sexta-feira, 30 de outubro de 2015

DE CARRO POR AÍ COM O NASSER




Coluna 4415      28.outubro.2015                             edita@rnasser.com.br  
Fábrica de automóveis em seu estado ? Fale com a Zotye
Negócio pequeno, apalavrado, com vigor em 2016, a compra da TAC, fábrica do jipe Stark, pela chinesa Zoyte, pode gerar desdobramentos maiores. A compradora quer manter o bom jipe, mas pretende ações mais amplas e para isto considera e estuda propostas de mudança da operação atual, na cearense Sobral, para outro estado com maior pacote de vantagens, incentivos e benefícios. Neimar Braga, ainda executivo maior da TAC confirma o negócio, informa do aumento de produção para 4 unidades mensais. Não comenta valores e diz ser período de gestão compartilhada e de due diligence – análise criteriosa da operação, antecedente à gestão pelo comprador. Tudo certo, ocorrerá em 1º de janeiro de 2016, início do exercício fiscal.
Por valor não divulgado pela partes, a Zoyte Brasil (pronunciam Zoytê) adquiriu a TAC para aproveitar a oportunidade, o fato de ter produto ímpar, dar velocidade ao seu projeto local. Aqui chegou em 2014, e no Salão do Automóvel anunciou planos de importação seguida de produção local de pequeno utilitário T200 e automóvel Z100 com vendas anunciadas para maio 2016.
Produtos, explica Luiz Eduardo Barbosa, executivo da Zotye em Brasília, em homologação federal, e o projeto de implantação industrial em Linhares, ES, está bem encaminhado, porém moroso. Com a TAC exige passos mais rápidos.
Neste caminho, além de oferecer as informações do novo desenho empresarial ao governo do Espírito Santo, também o fez ao de Mato Grosso, onde o governador Pedro Taques se interessa por receber a indústria, em adquirir o jipe para serviços oficiais, estado de ampla demanda por este tipo de produto – o estado pode ser a conexão com a América do Sul e Central.
Nada fechado com relação a novo local, empresa está aberta a propostas.
Mais 
A sinergia entre as duas marcas permitirá elevar volumes de produção – 10/u/m – em janeiro; lançar a linha Stark 2016; picape; versões com motor Otto em versão Flex e transmissão automatizada de fornecedor nacional; importação e início de montagem dos produtos chineses. Atrativo à rede de revendedores.
Por registrar, o Brasil se distancia cada vez mais da postura de ter pelo menos uma marca nacional. No ranking dos maiores países em produção e vendas de veículos, o único sem tê-la. Últimas tentativas inviabilizaram-se: Gurgel, única com motor próprio, fechou; Troller, projeto nacional, foi comprado pela Ford. Remanescente TAC agora é chinesa.
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: Jipe Stark, agora Zotye
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Em novembro, o Golf nacional
Volkswagen aperta os parafusos finais para lançar o Golf ainda em novembro. Processo demorou, tornou-se paralelo ao do Audi A3 sedan, com a mesma plataforma e produzido na mesma linha.
Informações desencontradas variam desde dificuldades para acertar agenda de executivos estrangeiros, providências internas e, até, findar o estoque das unidades importadas do México.
Automóvel não será igual às versões em circulação, alemãs ou mexicanas, em especial na suspensão traseira, substituída, simplificada. Saiu o eixo traseiro multi link e em seu lugar, solução barata, sistema assemelhado aos utilizados nos Gol, eixo de torção chamado eufemisticamente de inter independente.
No primoroso motor 1,4 TSI, duplo comando, 16 válvulas, injeção direta, turbo, um ganho: retrabalhado para operar como Flex, a potência a álcool será de 150 cv – atuais 140 cv na versão a gasálcool. A transmissão não será DSG, automatizada com duas embreagens, mas efetivamente hidráulica. O susto tomado pela Ford e seus clientes e os problemas da transmissão PowerShift fizeram optar pelo sistema mais antigo, com seis velocidades, entretanto menos problemático em países com piso irregular.
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Exibindo Foto Legenda 02 coluna 4415 - Golf .jpg

Golf, nacional, novembro
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Borgward renasce. Agora Xing-Ling
Segunda maior marca alemã de automóveis ao início dos anos 1960, a criativa e brilhante Borgward voltará ao mercado.
Há uma década seu neto Christian investe e aplica-se no renascer. Ano passado, ameaçou – mas frustrou a apresentação no Salão de Paris, como a Coluna relatou. Voltou em grande estilo em idêntica mostra em Frankfurt, e com novo desenho de negócio factibilizando a produção.
Vendeu todas as ações da nova Borgward à chinesa de caminhões Foton – tem operação no Brasil -, e a nova controladora absorveu tudo, inclusive a equipe, experiente em produto, planejamento, estratégia, comunicação, veteranos contratados à Daimler, GM, Saab, Mitsubishi.
SUV
Para o primeiro produto tomaram o caminho mundial do Sport Utility Vehicle, moda da década, e apesar da mesmice no segmento – confortos, tração permanente nas quatro rodas, eletrônica – diz diferenciar-se por linhas com traços lembrando aeronáutica, e elevado conteúdo de infodiversão, incluindo tela de toque com 30 cm.
Produção será iniciada em 2016, destinada ao mercado doméstico, o maior do mundo e, posteriormente, Europa e USA. Diz o grupo gestor da marca, apesar do refinamento terá preço competitivo com Audi Q5.
Origem
A Borgward foi das marcas mais carismáticas na história. Seu fundador, Carl Borgward, engenheiro, fazia de tudo. Do desenho da mecânica ao estilo, condução da fábrica, mercado...
Fez coisas marcantes, como ser o primeiro automóvel alemão lançado após a II Guerra Mundial; o primeiro com a definição de espaços em três volumes, ditos Ponton; nos anos ‘50 a mágica dos Isabella sedan 2 portas e Coupé; a elevada potência específica dos motores – em 1957 seu 1.5 fazia 75 hp, idêntica medida do VW Passat quase 20 anos após; e um projeto de internacionalização, focando produção durante o inverno europeu – quando as vendas caem – para os países abaixo do Equador.
O fim, inexplicado pela lógica, somou queda nas exportações com noticiário informando dificuldades financeiras, provocando corrida de credores e nunca esclarecida posição da cidade de Bremen, onde instalada, e sócia da empresa, em destituir Borgward da gestão, substituindo-o por uma comissão. Este desenho todo mundo entende, e a empresa foi fechada. Feito o balanço, os haveres em muito superavam os débitos. As instalações industriais hoje pertencem à Daimler.
Registro do óbvio, o brilho de Borgward e seu comportamento autocrático não lhe permitiram criar uma rede de sustentação e proteção, e esta ausência se somou aos fatores ou ações contra sua empresa. Ou seja, amigos são acervo.
Como registro, junto ao último Isabella produzido, os operários colocaram uma placa: Você é muito superior a este mundo. Referiam-se ao produto e ao Patron.
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Exibindo Foto Legenda 03Coluna 4415  - Borgward BX 7 .jpg

 Tradição e novidade. O Isabella (e) e o novo Borgward SUV BQ7
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Roda-a-Roda
Líder – Fim do terceiro trimestre do ano, Toyota retomou a liderança mundial em vendas. Volkswagen antecedeu, perdendo pelo atual quadro institucional traçado pela emissão de seus motores diesel. Diferença pouca. Toyota 7.498 mil e VW aproximadamente 50 mil unidades menos, 7.430 mil. GM atrás, 7.200 mil.
No ar – Previsões impossíveis. Toyota sofre com problemas de re call; GM idem e ainda com queda de vendas na China; VW caiu muito menos ante o projetado como danos pelo Dieselgate, o escândalo das emissões.
Dieselgate – Com as complicações geradas pelas emissões dos motores diesel VW, e no desvario mundial de ameaças e ações contra a fabricante, a PSA – Peugeot-Citroën prepara dossiê para exibir comportamento de seus motores. Receia medidas midiáticas criminalizando os diesel, independentemente de marca ou origem. Burocrata atemorizado ou midiático pode custar muito caro.
Futuro – Toyota divulgou diretrizes para os próximos anos: fábricas 40% mais baratas, 25% menores; redução de custos operacionais; maior autonomia nas operações regionais; mais pesquisa em motores alternativos.
Carro – Em produtos, design mais eficiente e emocional, centro de gravidade mais baixo, melhor sensação de condução, direcionamento para uso de turbo, injeção direta e diesel. Quer deixar a fama de carros confiáveis porém sem graça.
Caminho – Em meio ao processo de catarse onde mergulhou para se reinventar, solucionar o problema com as emissões de diesel, e retocar os arranhões em sua imagem, Volkswagen foi ao mercado. Contratou Thomas Sedran, 51, ex presidente da concorrente Opel, como líder de estratégia. Foi responsável pela virada do Opel, quase fechando em razão de prejuízos.
Mais - Junto recrutou Christine Hohmann-Dennhardt, chefe do jurídico e compliance da Daimler – é o limite de comportamento entre o lucro e a ética social. Negociações de hora em diante não envolverão apenas clientes e países, mas líderes de outras marcas.
Materialização – Mexicanos irmãos Iker e Guillermo Echeverria concretizaram o sonho: desenvolveram o VUHL 05 – na origem Vehicles of Ultra-Lightweight and High Performance. Numeral homenageia pai.
Razão – Projeto segue a lógica do inglês Colin Chapman em seus Lotus: pouco peso. Assim, plataforma em alumínio em chapa, tubos, e colmeias, juntos por adesivos aeronáuticos, pesa apenas 78 kg. Pronto, vazio, 655 kg.
Força – Projeto racional, sem firulas do tipo construir motor próprio, mas aproveitar máquina disponível. No caso, motor Ford EcoBoost, 2.000 cm3 de cilindrada, 280 cv de potência. Posição entre eixos traseiro, transmissão de seis velocidades. A relação peso-potência permite acelerar 0 a 100 km/h em 3,7s e final em 245 km/h.
Produção – Não são estreantes. Iker ganhou prêmio em design e ambos tem empresa fornecedora destes trabalhos para fábricas estadunidenses. Fábrica, processo industrial, fornecedores e assistência técnica montados em plataforma de software FileMaker e gestão empresarial ERP. As 1.500 peças de fornecedores mundiais, tem número para permitir gestão. FileMaker empresa Apple.
Griffe – Strasse, empresa paulistana de veículos personalizados, ampliou mercado. Agora, além dos Mercedes-Benz com aplicação de kit da preparadora Brabus, incorporou serviços da também alemã Oettinger a VW Golf.
Golf - Por R$ 9.900 aumenta a potência em 20 cv, e em troca reduz 0.3 segundos na aceleração da imobilidade aos 100 km/h. Por adicionais R$ 26.900, rodas Oettinger e pneus 235/35/19. Carro O Km, versão Comfort Line, básica, com alguns equipamentos, a partir de R$ 85.900.
Novo ciclo – Honda e Nissan levaram jornalistas brasileiros ao Salão de Tóquio. Caso Honda, anunciar nova geração de motores no Brasil: 1,5 litro, quatro cilindros, comandos variáveis, injeção direta, turbo, projetados 180 cv versão álcool. Demais, 1,0 três cilindros; 2,0 com quatro. No novo Civic, 2016.
Outra – Nissan pretendia atenções para seu modelo interativo, com tecnologia avançada para se tornar factível. Mas a cereja do bolo aos mais especializados foi o Mazda RX-Vision. Fora do mercado nacional, assinala o retorno dos motores rotativos. Mazda os produziu até 2012 e com o esportivo de distribuição masculina – motor frontal, tração traseira – sinaliza voltar. É o mais lógico dos motores endotérmicos.
Uber – Senador brasiliense José Antonio Reguffe relatará projeto sobre o Uber como variedade de transporte. Pelo perfil liberal deve ter opinião favorável ao consumidor – ou seja, à nova opção.
Investimento – Levantamento anual pelas agências Auto Informe e a Molicar Listam três Fiat como de menor depreciação: Strada na categoria de picape pequena; 500 entre os hatch Premium; e Weekend como camioneta.
Maior – Fechadas as contas das vendas de veículos O Km em todos os 25 países de América do Sul e Central, apesar da queda de comercialização de 21% no Brasil, mantemos liderança numérica: 1.370.000 vendas. Somados, os outros 24 países indicam no mesmo período 970 mil unidades.
Negócio – A fim de caminhão Scania ? Avie-se. Preço aumentou 3% em outubro, e outros 7% em novembro. Aumentos tem sido mensais em todos os nacionais para repassar inflação e preços dos componentes pagos em dólar.
Gente – Confusão na prorrogação de incentivos fiscais regionais, envolvendo Ford, Mitsubishi e CAOA surpreende o setor. OOOO Participação da fórmula pela antiga família real não estranha por sua aura de perfeição, onisciência e o gravitar acima do bem e do mal. OOOO Pessoalmente não imagino o Eduardo Souza Ramos, de sua MMC, envolvido com subornos e afins. OOOO Não é de seu perfil de esportista, ex representante olímpico, ganhar fora das regras. E quem o conhece, sabe e aplaude a condução de sua vida e negócios. OOOO


CUECA...

UM DIRIGÍVEL FUJÃO BY JLV

 Um blimp escapa de suas amarras
Um blimp (aeróstato) caríssimo escapou de suas amarras no Campo de Provas de Aberdeen, estado de Maryland, às 11:54 da manhã de quarta-feira passada, subiu a 4.880 metros e ficou zanzando pelo ar.

Ele era tão importante como peça de pesquisa que dois caças F-16 da base aérea de Atlantic City, no estado de Nova Jersey, foram enviados para ficar ‘tomando conta’ dele e o governo local ficou horas seguidas avisando a população que, se ele baixasse, as pessoas não deveriam sob hipótese alguma tentar pegá-lo pela ‘correia’ de 3 km de comprimento.

O JLENS (Joint Land Attack Cruise Missile Defense Elevated Netted Sensor System, ou sistema sensor de cruzeiro para ataque em terra com rede elevada de defesa (ufa!), mede 74 m do nariz à popa, custou inacreditáveis US$ 2,7 bilhões e levou 17 anos para ficar pronto. Ele pode rastrear navios no oceano ou carros na terra a uma distância de 550 km.

Este blimp, chamado de fujão, protege a costa atlântica, e um outro, a costa pacífica.

A FAA, administração federal de aviação, há anos estuda como mantê-lo seguro em ventos de 130 km/h.

No dia seguinte o fujão já estava oficialmente de volta ao chão – ou perto dele, já que havia batido em árvores de uma floresta.

JOSÉ LUIZ VIEIRA - WWW.CARGA EE TRANSPORTE.COM.BBR

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

ALTA RODA COM FERNANDO CALMON

A


lta Roda nº 860 — Fernando Calmon — 27/10/15









PAÍS DO FUTURO, DE NOVO

Frases como essas não costumam partir de altos dirigentes da indústria automobilística sobre o cenário desolador atual: “O Brasil precisa de um plano, como uma empresa. Não temos um plano”; “A crise está ligada fundamentalmente à questão política, uma doença degenerativa, uma cirrose, que corrói a economia”; “Brasil precisa de um ajuste ético e político. Enquanto isso não acontecer, a economia e o mercado automotivo não voltarão a crescer.”
Até parece orquestração, mas não foi. No Congresso AutoData Perspectivas 2016, semana passada, em São Paulo, parece que todos reverberaram, ao mesmo tempo, o clima de mal-estar com os rumos de curto e médio prazo do País desde o final do ano passado. Na realidade, as fabricantes do setor muitas vezes “apanham” caladas, mostram-se sempre na defensiva, quer as críticas sejam pertinentes ou impertinentes, justas ou exageradas. Essa nova postura só agora brotou publicamente, em tom de desabafo mesmo.
A explicação óbvia vem daquela frase imortal do jornalista Joelmir Beting. Ele dizia que o órgão mais sensível do ser humano é o bolso. Ninguém ignora que a indústria automobilística ganhou muito dinheiro com o crescimento quase explosivo das vendas internas entre 2004 e 2013, alimentadas por demanda reprimida (1999 a 2003), crédito fácil e descontrolado, aumento do poder aquisitivo dos compradores e estímulos fiscais em momentos difíceis. Geraram-se lucros remetidos às matrizes.
O cenário de hoje, exatamente o oposto, atacou o bolso. Os prejuízos começaram já no ano passado e no momento as matrizes estão socorrendo as filiais com empréstimos até para fechar as contas no fim do mês. Afinal, salários na indústria acima da inflação e preços dos carros corrigidos por percentual inferior não dão liga. Essa fase acabou e aumentos reais pioram tudo. Nenhum acionista gosta de saber que perde dinheiro, se antes ganhava, e está agora “devolvendo” parte do que havia embolsado. São da regra econômica os ciclos bons e ruins, mas importa a tendência apontar para cima.
Também se ouviram vozes ainda mais pessimistas. O início da tímida recuperação poderia ficar para 2017 e não começar no último trimestre de 2016. Parece haver um desconhecido porão no fundo do poço. Somando-se veículos leves e pesados as vendas talvez não cheguem a 2,1 milhões de unidades em 2016 ou 16% menos que os prováveis 2,5 milhões deste ano.
No rumo contrário, o instituto Ipsos Brasil disse ter detectado em pesquisa que nos últimos meses cresceu a intenção de compra de carros novos pelos consumidores. Infelizmente, isso não foi confirmado pelos bancos. A associação das instituições vinculadas aos fabricantes (ANEF) reafirmou a procura menor por financiamentos, independentemente da maior seletividade na aprovação de cadastros de interessados.
Em meio a interpretações e previsões de alguma forma divergentes, pelo menos há um consenso positivo. Nenhum fabricante admitiu cancelar investimentos. Eles estão mantidos, certamente a um ritmo menor, mas a ameaça de desinvestimento, como já ocorrida no passado, parece descartada. Voltar à condição de país do futuro é algo bem desconfortável, mas é o consolo que restou.

RODA VIVA

EMBORA a FCA não tenha decidido sobre a produção – mesmo em regime de montagem de componentes importados (CKD) – do seu novo sedã médio-compacto na fábrica de Goiana (PE), as chances de isso ocorrer aumentaram. O carro existe, recuperou o nome Tipo, dos anos 1990, em alguns mercados, mas nem mesmo isso se confirmaria aqui por problemas do passado.
EXEMPLO correto de uso de vidros escurecidos no novo monovolume C4 Picasso (segunda geração): da coluna central para trás. Nas janelas dianteiras eles são apenas esverdeados para garantir visibilidade correta. No Brasil a regulamentação do Contran é exatamente essa, mas quase ninguém respeita. Inexiste fiscalização e, portanto, mais uma lei que não “pegou”.
FOCUS FASTBACK vem alcançando resultados superiores de vendas em relação às gerações anteriores do mesmo sedã não apenas por esforço de marketing da Ford. Sua dirigibilidade ficou melhor, direção mais precisa e suspensão traseira independente multibraço com barra estabilizadora é referência no segmento. Espaço para pernas atrás poderia ser melhor.
GOVERNO FEDERAL criou incentivos fiscais para veículos puramente elétricos ou híbridos recarregáveis em tomadas, como em outros países. Desculpa anterior era risco de apagão elétrico, mas a procura por esses veículos é tão baixa que soava ridículo. Tarifa de importação cai de 35% para algo entre 2% e 7% (híbridos) e de 0% a 2% (elétricos), dependendo de sua eficiência.
SEGUNDO o Observatório Nacional de Segurança Viária, ao analisar dados oficiais, mais de 15% dos mortos no trânsito são idosos (60 anos ou mais), apesar dessa faixa etária corresponder a cerca de 11% da população. Pedestres representam a maior parte das vítimas. Ou seja, motoristas precisam ficar ainda mais atentos às limitações da terceira idade.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2


terça-feira, 27 de outubro de 2015

BOEING 747 RC E CONCORDE



CARROS A EXPLOSÃO VÃO ACABAR AT[E 2050, DIZ TOYOTA

 
Toyota quer acabar com carros a gasolina 
A Toyota, empurrada por ambiciosos alvos ambientais, quer parar de vender carros a gasolina a partir do ano 2050. Ela quer com isso reduzir radicalmente as emissões, no Japão e no resto do mundo.

Os carros elétricos a bateria não fazem parte de sua visão.

O futuro, para a Toyota, está nos carros a células de combustível, como o Mirai, que andam a hidrogênio e estão a venda desde o fim do ano passado. O Mirai já vendeu 1.500 unidades no Japão e acaba de ser lançado em alguns pontos dos Estados Unidos e da Europa.

A venda de veículos híbridos chegou a 1,5 milhão de unidades até hoje e chegará a 15 milhões em 2020, quase duas vezes sua venda global atual no planeta. Os híbridos ‘trocam’ de gasolina a elétrico e vice-versa, buscando eficiência.

O mais vendido é o Prius, que de 1997 até hoje já vendeu cerca de 4 milhões de unidades. A Toyota promete desenvolver uma versão híbrida de cada categoria de carro, inclusive a de veículos esporte utilitários e os mais caros modelos de luxo.

O diretor gerente sênior da companhia, Kiyotaka Ise, disse aos jornalistas que “Você pode pensar que 35 anos é um longo tempo, mas para um fabricante de automóveis pensar em todos os motores de combustão como mortos, é extraordinário.”

Ele aceitou a ponderação d que alguns carros a gasolina poderão continuar existindo nos mercados menos desenvolvidos, mas mesmo assim em números bem pequenos.

Ise e outros diretores da Toyota insistem na inevitabilidade de sua visão global, e lembram que os problemas de aquecimento e destruição ambiental tornam a mudança para uma sociedade baseada no hidrogênio uma necessidade.

Outras pessoas, porém, estão divididas quanto ao desaparecimento de motores a gasolina mais verdes e à chegada de uma tecnologia diesel mais limpa.

A Toyota diz que vai desenvolver tecnologia de manufatura baseada no hidrogênio e que vai usar a força do vento em sua planta de Tahara, ambos até 2020. Ela promete também ampliar suas medidas de reciclagem, inclusive maneiras de construir veículos novos a partir de outros reciclados.

Perguntada por que a Toyota é tão cautelosa a respeito de veículos elétricos, ela responde que demora demais para recarregar apesar de inovações que as tornem menores, mais leves e de maior alcance.

O chairman da Toyota, Takeshi Uchiyamada, conhecido como o ‘pai do Prius’, diz que a companhia leva muito a sério o meio ambiente porque ela sempre quis contribuir para uma melhor sociedade.

Sakichi Toyoda, o ‘pai’ da companhia, inventou um tear têxtil em 1891. “Este é o DNA da Toyota.”

JAY LENO DIRIGE O ASTON DE MR. BOND E I O MERCEDES C111



PUMA CLUB SE REUNE DIA SETE

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No dia 7 de novembro a Barra da Tijuca vai tremer com o Encontro do PUMA CLUBE DO RIO DE JANEIRO (PUMA RIO)., que acontece no Shopping Open Mall Este mês os pesos pesados do Clube de Veículos Militares Antigos do Rio de Janeiro (CVMARJ), serão os homenageados.

Como sempre acontece, haverá escolha do Puma do Mês e do Classico do Mês, sempre ao som do rock de Eduardo Camacho e com a boa comida e o chope geladinho do Restaurante Calábria.

O Shopping Open Mall fica na av. das Américas, 7907 (ao lado do Rio Design Shopping) e o Encontro de novembro do PUMA CLUBE DO RIO DE JANEIRO (PUMA RIO), que começa as 11 horas conta com apoio do 147 Fiat Clube RJ, da Confraria Rio Vespa Clube e do Maverick Carioca.


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Puma Clube do Rio de Janeiro: pumaclubedoriodejaneiro@gmail.com


Twiter: @puma_rio

Instagram: Puma_Clube_do_Rio_de_Janeiro

domingo, 25 de outubro de 2015

PARA PENSAR

NÃO CONHEÇO O CARA, MAS ELE GAANHA FACIL O NOBELL DE LUCIDEZ

video

OPINIÃO POR BORIS FELDMAN


Quem paga o pato?


Não bastassem todas as maracutaias do governo no nosso combustível, ele acaba de confessar não estar fiscalizando sua qualidade.


Fiscalização da ANP acabou (foto ANP)

A gasolina não teve aumento durante anos, pois a presidente queria conter a inflação. Além disso, o imposto sobre derivados do petróleo (a Cide, Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) foi eliminado para reduzir seus preços. Até a reeleição de Da. Dilma, o brasileiro abasteceu com preços artificialmente contidos na gasolina, álcool e diesel. Mas o governo não pode cometer descalabros a vida inteira, pois um dia a conta chega. Quando chegou, quem pagou o pato foi o consumidor. Que teve seu bolso duplamente onerado no posto: pelo preço da gasolina que subiu apesar do custo internacional do petróleo ter despencado. E pelo óbvio retorno da “contribuição” Cide. Não bastasse, Da. Dilma prometeu para os usineiros, durante sua última campanha eleitoral, o aumento da mistura do álcool na gasolina. Mais uma continha para o bolso do motorista, pois ele paga por um litro de gasolina mas recebe 27% de álcool, que tem menor valor energético: quanto maior sua proporção na mistura, maior o consumo do motor. E problemas de oxidação no automóvel.
Nossa gasolina é de muito boa qualidade, entre as melhores do mundo em termos de octanagem e teor de enxofre. Entretanto, falta resolver dois problemas:
1- o primeiro é a aditivação, estabelecida como obrigatória em todo o país desde janeiro de 2014. Mas, como se trata de uma operação que exige entendimentos entre a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), refinaria, distribuidoras e fabricantes dos aditivos, as partes não se entenderam e a medida foi adiada para julho deste ano. Mais discussão entre os envolvidos e a ANP voltou a adiá-la por mais dois anos. Se nestes 24 meses chegarem todos a um acordo, somente em julho de 2017 nossa gasolina será aditivada.
2 – o segundo é a fiscalização. Cabe à ANP zelar pela qualidade do combustível nacional. Proteger o consumidor contra as distribuidoras e postos desonestos que aumentam os percentuais de álcool na gasolina, de água no álcool, de biodiesel no diesel… só o GNV, por suas características físicas, escapa da adulteração.
A ANP não tem infra-estrutura nem fiscais suficientes para controlar a qualidade nos quase 40 mil postos do país. Estabeleceu então um convênio com laboratórios de institutos técnicos e universidades para o monitoramento dos combustíveis. A partir deste controle se realiza a fiscalização no posto. Mas, com o corte generalizado de verbas federais, a ANP foi também punida e o cidadão brasileiro volta a pagar a conta (ou o pato…), pois ela não teve condições de renovar os contratos que venceram este ano. A rigor, combustíveis fornecidos em 20 estados brasileiros correm maior risco de estarem adulterados. Se o motorista já se sente roubado por ter que engolir quase 1/3 de álcool na gasolina, pode se preparar, pois postos desonestos fazem o combustível “flex” por conta própria, adicionando ainda mais álcool em proporções que podem superar os 50%. Acrescentam também mais água no álcool, muito além dos 7% previstos pela legislação. A análise de amostras de álcool colhidas em postos no litoral revelou até a presença de sal proveniente de água do mar.
O resumo da ópera é que poderíamos ter uma das melhores gasolinas do mundo, mas sofremos com a irresponsabilidade do governo federal que manipula seus preços, adiciona álcool em percentuais muito acima do padrão, não tem capacidade técnica para estabelecer sua aditivação e, agora, confessa não ter verbas para fiscalizar sua qualidade. E quem paga o pato, como sempre…
BF
Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autoriza o Ae a publicar sua coluna veiculada a

sexta-feira, 23 de outubro de 2015



Alta Roda nº 859 — Fernando Calmon — 20/10/15





ERROS E ACERTOS




Enfim, boas notícias chegam de Brasília. Se não nas áreas política e econômica, pelo menos o otimismo vem de algumas regulamentações que afetam 60 milhões de brasileiros habilitados a dirigir os 40 milhões de veículos (sem incluir motos) que formam a frota real circulante, excluídos os sucateados.
Sempre é bom reconhecer quando o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e seu órgão executivo máximo, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), acertam em decisões, mesmo quando significa voltar atrás em regulamentações polêmicas ou em desacordo ao bom senso. Verdade que há muitas pressões políticas e de fundo econômico de setores, no ganh a-e-perde com as Resoluções que têm força de lei, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Depois da decisão que tornou o extintor de incêndio facultativo em automóveis e comerciais leves, no mês passado, finalmente revogou a exigência de que todos os veículos viessem de fábrica com rastreador e bloqueador contra furtos e roubos. Já se sabia dos problemas técnicos e também do aumento de custos a onerar compradores em cidades pequenas e médias. No caso de caminhões, cada interessado achou soluções próprias. Também merece aplauso a criação do Registro Nacional de Veículos em Estoque que diminuiu custos na comercialização de veículos usados.
Uma sugestão ao Contran é regulamentar o chamado espelhamento dos celulares em telas multimídias. Alguns fabricantes de veículos, por falta de clareza na lei, inibem a reprodução de imagens de aplicativos (Waze, Google Maps e outros) muito úteis no traçado de rotas menos congestionadas em tempo real. Se se permite fixar um telefone no painel ou para-brisa com as mesmas informações, por que não numa tela mais nítida e segura de operar no painel dos veículos? Afinal, não se trata de imagens de filmes ou de TV, mas de mapas.
Algumas iniciativas do Congresso Nacional, porém, são desastrosas. Uma decisão puramente demagógica alterou o CTB e tornou falta gravíssima a multa por circular em qualquer faixa de ônibus. Antes havia uma graduação de multas – semelhante à velocidade em excesso – entre corredor (em geral do lado esquerdo e com estações de embarque) e faixas à direita. Não tem sentido igualar os dois tipos de infração. Faixas precisam ser interrompidas antes e depois de vias transversais, além do tráfego de entrada e saída de lojas, garagens e estacionamentos que deixam a “infração” ao arbítrio de quem multa, fora os casos controversos.
Entre os projetos que tramitam no Legislativo Federal está a de obrigatoriedade do uso de farol baixo em estradas durante o dia. Em países de alta incidência solar como o Brasil isso não tem sentido, sem considerar que farol de uso diurno precisa ser específico e deixar desligadas lanternas traseiras e dianteiras. Especialistas dos EUA estudaram o assunto e, apesar de 250 milhões de veículos que circulam por lá, descartaram essa medida.
O Contran poderia tornar obrigatório a DRL (luzes de uso diurno, em inglês), como se vê em vários modelos. Gastam pouca energia, sinalizam bem melhor e aumentam a segurança em estrada e cidade. Aceitas sem restrições em todos os países.

RODA VIVA

DURANTE o recente Fórum Direções, organizado pela Quatro Rodas, o ex-presidente da Audi no Brasil e atual presidente da Gol, Paulo Kakinoff, relembrou a frase famosa: “Reconheço duas coisas sobre a crise: não sei quando ela acabará, mas sei que acabará”. Compradores potenciais de carros novos, porém, continuam ansiosos: quando vão parar de adiar seus planos?
TERCEIRO trimestre de 2016 parece a resposta com mais adeptos entre os analistas. Supondo que este ano as vendas totais (veículos leves e pesados) alcancem 2,5 milhões de unidades, elas só voltariam a crescer – e lentamente – daqui a um ano. Para alcançar o patamar mágico de 4 milhões de veículos/ano (em 2012 foram 3,8 milhões) só em 2022. Uma década perdida!
NOVA arquitetura (maior por dentro, menor por fora), estilo menos amarrado ao padrão francês e itens sofisticados marcam os novos C4 Picasso e Grand C4 Picasso (7 lugares). Impostos altos e real desvalorizado puxaram os preços: R$ 111.900/117.900 e R$ 120.900/127.900, respectivamente, fora opcionais. Ousadia positiva é diferenciar o desenho das duas versões.
PROVA da virada da Volvo é o XC90. Além de imponente (4,95 m de comprimento), leva até 7 passageiros sem sacrificar demais os da terceira fileira. Motor 2 litros/320 cv usa turbo e compressor, mas sua sonoridade deixa a desejar, sem deixar de lidar bem com as duas toneladas de peso em ordem de marcha. Tela multimídia táctil vertical de 9 pol. é um dos pontos altos.
YON MOTOR é um rastreador de fácil instalação (menor e mais leve) que acaba de chegar ao mercado e adaptável a qualquer tipo de veículo por ser à prova d’água. Aplicativo gratuito para telefone inteligente permite, por exemplo, os pais monitorar a distância forma como os filhos guiam. Custa R$ 960,00, mais plano de dados (R$ 268,00/ano).

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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

DE CARRO POR AÍ COM O NASSER



Coluna 4315      21.outubro.2015                             edita@rnasser.com.br  
O Best Driver da Michelin
Um dos passos mais consistentes para melhorar a qualidade de direção e reduzir acidentes está sendo dado pela francesa de pneus Michelin. É o programa Best Driver, apoiado pela Federação Internacional de Automobilismo, FIA, e levado de 21 de outubro a 11 de novembro a três universidades – Tom Jobim, RJ; Estácio Uniseb, Ribeirão Preto, e UnB, Brasília.
Foco prático: nos acidentes fatais de trânsito mais de 25% envolvem jovens, diz Ana Paula Guimarães, Diretora de Marketing para Pneus de Passeio e Caminhonete da Michelin América do Sul.
Base está em talk shows apresentados por Felipe Solari, e participação do escritor, sociólogo e especialista em segurança no trânsito Eduardo Biavati, e do piloto profissional de motociclismo Leandro Mello. E será instalado um simulador para testar performance dos estudantes com cenas cotidianas.
Ação ampla, durante o Michelin Best Driver empresa promoverá campanha da OMS #SaveKidsLives, colherá assinaturas em www.savekidslives2015.org, e promoverá ação Pressão Certa indo à prática de demonstrar a importância da calibragem correta dos pneus para segurança, economia e ecologia.
Efeito demonstração, instalará no carro de 300 universitários aparelho medidor do nível de segurança da condução do motorista no período.
Parte do esforço é divulgar as Golden Rules, Regras de Ouro no Trânsito, da mesma FIA:
Regras de Ouro
1. Usar sempre o cinto de segurança (motorista e carona) 
2. Respeitar o código de trânsito 
3. Respeitar os limites de velocidade
4. Verificar regularmente os pneus (pressão, sem esquecer do estepe) 
5.
Sub efeitos de álcool ou de remédios, não dirigir (dirigir sempre em plena consciência) 
6. Usar cadeiras infantis para as crianças (assento apropriado - proteger as crianças) 
7. Não usar o celular ao dirigir (manter a atenção, não se distrair) 
8.
Parar quando estiver cansado 
9. De moto, sempre usar o capacete
10. Ser gentil e atencioso
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