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sábado, 22 de outubro de 2016

De Carro por Aí com Roberto Nasser


Novidades Alfa

No processo de relançar a marca com apresentação pontual e de per si de produtos, ampliando leque de versões, preços e clientes, Alfa Romeo aproveitou recém findo Salão de Paris para exibir novas versões. Estão abaixo do Giulia Quadrifoglio e seu poderoso motor V6, 2,9 litros e 510 cv de potência.

Novos brotos na centenária árvore são das famílias Veloce e Super. Nomes felizes, décadas de identificação de produtos-ícones como a esportiva Giulietta, o ágil sedã Giulia 1600, agora aplicados às versões de menores preço, performance e status. Imagem ajudará fazer números de venda.
Motorizações previstas: novo L4 2,0 – evolução do árdego 1,75 do Alfa 4C – turbo, 16 válvulas, injeção direta e saudáveis 280 cv. Parâmetro de tecnologia, produz 400 Nm de torque – como o fez o Dodge Dart com motor 5,2 litros. E novo engenho diesel, 2,2, 210 cv e 470 Nm em torque. É diesel e se destina aos admiradores do Sr. Rudolf Diesel. Ambos inteiramente em alumínio, transmissão automática de 8 marchas, tração permanente nas 4 rodas dita Q4.

Apresentação sutil, em se tratando de França, levou Giulia pintada em releitura do Azul Francês, a cor do país para as corridas.

Preserva nome Quadrifoglio para sinalizar o topo. Abertura do leque por preços cria novos degraus, entretanto mantém a filosofia para marcar o renascimento da marca: em todas as suas versões quer ter rendimento superior às referências miradas, alemães Mercedes C, BMW 3 e Audi 3.

Alfa French Blue, 2,0 Veloce, Super, nomes fortes em sua história.

ES fará esportivos

Nova fábrica de veículos leves, criada em São Bernardo do Campo, SP, a D2DMotors registrou razão social, logo, e assinou compromissos com o Governo do Espírito Santo e a Prefeitura de Jaguaré. Promete construir unidade industrial próximo ano, e a partir de 2019 produzir na pequena cidade ao norte do Estado – 160 km da capital Vitória.

Diz Eduardo Eberhardt, líder do projeto, é realização do sonho de produzir veículo destinado ao lazer, com o que há de mais novo em tecnologia, aliado ao estado da arte em design, com acabamento primoroso, valor extremamente competitivo, aliado ao mais importante, o desenvolvimento 100% nacional.

Informações discrepam entre projeto industrial para dois veículos, um conversível e um utilitário esportivo, e o informe oficial de investimentos, definidos em R$ 22 milhões em três fases para implantar a unidade e atingir a produção de 300 unidades/mensais em capacidade máxima.

Valor parece insuficiente para desenvolver produtos – afinal a empresa comprará de fornecedor externo base mecânica, a partir de motor e transmissão e deve adequá-las aos prometidos veículos -, implantar edifícios industriais, equipá-los para produção – e construir veículos.

Parte das dúvidas deve ser esclarecida durante o Salão do Automóvel – novembro 10 a 20 -, onde Ebercon/D2D dizem estarão presentes, possivelmente com protótipos e dados.

Empresa é de participações, tendo nascido como desdobramento da atividade principal, a fabricação de auto peças pela familiar Arteb, e atua nos segmentos imobiliário, alimentos, bebidas, beleza, e agora automotivo.

Para o Espírito Santo, ocasião do Salão do Automóvel será memorável: conseguirá, após várias promessas, incluindo marcas como Lada e SsangYang, apresentar produtos automotivos de produção local, como os ônibus Volare montados pela Marcopolo em São Mateus, e os projetos da D2DMotors.

ilustração inspirada no esportivo espiritossantense

No Salão Fiat irá aos extremos

Novidades da montadora mineira fixar-se-ão nos extremos de sua linha de produtos, o Mobi e o Toro. Para ambos, versões com novas motorizações.

No menor aplicará o motor 1,0 com três cilindros, 6 válvulas, 72-77 cv e 110 Nm de torque, recém apresentado como equipamento do Uno. Nova versão será distinta tecnologicamente, de maior preço, acima das hoje existentes, movidas pela última geração dos motores Fire, mantidos nos demais Mobi.

Caso e posição idênticos no Toro, inovando com motor 2,4 da família Tigershark. Configuração em alumínio, desenvolvimento comum com Hyundai, a ainda exclusiva invenção Fiat, o cabeçote Multi Air, conjunto produzindo 190 cv e 240 Nm de torque. Fruto de pesquisa junto a clientes, demandando por esportividade, porém sem atração por motor diesel, não haverá versão de trabalho, mas apenas em performance, para ocupar nova posição de mercado. Nova versão estará entre as hoje existentes 1,8 Otto e 2,0 Diesel. Transmissões mecânica de seis velocidades e automática, com nove.

Chery já vende QQ nacional

Primeira chinesa com produção no país Chery iniciou vender seu segundo produto nacional, o pequeno QQ. Reúne apelos como a ótima relação entre conteúdo e preços – com ar condicionado, direção hidráulica e vidros laterais dianteiros com acionamento elétrico custa R$ 29.990; rodas leves e outros confortos, R$ 31.990. Outros apelos, nota AA no índice de economia oficial. Seu motor 1,0 de três cilindros, 12 válvulas pela austríaca Acteco não brilha em performance: produz 69 cv, mas baixo peso auxilia o rendimento. Outro argumento de vendas é integrar a relação Car Group, do Cesvi Brasil, dos carros com menor custo para reparos, aliviando o bolso do consumidor e reduzindo custo de seguro.

Estilo atualizado, integrando frontal e grupo óptico com o habitáculo, alguns excessos como as maçanetas das portas traseiras, e problema típico dos hatches pequenos – como acabar o produto.
Transmissão mecânica cinco velocidades, suspensão frontal McPherson, traseira por eixo rígido.
Fábrica não apresentou o produto, apenas comunicou.

QQ nacional

Roda-a-Roda

Ocasião – Para agilizar participação no recém aberto mercado do Irã, PSA formou joint venture com a SAIPA, para importar, distribuir e produzir Citroëns adequados ao país.
Bússola – Porsche fechou números dos três primeiros trimestres. Cresceu 3%: 178.314 veículos, liderados por 718 Boxster e Macan. Maior mercado não é Europa ou EUA, mas China.
Fim – BMW suspenderá a produção do Mini Paceman ao final do ano. Atraente e simpática como quase todos os carrinhos da marca, versão nunca se encontrou – ou ao mercado.
P'ra frente - Ford adiou para 2018 opção de transmissão automática no Troller. Frustrou revendedores, há tempos cobrando a versão. Razão oficial: conter investimentos.
Negócio - Comerciantes veem como tiro no pé não atender projetada e significativa massa de clientes. Promessa feita em 2013 garantia a opção em dois anos. Passados três, postergada para 2018. Troller hoje vende 1/3 da capacidade industrial instalada, e o pequeno quantitativo limita concessionários.
Mais – Após apresentar SUV Compass com motorização diesel e tração total, Jeep lança versão com motor 4 cilindros, ciclo Otto, 2,0, 16 válvulas e dois variadores para as válvulas. Produz 159-166 cv, 19,9 – 20,5 m.kgf de torque.
Tudo – Exclusivamente em transmissão automática de 6 velocidades, suspensão Mc Pherson nas 4 rodas, confortos, refinamentos internos, boa performance. Tudo para ser o mais vendido da marca, superando o Renegade.
E ? – Preços x conteúdo bem distribuídos. Versão de lançamento, Opening Edition, a R$ 109.490. Inicial Sport, simplificada, R$ 99.990; Longitude, primeira a contar as aletas para mudar marchas no volante; e Limited, a R$ 124.990.

Compass também com motor 2.0

Tapa – Nissan apresentou o novo March em Paris, mas não deu esperanças de atualizar o modelo local. Aqui, sem novidades insistirá na política de criar versões e edições especiais. Para o Salão do Automóvel, a Midnight Edition, marcada por detalhes em preto contra o vermelho da carroceria, para choques mais agressivo.
Frota – Localiza, maior rede de aluguel de carros na América Latina, incluiu Jeeps Renegade em sua frota. Empresa abre leque de opções, incorporando Chevrolet Cobalt, Nissan Versa, Volvo S60 e BMW 320i GT.
Novos tempos – Projeto VAMO, em Fortaleza para compartilhamento de carros elétricos, ganhou mais duas estações. Disponibiliza 8 carros elétricos chineses, de aluguel. Quer chegar a 20 na próxima etapa.
Fácil – Negócio simples, interessado se cadastra e marca data, hora, estação para recebimento. Tarifa inicial de R$ 20 para primeiros 30 minutos. Após, de R$ 0,80 a R$ 0,40/minuto dependendo da extensão da locação.
Negócio – Dana de autopeças aproveitou a conjuntura, baixa liquidez, e a situação de seu fornecedor SIFCO, em recuperação judicial, e fez oferta pela empresa. Juiz e credores satisfeitos, Dana assume e ampliará capacidade de oferecer sofisticados produtos forjados.
Paridade – Deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) em seu projeto PLC 170/2015, pega carona na regulamentação dos carros antigos para levar alguns conceitos aos antigos modificados, os hot rods.
Supressão – Antigos totalmente originais, reconhecidos no Código de Trânsito Brasileiro como De Coleção, dispensam uso de equipamentos tornados obrigatórios após sua produção. Parlamentar quer rotular os Antigos Modificados como os com mais de 30 anos de produção excluindo-os da obrigatoriedade de uso de encosto de cabeça, air bags, controle de emissões poluentes e de ruídos.
Dubiedade – Pelo texto, em pouco tempo, tais alterações atingirão veículos recentes, permitindo retirar equipamentos originais de segurança. E se o conceito dos Hot Rods é aumentar performance, itens de segurança devem ser implementados – e não abduzidos.
Argentinices – Argentina tem três colecionadores poderosos, do tipo maior fortuna do país, concorrer na Mille Migla Storica, expor no encontro de Pebble Beach. Nível superior ao do nosso antigomobilismo.
Racha - Última Autoclasica, há dias, em Buenos Aires, mostrou um cisma: Goyo Pérez-Compenq, que se ausentara por discordar de não premiação, voltou premiado. E os outros faltaram.
Jeitinho – Coincidência ou não, Daniel Sielecki, o mais internacional dos colecionadores argentinos, mesmo ausente levou um mimo: prêmio pela FIVA, a Federação internacional. Autoclasica foi o único evento sul americano a constar da lista da Unesco no ano da preservação histórica, e para comissão, seu Ferrari 195 Inter, s/n 181 EC, não restaurado, merecia a distinção.

Mathias Sielecki, d, recebe prêmio. Pai ausente

Mercedes E, o sedã mais inteligente

Classe E Mercedes é referência mundial, cunhada durante 10 gerações. Entre os Classe C e o topo Classe S, é o sedã mais vendido da marca, visto como o mais rentável da linha. Melhorá-lo é sempre desafio para equilibrar qualidade e conteúdo, sem arriscar a liderança.

Mercedes bem cumpriu a missão com novo modelo, iniciando ser vendido no mercado brasileiro sob a denominação de E 250. Há em três versões, em mecânica comum, novo motor 2,0 litros, quatro cilindros, injeção direta com 8 pulsos e 200 bar de pressão, gerando 211 cv de potência e 350 Nm de torque a apenas 1.200 rpm – ou seja, grande disponibilidade de força a partir da marcha lenta. Para melhor aproveitar a característica de andar em baixas rotações, nova transmissão 9G Tronic, com nove velocidades e menor tempo de mudança. Dinamicamente 6,9 s para ir a 100 km/h e corte de velocidade a 250 km/h.

Nova carroceria, maior 43 mm, ampliado 65 mm em entre eixos, intensa aplicação de alumínio e aço ultra-ultra resistente, reduziu 65 kg relativamente à geração anterior, e Mercedes fez trabalho de mestre em aerodinâmica, trazendo a resistência a Cd 0,22. Linhas mantém identificação de agilidade, com amplo capô e a solução por ela criada de fazer o teto fluir mantendo aparência de cupê.

Grande ganho foi no conteúdo, implementando prazer na condução. A tecnologia Intelligent Drive o torna o degrau próximo da autonomia com novidadosa capacidade de acompanhar o fluxo de trânsito entre 60 e 200 km/h, freando autonomamente quando necessário. Outros ganhos tecnológicos estão no sensor de mudança de faixa e nos faróis Multibeam LED, cada um com 84 lâmpadas LED, aumentando capacidade de iluminação sem ofuscar motoristas em sentido contrário, de funcionamento digital.

Três versões: Exclusive Launch Edition,R$ 325.900; Exclusive R$ 319.900; eAvantgarde, R$ 309.900.

Mercedes E, sedã mais inteligente do mundo

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

De Carro por Aí com Roberto Nasser


109 cv no Uno 1,3 GSE!

FCA, por sua marca Fiat corre nos últimos retoques na evolução do Uno, a versão GSE. Sigla de Global Small Engine, nova geração mundial de motores de pequena cilindrada. Começa com duas versões: 3 cilindros, 1,0, e projetados 80 cv, e curva de melhor torque na categoria – a grosso modo torque move o carro nas cidades; e 4 cilindros, 1,3 e a surpreendente potência de 109 cavalos vapor – novo GM Onix com motor 1,4 gera 106 cv, e  VW Gol 1,6 104 cv. Para comparar motores, veja quantos cv produz por 1.000 cm3 de cilindrada. Quantidade maior indica modernidade. 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

De Carro por Aí com o Nasser


T6, misto quente da JAC

Mercados se regulam por modas, momentos, concorrentes e preços. Dentro destas variáveis fabricantes, montadoras ou importadoras conformam, equipam os veículos e definem seus valores a público.

Poucas vezes ocorreu uma junção destes fatores como no T6 ora lançado pela chinesa JAC. O mercado cresce no segmento de veículos com cara atlética, os sav,

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

DE CARRO POR AÍ COM O NASSER 2014

Coluna 3614    05.Setembro.2014                               

De novo, o Novo Uno

Fiat mostrou a versão atualizado do Novo Uno. Muitas, muitas mudanças: plataforma reforçada para reduzir torções; interior revisto em formas dos bancos, tecidos, decoração; volante e painel totalmente novos, incremento na aplicação de eletrônica, elevação de charme mecânico com aplicação do sistema Dualogic Plus. Agora este automatizador do câmbio é acionado por botões no console, e a troca de marchas é exclusivamente sob o volante. Charme veio da Ferrari e do Alfa 4C.
Quem os vê ou dirige, fica com a certeza da fabricante ter aviado novamente sua fórmula de resultados: prospectar mercado, consumidores, concessionários para saber quais as demandas dos compradores. E se aplicaram a isto. Bom serviço. O visual mudou e permite combinações de acordo com o espírito das versões. Por exemplo, a Sporting tem novo para choques traseiros, e sob ele avultam, unidas, na metade, as saídas do escapamento.
Há alguns itens diferenciativos, classificáveis em várias categorias. Dos que formam na fila dos eco motoristas, ou que intentam provocar inveja de vizinhos. Na primeira, há a versão Economy, dotada de pneus verdes - com menor arrasto e indutores de menor consumo de combustível e emissões poluentes, e indicador para troca de marchas. Coroa o pacote com aparato que, parando em porto morto, desliga. Para sair, basta pisar na embreagem. É o Start Stop – nome errado, deveria se chamar Stop Start – e o conjunto de soluções, num transito picado de para e anda, é capaz de economizar 20% em combustível. Para o segundo departamento, o Dualogic Plus acionado por botões; o sistema Easy 4 You, equipamento ligado ao painel, recebendo smartphone aí utilizado como telefone, fonte de música, ou ainda GPS. Coisa a virar moda, a R$ 1300, assim como o espelho retrovisor interno, com câmera de ré, por R$ 899. Mesma linha de acessórios, coisa para a qual Fiat Chrysler se dedicam, tem diretoria própria tocada por Noberto Klein, ex VW.
O propósito mercadológico é o consumidor jovem, daí o slogan da campanha publicitária: Descolado como Você.
A designação Novo Uno, idêntica ao do modelo anterior, desloca-o para sub posição agora tratado por apenas Uno, em versão Vivace, duas e quatro portas.
O Novo Uno, o modelo 2015, será vendido em 7 versões. Carlos Dutra, homem de produto da marca, acredita em crescer 30% das vendas, uns 3.000 unidades mensais. Do mais completo, com o inovador Start Stop, iniciais 10% das vendas.
  
Quantos                                                 R$
Uno
Vivace 2 portas
26.370
#    4 portas
28.500
Novo Uno ( apenas em 4 portas )
Attractive 1.0
 30.990
Way        1.0
31.490
#           1.4
34.990
Evolution 1.4  Start Stop
34.990
Sporting 1.4
36.650
Ar condicionado, para todas as versões custa R$ 2.300    


Novo Uno, revisto, melhorado, para disputar liderança de vendas.

Chega chinesa Chery

Primeira chinesa a se implantar no Brasil, a Chery não é apenas mais uma montadora dentre as incontáveis aqui instaladas. Implantação representa muito mais. É o início de uma nova fase de convívio entre os costumes destes neo industriais – a Chery tem apenas 15 anos – e as posturas estadunidenses, italianas, alemãs, francesas, japonesas que vigoram no Brasil e moldam técnicos e engenheiros.
É a primeira iniciativa internacional da marca, informando ter aplicado o equivalente a R$ 1 bilhão para implantar a fábrica capaz de produzir 150 mil unidades anuais, uma fábrica dos motores Acteco, de projeto austríaco e controle da Chery. Após, centro de pesquisa e desenvolvimento.
Produtos serão o Celer e o pequeno QQ em nova edição.




Produto símbolo do início, o Celer.
Economia faz primeira vítima

Vendas significando perdas em relação ao exercício passado, mercado estremecido e perspectivas econômicas em baixa vibração até as eleições, fizeram a Volkswagen baixar pressa para a produção do Golf nas beiradas de Curitiba. Adiou ações por um ano, jogando fabricação para o final de 2016.
Enquanto isto, para alimentar o mercado importará os Golf produzidos no México. Quase iguais aos alemães atualmente à venda, exceto por simplificação.
Desaparece o revestimento amarronzado para os bancos: o freio de emergência, acionado eletricamente volta ao secular sistema de alavanca e cabos de aço. E as versões por conteúdo serão incrementadas. Haverá um Golf de entrada e outro acima do Higline, todos com motor 1.4, além da versão superior, com motor 2.0 e 211 cv. 
Alterações de preços não divulgadas.




Brasil,  Golf, produção adiada.

Roda-a-Roda

Mercado – Em agosto licenciamento de automóveis na Argentina caiu 26,6% em relação a agosto.2013. Quanto aos números do mês anterior ascendeu 1,5%. Analistas creem, o fundo do poço ficou para baixo, iniciando recuperação. Previsão é fechar o ano com 650.000 unidades. Em 2013, 955.000. Mercado é liderado pelo Renault Clio, de menor preço.

Futuro – Jornalista Horácio Alonso, do jornal Ambito Financiero, preocupado ante incerteza em recuperação, e medidas extremas tomadas por fabricantes e importadores. Para cortar custos vale tudo, até demissão de presidente; desinteresse em manter representações de carros importados, hiper taxados, e casos curiosos de ágio sobre alguns destes estocados, últimas unidades sem o impostazo e o cessar importações.

Mais – Dentre as medidas, relata mudanças de escritórios luxuosos para outros de menor áreas, luxo e custos, re exportação de importados não vendidos. Problemas locais, carros quase prontos, sem peças externas e de dificultada importação.
Largada – Novo acordo societário, como a Coluna antecipou, com entrada da JAC chinesa no capital da indústria, construção deve se iniciar em novembro, em Camaçari. 13 meses para operar; três modelos em avaliação; 75 mil veículos/ano.

Especial – Fiat monta outro pacote Itália, desta vez no Punto Attractive. Nome técnico do negócio é série branca, incentivo às compras pela agregação de equipamentos cujo custo superaria se fossem aplicados por particular.

Assim – Série Especial enfatiza conteúdo e valor: rádio Connect CD MP3; volante em couro com comandos do rádio; retrovisores externos elétricos; vidros traseiros elétricos; faróis e lanternas com máscara negra; spoiller na tampa traseira. R$ 45.460.

Caixa – Banco oficial chamado a fomentar vendas de automóveis novos e usados, Caixa promove edição de seu Salão Auto Caixa. 4 a 6 de setembro, e 3.000 gerentes em mais de 1.100 concessionários para agilizar o processo.

Atrativo – Taxas, carência de três meses para iniciar pagar, um mês por ano de supressão do pagamento, brindes pelos concessionários. Em 2013 captou R$ 228,6M em financiamento. Nesta edição quer financiar R$ 300M. Lista das revendas com financiamento Caixa em www.salaoautocaixa.com.br.

Novidades – Mercedes lançará utilitário esportivo GLA meio de setembro. É feito sobre a plataforma do Classe A, e será o mais caro da família; Honda - Mesmo período Honda exibirá novo City. Toyota versões do picape Hilux com SRV, de preço menor, motor flex, 2,7 litros, 163 cv, tração apenas dianteira, e transmissão automática antiga, de quatro velocidades. Vendas em novembro.

Como é – Diz consultoria Jato Dynamics, Brasil mantém quinta posição em vendas. Alemanha, crescendo, quarta; Japão, terceiro, caindo 2,6%; EUA vice líder, em ascensão, marcou pouco mais de 1,4 milhão de vendas; e China, crescendo, mantém liderança ao arranhar 1,5M nos oito primeiros meses.

Posição – Apesar da queda em vendas em agosto – 17,2% menos que agosto de 2013 e 7,6% inferior a julho – 272,5 mil veículos contra 329,2 mil em agosto 2013 e 294,8 mil, o Brasil se mantém o quinto mercado mundial.

Doméstico – Fiat manteve a liderança, com 21,7%; VW 18,7 %ultrapassou a GM, 15% e Ford, 4a, 8,7%. Resultado surpreendeu. Esperava-se, a agressiva campanha da GM, vendendo com desconto igual ao IPI, arrancasse vendas.

Reposição – Maus indicativos e quedas – vendas, venda diária – estoques altos, entre 30 e 40 dias – apesar da redução de produção, transfere para setembro as esperanças de início de recuperação por novos modelos e medidas do Banco Central. Redução do mercado, aos olhos de Flávio Meneghetti, da Fenabrave, deverá ser de 8% relativamente a 2013.

Líder – Palio foi, pelo terceiro mês o mais vendido, superando o Gol por margem mínima. Recém lançado, Renault Sandero é 10o. da lista mais vendida.

No bolso – Apagar das luzes, atual governo usou maioria no Senado para aprovar aumento da adição de álcool à gasolina a 27,5%. Biodiesel a 6%. Do ponto de vista do consumidor e eleitor, é desperdício pois o limite máximo de queima econômica é 25%. O aumento é para agradar os usineiros, em má situação pelo controle oficial do preço da gasolina.

Mudança – Nova estrutura de comunicação social da Honda mudou agências e métodos. Apresentação do novo City terá test drive longo, trechos com orografia variada para aferir características do automóvel. Antes a marca havia cometido tais avaliações em cobertura e estacionamento de shoppings.

Base – Marcel Dellabarba, novo gestor da área, veio de VW e Mercedes, onde as avaliações de lançamento são extensas.

Chamado – General Motors faz chamada para substituir mecanismo de regular altura dos bancos em 1.821 Camaro modelo 2011. Súbita mudança de altura pode afetar o controle do veículo pelo motorista.

Bom começo – Ralliart Brasil, divisão de alta performance, negócio da Mitsubishi Motors, largou bem. L200 Triton SR por ela preparada chegou em 4o. com João Franciosi e Rafael Capoani, primeiro nacional no árduo Rally do Sertões.

De novo - Prova vencida pela equipe Mitsubishi Petrobras com protótipo ASX Racing, com Guilherme – Guga - Spinelli e Youssef – Turco - Haddad. É a quinta vitória de Guga na prova.

Idem – Menor fábrica nacional, Suzuki do Brasil foi de forma contida, com os dois Jimny participantes do desafio 100 mil km em 100 dias, revisaram, equiparam, pintaram, trocaram pneus e partes de suspensão, e estrearam os pequenos goianos no Ralli. Na categoria Production 2, para carros iguais aos à venda, ficaram com 5a. e 10a. posição.

Alerta – Pela Internet conselhos em nome de uma certa Shell Oil: não fumar; não usar telefone celular enquanto abastece o veículo; não voltar a ele durante o abastecimento, tocando a lataria próximo ao bocal de combustível. Comportamentos podem ignitar o vapor do combustível durante abastecimento.

Voz da dona – Consultada, assessoria da Shell desconhece documento e origem, mas conselhos são válidos.

Socorro – A fim de empréstimo para quitar dívidas, implantar negócios, fazer capital de giro? O Chrysler Finance Group LLC, aparentemente empresa sob o guarda chuva da Fiat Chrysler Automobiles, está oferecendo ao mercado brasileiro, entre US$ 10 mil e US$ 20M. A fim? info@chryslerfingrp.com

Chamada – Distância entre as metas de redução de consumo de combustíveis e emissões de poluentes estabelecidos para EUA, Europa e Brasil motiva protestos.

Comparação – Movimento internacional pró ecologia Greenpeace protesta nas portas das fabricantes brasileiras, cobrando atingir as metas definidas nos países de origem. Por leniência oficial as metas brasileiras ficam muito distantes.

Na veia -Protesto é feito na porta das fábricas de Fiat, VW e GM, para que as filiais cumpram, em nome do meio ambiente, as regras dos países de origem.




Protesto na porta da GM.

Retífica RN - Coluna passada indicou, uso constante com pequena quantidade de combustível no tanque pode danificar a bomba de alimentação. Leitor Boris Feldman, engenheiro, contesta: bomba não queima por falta do combustível refrigerante. Adoto.

Procura-se – Roubaram o Opala Comodoro SL/E 4.1, 1992, azul escuro, sedã, placas TTJ 0749. Vendo, avise à Polícia e ao dono (neygama@hotmail.com).

Agravante - Roubo ou furto de carro de coleção deveria ser crime qualificado, representando prejuízo à vítima e ao país, desfalcado em seu pobre acervo histórico automobilístico.

Miniaturas – Editora Planeta DeAgostini produz série de miniaturas Carros Inesquecíveis do Brasil. Folheto bem editado tecnicamente por Bob Sharp, acompanhado de miniatura, valor em torno de R$ 40. Recente exibe automóvel Simca Esplanada 1966. Problema ? Não houve Esplanada ’66.

Como é – Parte é Simca, pelas calotas não utilizadas no Esplanada. Outro engano, a miniatura não é desta versão luxuosa, mas do contido Regente. Idem para a modelia é errônea, pois tal carroceria é versão 1969. E neste ano, como desde abril de 1967, a marca do veículo é Chrysler.

Gente – Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, premiado. OOOO Personalidade Brasil Alemanha 2014, pela Câmara Brasil-Alemanha. OOOO Contribuição ao fortalecimento econômico dos dois países. OOOO 

Alta Roda nº 800 — Fernando Calmon — 4/9/14

Alta Roda nº 800 — Fernando Calmon — 4/9/14



CHINESES NO ATAQUE

Desde a chegada do primeiro automóvel importado chinês, em 2008, o Changhe M100 (rebatizado de Effa M100 pelo importador), o mercado brasileiro foi razoavelmente receptivo, mas as coisas mudaram com o tempo. A falta de tradição se compensava com preços bastante competitivos e modelos sempre completos, com todos os equipamentos mais desejados pelo consumidor. Como os carros são importados do outro lado do mundo, fica difícil mesmo montar uma oferta diversificada de versões.
As dificuldades começaram em razão do novo regime automobilístico Inovar-Auto, que impôs regras protecionistas e induziu importadores a se transformarem em produtores locais. Bom frisar que outros países, a começar pela China, também praticam protecionismo, às vezes de forma disfarçada. Mas, antes mesmo do novo regime, que demorou muito a ser regulamentado, as duas marcas chinesas mais conhecidas, JAC e Chery, já tinham sinalizado a intenção de construir fábricas no Brasil.
Até dezembro do ano passado, a JAC acumulava desde 2011 cerca de 61.000 unidades vendidas. A Chery, que chegou dois anos antes, somava 48.000. São volumes bem abaixo do planejado, motivado pelo encarecimento da importação, acirramento da concorrência e certa seletividade dos compradores brasileiros, agravada pelo mercado em queda, quando se tende a tomar decisões conservadoras com menos ímpeto de experimentar. Isso não impediu que mais marcas chinesas continuassem a se instalar como importadoras, a exemplo da Geely este ano e da Zotye, em breve.
A Cherry acaba de inaugurar sua fábrica para até 150.000 veículos/ano em Jacareí (SP), mas a produção só começa no fim do ano. Isso permitiu uma reação firme das vendas nos últimos meses (mais 10.000 unidades até agosto) porque quem compra se sente mais seguro em relação ao comprometimento da marca com o País. No total será investido R$ 1,2 bilhão, que abrange uma unidade de motores e um centro de desenvolvimento técnico e de estilo na mesma cidade.
Os planos incluem exportar para a América Latina, missão cada vez mais difícil para quem enfrenta o assombroso custo Brasil. A nova fábrica pode contar com mão de obra qualificada de imediato, pois a unidade da GM, na vizinha São José dos Campos, dispensou trabalhadores. No entanto, a região está sob jurisdição do mais radical sindicato de metalúrgicos do País. Como isso não existe na China, há o desafio adicional de contratar hábeis negociadores trabalhistas tupiniquins.
Apesar do atraso na construção – que agora atinge a JAC em Camaçari (BA) –, a Chery sai na frente para ampliar sua rede de concessionárias. Também focou no núcleo do mercado, onde as coisas realmente acontecem. Começa com o compacto Celer (hatch e sedã), seguido pelo subcompacto a ser reformulado QQ (maio de 2015) e o sucessor do SUV compacto Tiggo no começo de 2016. Todos já foram precificados com antecedência de modo que se mantêm na faixa atual de R$ 32.000, R$ 24.000 e R$ 52.000, respectivamente.
Chery e JAC almejam conquistar, cada uma, 3% do mercado brasileiro de veículos leves até 2018. Além de precisar “combinar” antes com os adversários, parece meta ambiciosa demais no cenário atual com 60 marcas se engalfinhando para conquistar clientes.

RODA VIVA

INÍCIO agora de produção do Golf no México permitirá aumento gradual da oferta do modelo aqui, em especial se a partir de março de 2015 se ampliarem cotas de importação. Hoje a VW pratica subsídio ao trazer o modelo da Alemanha com todos os impostos. Produção no Paraná começa no terceiro trimestre de 2015 com especificações da versão mexicana.
MARCADO para outubro próximo a produção do sedã compacto Versa, na fábrica da Nissan em Resende (RJ). Receberá atualizações importantes para deixá-lo em melhor condições de competir do que a versão anterior. Coincidência – ou não – Livina e Grand Livina, já em cadência bem lenta, param, no mesmo mês, de ser fabricados.
DECISÃO correta do importador de oferecer apenas a versão Sport do Suzuki Swift. Esse hatch seria mais um na “multidão”, sem o motor de 1,6L/142 cv que permite esticar marchas na região de 7.000 rpm. A Sport R – deve ser a mais vendida apesar do preço quase fora de giro de R$ 81.990 – tem bancos bons, muito equilíbrio em curvas e freios potentes.
KIA produzirá no México, no primeiro semestre de 2016, o Soul, o Sportage e o compacto Forte. São fortes (perdão do trocadilho) candidatos a exportação ao Brasil, quando se retomar o acordo de livre comércio entre os países. Nos últimos tempos os mexicanos atraíram fábricas da Audi, Mazda, BMW, Honda e Mercedes-Benz por sua competitividade.
PODE acabar a farra de fabricantes europeus pousarem de recordistas em consumo de combustível. Novos regulamentos exigirão que o atual ciclo de testes, brando demais, seja comprovado em ruas e estradas. Provavelmente, se adotarão fatores de correção, como ocorre nos EUA e também no Brasil, onde os ciclos teóricos já eram severos e ainda foram corrigidos.
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