quinta-feira, 31 de julho de 2014

ALTA RODA COM FERNANDO CALMON




Alta Roda nº 795 — Fernando Calmon — 29/7/14





FALTA DE PREPARO





Você vai ouvir muito sobre chamadas emergenciais automáticas (eCall, em inglês) a partir de carros acidentados. A iniciativa vem da Ford que lançará o serviço – sem custo de utilização – no novo Ka, em setembro. Na realidade, eCall já é oferecido no Brasil pela Volvo, porém nesse caso pago por incluir mais opções e dispor de plantão 24/7. A Ford pretende estender o recurso para toda sua linha, a partir de 2015.
Hoje, no Brasil, há 41 milhões de telefones inteligentes (pouco além da frota real de veículos capaz de circular). Apesar de se agregar, como opcional, ao modelo mais barato da marca, na versão de entrada SE (R$ 35.395), o equipamento Sync de comandos de voz e pareável ao celular aparece de série na versão SE Plus por R$ 2.000 integrando a central multimídia com tela tátil. Isso permite o conceito correto de “olhos na estrada, mãos no volante”, sem sujeitar o motorista a multa de trânsito.
A ligação automática ao 192, do Samu, depende da deflagração do airbag ou de desligamento da bomba de combustível que ocorre em fortes colisões traseiras, laterais, tombamento ou capotagem. Há três situações de grande utilidade: ocupantes inconscientes ou imobilizados, mensagem padronizada repetida duas vezes e fornecimento ao atendente das coordenadas de localização do veículo. No caso de o carro sair da pista e se chocar com obstáculo, à noite em especial, pode não haver testemunhas do acidente e aí o eCall é ainda mais útil.
Óbvio que outros fatores intervêm no processo, a começar pela infraestrutura de telecomunicações, embora uma chamada de emergência ocorra por qualquer rede disponível, independentemente da utilizada pelo dono do telefone. A celeridade do socorro também precisa de eficiência. Essas pré-condições estão postas, dentro da realidade do País.

MOTO RUSSA COM TRAÇÃO EM AMBAS AS RODAS


ESSA MOTO NADA MAIS É QUE UMA CÓPIA DA ROKON, QUE POR INCRÍVEL QUE PAREÇA. TINHA UM MOTOR ESTACIONÁRIO CHRYSLER DE  DOIS TEMPOS E QUASE FOI ADOTADA PELO EXÉRCITO BRASILEIRO NO FINAL DOS  ANOS 60. VEJA ABAIXO UMA MATÉRIA DA DUAS RODAS QUE, NO ENTANTO, NÃO DESCREVE O COMPLEXO SISTEMA DE TRAÇÃO DA RODA DIANTEIRA POR MEIO DE UMA CRUZETA E UM CARDAN ATÉ CHEGAR NO GARFO. E FLUTUAVA TAL QUAL A RUSSA COM SUAS RODAS ÔCAS!


Criada para uso rural em 1963 nos Estados Unidos, a Rokon desembarcou no Brasil na década seguinte custando pouco menos do que uma 125cc. Para enfrentar terrenos de baixa aderência, o modelo tinha tração integral nas duas rodas, largos pneus e peso seco de apenas 84 kg.
O modelo chegou às lojas com motor 2 tempos de 134cc e 10 cv a 8.000 rpm, câmbio CVT com embreagem automática e um seletor de 3 velocidades para tracionar cargas (como uma marcha reduzida) ou atingir 40 km/h de velocidade final. Sem suspensões, o trabalho de amortecimento ficava por conta dos pneus 670 x 15 de baixa pressão.
À época, o exército americano gostou do projeto e adotou a “moto-trator” – como era chamada nas propagandas – uma vez que o veículo era levado facilmente de navio à praia ou lançado de aviões com para-quedas. Em 1976, Duas Rodas avaliou o modelo: “é muito fácil de dirigir e os obstáculos como lama e subidas íngremes começam a ser enfrentados com uma facilidade raramente encontrada nas melhores motos de fora de estrada”.
A Rokon segue em produção nos Estados Unidos e custa US$ 6.375. A matéria completa sobre o veículo está na seção “Nossa História” da revista Duas Rodas de janeiro, que está nas bancas, na Apple Store e na Google Play.

Modelo é vendido até hoje nos Estados Unidos


FORD: NOVO KA E ROCKN´ROLL


O show Ford, Novo Ka e Rock’n’Roll reuniu astros consagrados e representantes da nova geração da música brasileira para saudar o lançamento e fazer um tributo ao rock. www.drivebrazil.com.br

DE CARRO POR AÍ COM O NASSER




Coluna 3114     30.julho.2014                                 edita@rnasser.com.br        
Linea, agora como deveria ter sido
Quando lançado, em 2008, o Linea pretendia inscrever a Fiat como concorrente na faixa dos sedãs médios – Toyota Corolla e Honda Civic, sonho aspiracional de todo diretor de vendas de fábrica de automóveis no Brasil, Ford Focus, GM Vastra – entenda-o com o letreiro Vectra. O pacote envolvente se impunha com refinamento em decoração, a diferenciada opção do motor 1.4 Turbo com injeção direta. Mancava um pouco com o motor 1.9, misto de peças a partir do 1.600 com décadas de projeto, depois substituído pelo ex BMW 1.8. Diferente pelos conceitos torino milaneses em design e soluções. Pretendia a Fiat vender ambiciosas 2.500 unidades mensais.
Não deu certo. Honda baixou o preço do Civic em R$ 10 mil, quase chegando ao Linea. Jogava com o arraigado conceito de presumida confiabilidade nas marcas japonesas, e vendedores de outras marcas o comparavam nas medidas onde era menor: comprimento e distância entre eixos – na prática o espaço aos passageiros de trás. Ficou claro, ao decolar, o Linea levara tiros na asa.
O automóvel se manteve, digno, confiável, mas de procura restrita a 700 ao mês. O engano não foi no produto, mas na postura comercial.
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Linea 2015. Deveria ter sido assim em 2008.
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Regulagem
Em meio a múltiplas atividades, lançamento do Novo Uno, atualização e desenvolvimento de novos produtos, picape cabine dupla e 3 portas, Gran Siena, implantação da fábrica em Pernambuco, o Linea foi deixado de lado, até novo acerto. De imaginar, a solução veio da Honda, do hatch Fit fazendo o três volumes City, de inexplicável sucesso. Modesto em mecânica, restrito no espaço traseiro, caro, muito lucrativo, vende 1.400 unidades mensais – dobro do Linea.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

ENCONTRO DE MUSTANG EM SAMPA


VELOCÍMETRO, O LIVRO DO LUIZ MARINELLI


UN´ALTRA BELLA ALFA....


Davide Ciron quase goza dirigindo um GT1300 Junior elaborada e modificada com extremo bom gosto. Um volante Nardi qui, um jogo de rodas Campagnolo ali, provavelmente uns comandos mais bravos e o encantamento do Cuore Sportivo está feiro.... O cara toca bem por estradinhas da Toscana especiais para Alfas e o som do carro é musica pura. Curtam!

LIRA: CONSTELLATION RADIAL EM UM TRATOR...


Muito me agradam os motores radiais aeronáuticos. Este aqui tem duas fileiras de nove cilindros, ou seja 18 cilindros, 3 mil cavalos e  55 litros de deslocamento. Moveu durante muito tempo uma multidão de aviões desde 1944 ate 1970, inclusive o Lockheeed Constellation, sempre com uma confiabilidade meio relativa. Era dado a engolir válvulas pelo calor excessivo gerado por suas turbinas de recuperação de energia do escapamento e causou o famoso desastre da VARIG no Caribe com um Connie nos anos 50. Abaixo vemos um montado em um caminhão e mais abaixo como os radiais funcionam.




segunda-feira, 28 de julho de 2014

UNA BELISSIMA ALFA ROMEO...

Alfa Romeo Giulia Super 1973 from Cool & Vintage on Vimeo.

HARRIER E O HUMOR BRITÂNICO...


Olhe para esta foto com atenção ... É um exemplo brilhante do humor britânico!

O governo britânico desistiu da frota de Harrier.
Então, no voo de despedida sobre o Parlamento, O Esquadrão mandou ao governo uma mensagem.
Incline-se um pouco para trás, para longe do monitor do computador e feche um pouco os olhos
. Sério ...... empurre a sua cadeira para trás uns 50 centimetros
É para tirar o chapéu para o homem que estava conduzindo este Esquadrão!

0 A 300 KM/H: CARACA!

domingo, 27 de julho de 2014

CAÇAPAVA TEM AGORA UM DEMOCRATA!


Quem fala é Marcelo Bellato, curaador do Museu Roberto Lee:
Museu Roberto Lee Caçapava acaba de receber mais um presente , com histórico parecido com o Tucker nos EUA, aqui no Brasil temos o Democrata,
O Amigo Negri de São Bernardo-SP cedeu um dos 26 de seus Democratas ao Museu , dos 30 fabricados em 1964 restaram apenas 28, dois foram destruídos , um esta no Museu Nacional em Brasilia , outro no Rio Grande do Sul numa coleção particular.
Agora o Museu Roberto Lee também tem um exemplar .
Parabéns pela iniciativa do colecionador Álvaro , e convidamos todos amigos do Museu para que conheça mais essa história aqui em Caçapava-SP nos dias 1, 2 e 3 de Agosto . confira a história do Democrata novídeo do Vrum abaixo, com o charme do Emilio Camanzi .


A400: O ELEFANTE DANÇA....

O VASTO AVIÃO DA AIRBUS INDUSTRIE ALMEJA O LUGAR DO VELHO CONHECIDO HÉRCULES C130. CARREGA 25 TONELADAS OU 160 SOLDADOS E FAZ E ACONTECE, COMO SE VÊ NESTE VÍDEO DE FARNBOROGH 2014. ELE ALCANÇA 420 NÓS OU 750 KM/H E TEM AUTONOMIA DE 4.000 MILHAS NÁUTICAS OU 7.200 KM COM CARGA DE 20 TONELADAS.  ATENTE PARA O LOOPING NO SEGUNDO VÍDEO.




27 DE JULHO É O DIA DO MOTOCICLISTA

ENCONTRO ANUAL DO VETERAN VAI SER EM ITAIPAVA

ATENÇÃO: A DATA CERTA 
É DE 5 A 7 DE SETEMBRO! 
INSCRIÇÕES ESTÃO ABERTAS 
NO SITE DO VETERAN!
O HOTEL FICA NO ENTRONCAMENTO 
DO ACESSO DE ITAIPAVA , NA BR40

MEGA ENCONTRO DE NITERÓI



RETA FINAL - FALTAM DUAS SEMANAS

O segundo Encontro Estadual de Veículos Antigos será realizado no dia 3 de Agosto próximo, na Praia de São Francisco em Niterói, sob o patrocínio do  
Nictheroy Clube de Veículos Antigos, Prefeitura do Município de Niterói e Neltur – Empresa de Lazer e Turismo.

Não perca esta oportunidade de conhecer os mais belos carros das décadas de 1920 a 1980.
Traga a sua família e venha almoçar conosco em um dos Restaurantes da Orla de São Francisco, com privilégio de ouvir a boa música das sensacionais bandas, Mustang 65 e Bloody Mary.

Você encontrará, também, miniaturas de carros, placas, peças, chaveiros e outros objetos de época.

A abertura do Evento para o público será às 9:00 horas e a entrada é franca.
A inscrição para os Expositores de Veículos será feita mediante a entrega de 5 (cinco) quilos de alimentos que serão doados a Entidades Assistenciais.
A inscrição para vendedores de peças é gratuita, mas precisa ser feita através do e-mail: nictheroy@nictheroyveiculosantigos.com.br
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Nictheroy Clube de Veículos Antigos

sábado, 26 de julho de 2014

ALTA RODA COM FERNANDO CALMON




Alta Roda nº 794 — Fernando Calmon — 22/7/14




TROLLER FOI MAIS LONGE





Sempre se costuma perguntar a razão de o Brasil não ter nenhuma marca de automóvel, utilitário ou comercial leve de origem genuinamente nacional. Afinal, como quarto maior mercado interno no mundo (e caminhando para terceiro, deve passar o Japão, mas pode voltar à quarta posição se a Índia deslanchar) as condições estariam dadas. Tentativas foram feitas, mas mesmo que vingassem seria bastante difícil sobreviver.
Indústria automobilística é bem mais complexa do que parece. Está muita sujeita a altos e baixos da economia e a regulamentações severas de segurança e emissões, além dos riscos industriais da produção seriada, entre eles o dos recalls. Por isso, várias marcas sucumbiram ou foram anexadas. Até hoje o cenário mundial não aparenta estar consolidado (ver abaixo em Roda Viva).
Nesse cenário a marca nacional que chegou mais longe foi justamente a que é sediada mais distante dos grandes centros consumidores, a Troller. Fundada em 1995, em Horizonte, a 40 km de Fortaleza (CE), pelo engenheiro cearense Rogério Farias, se especializou em utilitários parrudos para o fora-de-estrada. Produziram-se em torno de 10.000 unidades em 19 anos. Desde 2007 a marca se desnacionalizou – pertence à Ford –, porém sobrevive. O interesse se deu pelos incentivos fiscais criados para apoiar a descentralização da indústria em direção ao nordeste e centro-oeste.
Incentivos, aliás, há em todos os países. Só recentemente veio à tona o volume fabuloso de recursos que estados menos desenvolvidos nos EUA concederam às marcas japonesas, “convencidas” a se instalar no país depois de enfrentarem cotas de importação. O fato é que, por décadas seguidas, os estímulos retornam em valores muito superiores aos doados. No ano que vem se encerram as vantagens recebidas pela Ford (inclusive na baiana Camaçari), enquanto a Troller inicia agora outra fase com o novo T4 lançado semana passada.
Investiram-se R$ 215 milhões para aumentar a produção de 1.200 unidades/ano para 3.000/ano em apenas um turno com 400 empregos diretos. O processo produtivo em compósito de fibra de vidro para a carroceria é mais moderno e inclui seis robôs. O T4 foi totalmente reformulado, inclusive no estilo, que pode ser discutível, mas sem abrir mão de forma e função, hoje tão maltratadas em pseudoaventureiros que contaminam as ruas e estradas por puro modismo.
O novo Troller tem entre-eixos aumentado (agora 2,58 m), o que melhorou espaço para as pernas atrás, embora o acesso continue difícil como se espera de um veículo alto e de duas portas. O ângulo de saída passou para 51°, ou 14° a mais que o modelo anterior. Agora conta com motor Diesel 5-cilindros de 200 cv/48 kgf.m e câmbio manual de seis marchas, formando um conjunto mais silencioso e de alto desempenho com tração 4x4 temporária, reduzida e diferencial traseiro autobloqueante.
Preço é puxado – R$ 110.990; anterior R$ 97.000 –, porém seu público-alvo já tem dois outros veículos na garagem e concorrente direto, o americano Jeep Wrangler, não sai por menos de R$ 155.000 (gasolina). O preço inclui ar-condicionado digital bizona, computador de bordo, sistema de som (CD Player MP3), dois tetos solares fixos, rodas de aro 17 pol, proteções de partes inferiores e freios ABS específico para fora de estrada, entre outros recursos. Há mais de 130 itens de acessórios homologados.
Regulamentação do Contran dispensa instalação de airbags, mas uma futura versão de visual “civil” vai dispor das bolsas de ar, desativáveis por chave em caso de uso severo em baixas velocidades.

RODA VIVA

RUMORES sobre possível aquisição do grupo Fiat Chrysler pelo Grupo VW repercutiram no mundo, apesar dos esperados desmentidos. Conversas sempre há, no caso alimentadas pelo “desânimo” de famílias europeias com o negócio de automóveis, que já atingiu a Peugeot Citroën e alegadamente também a Fiat. No entanto, pode haver mais contras do que prós, segundo a maioria dos analistas.
CURIOSAMENTE, um dos obstáculos estaria no Brasil, pois enfrentaria óbices regulatórios de defesa da livre concorrência, situação inexistente nos tempos da Autolatina (Ford e VW fundiram suas filiais aqui em 1987). Há quem desconfie de que apenas a Alfa Romeo seria vendida à VW, pois a terceira tentativa de relançar a antiga marca de prestígio italiana não se mostraria viável e até atrapalharia o grupo ítalo-americano.
JAPÃO decidiu encerrar os incentivos específicos para seus microcarros urbanos – chamados lá de kei jidosha ou carros básicos, que usam motores de apenas 660 cm³, a maioria com turbo – por motivos fiscais e de distorções de mercado. Espera-se, em razão de preço, que se vendam menos veículos no país. Dessa forma, o Brasil chegaria à terceira posição no ranking mundial mais cedo.
PESQUISA feita nos EUA aponta que o advento da internet e as facilidades de pesquisas de modelos e preços levaram os compradores a visitar menos concessionárias antes de fechar o negócio. Antes, até seis lojas eram percorridas e agora, no máximo, duas.
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fernando@calmon.jor.br e twitter.com/fernandocalmon

segunda-feira, 21 de julho de 2014

DE CARRO POR AÍ COM O NASSER

Coluna 2614 26.junho.2014 edita@rnasser.com.br
Do bom Encontro de Antigos em Araxá
Encerrado o XXI Encontro Nacional de Veículos Antigos, adequadamente realizado no arquitetonicamente imponente Grande Hotel de Araxá, MG, a dúvida sobre a concorrência com outro evento em Águas de Lindóia, SP, dissipou-se. Araxá, como usualmente chamado, mostrou sua fórmula correta: veículos de qualidade; esforço para apresentar novidades; público qualificado; leilão de antigos. Dos veículos relevantes, Ferrari 212 Barchetta, restaurada no Ferrari Classiche, departamento desta fábrica para cuidar dos antigos; Bugatti 1938 carroceria Grangloff Stelvio; Alfa Romeo 2500 carroceria Boneschi, de 1950; Cadillac V16, 1939 e, curioso e raro Cadillac 1958, sedã 4 portas sem coluna, versão Brougham, teto em aço escovado, de aparência incrivelmente leve sobre a carroceria com linhas bolhosas e excessos típicos do final dos anos ’50.

Ferrari 212 Barchetta

Alfa Romeo 2500 Boneschi

Vista do evento

Curiosidades: 1 - Troféu Fabio Steinbruch, oferecido pelo Alfa Romeo Club não a proprietário da marca, mas ao renomado pumista Caiko Botelho; 2 – Organização reverenciou jornalistas Teresa Gago e Atos Fagundes pelo dedicado trabalho no setor; 3 – Colecionador Eduardo Azevedo apresentou seu recém concluído Reggia, chassi em treliça, carroceria em fibra, linhas inspiradas nas barchettas dos anos ’50, primoroso exemplar único; 4 - Histórias surgiram: uns viram correr, outros sabiam de exemplar com o primo do motorista do amigo do diretor ..., vizinho possuiu mas vendeu a peso após acidente em Interlagos, estas coisas do país que não lê; 5 – Merecidíssima a homenagem ao Horácio, o Fusca 1974 com casal Erwin e Flávia Moretti. Poucos promovem a marca e a união antigomobilista como eles; 6 – Hispano Suiza 1911, pioneiro na pioneira Coleção Lee, reapareceu oferecido pela herdeira ao Museu que se instala na cidade de Caçapava. Desaparecido há 20 anos exibia sua aura; 7 – Impecável, marcante visual e auditivamente os 100 cilindros de Ferrari, milhares de equinos, em desfile próprio pela passarela; 8 - Leilão, corajosa iniciativa agora sedimentada, deixou claro ser lugar para veículos de maior preço. Os nacionais, baratos, tinham lances pequenos, demorados, cansativos; 9 - E exibiu vício conhecido de lances desmesuradamente elevados, porém não aceitos pelos vendedores, deixando a dúvida se pretendiam apenas ser referência para negócios futuros – ou para conversas de happy hour... 10 – Carlos Quintana, lojista argentino, presente com livros e emblemas. Vale a pena ? perguntei, para ouvir que em antigomobilismo valem as vendas do momento e o conhecimento para negócios futuros. Sábio; 11 – Colecionador Oswaldo Borges da Costa, um dos criadores do Encontro, ausente ao último, reapareceu em grande estilo, faturou três prêmios com Rolls-Royce Sedanca De Ville 1934; Peugeot 1908; e o Troféu Roberto Lee com o Bugatti Stelvio 1938; 12 – Mesmo lacrado pela Justiça para inviabilizar-se, o Museu Nacional do Automóvel, de Brasília, mantém-se ativo: levou uma treliça da Fórmula Brasil, última remanescente da iniciativa de Chico Landi e Toni Bianco, sua última descoberta; 13 – E foi premiado com Alfa Romeo 2300 de 1974, o chassi 00001, marcando os 40 anos do início da produção deste veículo.

Um convidado curioso
No incontável público na cerimônia de canonização do Papa João Paulo II, um será, pelo menos, insólito. É automóvel polonês FSO modelo Warszawa –Varsóvia -, fabricado em 1958.
Como tudo envolvendo a então União Soviética e seus países satélites, tem a marca da superação, o defasar em estilo, motorização, construção. Quando ainda com o nome civil Karol Wojtyla, o então Bispo da Cracóvia comprou o automóvel, mantendo-o em serviço por vinte anos, até ser ungido condutor da Igreja Católica. Então, servido por Mercedes novos, vendeu-o a seu motorista.
Há dois anos o superado e gasto automóvel mudou de padrão, ao ser adquirido por colecionador alemão, assumindo sua origem. Restaurado, irá à festa.

Tralha
Sabe aquela frase em adesivo usualmente colocado nos automóveis nacionais de coleção,“Não ria. Seu pai teve um”?Pois é. Por pouco não foi produzido no Brasil. Ao tempo da implantação da indústria automotiva no Brasil, com poucos incentivos, porém reserva de mercado e a perspectiva de inquantificada porém projetadamente grande clientela, muitos fabricantes se habilitaram a produzir aqui. A polonesa FSO, iniciando fazer o Warszawa, foi uma delas. Não veio.
O produto era o carro do Bispo Wojtyla, de origem projeto russo de automóvel, o Pobeda –Vitória – criado na estatal GAZ, cedido à subjugada Polônia pelo ditador Joseph Stalin. Inspiração norte americana pré II Guerra, pesado, lento, motor de 4 cilindros, comando e válvulas no bloco de ferro, 2.0 e 50 hp.

Ainda bem que seu pai não teve um deles.

Warszawa ex Papa

Roda-a-Roda
Tentativa – Na Argentina novo plano para reativar vendas de carros feitos lá, caídas em 30%: desconto pelos fabricantes, entre 3 e 13%, e financiamento pelo estatal Banco de La Nación Argentina, 10% de entrada, 60 pagamentos, juros de 17% a.a., inferior à inflação de balcão.
Limites – Validade de três meses, teto em 120 mil pesos – só para a gama baixa, Renault Clio, Chevrolet Classic, Fiat Novo Palio Essence. Após, a carros brasileiros. Valor da prestação limitada 30% da renda do interessado.
Copa –Tentando empurrar produção e vendas do Clio, em via de substituição, Renault Argentina e seus concessionários oferecem durante os jogos da Argentina na Copa do Mundo, descontos sensíveis para a versão Confort Plus, 5 portas. De 116.500 pesos, a 98.120. Resultados iniciais pequenos.
Simpatia – Mercado difícil, ano com vendas menores em 30% que 2013, vale tudo para vender carros novos na Argentina. Volkswagen ao lançar o up! usou o brinde de bicicleta dobrável Think Blue para atrair aos primeiros 500 compradores. O mimo é alemão e não existe no mercado brasileiro.
Tempo – Chinesa National Electric, dona da sueca SAAB, sustou a produção destes competentes automóveis. Micou o caixa.
Pesquisa –JD Power, conhecida empresa de pesquisas automobilísticas, pelo 28º. ano levantou índices de satisfação de compradores de carros novos até três anos de uso nos EUA. Porsche lidera, Jaguar em segundo, empurrando Lexus, marca Toyota para ser irretocável em qualidade, ao 3º. lugar.
Aqui– Pesquisa no Brasil deu empate entre Hyundais e Toyotas. Curiosidade, os coreanos os importados pela representante CAOA, no mercado a Hyundai do B, estão à frente dos Hyundai HB 20 aqui produzidos pela Hyundai original.
Festa– Ford comemora 111 anos fazendo filme nos continentes onde produz, para demonstrar válida a verdade do fundador Henry Ford com o seu Modelo T, chamado The Universal Car, primeiro a ser montado e exportado mundo a fora. Hoje, em 24 horas, os 183.000 funcionários da empresa produzem mais de 17.300 veículos. Quer ver ?https://www.youtube.com/watch?v=DRyrlYObhdY
Governo ?– No desvario criativo da economia nacional, governo federal quer aumentar a 27,5% volume de álcool adicionado à gasolina. É para diminuir importação deste combustível, e gasto de divisas na desequilibrada balança comercial.
E ?– Pode servir a muitos, exceto proprietário de veículo, pois quanto maior a quantidade de álcool, maior o gasto km/litro. Haverá álcool ? Eleição fomentam a criatividade, vantagens para poucos, desvantagens para muitos.
Motores – Escolha do International Engine of the Year – Motor do Ano – deu resultado insólito: pela terceira vez o mais importante como tecnologia foi o Ford 1.0 Ecoboost, de três cilindros. Segundo, 70 pontos – 20% - atrás, o V8 Ferrari 4,5 litros. Depois, VW 1,4 TSI com turbo e compressor; Mercedes-AMG 2,0 turbo, e elétrico estadunidense Tesla.
Processo – 82 votantes internacionais, 5 do Brasil – o Colunista um deles -, representando 34 países, e foco em tecnologia e aplicação real, futuro. Daí, exceto o Tesla, nenhum dos motores é dos EUA.

Motor Ford 1,0 turbo, Motor do Ano

Situação – Após sofrer vandalismo e grandes perdas por atos de terrorismo, revendas na avenida de acesso ao estádio Mineirão, em Belo Horizonte, blindam os negócios em dias de jogo: painéis metálicos vedando os vidros, ou deposição de containers em torno das lojas.
Justiça – Tribunal de Justiça de Brasília cancelou permissão concedida pela Câmara Distrital, aprovada pelo Governador do DF, aos taxis cobrar Bandeira 2 durante a Copa do Mundo. O Ministério Público do DF arguiu a incoerência da medida, um saque contra o consumidor e desestímulo ao uso dos taxis em período de grandes libações. Ano eleitoral é fogo. Faz até Legislativo e Executivo voltar-se contra o público.
Mercado – Para exibir-se no mercado norte americano, Mitsubishi desenvolveu carro especial para a subida no Pikes Peak, montanha no Colorado, 19 km, 156 curvas. Elétricos, quatro motores, 603 cv, tração integral.
Razão – Vencer o PP é relevante no mercado norte americano. A Mitsubishi faz o elétrico MiEV e vende nos EUA, Europa, Japão. Candidatou-se montá-lo aqui, mas não ouviu facilidades para compensar os maiores custos de produção.
Figuração – A volta de honra nas 24 Horas de Nurburgring, a demolidora prova alemã de resistência, teve dois Bugatti 16.4 Grand Sport Vitesse a liderar os 175 participantes. O super carro francês, com 1.200 cv, tem o recorde mundial para carros esporte de produção: 408,84 km/h de velocidade final.
Escada – Brasiliense Felipe Nasr, disputando a temporada de GP2 é segundo após excepcional performance no circuito de Spielberg, onde assumiu a liderança, fez a volta mais rápida, e venceu. Sobe a escada para a Fórmula 1.
Retífica RN – Leitor Lico Azevedo, antigomobilista e conhecedor do produto e história, sacou rápido e indicou engano na Coluna passada: Bugatti de 1937 exposto no grande Encontro de Araxá, MG, não seria o Tipo 57 Atlantic, com dupla de unidades remanescentes.
Razão – Tem-na. O automóvel exposto usa carroceria Gangloff Stelvio, em aço. A outra é em Elektron, liga de alumínio e magnésio.

Bugatti Stelvio

A Fiat e seus prêmios em Cannes
Sorrisos na Fiat. Os cortes nas verbas de divulgação, em vez do previsível resultado de baixar veiculação e vendas, mostraram resultado inverso: instigaram a criatividade da empresa, e como resultado internacional, faturou cinco prêmios no Cannes Lions 2014, um dos festivais de comunicação mais importantes do mundo.
Na pioneira categoria Inovação, criada ano passado, levou o prêmio pela campanha Vem p’ra Rua, de grande oportunidade, ao ser veiculada junto às inexplicadas manifestações populares e protestos nas ruas. A ideia da empresa, de produtos mais vendidos no mercado durante 12 anos, era demonstrar conhecer as ruas com intimidade.
Outra abordagem direta gerou prêmio, a Fiat Live Store, trocadilho bem achado com Love Story. É projeto único no mundo, ao utilizar tecnologia para conectar clientes a especialistas nos produtos Fiat. O contato é feito em tempo real e de forma interativa. Pelo sítio WWW.fiat.com.br/livestore, ou pelo Facebook o cliente escolhe um modelo, e um especialista usando um fone de ouvido com câmera de alta resolução e microfone, mostra diretamente o que foi pedido pelo consumidor para conformar um carro e tira dúvidas diretamente. O negócio funciona em galpão na fábrica de Betim, montado pela agência Click Isobar.
João Batista Ciaco é o diretor de Publicidade e Marketing de Relacionamento, e as agências premiadas foram Click e Leo Burnett Taylor Made.

Campanha Vem p’ra Rua, vencedora

ALTA RODA COM FERNANDO CALMON


Alta Roda nº 793 — Fernando Calmon — 15/7/14


LÍDERES DO SEMESTRE

Em cenário de comercialização em recuo, marcado pelo fim de produção de modelos como Gol G4 e Uno Mille e chegada do up! e do novo March, os tradicionais dominadores de vendas sofreram abalos. Hatches e sedãs são somados na segmentação da coluna, mas é interessante ver mudanças em curso, quando se analisam os números apenas dos hatches, que são a maioria nas vendas entre os compactos, principal produto do mercado brasileiro.
Antigo Gol G4 representava de 20% a 25% do total do Gol e agora uma liderança de 27 anos está ameaçada. Antes eram dois (G4 mais G5) contra dois (Uno mais Mille) e agora é um (Gol G5) contra dois (Palio mais Fire). No primeiro semestre, Gol já perdeu dois meses isolados de liderança, mas no acumulado a manteve. Já o Mille representava de 40% a 45% do Uno e o abalo foi maior. Da tradicional segunda colocação despencou até seis posições, quando o estoque da antiga versão se esgotou em abril. Uno 2015, em setembro, deve melhorar seu posicionamento.
A coluna também substituiu as peruas (apenas dois modelos de pouco peso) pelo novo segmento de crossovers, liderado pelo Mitsubishi ASX. Grand Siena passou a fazer parte dos sedãs compactos “desgarrados”, a exemplo de Cobalt e City. Chrysler 300 C (passou para o segmento topo por suas dimensões avantajadas), Classe E/CLS e Fit são os novos líderes. Os demais mantiveram-se na ponta.
Classificação a seguir segmenta a oferta por distância entre eixos, largura e, secundariamente, preço. A base é o percentual de emplacamentos nacionais pelo Renavam. Apenas modelos mais representativos são citados em razão da importância no mercado. Paulo Garbossa, da ADK, compilou os dados de acordo com os critérios da coluna.
Compactos: Gol/Voyage, 14%; Onix/Prisma, 11%; Palio/Fire/Siena, 10%; HB20/X/S, 8,5%; Fiesta hatch/sedã, 8,2%; Logan/Sandero, 7%; Uno/Mille, 6%; Fox/CrossFox, 5%; Grand Siena, 4%; Etios hatch/sedã, 3%, Celta, 2,6%; up!, 2,4%; Classic, 2,3%; Cobalt, 2,1%; Punto/Linea, 1,8%; C3/DS3, 1,7%; 207/208, 1,6%; March/Versa, 1,5%; City, 1,2%. Gol/Voyage ameaçados, em especial Gol por Palio/Fire.
Médios-compactos: Civic, 19%; Corolla, 18%; Cruze hatch/sedã, 14%; Focus hatch/sedã, 11%; Golf/Jetta, 9%; Sentra, 4,9%; C4/Pallas/DS4, 4,5%; Peugeot 308/408, 3,8%; i30/Elantra, 3,3%; Fluence, 2,6%; Bravo, 2%. Civic não está firme.
Médios-grandes: Fusion, 41%; BMW 3, 23%; Mercedes C, 12%; Azera, 6%. Fusion continua avançado.
Grandes: Mercedes E/CLS, 32%; BMW 5/6, 26%; Jaguar XF,18%. Classe E/CLS, novo líder.
Topo: Chrysler 300 C, 43%; Equus, 15%; Panamera, 13%. Realocado, 300 C lidera.
Crossover: ASX, 48%, Freemont/Journey, 25%; Ranger Rover Evoque, 24%. ASX tranquilo.
Monovolumes pequenos: Fit, 36%; Spin, 30%; Idea, 17%. Fit reagiu.
Monovolumes médios: C4 Picasso, 36%; J6, 26%; Carnival, 18%. Líder consolidado.
Picapes pequenas: Strada, 59%; Saveiro, 27%; Montana, 14%. Strada ampliou margem.
Picapes médias: S10, 31%; Hilux, 24%; Ranger, 14%. Sem ser ameaçada, S10.
Utilitários esporte compactos: EcoSport, 39%; Duster, 33%; Tracker, 13%. Com menos folga, EcoSport.
Utilitários esporte médios-compactos: Tucson/ix35, 40%; Sportage, 13%; RAV4, 10%. Firmeza dos líderes.
Utilitários esporte médios-grandes: Hilux SW4, 43%; Santa Fe, 14%; Trailblazer, 9%. Livre de incômodos.
Utilitários esporte grandes: Pajero Full/Dakar, 41%; Edge, 19%; Discovery, 11%. Posição inabalada.
Esporte: BMW Z4, 43%; Boxster/Cayman, 24%; 911, 10%. Z4 bem confortável.

RODA VIVA

ARGENTINA ganhou investimento da GM para motores a partir do final de 2016. As unidades de 1,4 litro com injeção direta e turbocompressor (flex para Brasil; gasolina para mercado local e exportação) equiparão o novo Cruze, cuja produção será transferida de São Caetano (SP) para Rosário, na Argentina. Motores de três cilindros estão reservados para Joinville(SC), antecipa a coluna.
NOVO March mostra que a Nissan está decidida a avançar em participação no mercado brasileiro. Na versão de um litro de cilindrada ainda utiliza motor Renault anterior, mas como sua massa total é baixa mostra relativa agilidade. Direção eletroassistida de série e menor diâmetro de giro entre todos os compactos facilitam qualquer manobra. Equipado com motor de 1,6 litro (origem Nissan) apresenta desempenho marcante e equipamentos incomuns nos compactos, entre eles câmera de ré. Incômodo é o excessivo ruído de engrenagens na primeira marcha, observado apenas no motor de maior potência e, portanto, mais caro.
DEBATE promovido pela Liberty Seguros sobre mobilidade urbana em São Paulo mostrou que ativistas querem dar sua contribuição importante, mas sem ao menos perguntar a quem paga a conta pesada de impostos – os automobilistas – se têm algo a dizer. Na Inglaterra, por exemplo, Associação Britânica de Motoristas representa voz ativa na resolução dos problemas das cidades. Já era tempo de se fundar uma associação semelhante no Brasil que certamente contribuiria para cidades melhores sem arroubos anticarro.

O SUPERBUS DE DUBAI


Tem uma pontinha de ironia pensar que o mais moderno ônibus elétrico do mundo tenha sido desenvolvido para uma linha que une Dubai a Abu Dhabi, duas capitais árabes que flutuam sobre o ouro negro...

A idéia foi construir um ônibus que pudesse rodar a 250 km/h entre as duas cidades que distam 120 km uma da outra, encurtando para 30 minutos uma viagem que hoje em dia dura uma hora e meia. O Superbus foi gerado na Universidade de Delft, na Holanda, para unir as cidades de Amsterdã e Groningen, mas o projeto foi abraçado pelos árabes e chegou ao estágio de protótipo. Este já alcançou a velocidade de projeto e, futuramente, seus descendentes vão rodar em uma estrada dedicada que possui cabos magnéticos para dirigir o Superbus quando em velocidade de cruzeiro.



O MAIS RÁPIDO FORD MODELO "A" DO MUNDO...



Existe um prazer secreto, meio sádico, em se criar um carro sonso – algo como aquelas pessoas que escondem sua potência, só se revelando inteiramente em ocasiões especiais.

O Fordinho 1929 que enfeita esta página é um desses santos de pau oco. Sua alma maligna foi caprichosamente camuflada sob a cândida aparência original. A construção chega ao requinte de vestir o motor moderno com uma roupa antiga, e é isso que faz desse carro algo único.

Bolado e executado na Finlândia, o projeto foge ao convencional dos hot rods. Nada de pinturas flamantes, adaptações fáceis ou estupros mecânicos. O que faz esse carro tão especial é o capricho de disfarçar todas as alterações sob a aparência original. Um trabalho de detalhismo quase patológico.

A história da transformação começa nos anos 90, quando um antigo piloto de rali de velocidade – que quer permanecer anônimo – comprou dois velhos Ford na Argentina: um Modelo T e um Modelo A.




segunda-feira, 14 de julho de 2014

ALTA RODA COM FERNANDO CALMON


Alta Roda nº 792 — Fernando Calmon — 8/7/14


FIM DO PATERNALISMO

Resultados ruins em vendas internas, produção e exportação (unidades) ao final deste primeiro semestre refletem economia fraca, inflação alta e insegurança sobre o futuro. Em relação ao primeiro semestre de 2013, os recuos foram de 7,6%, 16,8% e 35,4%, respectivamente. Tombo foi maior do que se previa no final do ano passado, quando especialistas acreditavam que a economia brasileira cresceria em 2014 um pouco além que os 2,5% de 2013. Agora falam em apenas 1% a mais no PIB.
A própria Anfavea refez suas previsões que se mostraram otimistas demais em dezembro último. Graças à manutenção do IPI parcialmente reduzido, anunciada em 1º de julho, os números no fechamento do ano seriam um pouco menos negativos: 5,4%, 10% e 29%, respectivamente. Ou seja, crescimento no segundo semestre (14,3%, 13,2% e 36,9%, na mesma ordem) compensaria em parte o raquítico início de ano.
Engana-se quem pensa que a volta do IPI cheio resolveria graves problemas fiscais do governo. Cada 1 ponto percentual de aumento na alíquota, reflete-se em acréscimo de preço de 1,1%. Cada 1% no preço resulta em vendas 1,6% menores. Multiplicados os fatores, 1% a mais de imposto, na prática, significa 2,5% de queda no mercado. Em números redondos, 4 p.p. do IPI (de 3% atuais para os 7% originais) repassados aos preços, significariam um mergulho de 10% nas vendas e arrecadação final de impostos menor.
O cenário piorou por uma conjugação de fatores. Produção foi duplamente prejudicada: mercado interno e situação na Argentina que recebe quase 80% dos veículos exportados daqui. Muito se comenta que os feriados da Copa do Mundo prejudicaram as vendas. Porém, se o mercado estivesse aquecido, os compradores apenas teriam adiado sua ida às lojas. Carros não faltam, pois há 45 dias de estoque (30% acima do normal), e as concessionárias conseguem emplacar mais de 15.000 veículos/dia útil. No primeiro semestre foram apenas 11.500, em média.
Resta saber as causas da apatia e há várias explicações. A primeira é certa acomodação, depois de nove anos de crescimento firme. Inegável que as pessoas também anteciparam compras e a procura sofre mesmo um abalo. O mercado, no entanto, continua com grande potencial, já que mal chegamos ao índice de 5 habitantes/veículo, pouco abaixo da média mundial, mas distante de México e Argentina, por exemplo.
Financiamento, responsável por dois terços das vendas, ficou mais restrito. Embora a inadimplência seja um complicador impactante sobre os juros, outro problema é menos comentado. Planos artificiais de redução de taxa têm eficácia limitada. Se mudassem as regras de retomada dos bens, hoje lenientes para quem deixa de honrar as prestações, certamente aumentaria a oferta de crédito. Em outros países até o pagador com restrições consegue se financiar, pois afinal o veículo pode ser recuperado em pouco tempo. Simultaneamente, o cliente pontual paga menos juros e ganha prazo. O fim do paternalismo criaria um mercado de crédito bem maior e saudável.
De qualquer forma, este semestre tem potencial de ser melhor que o primeiro também porque haverá pelo menos 14 lançamentos, é ano do Salão do Automóvel e a indústria ainda demonstra fôlego para promoções.

RODA VIVA

Aumentar etanol na gasolina de 25% para 27,5%, em estudo pelo governo, traria mais desvantagens que benefícios. Gasolina padrão tem 22% de etanol e assim se homologam motores para consumo e emissões. Mais interessante a decisão recente de imposto menor para motor flex com relação de consumo entre etanol e gasolina superior a 75%, sem prejuízo da eficiência energética da gasolina. Ainda não se anunciou a nova alíquota.
Anfavea mudará suas estatísticas, inclusive série histórica de 58 anos, para enquadrar SUV como automóvel de passageiros e não mais comercial leve, conforme a legislação tributária. Comerciais leves, além de pequenos caminhões e furgões, serão apenas veículos com caçamba, a exemplo de picapes de qualquer porte com cabine simples, estendida ou dupla.
Grupo Caoa-Hyundai reforça sua estratégia de marketing para inserir com maior ênfase no mercado o SUV de sete lugares Grand Santa Fe. Motor é o mesmo V-6/3,3L/270 cv (gasolina) do Santa Fe, de 5 e 7 lugares. Acabamento e equipamentos semelhantes, porém com espaço interno maior, suspensões um pouco mais macias e tração 4x4. Preço: R$ 173.990. Santa Fe, 7 lugares, custa R$ 12.000 menos.
Mitsubishi Lancer sofreu um pequeno atraso até a entrada em produção nas instalações do Grupo Souza Ramos, em Catalão (GO). Ficou para outubro próximo e início de vendas no final de novembro. É o primeiro automóvel da marca japonesa de produção nacional. Além desse médio-compacto, é possível a produção também de um compacto em 2016.

Correção, na coluna da semana passada. O número total de modelos compactos e subcompactos hoje no mercado brasileiro é de 32, quatro a mais que os 28 informados.

OMEGA 3.0: O SOM DO PASSADO

A FUNDAÇÃO TINHA O 3.0 COM UM ESCAPE DESSES, MUSICAL....AUMENTE O SOM: 6.300 RPM EM 3ª.









MAYBACH ZEPPELIN NA QR EM 1973




Wilhelm Maybach foi um dos engenheiros que colaborou com Gottlieb Daimler na construção de sua fábrica de automóveis, junto com seu filho. Depois de alguns desentendimentos lançou-se sozinho à fabricação de automóveis de grande luxo e alta potência, como esse Zeppelin   brilhantemente analisado por Emilio Camanzi em uma edição da Quatro Rodas de 1973, há quase 40 anos. Dizem que o Emílio ainda tinha até uma vasta cabeleira... O nome do carro era esse por ser o seu motor V-12 de oito litros usado para mover os dirigíveis alemães na época, final dos anos 30, mas os aparelhos eram construídos pela Graf Von Zeppelin, uma outra empresa. O motor V12 doo Zeppelin:


O ocaso desse meio de transporte interessantíssimo aconteceu com um raio que atingiu o LZ 129 Hindenburg quando se preparava para atracar  na base de Lakehurst, perto de Nova York e o gás usado para lhe dar flutuação, o altamente inflamável hidrogênio, tocou fogo no aparelho. Os americanos tinham o hélio, gás inerte, mas não o vendiam aos alemães por questões políticas nas vésperas da Segunda Guerra Mundial. 

O Hindenburg em chamas, 6 de maio de 1937 (marketoracle.co.uk)

Hoje em dia a Daimler AG, fabricante dos Mercedes-Benz, detentora da marca, fabrica sem muita difusão uma limusine de altíssimo luxo que resgata a marca, com um V-12 de 600 cv...

Esse carro já morou no Brasil por muito tempo, mas se foi em busca de pastagens mais verdes. Uma perda para a nossa história. Clique no texto do Emilio para ampliar:




SALÃO DO CARRO ANTIGO DE SÃO PAULO DE 2011

OS ISETTAS. QUATRO-LUGARES E DOIS-LUGARES

DODGE CORONET 1970

FIAT 600 ARGENTINO E IMPALA 1975

RADIO MAHAR: A BANDA DOS FUZILEIROS NAVAIS


Quando Cole Porter veio ao Rio, assistiu do palanque o desfile de 7 de Setembro.
Quando viu passar a Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, ele puxou o Ary Barroso pela manga do paletó e perguntou sério:
- O que é isso? Eles não seguem a cadência do bumbo como todos os militares do mundo? Eles pisam num ponto surdo entre as batidas! E eles balançam para
os lados como se estivessem dançando!!!
O Ary respondeu: É porque é uma banda de mulatos que tocam de ouvido e não marcham. Eles desfilam, o que é diferente. Esse balanço se chama
"ginga", mas eu não vou tentar te explicar porque você não entenderia nunca...
A banda marcial não tem instrumentos musicais convencionais, mas apenas clarins, cornetas, pífaros e gaitas de foles, além da ala chamada "pancadaria".
A Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais (do Brasil) em apresentação no maior festival de bandas militares do mundo , "Edinburgh Military Tattoo 2011" , realizado na
Escócia no período de 05 a 27 de agosto, do corrente ano. Tocando gaita escocesa dentro da...Escócia, é de arrebentar. Principalmente quando tocam Brasil, Asa Branca e o glorioso CISNE BRANCO, o Hino da MArinha Brasileira.