Ferrari 195 Inter, s/n 181 EC, não restaurado, merecia a distinção.

Mathias Sielecki, d, recebe prêmio. Pai ausente

Mercedes E, o sedã mais inteligente

Classe E Mercedes é referência mundial, cunhada durante 10 gerações. Entre os Classe C e o topo Classe S, é o sedã mais vendido da marca, visto como o mais rentável da linha. Melhorá-lo é sempre desafio para equilibrar qualidade e conteúdo, sem arriscar a liderança.

Mercedes bem cumpriu a missão com novo modelo, iniciando ser vendido no mercado brasileiro sob a denominação de E 250. Há em três versões, em mecânica comum, novo motor 2,0 litros, quatro cilindros, injeção direta com 8 pulsos e 200 bar de pressão, gerando 211 cv de potência e 350 Nm de torque a apenas 1.200 rpm – ou seja, grande disponibilidade de força a partir da marcha lenta. Para melhor aproveitar a característica de andar em baixas rotações, nova transmissão 9G Tronic, com nove velocidades e menor tempo de mudança. Dinamicamente 6,9 s para ir a 100 km/h e corte de velocidade a 250 km/h.

Nova carroceria, maior 43 mm, ampliado 65 mm em entre eixos, intensa aplicação de alumínio e aço ultra-ultra resistente, reduziu 65 kg relativamente à geração anterior, e Mercedes fez trabalho de mestre em aerodinâmica, trazendo a resistência a Cd 0,22. Linhas mantém identificação de agilidade, com amplo capô e a solução por ela criada de fazer o teto fluir mantendo aparência de cupê.

Grande ganho foi no conteúdo, implementando prazer na condução. A tecnologia Intelligent Drive o torna o degrau próximo da autonomia com novidadosa capacidade de acompanhar o fluxo de trânsito entre 60 e 200 km/h, freando autonomamente quando necessário. Outros ganhos tecnológicos estão no sensor de mudança de faixa e nos faróis Multibeam LED, cada um com 84 lâmpadas LED, aumentando capacidade de iluminação sem ofuscar motoristas em sentido contrário, de funcionamento digital.

Três versões: Exclusive Launch Edition,R$ 325.900; Exclusive R$ 319.900; eAvantgarde, R$ 309.900.

Mercedes E, sedã mais inteligente do mundo

segunda-feira, 20 de junho de 2016

De carro por aí com Roberto Nasser


Nissan automatiza March e Versa

March e Versa com opção da caixa CVT

Leitor atento, como os da coluna De Carro por Aí, devem ter-se perguntado o porquê de dedicar espaço desmesurado a uma simples caixa de transmissão, coisa simples, uns 5% do valor de um automóvel barato. Questão pertinente. Uma das grandes dificuldades nesta escultura semanal não está no levantar informações, conferir fatos e fontes, entender razões e consequências, coisas usuais à função dos jornalistas, mas no filtrar a enorme massa de informações, de acordo com o variado interesse dos leitores – e faze-las caber neste espaço.

Mas justifico. Caixas automáticas – sejam automatizadas, hidráulicas ou por polias variáveis -, são os equipamentos

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

De carro por aí com o Nasser


Assim, assim, meio carro, meio comercial, o Mercedes Vito
Mercedes-Benz inicia vender o Vito, bem urdida fórmula de veículo de transporte confortável, furgão para trabalho, e van destinada a deslocamento familiar, tipo furgão e limousine. Para transporte de carga, motorização diesel, 1,6 litro de deslocamento, 114 cv de potência e 270 Nm de torque. Nas versões a passageiros – 7 + motorista e 8 + motorista – a motorização flex, 2,0 litros, 16 válvulas, injeção direta, turbo, 184 cv de potência e torque de 300 Nm. Transmissão mecânica, seis velocidades, tração dianteira. O Vito é argentino.

Muda
Não é um furgão pequeno, com durezas e asperezas herdadas de caminhão. É produto específico, com elevada carga de itens de conforto e segurança, num projeto buscando operação econômica. Em segurança, relação ampla em itens, usualmente automobilísticos: alerta de cansaço, trava para arrancada na subida, assistente para influência de ventos laterais, programa de estabilidade, ferramenta eletrônica reduzindo excepcionalmente a ocorrência de derrapagem, batidas e capotagem. Há ainda almofadas de ar para motorista e passageiros, cintos de segurança com ancoragem em três pontos, fixação Isofix para cadeirinhas de crianças, estrutura de proteção, célula de sobrevivência.
A ligação do Vito com a parte automobilística fica clara pela identificação
estética. De frente exibe os traços marcantes das atuais gerações dos automóveis Mercedes - grade, grupo óptico, cortes no capô do motor. Ambas versões tem volumetria e capacidade de manobra compatível aos espaços urbanos. No caso de carga, capaz de deslocar 6 m3, 1.225 kg úteis, revestimento de compensado naval no piso e laterais para proteção à movimentação de carga.
Como o PBT, peso bruto total – soma de veículo mais carga – é pouco superior a três toneladas, vantagem adicional e diferença importante na proposta é permitir ser conduzido por motoristas com habilitação para automóveis.
Vendas iniciadas. Deve ter sucesso, pela combinação de espaço de transporte com tratamento próximo ao de automóveis, e pela quase exclusividade no mercado, onde para passageiros há apenas o J8 da chinesa JAC.

  Quanto custa
MB Vito
Versão
R$
Vito 111 CDI
     104,990
Vito Tourer 119 Comfort 8+1
     129,990
Vito Tourer 119 Luxo 7+1
     139,990


Mercedes-Benz Vito

O Passat, agora em 8ª edição
Brasil tem uma relação umbilical com o Passat: foi o primeiro país extra Alemanha a produzi-lo, a partir de 1974, na grande mudança conceitual firmada na consciência do consumidor local. Quando Volkswagen era sinônimo de coisa antiga, instável, limitada em rendimento, motor traseiro refrigerado a ar/ar, o Passat era desenho do mítico Giorgetto Giugiaro sobre o Audi 80, suspensão com raio negativo de rolagem, linhas de freios cruzadas, direção pinhão e cremalheira, performático, motor frontal, água/ar, estável, veloz. Nada a ver com Fuscas. Na Alemanha virou Santana, e aqui ambos conviveram até o final de 1988 após 897.829 unidades. Destas, 70.200 em versão Iraque, exportadas para este país, em negócio triangular trocados por petróleo, uma das marcas da gestão de Wolfgang Sauer na VW Brasil.
A oitava geração, B8, está sobre plataforma MQB, mesma do novo Golf, Audi A3, com maior distância entre eixos, deslocando-os para as extremidades e criando ótima área interna.
Motorização é revisão do aclamado motor 2 litros, 16 válvulas, injeção direta de combustível e turbo alimentador. Potência ganhou 9 cv indo a 220 e torque saltou 7,2 m.kgf, chegando a 35,7. Transmissão automática DSG com seis velocidades, tração dianteira.
Há desenvolvimentos relativamente à geração anterior do motor, como o acionamento dos comandos de válvulas por corrente; variando na admissão e escape, bomba de óleo por pressão variável de acordo com a demanda do motor. Com tal conjunto mecânico está um segundo mais vivaz de O a 100 km/hora, agora 6,7s e faz 246 km/hora em velocidade final.
Extenso pacote de eletrônica para segurança e coisa interessante como o painel digital podendo exibir instrumentos virtuais com desenho convencional, e ampliar a tela entre os mostradores, na linha vertical de visão do motorista.
O Passat B8 foi eleito Carro do Ano 2015 na Europa, sobre BMW Series 3, Mercedes Classe C e Audi A3. A VW pretende vender 250 unidades anuais, e o a versão B8 para o Brasil foi elevada em 1,5 cm para melhorar a distância livre do solo, utilizando componentes de suspensão para países com piso jogo-duro.

Quanto custa 
Passat B8
Versão
R$
Comfort Line
144.500
Highline
           151.300

Passat B8

Roda-a-Roda
Variação – Mini inicia vender versão Clubman. Longa, 4 portas laterais, mais duas na traseira, motor 2,0, turbo, 192 cv, 280 Nm de torque, transmissão automática de 8 velocidades. R$ 179.950.
Proposta – Ideia é ampliar uso, deixar de ser carro de nicho para solteiros, esticando-o 27 cm, mudando harmonia estética do produto para 4 passageiros.
Pacote – Exigências atuais, consumo e emissões controlados, segurança, conectividade, regulagens para motor e suspensão, pareamento com celular, tela de 22 cm para infodiversão.
Caminho – Mitsubishi criou versão Outdoor sobre crossover ASX. Para choques cinza escuro, faróis com mascara, pneus ATR, mistos, aro 16”, recalibragem da suspensão, melhorando capacidade de andar fora do asfalto.
Mais – Motor 2,0 montado em Catalão, Go, 160 cv, transmissão manual, tração nas 4 rodas. Bem composto, conforto e segurança, versão quer ampliar espectro de uso, nas vias com ou sem pavimentação. A $$ 97.900.
Corrida – Fiat deve fechar o ano como líder de mercado em volume, apesar de alguns meses superada como marca mais vendida. Prepara versões e novos produtos. Destes, em fevereiro, o picape Toro, do porte do Renault Oroch, e novo automóvel pequeno ao início do segundo trimestre.
Definição – Terá várias versões, como o Jeep Renegade, com quem divide a plataforma Small Wide. Motores diesel e flex, transmissões mecânicas e automáticas, tração dianteira e 4 rodas. Inicialmente sem a opção do motor ex-Chrysler, ora FCA, 4 cilindros, 2,4 litro e 172 cv hoje aplicado no Fiat Freemont.
Pequeno – É o Projeto X1H, sobre a estrutura do Novo Uno, porém menor, para ser carro da marca de entrada no mercado. Motor 1.0 ainda quatro cilindros, duas e quatro portas, a limítrofes R$ 29 mil. Em maio 2016.
Final- Em definições, incluindo nome. Coluna sugere Primo. Fácil por pronúncia latina, curto, entendido como parente e como primeiro. E perto de Prime, atual moda de diferenciação no Brasil, onde até hamburger é isto.
Melhor – Ford reverteu tendência do mercado de automóveis e melhorou sua participação nas vendas, apesar da boa concorrência. Deve fechar ano crescendo de 9 para 10,4%, mantendo a 4ª. posição em vendas.
Impeachment – Quem era contra o impedimento da Presidente temendo imobilidade e anomia no país, inicia mudar de posição. Longos 10 meses de inação e desgoverno acabaram exigindo alguma mudança, e a mais amena é a aceitação do pedido de Impeachment.
Panorama - Presidente perdeu o prazo de oferecer medidas concretas, pulso forte e sonhos, e o acatamento do pedido de seu impedimento não implodiu o país. Ao contrário, a Bolsa cresceu 4% como medida de confiança ao fim do desgoverno, e o dólar caiu. Para o investidor, tudo menos Dilma.
Caminho – Eleições em 2016, país polarizado, para não ser dizimado, tudo indica, o PT quererá se desvincular de Dilma. E o caminho mais fácil ante um longo e desgastante processo de Impeachment, será adoecê-la para renunciar.
Cenário – Mercado especula mudança de dois CEO na indústria automobilística nacional ainda neste ano.
Imagem – Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, fará ações e
promoções para mostrar-se operacional e ativa? Imagem desgastou-se. Além da perda de produção, vendas e empregos, houve prisão de vice presidente, ex consultor, demissão de representante, indiciação de associados. Executivos fora da Operação Zelottes, da compra de Medidas Provisórias para alongar prazos de incentivos, querem que a entidade seja bem vista - e eles também.
Negócio – Em meio à venda de ativos para fazer caixa e permitir rolar investimentos, como a participação nos hospitais D’Or, Banco Pactual, demandando pela Coluna, informou não se manifestar sobre vender os 10% que possui na MMCB, montadora de Mitsubishis em Catalão, Go.
Otimismo – Ante números e projeções negativas quanto ao futuro e indústria automobilística, recebo anotação do Mark Hogan, ex presidente da GM  no Brasil, ex vice da então Corporation, e hoje no Board internacional da Toyota:
Nasser, tenho confiança no Brasil e com certeza vai voltar a crescer em curto prazo. Tomara Mark, tomara.
Promoção – Enquanto concorrente Fiat Toro não chega, Renault fomenta vendas do picape Duster Oroch, com plano Troca Fácil - parcelas menores, entrada baixa, garantia de recompra após usado, tipo leasing sobre leasing.
Sorrisos – Vendas do picape Oroch caracterizam suas projeções de mercado: apenas 30% de clientes da marca. Demais 70% conquistados a outras.
Solução – Autoridades aprovaram o retificador de fluxo, componente para VW colocar na entrada de ar de seus motores diesel 1,6 e 2,0, para cumprir normas de emissões de poluentes. Simples, uma hora para colocação.
Conta - Custará à empresa em torno de 10 euros. Na improjetável soma entre reparos, multas e indenizações, VW mantém o bloqueio inicial de 6,5B Euros.
Prova – Protótipo de carro autônomo da PSA Peugeot Citroën viajou 3.000 km entre Paris e Madri. Saiu, andou, ultrapassou, freou, manobrou sem intervenção do motorista. Como disse Soraya Saenz de Santamaria, vice presidente da Espanha. Hoje não precisamos pensar no futuro. Ele já chegou.
Adeus – Por pensar. Carro autônomo dá fim à liberdade e à auto determinação ao volante, o simbolismo do automóvel desde seu surgimento. Será uma cápsula, um ônibus individual, coisa besta. PSA terá em 2016 15 protótipos.
Ampliação – Fábrica da FPT em Córdoba, Argentina, produzirá o motores diesel Cursor 9, enquadrado nas regras de emissões Euro V. Obediência à norma e tendo o Brasil como cliente viabilizou o negócio. Antes Brasil o importava da França.
Automobilismo – Renault mantém a crença das corridas de automóveis como indutora de tecnologia e formação de imagem. Ampliará sua presença na Fórmula 1, deixando de ser fornecedora de motores para ter equipe própria. Comprou a Lotus.
Antigos – Veículo raro, o VW SP1, produzido em 1972/3 menos de centena de unidades, apenas dois remanescentes eram conhecidos: em Belo Horizonte e outro, quase 0 Km, guardado na fábrica. Colecionador carioca Marcelo Berek localizou terceiro, composto, completo, original, no Rio de Janeiro.
Gente - Stefan Ketter, presidente da FCA - Fiat Chrysler Automobiles América Latina, eleição. OOOO Personalidade no Prêmio AutoData 2015. OOOO
Kenneth Cehlin, controller da área comercial da Scania sueca, desafio. OOOO CFO da Scania America Latina. OOOO Paulo Nemer, empresário, reeleito. OOOO Presidente da ABLA, Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis. OOOO É para ser chamado de doutor e tratado com tapete vermelho. Locadoras absorvem 12% dos veículos vendidos anualmente no Brasil !OOOO Isella Constantini, comunicóloga, brasileira, presidente da GM na Argentina, mudança. OOOO Patriota, convidada pelo governo Macri, aceitou presidir as Aerolineas Argentinas, balaio de gatos que dá US$ 1 milhão de prejuízo/dia. OOOO

O pacote de economia dos caminhões Mercedes
Nas ações para a recuperação da liderança do mercado domésticos de caminhões, a Mercedes-Benz aplica-se com os pneus na estrada. Conversas com operadores, frotistas, motoristas, para adequar produtos às exigências ou as desejado; racionalização industrial com a montagem de todas as cabines na antiga fábrica dos automóveis Classe A e C, em Juiz de Fora. Objetivo é oferecer produtos, baixar custos operacionais.
Começou por mudar o sistema dos cubos traseiros dos eixos dos caminhões Axxor, deixando o projeto alemão e fazendo a adequação para a operação nacional, obtendo ganho na redução de consumo. Outra conquista importante diz respeito à segurança do caminhão, carga e motorista, pelo desenvolvimento nacional do sistema batizado de FleetBoard de telemetria eletrônica para monitoramento e transmissão da dados, sem transmitir por satélite, mas por celular. Simplicidade, racionalidade e custos devem fazer o projeto nacional permear a outras operações da marca no mundo.
Novo Actros, com cuidados aerodinâmicos na cabine, e motor para 13 litros de deslocamento, fazendo 510 cv, o mais potente do país. Alterações atingiram metas opostas como aumentar potência e reduzir consumo. No caso em torno de 5%.
Há, também, de se registrar o aparato mecânico para elevar eixo quando não submetido a carga. Reduz arrasto por diminuir abrasão dos pneus, baixa consumo, e se enquadra na legislação de meio ambiente. E dos pedágios, que suprime o eixo suspenso do cálculo.

Novo Actros

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

De Carro por Aí com o Nasser 2014


Mundo do automóvel: SUV ou SAV ?

Antigamente automóvel se dividia em poucas versões: sedã, cupê, station – ou camioneta. Depois tipo jipe e picape pequeno. Agora, o leque se ampliou. Por razões de Mercado mudou a morfologia, criando o SUV, Sport Utility Vehicle, veículo utilitário esportivo, com andar tentativamente confortável, e habilidades superiores em serviços duros. Inspiraram-se no Jeep station wagon – no Brasil dita Rural, pioneira na especialidade. Conteúdo como a tração nas quatro rodas foi mantido, e a decoração espartana foi incrementados em confortos e implementos de veículos de luxo.

O desenvolvimento dos sistemas de tração, o surgimento do diferencial intermediário, o uso da eletrônica, tornou seu uso mais amigável e fácil.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

De Carro por Aí com o Nasser 2014


Coluna 3814    17.Setembro.2014

GLA, Mercedes Forte e Faceiro.

Mercedes-Benz próximos dias inicia vender novidade complementando a família A. É o GLA – G para a marca assinala as versões com aptidão mista. Trata-o como pequeno utilitário esportivo olhando para a conformação estética bem apurada, sugerindo musculatura e dinamismo. A pretensão para habilidades em andar em estradas e fora delas vem  da maior altura livre do solo, superior à dos automóveis. Neste aspecto lembra a curiosa classificação de LUAV para o bem sucedido Projeto Amazon. Em tradução rústica, algo como Veículo para Pequenas Aventuras Urbanas, assim como sua pretensão mercadológica: circular com charme nas deficientes ruas nacionais, incluindo dispensar-se de maiores receios de esfregá-lo nas valas das junções de ruas, ou nos quebra molas construídos fora da regulamentação.
É um hatch muito elegante, de medidas impositivas: c x l x h = 4,63x1,77x 1,50m. Tem tudo para agradar a clientes gerais. A partir da estrela pontuando a marca, a confiabilidade mecânica, o aspecto estético, o conteúdo cuidado – e com a elegância de não oferecer revestimento em couro -, itens de segurança, como ter conseguido cinco estrelas no teste avaliativo EuroNCAP, sete bolsas de ar, e o bom espaço interno.
Rendimento e condução não devem ser desprezados. O bom torque do motor com quatro cilindros, 1.6, 16 válvulas, injeção direta e turbo provê 160 cv de potência em baixas 5.300 rpm. O torque, de 250 Nm, uns 25 quilos, linear entre 1.500 e 4.000 rpm, transmitido através de caixa com sete velocidades, duas embreagens, permite arrancar aos 100 km/h em 8,8s. E cravar 215 km/h em velocidade final. Disponível apenas com tração dianteira. Suspensão frontal pelo sistema Mc Pherson, traseira por multi links, independentes. Direção elétrica.
Três versões: Advance; Vision e Black Edition a respectivos R$ 132.900; R$ 149.900; e R$ 152.900. No Salão do Automóvel, outubro, duas outras: a espevitada AMG produzindo 360 cv, - o motor 1.6 de série mais potente do mundo.

Mercado

Dimitri Psilakis, diretor de automóveis, vê números generosos: 1.000 unidades vendidas até o final do ano, e 4.000 em 2015. Mercedes deverá vender em 2014 em torno de 10 mil unidades. Com tais números desbancará o Classe C, até agora o de maior preferência.
Automóvel se compra por emoção, mas o GLA tem muito mais em seu pacote: o poder da marca, as linhas, a noção de poder concedido ao condutor (a), e os apelos de performance, conforto e segurança. Tal conjunto sensibilizará seu público alvo, idade em amplo leque e a certeza de 50% das vendas ao público feminino. No caso quer repetir o ocorrido com o Peugeot 206 ao surgir, tremendo sucesso neste importante público.


Muito melhor, novo Honda City

Renovado em prazo curto – quadro anos e 150.000 unidades vendidas – o Honda City mudou tudo – até a sua cara mercadológica. Fábrica se aplicou a revê-lo por completo: carroceria com a nova assinatura da marca; maior distância entre eixos – 2,60 m contra 2,54 anteriores; direção elétrica, sistema multi mídia, tela touch screen com  GPS e câmera de ré. Re arranjo interno, aumento da medida entre os eixos e o enorme porta malas – embora mantendo grosseiros arcos para acionar a tampa -, modificarão sua posição mercadológica, tornando-o concorrente do irmão maior, o Civic.
Honda reviu a mecânica. Motor 1.5, quatro cilindros, vinte válvulas, 116 cv a álcool e 115 cv a gasálcool, torque de 150 Nm. Trocou o tanquinho para partida a frio por sistema com os bicos injetores aquecidos. Cinco marchas mecânicas ou transmissão de polias deslizantes simulando sete velocidades. Mudanças melhoraram consumo e sua posição nos índices de controle do Inmetro. Suspensão frontal pelo sistema Mc Pherson, melhorado ao beirar 6 décadas de criação pela substituição dos batentes rígidos por calço hidráulico. Traseira eixo rígido torcional.
A carroceria ganhou tratamento anti térmico e ruído, porém insuficiente para abafar os ruídos do motor, especialmente após 3.500 rpm.

Mudança

O City, antes visto como carro de executivo jr ou casal com filhos pequenos, pelas linhas e conjunto de decoração e confortos, buscará outros segmentos de público, tornando-se concorrente do Civic. Entre os dois 500 diferenças – os centímetros cúbicos entre o 1.5 do City e o 2.0 do Civic. Manterá os clientes da modelia anterior, mas ampliará seu uso, querendo seduzir clientes de outras faixas etárias e renda.

Quanto

Quatro versões em decoração e transmissão. Carro de entrada DX mecânico é bem completo e não tem cara de pobreza em conteúdo. Demais somam equipamentos e aumentam o conforto operacional.

 Qual
Quantos R$
% do mix de produção
DX manual
53.900
4
LX CVT
62.900
36
EX CVT
66.700
25
EXL CVT
69.000
35%

Início de vendas nesta semana, campanha publicitária na próxima.


Em um mês, a Autoclásica 2014

Alerta é válido. A cada ano o maior encontro sul americano de veículos antigos atrai mais colecionadores brasileiros, expandindo presença tanto por interesse no tema, quanto por curiosidade ante os laudatórios adjetivos a descrevê-lo.
Em termos de Brasil é superlativo – educativo, cultural. E, além da variedade e qualidade dos itens expostos, ocasião de admirar características diferenciativas dos colecionadores do país vizinho, sua atração por produtos europeus elaborados, a preocupação em preservar produtos, conceito que permeia desde a Presidência da Nação, conservando seus veículos antigos, até antigos pilotos e suas eradas máquinas de corrida. Aqui, resultado da herança colonial, pensamos no hoje, damos valor à moda importada, desprezamos nossa história. Assim, enviamos nosso passado automobilístico à degradação e à sucata.
Última edição reuniu 600 automóveis, 300 motos, maquinário antigo, veículos militares, miniaturas, carros da indústria argentina, e as humilhantes réplicas, tal a perfeição de detalhes. Neste segmento na exposição devem luzir novas criações. A atividade, anteriormente proscrita, renasceu por recente projeto transformado em lei.

União

Colecionadores deveriam ir, levando junto presidentes de clubes, para exibir-lhes o espírito do negócio, de encontro de agremiações, com inscrições por eles veiculadas. Apenas expositores extras, como hipotético automóvel antigo preso a inventário e dado como desaparecido há anos, ou a meia dúzia de colecionadores brasileiros lá presentes, conseguem inscrição extra clube. Assim, é esforço comum, somando vontades para garantir o êxito que se espraia sobre todos os participantes, permite definir temas para dar aula de história ao vivo. Este ano, por exemplo, um deles é o aniversário do Alfa Romeo modelo Alfetta. Ou seja, sócio do clube Alfa Romeo sem tal modelo, nada pode expor.
Autoclásica 2014 correrá de 9 a 13 de outubro, segunda feira, feriado argentino. Os veículos – a maioria a nós desconhecida -, o volume de raridades, e a feira de peças, acessórios e literatura são espetáculo instigante. Vale o registro quanto ao prazo, pois com o passar dos dias as passagens de avião reduzem as reservas e sobem os preços, mesmo para as diárias de hotel.
Lembrete, o câmbio oficial há dias era de 1 US$ = 8,20 pesos argentinos. No paralelo chegou a 14 pesos. Mais www.autoclasica.com


Roda-a-Roda

Caminho – Como conciliar exigências de comportamento e conforto, com a imagem de veículo de atitude, como os identificados como Jeep ? A divisão da marca passou pela dificuldade ao preparar a nova geração do Cherokee.
Base – Estrutura é boa, motor menor, elevada potência específica: V6, 3,2 litros e 271 cv, transmissão automática em nove marchas, suspensões independentes. A combinação estética terá opiniões antagônicas.
Desentendimento - Os pequenos faróis em LEDs não se harmonizam com o volume do Cherokee: são desproporcionalmente reduzidos. Versão Limited R$ 174.900; Longitude, de entrada, próximo lançamento, R$ 159.900; Trailhawk, equipada ao Off Road, R$ 189.900.


Jogo Duro – Versão Trailhawk – nome ruim, lembra o Trailblazer da GM, insucesso em vendas -, é rotulado pelo emblema Trail Rated, identificando a versão autêntica do cumprir o prometido pelo visual.
Ocasião – Alfa Romeo tem data para lançar o primeiro produto de seu resgate, início do grande plano de mudanças: 25 de junho de 2015 – cento e cinco anos e um dia após ser criada no longínquo 1910. Na ocasião um novo sedã médio, marcando a volta da tração traseira. É o Projeto Giulia.
Quadri Diesel – Novidade num segmento de veículos abrindo seu espaço no Brasil: Quadriclo com motor diesel, pela Polaris. No pacote, design renovado, mudanças na suspensão e mais espaço aos seis ocupantes.
Leque – Motor diesel, 3 cilindros, 1.028 cm3, de modestos 24 cv de potência. No outro extremo da linha, o dito side by side com tração elétrica. Preços: diesel R$ 72.990; elétrico, R$ 41.900. 
Visão – Polaris abriu trilha larga para estes veículos, ideais ao uso em vias sem pavimento, campo, lugares ínvios. Mira o mercado profissional, não apenas o de lazer.
O’Neil – Mitsubishi terá série especial do TR4 identificada com Jack O’Neill, mago do equipamento de surfe na Califórnia. 600 unidades, cores verde floresta e prata cool, tração 4x4 rodas, câmbio automático, bobagens como o eufemisticamente chamado para choques de impulsão – um mata cachorro. Leva plaquinha no painel e custa R$ 82.990.
Conforto – Renaults Sandero e Logan oferecem automatizador para a transmissão mecânica. Chama Easy’R e opção custa R$ 2.400. Tecnologia alemã ZF e sistema muito assemelhado às características dos Dualogic Fiat.
Promoter - Governos com os engarrafamentos criados pela falta de planejamento, são os maiores promotores de venda dos câmbios automáticos e automatizados. Para e anda de nossas cidades com embreagem é esforço desgastante e desnecessário.
Adeus – GM suspendeu importações do argentino Chevrolet Agile. Carrinho chinfrim, porém rentável. O traço de Carlos Barba re aproveitou a plataforma do Corsa de 1994, piorada pelos engenheiros ao remover o sub chassis da suspensão dianteira. Máquina do tempo, linhas novas, andar antigo. Vendas com rápido e pronunciado declínio. Em agosto menos de 2 por concessionário.
Adeus, 2 e 3 – Cortes também atingiram os Sonic hatch e sedã. Coreanos mandados à produção no México, eram de lá importados para substituir o Astra, sem êxito. Cortar a importação parece solução comercial e legal, para re arranjo da cota de importação, aumentando volume do SUV Tracker.
Adeus ? – Não parece longa a estrada para o picape Montana, montado na mesma provecta plataforma do Agile.
Adeus, 4 e 5 – Mesmas razões e o fato de agora ter usina própria em Resende, RJ, levam à Nissan a idêntica decisão: suprimir os Livina, feitos na Renault, beiradas de Curitiba.
Futuro – Salão de Paris grupo PSA, de Peugeot e Citroën, fará efeito demonstração de trabalho e fé no futuro. Peugeot apresentará o 208 HYbrid Air 2L, síntese de tecnologia para cumprir imposição do governo francês: consumo de 50 km/litro até 2020 para reduzir emissões.
Futuro, 2 – Norma oficial não quer carros voadores ou tecnologias de histórias em quadrinhos, mas coisas factíveis, com a estrutura industrial de hoje. Primeiro passo, a Peugeot pesquisa novos materiais, como compósitos e alumínio, além de novas tecnologias em montagem. Um dos caminhos é reduzir peso.
Razão – Nome do carro vem do uso do motor 3 cilindros, 1,2 litro a gasolina, acabado com materiais de baixa abrasão, câmbio de 5 marchas, e um adjutório a ar comprimido abaixo do porta malas, mais um sistema hidráulico.
Jeitinho – Para aumentar vendas Audi e seu banco criaram nova aritmética de financiamento: entrada de 20%, 23 prestações representando 30% do valor. Ao final, parcela de 50% e possibilidade de recompra por concessionária Audi, servindo o usado para renovar a conta com um Audi 2017.
Brimos – Parece conta de árabe, e é um dos planos mais criativos surgidos no mercado, ao atrair clientes pessoa jurídica, e outros que nunca consideraram a possibilidade de comprar um Audi. Vende carros, fideliza a nova clientela, capaz de trocar de carro novo a cada 2 anos, -  e causa inveja aos vizinhos.
Promoção – Importador Subaru promove o modelo Forester Sport até o final do mês: taxa de juro zero, entrada de 60% e 18x de R$ 2.686,03. Preço inicial, R$ 115.900.
Moda – Na atual moda do empreendedorismo culinário, os Food Trucks tem crescimento sensível, merecendo até o recente filme Chef. Fábrica de reboques, a Truckvan lança o seu e dá uma força para o chefe/empreendedor: faz locação por evento ou prazo.
Mais – Cooperativa de transportes em Salvador comprou 131 ônibus MA 15.0 da Agrale. Renovação da frota. Operadores justificam por melhor consumo e mais resistência. Cooperativa significa 10% da frota de ônibus da capital baiana.
Conselho – Anfape, grêmio dos fabricantes de autopeças, orienta como solicitar orçamento. Pedir dois ao mesmo profissional ou oficina. Além do valor da mão de obra, comum a ambos num, o valor das peças nas revendas da marca. Noutro, cotação em lojas de autopeças, mesmas fornecidas às montadoras, porém mais baratas.
Idem – Não use peças quase novas compradas em ferro velho ou desmanche.
Negócio – Vigor na aplicação da Lei Seca reduziu sensivelmente mortes e feridos no trânsito – números oficiais não se combinam. Mas há consciência da opção de andar de taxi para quem vai beber.
Expansão - Easy Taxi, programa criado para chama-los pelo celular, surfa nesta maré, com grande expansão graças às suas características: rápida localização e atendimento, possibilidade de pagamento através do celular, oportunidade de convênios com empresas. Criada em 2011 já está em 33 países a partir do Brasil.
A fim – Ator e ex governador da California Arnold Schwarzeneger, colocou à venda insólito veículo: Unimog 1977 U1300SE incrementado em aparência e performance: motor 6.4 turbo diesel e 320 cv, pneus Michelin 445x65 XXEL, grade frontal e apenas 21.000 km. Veículo leve, preço pesado: 280 mil euros – uns R$ 900 mil. Afim ? Pode ser importado como veículo antigo.
Classe – Seguindo outras marcas, Mercedes é exponencial no negócio, Jaguar aproveitou a ideia de construir artesanalmente 6 unidades do modelo E-Type Lightweight, com carroceria em alumínio, e usará instalações da histórica fábrica de Browns Lane, Coventry, Inglaterra, onde fez os primeiros E Type, criando oficina para restaurar e assistir antigos carros da marca.
Mais – Não se entusiasme muito. Se você tiver um desejadíssimo SS, mítico pré Guerra, não será atendido. A oficina se dedicará a carros após 1948, quando lançado o XK 120, iniciador da variação esportiva. A fim? +44(0) 203 601 1255 ou e-mail heritage@jaguar.com