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Coluna
4212 17.outubro.2012
Automóveis
Mercedes voltarão ao Brasil – pela Nissan
Um
entendimento de meios e sinergias traçado entre a Aliança Renault-Nissan e a
Daimler – dona da marca Mercedes – dará novo contorno à indústria
automobilística. Consequências mundiais e reflexos no Brasil. Aqui a marca
Nissan venderá serviços de montagem para um automóvel de marca Mercedes. No
exterior a Mercedes produzirá um carro de luxo para a Renault, a partir de
desenvolvimento sobre um modelo Infinity, a marca de luxo da Nissan. E a
Renault fará a próxima geração do Smart, o filho não assumido pela Mercedes,
sobre a plataforma do Twingo geração 3.
Neste
automóvel, outras duas consequências do acordo de sinergias: nova geração de
motores, cuja amostra aparecerá no Salão do Automóvel em versão 1.6 sob o capô
do novo Mercedes Classe B. Ele é base para produto a ser utilizado nas três
marcas: pouco peso, limitado volume, cilindradas de 1.3 e 1.5, duplo comando de
válvulas, injeção direta, turbo compressor, potência a partir de 150 cv,
abundante torque em baixas rotações, baixas emissões. E uma nova transmissão
automática, construída pela JATCO para a Nissan, com tecnologia Daimler,
procurando sede para ser construída – México bem cotado.
Em
menos de dois anos do entendimento, os passos concretos vão rápido, cobrados
pelos executivos maiores de ambas as marcas, Carlos Ghosn pela Aliança e Dieter
Zetsche pela Daimler, e sinalizam que novos projetos podem ser adotados.
Aqui
Fontes
das empresas se esquivam, mas não se atrevem a negar as informações de haver
definição de produto, e revendedores de automóveis da marca esfregam as mãos.
Afinal, o projeto se enquadra na nova legislação federal, e o desde a
autorização a Mercedes poderá importar sem pagar o adicional de 30 pontos sobre
o IPI.
A
fábrica que mudará a feição da Nissan no Brasil está em construção no município
de Rezende, RJ, beirada da Via Dutra, quase na divisa entre São Paulo e Rio de
Janeiro. Será acabada em 2013 e quer fazer 200 mil unidades em 2014. Para
preencher projetada ociosidade industrial a união nipo franco germânica acertou
fazer um Mercedes para o Brasil. Ainda não há, ou a Coluna não conseguiu descobrir, individualização do produto.
O
mercado afirma ser Mercedes, PO, com origem e pedigree, como o Classe C, aqui o mais vendido da marca e, se
produzido localmente, será o único do segmento, projetando-se preço abaixo dos
concorrentes. Mas pode ser novidade, como o Classe A, ou iniciativa comum,
dividindo plataforma e mecânica, diferenciando-se apenas na carroceria.
O
método não está definido, se será compra de serviços à Nissan, ou uma operação
Mercedes-Benz sob teto alheio. Mas que o Mercedes será feito em Rezende, não há
dúvidas
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União dará bons frutos. Mercedes no
Brasil é um deles.
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