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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Carrinho autônomo de bebê

Ainda falta um bocado para termos veículos autônomos. De um lado a promessa de um mundo sem acidentes e de outro o fim do “controle em nossas mãos”. E se fosse um carrinho de bebê autônomo?!? Imaginem, principalmente se você é mãe, ter mãos (sim, mãos no plural!) livres de novo! Pena que isso não existe... não é?

A Volkswagen, precisamente o escritório holandês , perguntou em seu Facebook como a companhia poderia melhorar outros produtos, além dos automotivos, e a resposta mais comum era a de um carrinho de bebê que freasse sozinho. Então eles abraçaram o pedido e construíram um.

O protótipo final, e sem previsão de ser produzido para a venda por enquanto (#produzVW), não tem somente um sistema automático de freios. Ele segue os pais sozinho! O milagre é feito pelo Cruise Control, o piloto automático, de um Golf e é programado para manter uma distância fixa do guardião que estiver na frente dele.

É o que o vídeo sugere, pelo menos. Existe chance de ter alguma pegadinha, com um engenheiro com controle remoto, preferencialmente sem nenhum bebê de verdade no carrinho, mas sendo real ou não, o protótipo chamou a atenção de muitos pais e deve gerar uma fila de espera, ou uma corrente de orações, para que o carrinho autônomo seja produzido e que possamos voltar a ter “hands free”.


Volkswagen Stroller from ACHTUNG! on Vimeo.

sábado, 13 de setembro de 2014

De carro por Aí com o Nasser 2014


Coluna 3714    10.Setembro.2014

Anti Porsche, AMG GT lança modelo, marca e fábrica.

Na mesma Afallterbach, cidadezinha a meia hora de Sttutgart, Alemanha, onde surgiu como oficina há 47 anos, e no novo prédio abrindo a série de 20 galpões, a AMG, assimilada e divisão da Mercedes-Benz, lançou-se o AMG GT. Automóvel de rendimento esportivo, foca no mítico Porsche 911 S, para ocupar lugar de destaque no mercado dos carros de atitude. É um Superesportivo.
Produto inteiramente novo, sucede o SLS e suas portas abrindo para cima, exibindo credenciais como o chassi e carroceria em alumínio - nesta se excetua a tampa traseira, em aço, material para dar rigidez e estrutura anti torcional.
Não é apenas mais um. Alarga a trilha aberta com o SLS para declarar ser agora fabricante, evolução do trabalho de desenvolver Mercedes-Benz, e após ter vendido 32 mil veículos em 2013. A aparência, o novo motor, a disposição esportiva e a capacidade de ser aplicado como carro de corridas servirão como imagem aos automóveis Mercedes. Tobias Moers, condutor da AMG, foi sintético: o GT será o embaixador da marca.

Muda tudo

Chassi, interior cuidado demonstrando evolução visual, casamento com a carroceria curvácea, dimensões e conceitos do mítico SL 300 Asa de Gaivota, incluindo o longo capô, o motor recuado, entre eixos, e a exclusividade mecânica da marca ao juntar caixa de marchas e diferencial numa só peça, o transeixo, na traseira, tudo se integra em nome de criar bandeira tecnológica. Tudo feito na AMG.
As linhas se marcam pelas superfícies lisas, pela aparência musculosa oferecida pela frente baixa, os largos para lamas, as grandes tomadas de ar frontais para arrefecer líquidos como a água de refrigeração e o óleo do motor, e a baixa altura permitida pelo novo motor V8, a 90 graus, 4,0 litros, feito sem carter de lubrificante, usando depósito externo. Isto permitiu ser rebaixado 5,5 mm.
Formas tem indubitável caráter esportivo e a distribuição de volumes criou traseira mesclando linhas do referencial Asa de Gaivota, e as do seu mirado concorrente 911S Porsche. Famosa estilista de moda Coco Chanel dizia, elegância era se produzir simplesmente e depois tirar 50% do conjunto. Parece, os designers, time próprio e novo arrebanhado pela AMG, sabiam disto. O GT dispensa riscos, rasgos, reentrâncias, dobras. As formas são limpas, lisas, sem adereços ou frescuras. Transforma os naturalmente comparados Ferraris e Lamborghinis em coisas barrocas perto de sua limpeza. Um belo design.
Interior segue a filosofia. Não é espartano com o Ford GT, de fugaz porém marcante passagem. É cuidado, harmonioso, rico em materiais e cuidada combinação, incluindo as linhas de harmonização do painel e a centralização dos comandos no largo, alto e estrutural console sobre o tubo de torque, ligando o motor à transmissão. Mudanças de marcha por alavanca no console ou pelas borboletas sob o volante.

Futuro

Dieter Zettsche, CEO da Mercedes automóveis, responsável pela renovação de modelos em nome da reconquista da liderança do mercado Premium, em conversa com os jornalistas brasileiros, e com saudação em português, concordou com a postura não exposta nas apresentações, quanto ao nascimento de outra marca para a Mercedes e, também, que a iniciativa não se resumirá ao novo GT, desdobrando-se em outros produtos. Passo corajoso.
Não se falou de capacidade industrial produtiva. Construir em alumínio, buscando compatibilizar baixo peso com resistência estrutural exige muitas intervenções e muitos elementos, processo muito distante do fazer uma plataforma convencional com meia dúzia de solenes porradas por prensas e linhas de solda. É um limitador quantitativo.
Oficialmente não se falou em preço. Crê-se, seja anunciado no Salão de Paris, neste mês, mas as especulações projetam-no superior aos US$ 90 mil do visado Porsche 911S. Projeções entre material, mão de obra, o delta valorativo de ser um Mercedes, e o objetivo de concorrer com o 911S o detenha entre US$ 100 mil e US$ 120 mil. No Brasil, sem prazo para chegar, o modelo anterior SLS, de aquecimento industrial para chegar aos atuais produto e postura da AMG, foi vendido inicialmente a R$ 700 mil. Chegará à Europa em dezembro, aos EUA em março, pós Salão de Detroit e na China, maior mercado do mundo, em abril.
Informação atribuída a fontes da Mercedes diziam ser maior: em 115 mil e 130 mil - Euros.
Mercedes não quer pagar pela nova imagem. Quer, com o GT, a divisão AMG sustentável e lucrativa.

Resumo

Motor V8, novo, 32 válvulas, injeção direta, dois turbos no vale do V, 462 cv na versão de entrada e 510 na S, torque de 650 Nm entre 1.750 e 4.500 rpm, pressão dos turbos entre 1,2 e 2,0 bar. Versão S acelera de 0 a 100 km/h em 3.8s e final de 310 km/h. Transmissão com sete marchas no eixo traseiro, controle eletrônico na versão S. 1540 kg e consumo com motor 462 cv, ciclo europeu, quase 11 km/litro, baixas emissões. E um som grave e viril.


Ferrari: crise com Fiat. E venda ?

Ao fim do Grand Prix da Fórmula 1 em Monza, Itália, domingo passado, após outra dupla vitória da até agora imbatida Mercedes, Sérgio Marchionne, CEO – o executivo no. 1 - da Fiat Chrysler, perguntado sobre mais uma derrota da Ferrari, e em sua terra, cobrou publicamente ações de Luca de Montezemolo, presidente da companhia. E, instigado, sobre a possibilidade do executivo, de carreira brilhante, deixar a empresa, disse que ninguém é insubstituível.
Definição, parecendo recado, foi vista pelo sistema bancário italiano como a abertura da possibilidade de venda da Ferrari, pertencente à Fiat, e hoje avaliada em US$ 5 Bilhões, em especial pelo fato das derrotas da empresa diminuírem o valor de suas cotas. Tal montante, pela parte pertencente à Fiat, é ansiado como reforço de caixa ante muitas contas geradas pela compra da Chrysler e os planos de renovação dos produtos da marca.
Na crise que quase degolou a empresa há alguns anos, a família Agnelli, controladora, desfez-se de muito patrimônio extra automóvel para salvar a Fiat. E, para blindar a Ferrari, ícone nacional e símbolo da italianidade, sobre a possibilidade de perda ou venda, excetuou-a, sem incluir no pacote que reuniu todas as suas marcas sob o controle da Fiat Auto SpA.
Agora situação parece diferente. Montezemolo, 67, é executivo vitorioso, ex presidente da Cofindustria, a confederação das indústrias italianas, dono de negócios de charme, como os óculos WEB, dos relógios Girard-Perregaux, recém criou companhia de estradas de ferro para concorrer com a rede estatal. Na Fiat, então braço direito do capo di tuttcapi, o mandão maior Gianni Agnelli, fez boa gestão, e na Ferrari transformou-a em marca de griffe,  aumentando produção, preços, lucros, gerando o valor muito superior aos bens físicos.
Há dias foi convidado a dirigir a fusão das companhias aéreas Alitalia e Etihad.
Montezemolo tomou  estrada da dignidade e demitiu-se. Mas a saída não parece problema. Este será vender a Ferrari a cliente não italiano. Causará trauma na Itália.

Picape, o segundo produto Jeep em Recife

Após o Jeep Renegade – vendas pós Carnaval, pois nem Jeep consegue superar os obstáculos da mídia e atenções durante a festa – a fábrica de Goiana, Pe, terá segundo produto: um picape.
Coisa arrumada, diferenciada, situando-se em porte e preço acima de Strada e Saveiro, e abaixo de Nissan Frontier, Mitsubishi, VW Amarok, Ranger, Toyota Hilux e Chevrolet S10. Terá dimensões assemelhadas a estes picapes, então ditos médios, quando surgiram há 20 anos.
Nas diferenças, além do porte está plataforma monobloco – demais aplicam chassis em longarinas e travessas -, e suspensão independente nas 4 rodas.
Motorização flex e diesel. Motores 2.0, 160 cv, e 2.4, 170 cv, ciclo Otto, Flex, e diesel 2.0 170 cv, importados, de produção Fiat. Transmissão em estudo de viabilidade: mecânica de seis velocidades e versões de topo com caixa de dupla embreagem, oito ou nove velocidades – como em versão do Jeep Renegade.
Ao lançamento, os dois extremos, com motor flex tração simples, dianteira, e o diesel 2.0, tração nas quatro rodas e reduzida.
Piloto de avaliação de uma das mulas – veículo disfarçado para não conseguir ser definido - foi sintético: rodar muito mais para automóvel que para picape.Coerente. Todos os picapes feitos no Brasil utilizam-se do secular eixo traseiro rígido, desconfortável no andar por transmitir as irregularidades sentidas por uma roda à outra, além da vibração e da pouca aderência em frenagens de emergência. Têm andar encabritado e sensações de caminhão pequeno. A suspensão independente nas 4 rodas muito amplia o conforto no rodar.

Ciclo

Repete a história. A marca Jeep, mais emblemática variante de automóvel, ao lançar seu picape, na virada dos anos ’40, optou por tê-lo menor ante os então concorrentes. Renova o enfoque e a perceptível diferença para seduzir clientela: conforto de rolagem, melhor dirigibilidade e segurança em estabilidade e frenagem, permitidos pela suspensão independente em todas as rodas.

Negócio

Fiat, agora uma das marcas da FCA – Fiat Chrysler Automobiles -, implanta grande área industrial no Nordeste. Não é tão somente mais um endereço, enclave para produzir mais Fiats. Pode ser, venha a faze-los. Mas base do negócio é relançar marcas Alfa Romeo, Dodge, e Jeep no Brasil.
Novas linhas, novos produtos, novas redes de revendedores. Empreendimento impactante, para 250 mil unidades anuais, fornecedores instalados na planta industrial, grande passo para sedimentar a ousadia da matriz Fiat que, em menos de uma década se transformou: de empresa quase falida, a preocupante concorrente no mercado, líder no Brasil, quinto mercado mundial.

Roda-a-Roda

Mudou – Após seu Fit 2015 receber pontuação marginal em teste de impacto do Insurance Institute for Highway Safety, IIHS, de seguradoras – Honda mudou suporte do para choques frontal. Trocará em 12.000 unidades vendidas.
Aqui – Honda Brasil interpreta a ação como correção e não a aplicará aqui. Diz: “A informação divulgada pela Honda americana sobre o novo Fit nos EUA não se referiu a um recall por falha de produto. Em alguns mercados existem ações chamadas de PUD - Product Update - onde é possível chamar clientes para efetuar atualizações de produto. A alteração em pauta significa uma mudança do produto a fim de se obter melhores classificações no índice ISSH. Dessa forma, não existe relação com a especificação do FIT produzido no Brasil.” 
Bom começo – Série First Edition, inicial de 1.927 unidades – número registra o ano de criação da companhia - do novo utilitário esportivo Volvo XC90, lançado pela Internet, vendeu em 47 horas.
Conceito - Marca tão forte, clientela nem quis saber se o novo motor, de projeto chinês, substituindo os antigos Ford EcoBoost, é bom ou não.
Atualidades – Volvo de automóveis, investe seriamente em segurança e resistência, há anos foi comprada pela Ford e, pré crise econômica dos EUA, vendida aos chineses da Geely.
Audi + - Apesar de economia instável no mundo, Audi consegue superar performance do mercado. E agora quer vender 1,7M de unidades em 2014. Previsão anterior era 1,5M.
O Gato – Jaguar fez enorme festa, criou música, envolveu personalidades inglesas, lembrou ações do agente 007, incluindo trazer o carro de helicóptero sobre o rio Tâmisa até uma lancha de alta velocidade que o levou até o final.
Razão – Com o modelo XE, sedã médio, quer triplicar as vendas. O espaço estava vazio desde a saída de produção do modelo X Type, um Mazda de motor transversal e tração dianteira, repelido pelos compradores.
Armas – Intenso uso de alumínio na plataforma modular e na carroceria, motor V6, 3.0, turbo com 340 cv, tração traseira, transmissão de oito marchas, aceleração de 0 a 100 km/h em 5,1s, grande espaço interno, o XE foca competir com BMW Serie 3 e Mercedes Classe C. Lançamento em setembro no Salão de Paris. No Brasil, Salão do Automóvel, outubro.
2008 – Vazaram na Internet fotos do 2008, mini utilitário esportivo a ser lançado pela Peugeot. Thomas Merchant, diretor da marca na matriz, confirma lançamento para o Salão do Automóvel, outubro.


Foco – Peugeot, disse o executivo, aplicará enorme plano de reestruturação no Mercosul para implementar negócios, melhorar as más vendas do bom 208 no Brasil. Investirá para promover imagem da marca no Brasil, Uruguai e Chile. Plano de reestruturação é nome elegante de corte de pessoal.
Mercado – Vendas de 19.132 veículos em agosto significou à Renault crescer 0,4% relativamente aos números de agosto 2013, no período mercado encolheu 17%. Novo Sandero e Logan lideram a marca.
Acerto – Decisão da Renault em fazer localmente veículos da romena linha Dacia – Logan, Sandero e Duster -, sugeria condenar o mercado a produtos de segundo nível. Entretanto salvou a operação, fe-la rentável e a mais vendida após as quatro grandes.
Finalmente - Quase um ano após, executivo da Fiat recordou o Leão de Ouro, recebido no último festival do filme publicitário em Cannes, França. Primeiro da América do Sul, disputando contra empresas grandes e de enormes orçamentos – IBM, Google, etccc.
Festa - O prêmio à companhia não tem sido capitalizado como conquista diferenciativa. Foi lembrado por Lélio Ramos, diretor comercial. Durante a apresentação do Uno Novo De Novo, mantinha a estatueta em mãos.
Vem aí – Sobre a nota da Coluna passada quanto ao início da produção local do Golf, Volkswagen esclarece: começará em 2015. Golfs mexicanos, com algumas simplificações relativamente aos modelos alemães atualmente à venda, iniciam ser importados até início da comercialização dos nacionais.
Charme – Nova atividade da Mercedes, alugar carros e utilitários esportivos com e sem blindagem mais Sprinter, tem promoção para os finais de semana: locação de sexta feira ao meio dia, até segunda, mesmo horário, pagará apenas duas diárias. Mais ? Gestor de Negócio-Locação de Veículos Eduardo Mamede 11-99882-5727 /  Nextel:ID.94*131796.
Tecnologia – O sistema de partida Start-Stop, desenvolvido pela Bosch e equipando o Novo Uno exige motor de arranque mais forte, cremalheira reforçada no motor e bateria para suportar seguidamente as demandas. Fiat estreia as novas Heliar EFB, com placas positivas revestidas por malha, capacidade de 60 AH e partida de 500 A.
DNA – Pedro, 16, o mais novo dos Piquet, é campeão de Fórmula 3 Sul Americana, mesmo faltando duas provas para terminar o campeonato. Venceu 13 das 18 provas e é o único piloto a marcar pontos em todas.


Desinteresse – Cadillac sedan de 1951, serie 62, ex do ex presidente argentino Juan Domingo Peron, e pertencente a outro argentino famoso, o penta campeão de automobilismo Juan Manuel Fangio, leiloado pela Silverstone Auctions. Autorização por herdeiros, atingiu US$ 203.504 – uns R$ 450 mil.
Não combina – Fangio implantou em Balcarce, sua terra natal, o melhor museu de automóveis na Argentina doando, obtendo, reunindo excelente acervo. Passou e os herdeiros vendem o que podem. Há meses trocaram por moedas um Torino Gran Routier, o modelo sedã, também do ex campeão. Ninguém na Argentina, governo ou colecionadores se mexeu.


Gente - Sydney Latini, economista, passou. OOOO O Dr Latini, como reverenciado, foi o secretário geral do GEIA. OOOO No grupo encarregado de implantar a indústria automobilística, assunto novo, conseguiu gerir desenho de reconhecida eficiência. OOOO Deixou um livro, o melhor do tema, sobre a implantação desta indústria, e amigos agradecidos pelo convívio rico. OOOO

Um novo Uno para liderar

Quatro anos após lança-lo, Fiat apresentou nova edição do Novo Uno. Assume o nome, e o antigo será mantido em produção, como veículo de menor preço. Ampla reformulação em todos os grupos, de mecânica, estilo e conteúdo, contém diferenciais como o sistema Dualogic de automatização do câmbio através de botões, como o fazem Ferrari e o Alfa Romeo 4C e, para os conscientes da ecologia, o sistema Start-Stop, desligando o motor ao parar em sinais, cruzamentos. Reduz consumo e emissões, em circuito de para e anda, em até 20% do volume. Opcional sistema fixo ao painel, o Easy For You recebe o smart phone, utiliza sua tela, faz e recebe ligações por Bluetooth, vira GPS.
A colocação de atrativos diferenciados e as numerosas mudanças, atingindo até a plataforma, tem a pretensão de ampliar suas vendas em 30%. Hoje quarto lugar na lista dos mais vendidos no mercado, tal percentual  somado às vendas atuais o levariam a 13.000 vendidos mensalmente. Tal número embolará a disputa pelo primeiro lugar nas vendas domésticas, lideradas por outro Fiat, o Pálio, disputando com o VW Gol a posição de mais vendido. Outro da marca, o picape Strada, comanda as vendas dos picapes pequenos, e é tremendo adjutório na soma que leva a Fiat à liderança do mercado, como o faz há 13 anos.


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

DE CARRO POR AÍ COM O NASSER 2014

Coluna 3614    05.Setembro.2014                               

De novo, o Novo Uno

Fiat mostrou a versão atualizado do Novo Uno. Muitas, muitas mudanças: plataforma reforçada para reduzir torções; interior revisto em formas dos bancos, tecidos, decoração; volante e painel totalmente novos, incremento na aplicação de eletrônica, elevação de charme mecânico com aplicação do sistema Dualogic Plus. Agora este automatizador do câmbio é acionado por botões no console, e a troca de marchas é exclusivamente sob o volante. Charme veio da Ferrari e do Alfa 4C.
Quem os vê ou dirige, fica com a certeza da fabricante ter aviado novamente sua fórmula de resultados: prospectar mercado, consumidores, concessionários para saber quais as demandas dos compradores. E se aplicaram a isto. Bom serviço. O visual mudou e permite combinações de acordo com o espírito das versões. Por exemplo, a Sporting tem novo para choques traseiros, e sob ele avultam, unidas, na metade, as saídas do escapamento.
Há alguns itens diferenciativos, classificáveis em várias categorias. Dos que formam na fila dos eco motoristas, ou que intentam provocar inveja de vizinhos. Na primeira, há a versão Economy, dotada de pneus verdes - com menor arrasto e indutores de menor consumo de combustível e emissões poluentes, e indicador para troca de marchas. Coroa o pacote com aparato que, parando em porto morto, desliga. Para sair, basta pisar na embreagem. É o Start Stop – nome errado, deveria se chamar Stop Start – e o conjunto de soluções, num transito picado de para e anda, é capaz de economizar 20% em combustível. Para o segundo departamento, o Dualogic Plus acionado por botões; o sistema Easy 4 You, equipamento ligado ao painel, recebendo smartphone aí utilizado como telefone, fonte de música, ou ainda GPS. Coisa a virar moda, a R$ 1300, assim como o espelho retrovisor interno, com câmera de ré, por R$ 899. Mesma linha de acessórios, coisa para a qual Fiat Chrysler se dedicam, tem diretoria própria tocada por Noberto Klein, ex VW.
O propósito mercadológico é o consumidor jovem, daí o slogan da campanha publicitária: Descolado como Você.
A designação Novo Uno, idêntica ao do modelo anterior, desloca-o para sub posição agora tratado por apenas Uno, em versão Vivace, duas e quatro portas.
O Novo Uno, o modelo 2015, será vendido em 7 versões. Carlos Dutra, homem de produto da marca, acredita em crescer 30% das vendas, uns 3.000 unidades mensais. Do mais completo, com o inovador Start Stop, iniciais 10% das vendas.
  
Quantos                                                 R$
Uno
Vivace 2 portas
26.370
#    4 portas
28.500
Novo Uno ( apenas em 4 portas )
Attractive 1.0
 30.990
Way        1.0
31.490
#           1.4
34.990
Evolution 1.4  Start Stop
34.990
Sporting 1.4
36.650
Ar condicionado, para todas as versões custa R$ 2.300    


Novo Uno, revisto, melhorado, para disputar liderança de vendas.

Chega chinesa Chery

Primeira chinesa a se implantar no Brasil, a Chery não é apenas mais uma montadora dentre as incontáveis aqui instaladas. Implantação representa muito mais. É o início de uma nova fase de convívio entre os costumes destes neo industriais – a Chery tem apenas 15 anos – e as posturas estadunidenses, italianas, alemãs, francesas, japonesas que vigoram no Brasil e moldam técnicos e engenheiros.
É a primeira iniciativa internacional da marca, informando ter aplicado o equivalente a R$ 1 bilhão para implantar a fábrica capaz de produzir 150 mil unidades anuais, uma fábrica dos motores Acteco, de projeto austríaco e controle da Chery. Após, centro de pesquisa e desenvolvimento.
Produtos serão o Celer e o pequeno QQ em nova edição.




Produto símbolo do início, o Celer.
Economia faz primeira vítima

Vendas significando perdas em relação ao exercício passado, mercado estremecido e perspectivas econômicas em baixa vibração até as eleições, fizeram a Volkswagen baixar pressa para a produção do Golf nas beiradas de Curitiba. Adiou ações por um ano, jogando fabricação para o final de 2016.
Enquanto isto, para alimentar o mercado importará os Golf produzidos no México. Quase iguais aos alemães atualmente à venda, exceto por simplificação.
Desaparece o revestimento amarronzado para os bancos: o freio de emergência, acionado eletricamente volta ao secular sistema de alavanca e cabos de aço. E as versões por conteúdo serão incrementadas. Haverá um Golf de entrada e outro acima do Higline, todos com motor 1.4, além da versão superior, com motor 2.0 e 211 cv. 
Alterações de preços não divulgadas.




Brasil,  Golf, produção adiada.

Roda-a-Roda

Mercado – Em agosto licenciamento de automóveis na Argentina caiu 26,6% em relação a agosto.2013. Quanto aos números do mês anterior ascendeu 1,5%. Analistas creem, o fundo do poço ficou para baixo, iniciando recuperação. Previsão é fechar o ano com 650.000 unidades. Em 2013, 955.000. Mercado é liderado pelo Renault Clio, de menor preço.

Futuro – Jornalista Horácio Alonso, do jornal Ambito Financiero, preocupado ante incerteza em recuperação, e medidas extremas tomadas por fabricantes e importadores. Para cortar custos vale tudo, até demissão de presidente; desinteresse em manter representações de carros importados, hiper taxados, e casos curiosos de ágio sobre alguns destes estocados, últimas unidades sem o impostazo e o cessar importações.

Mais – Dentre as medidas, relata mudanças de escritórios luxuosos para outros de menor áreas, luxo e custos, re exportação de importados não vendidos. Problemas locais, carros quase prontos, sem peças externas e de dificultada importação.
Largada – Novo acordo societário, como a Coluna antecipou, com entrada da JAC chinesa no capital da indústria, construção deve se iniciar em novembro, em Camaçari. 13 meses para operar; três modelos em avaliação; 75 mil veículos/ano.

Especial – Fiat monta outro pacote Itália, desta vez no Punto Attractive. Nome técnico do negócio é série branca, incentivo às compras pela agregação de equipamentos cujo custo superaria se fossem aplicados por particular.

Assim – Série Especial enfatiza conteúdo e valor: rádio Connect CD MP3; volante em couro com comandos do rádio; retrovisores externos elétricos; vidros traseiros elétricos; faróis e lanternas com máscara negra; spoiller na tampa traseira. R$ 45.460.

Caixa – Banco oficial chamado a fomentar vendas de automóveis novos e usados, Caixa promove edição de seu Salão Auto Caixa. 4 a 6 de setembro, e 3.000 gerentes em mais de 1.100 concessionários para agilizar o processo.

Atrativo – Taxas, carência de três meses para iniciar pagar, um mês por ano de supressão do pagamento, brindes pelos concessionários. Em 2013 captou R$ 228,6M em financiamento. Nesta edição quer financiar R$ 300M. Lista das revendas com financiamento Caixa em www.salaoautocaixa.com.br.

Novidades – Mercedes lançará utilitário esportivo GLA meio de setembro. É feito sobre a plataforma do Classe A, e será o mais caro da família; Honda - Mesmo período Honda exibirá novo City. Toyota versões do picape Hilux com SRV, de preço menor, motor flex, 2,7 litros, 163 cv, tração apenas dianteira, e transmissão automática antiga, de quatro velocidades. Vendas em novembro.

Como é – Diz consultoria Jato Dynamics, Brasil mantém quinta posição em vendas. Alemanha, crescendo, quarta; Japão, terceiro, caindo 2,6%; EUA vice líder, em ascensão, marcou pouco mais de 1,4 milhão de vendas; e China, crescendo, mantém liderança ao arranhar 1,5M nos oito primeiros meses.

Posição – Apesar da queda em vendas em agosto – 17,2% menos que agosto de 2013 e 7,6% inferior a julho – 272,5 mil veículos contra 329,2 mil em agosto 2013 e 294,8 mil, o Brasil se mantém o quinto mercado mundial.

Doméstico – Fiat manteve a liderança, com 21,7%; VW 18,7 %ultrapassou a GM, 15% e Ford, 4a, 8,7%. Resultado surpreendeu. Esperava-se, a agressiva campanha da GM, vendendo com desconto igual ao IPI, arrancasse vendas.

Reposição – Maus indicativos e quedas – vendas, venda diária – estoques altos, entre 30 e 40 dias – apesar da redução de produção, transfere para setembro as esperanças de início de recuperação por novos modelos e medidas do Banco Central. Redução do mercado, aos olhos de Flávio Meneghetti, da Fenabrave, deverá ser de 8% relativamente a 2013.

Líder – Palio foi, pelo terceiro mês o mais vendido, superando o Gol por margem mínima. Recém lançado, Renault Sandero é 10o. da lista mais vendida.

No bolso – Apagar das luzes, atual governo usou maioria no Senado para aprovar aumento da adição de álcool à gasolina a 27,5%. Biodiesel a 6%. Do ponto de vista do consumidor e eleitor, é desperdício pois o limite máximo de queima econômica é 25%. O aumento é para agradar os usineiros, em má situação pelo controle oficial do preço da gasolina.

Mudança – Nova estrutura de comunicação social da Honda mudou agências e métodos. Apresentação do novo City terá test drive longo, trechos com orografia variada para aferir características do automóvel. Antes a marca havia cometido tais avaliações em cobertura e estacionamento de shoppings.

Base – Marcel Dellabarba, novo gestor da área, veio de VW e Mercedes, onde as avaliações de lançamento são extensas.

Chamado – General Motors faz chamada para substituir mecanismo de regular altura dos bancos em 1.821 Camaro modelo 2011. Súbita mudança de altura pode afetar o controle do veículo pelo motorista.

Bom começo – Ralliart Brasil, divisão de alta performance, negócio da Mitsubishi Motors, largou bem. L200 Triton SR por ela preparada chegou em 4o. com João Franciosi e Rafael Capoani, primeiro nacional no árduo Rally do Sertões.

De novo - Prova vencida pela equipe Mitsubishi Petrobras com protótipo ASX Racing, com Guilherme – Guga - Spinelli e Youssef – Turco - Haddad. É a quinta vitória de Guga na prova.

Idem – Menor fábrica nacional, Suzuki do Brasil foi de forma contida, com os dois Jimny participantes do desafio 100 mil km em 100 dias, revisaram, equiparam, pintaram, trocaram pneus e partes de suspensão, e estrearam os pequenos goianos no Ralli. Na categoria Production 2, para carros iguais aos à venda, ficaram com 5a. e 10a. posição.

Alerta – Pela Internet conselhos em nome de uma certa Shell Oil: não fumar; não usar telefone celular enquanto abastece o veículo; não voltar a ele durante o abastecimento, tocando a lataria próximo ao bocal de combustível. Comportamentos podem ignitar o vapor do combustível durante abastecimento.

Voz da dona – Consultada, assessoria da Shell desconhece documento e origem, mas conselhos são válidos.

Socorro – A fim de empréstimo para quitar dívidas, implantar negócios, fazer capital de giro? O Chrysler Finance Group LLC, aparentemente empresa sob o guarda chuva da Fiat Chrysler Automobiles, está oferecendo ao mercado brasileiro, entre US$ 10 mil e US$ 20M. A fim? info@chryslerfingrp.com

Chamada – Distância entre as metas de redução de consumo de combustíveis e emissões de poluentes estabelecidos para EUA, Europa e Brasil motiva protestos.

Comparação – Movimento internacional pró ecologia Greenpeace protesta nas portas das fabricantes brasileiras, cobrando atingir as metas definidas nos países de origem. Por leniência oficial as metas brasileiras ficam muito distantes.

Na veia -Protesto é feito na porta das fábricas de Fiat, VW e GM, para que as filiais cumpram, em nome do meio ambiente, as regras dos países de origem.




Protesto na porta da GM.

Retífica RN - Coluna passada indicou, uso constante com pequena quantidade de combustível no tanque pode danificar a bomba de alimentação. Leitor Boris Feldman, engenheiro, contesta: bomba não queima por falta do combustível refrigerante. Adoto.

Procura-se – Roubaram o Opala Comodoro SL/E 4.1, 1992, azul escuro, sedã, placas TTJ 0749. Vendo, avise à Polícia e ao dono (neygama@hotmail.com).

Agravante - Roubo ou furto de carro de coleção deveria ser crime qualificado, representando prejuízo à vítima e ao país, desfalcado em seu pobre acervo histórico automobilístico.

Miniaturas – Editora Planeta DeAgostini produz série de miniaturas Carros Inesquecíveis do Brasil. Folheto bem editado tecnicamente por Bob Sharp, acompanhado de miniatura, valor em torno de R$ 40. Recente exibe automóvel Simca Esplanada 1966. Problema ? Não houve Esplanada ’66.

Como é – Parte é Simca, pelas calotas não utilizadas no Esplanada. Outro engano, a miniatura não é desta versão luxuosa, mas do contido Regente. Idem para a modelia é errônea, pois tal carroceria é versão 1969. E neste ano, como desde abril de 1967, a marca do veículo é Chrysler.

Gente – Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, premiado. OOOO Personalidade Brasil Alemanha 2014, pela Câmara Brasil-Alemanha. OOOO Contribuição ao fortalecimento econômico dos dois países. OOOO